
A Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo está com inscrições abertas para quatro cursos de pós-graduação lato sensu.

A Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo está com inscrições abertas para quatro cursos de pós-graduação lato sensu.

Infelizmente, os desastres naturais no mundo continuam a deixar milhares de pessoas desabrigadas todos os anos, forçando-os a buscar refúgio sem outra alternativa. Em muitas ocasiões, as cidades não conseguem abrigar os refugiados, limitando sua cobertura. Somado a isso, as dificuldades para sustentar as vítimas de forma digna tornam-se cada vez mais complexas, levando as estratégias convencionais ao colapso.
É aqui que a inovação, a criatividade e a vontade exercem um papel importante nas diferentes práticas de construção que funcionam de forma eficaz e que, finalmente, se tornam um modelo de construção importante no mundo.
Existem alguns princípios que devem ser levados em conta se quisermos projetar uma estrutura emergente ou transitória, e é por isso que reunimos algumas dicas que esperamos que possam ser úteis.

Bons projetos de escolas representam muito mais que uma boa obra de arquitetura. Sobretudo em áreas vulneráveis e com infraestrutura pública carente, simbolizam o papel do Estado e da educação como agente transformador de melhoria social. Podem, também, tornarem-se áreas de convívio comunitário, locais para a prática esportiva, espaço para cursos, entre outros usos.. Infelizmente, a realidade mostra que nem sempre esses projetos recebem a atenção necessária.
Mas desenvolver um projeto educacional é um dos grandes desafios para arquitetos, já que demandam a adequação de programas e fluxos diversos e complexos. Por conta da economia, racionalização e rapidez de obra, no Brasil a maior parcela dos projetos escolares são concebidos a partir de elementos estruturas pré-fabricados em concreto com modulações rígidas e em raros casos, em aço. Mas o que pode parecer limitante em um primeiro momento, pode se tornar um exercício de criatividade estrutural
Na tentativa de elucidar os sistemas utilizados à materialização destes projetos, selecionamos a seguir um compilado de plantas e cortes de sete obras notáveis que tiram partido das estruturas pré-moldadas para conformar espaços incríveis para o aprendizado. Veja a seguir:

Vigas vagão são aquelas constituídas por barras e tirantes de aço, onde a aplicação destes últimos atuam na redução dos esforços de flexão e deformações da peça, permitindo a diminuição na altura da viga. Em outras palavras, são a união de vigas contínuas de alma cheia (aço ou madeira) junto a cabos de aço que são posicionados na região inferior e apoiados por montantes tracionados. Desse modo, conseguem vencer maiores vãos, mantendo a menor seção possível e a esbelteza da peça. Segundo o engenheiro Yopanan Rebello, “o termo ‘vagonada’ deriva diretamente de sua aplicação como apoio em vagões de trem” [2].

É inevitável que estruturas estáticas e pesadas venham à nossa mente quando pensamos em arquitetura . Mas pilares, vigas e lajes não são as únicas coisas que definem uma arquitetura, definitivamente.
A arquitetura pneumática é aquela constituída por materialidades leves, flexíveis, suportada por bases fixas, mas sem a capacidade de suportar a si mesma decorrente da leveza, com a função de cobrir um vão a partir da injeção de ar. Isto é, são estruturas conformadas a partir de membranas pneumáticas infladas por sistemas de ar que atuam de mesma forma como o mecanismo de um balão inflado por ar quente ou antigos zepelins preenchidos por um gás menos denso que o ar. Há dois grupos constituídos por estas estruturas, aquelas sustentadas pela pressão do ar e aquelas que são enrijecidas por ele.

Uma ponte de cerca de 1,5 quilômetro de extensão entrou em colapso esta manhã em Gênova, na Itália. A ponte Morandi, construída na década de 1960, cruza o rio Polcevera, na porção oeste do porto de Genova, e conecta o centro da cidade com o aeroporto da região. As autoridades creditam o desastre a falhas estruturais somadas a uma forte tempestade que ocorria no momento do colapso.

Precisa-se apenas de caneta, papel e uma mente criativa para criar projetos inovadores. No entanto, é no momento de concretizar as ideias que surgem os verdadeiros desafios. Enquanto alguns arquitetos podem esbanjar seu virtuosismo e criatividade ao projetar e construir algumas das estruturas mais incríveis que o mundo já viu, outros apenas sonham em um dia construir um de seus mais ambiciosos projetos. Seja devido a limitações econômicas ou tecnológicas, a maioria destes projetos surpreendentes nunca verão a luz do dia.
Embora você nunca tenha visitado essas magníficas estruturas - e provavelmente nunca o fará - elas estão disponíveis para uma visita virtual. Estes sete edifícios poderiam ser os projetos mais icônicos e inovadores que o mundo já viu, e por cortesia da Onward, o blog da Onstride Financial, você pode visita-los sem sair de casa.

Estádios – novos ou reformados – são estruturas concebidas para acolher públicos cada vez maiores, edifícios inovadores para a realização de grandes eventos esportivos além de serem excelentes exemplos de projetos de arquitetura em grande escala. Além de todos os aspectos técnicos e considerações relativas ao esporte, estas enormes estruturas apresentam aquilo que há de mais moderno em relação a sistemas tecnológicos, de eficiência energética e sustentabilidade.
A seguir veremos o projeto de nove estádios através dos detalhes de suas complexas mega estruturas.

Pensemos numa folha de papel. Caso haja a tentativa de deixa-la em pé a partir de seu estado primário, a mesma não sustentará seu peso próprio. Contanto, se a curvarmos ou dobrarmos, a mesma atinge uma nova qualidade estrutural, suportando seu próprio peso. Da mesma forma, agem as cascas. “Não se pode imaginar uma forma que não necessite de uma estrutura, ou uma estrutura que não tenha uma forma. Toda forma tem uma estrutura e toda estrutura tem uma forma. Dessa maneira, não se pode conceber uma forma sem se conceber automaticamente uma estrutura e vice-versa.” [1] A importância do pensamento estrutural que culmina no objeto construído é então, tida pela relação entre forma e estrutura. A partir da associação do concreto e do aço, destacam-se as cascas, estruturas cujas superfícies curvas contínuas apresentam pequena espessura, se comparada às outras dimensões, frequentemente utilizadas em grandes coberturas e não permitindo esforços pontuais.
As cascas são estruturas muito utilizadas para coberturas de grandes vãos sem apoios intermediários. Em termos estruturais, são eficientes por resistirem muito bem a esforços de compressão, podendo, em pontos específicos de sua superfície, principalmente próximos aos apoios, absorverem pequenos momentos de flexão.

A configuração de metal e madeira proposta pelo Ateliereen Architecten para uma torre de observação em Peize, Holanda, lida com ambos os materiais na construção de uma estrutura resistente, permeável e lúdica.
O projeto, um mirante projetado a partir da experiência da subida, permite sua montagem facilmente a partir de suas conexões de parafusos e porcas.

Santiago Calatrava acaba de inaugurar sua mais nova obra na Itália: a ponte estaiada de Cosenza, localizada na cidade homônima a 300 quilômetros ao sul de Nápoles, foi concebida com o objetivo integrar duas áreas da cidade que atualmente encontram-se separadas pelo rio Crati: Contrada Gergeri e Via Reggio Calabria.
De maneira similar a tantas outras obras do arquiteto espanhol, a construção se utiliza de seus tradicionais materiais como aço, concreto e pedra. A ponte foi projetada com apenas um único pilar inclinado que suporta a estrutra de aço de mais de 140 metros de comprimento, 24 metros de largura e uma altura máxima de até 82 metros. Aberta ao tráfego de pedestres e veículos, sua forma lembra uma outra importante ponte projetada por Calatrava, a primeira do mundo a ser construída com apenas um único pilar inclinado, a ponte de Alamillo em Sevilla, Espanha.

Historicamente inspirada pelos primeiros abrigos concebidos pelo Homem – as tendas, a exemplo das black tents, desenvolvidas utilizando couro de camelo pelos nômades do deserto do Saara, Arábia Saudita e Irã, e ainda, as barracas das tribos nativas americanas, pela possibilidade de transporte, as estruturas tensionadas oferecem uma gama de pontos positivos se comparadas a outros modelos estruturais.
Tensoestrutura é o termo usualmente empregado às estruturas que utilizam membranas trabalhando junto a cabos de aço na construção de coberturas, cujas principais características detêm-se na trabalhabilidade dos esforços de tração, pré-fabricação, grandes vãos e maleabilidade formal. Este tipo estrutural permite menor quantidade material, graças à utilização de lonas com espessuras delgadas, que quando esticadas por meio da utilização de cabos de aço, criam superfícies capazes de vencer os esforços dominantes – tração, que pela leveza e espessura, não trabalham os esforços de flexão e compressão.

A Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, recebe para uma palestra, na próxima terça-feira, 08 de agosto, Wolfgang Winter, principal engenheiro-arquitetura de estruturas leves da Europa, na atualidade. O encontro é aberto ao público, na Escola da Cidade e começa às 19h30.

Como parte da segunda Bienal de bambu realizada em outubro de 2016, a cidade de Solo em Java Central recebeu uma ponte pública de bambu, cortesia de Indonesian Architects Without Borders (ASF-ID). Conectando o mercado de Pasar Gede e o Forte Colonial holandês Vastenburg, a estrutura de bambu de 18 metros oferece uma revitalização da vida do rio na histórica cidade indonésia. Através do rio Kali Pepe, os residentes de Java podem atravessar a ponte de pedestres em sua trilha que varia em largura de 1,8 a 2,3 metros.

Inspirados pelo comportamento instintivo e a flexibilidade do corpo humano para manter sua integridade física ante perturbações externas, a start-up porto-riquenha Zero Damage projetou uma estrtutura que reage de maneira autônoma nos terremotos e é capaz de neutralizar o período de vibração de um edifício.
Fundado pelo arquiteto Wilfredo Méndez e a engenheira mecânica Esmeralda Ninõ em 2016, o projeto combina parâmetros biomecânicos com princípios da inteligência artificial: a estrutura "sente", processa e reage de maneira dinâmica ao período de vibração gerado por um evento sísmico em um edifício. Este sistema é capaz de reconfigurar o projeto estrutural em tempo real, assim como o corpo humano reage ante perturbações externas que afetem seu equilíbrio.

O projeto estrutural para o Campus Pudasjärvi, no norte da Finlândia, é uma resposta material do escritório Lukkaroinen, para evidenciar as potencialidades do usa da madeira em grandes escalas.
O projeto é composto de uma estrutura de troncos montados e de três tipos de pilares não tradicionais, projetados especialmente em madeira laminada para as diferentes áreas.

Projetado por Josep Ferrando e Diego Baloian, o projeto nasce de um encargo privado para construir uma cobertura de madeira em um terreno no povoado de Curacaví, a 45 minutos a oeste de Santiago no Chile, em um vale no meio do caminho entre a capital e o porto de Valparaíso.
O novo galpão replaneja estruturas tradicionais construídas entre os campos chilenos da zona central, substituindo uma antiga, que estava presente no local mediante uma construção que consolidasse esse espaço como ponto de encontro familiar no centro do terreno de 2 hectares.

Ao projetar estruturas de madeira, é muito importante considerar as uniões e reforços que permitirão que estas mantenham-se efetivamente de pé e trabalhem em conjunto. Esses conectores não somente permitem incorporar madeira com madeira, como possibilitam ancorar elementos de madeira com paredes de alvenaria e concreto.
Pela variedade de elementos a unir (viga-viga / viga-pilar / viga-escora / viga-parede / base-marcos), ao trabalhar com conexões requer-se da assessoria de um engenheiro calculista ou um profissional com conhecimento e experiência. Para guiar-te nesse processo, selecionamos 15 conexões metálicas especialmente projetados por Arauco para conectar peças de madeira.