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Espaço público: O mais recente de arquitetura e notícia

Projeto Opera House: um novo espaço público para Detroit

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Um novo projeto em Detroit busca transformar uma casa abandonada em um espaço de performances e apresentações públicas - mas para isso, precisa de sua ajuda. A Opera House é o resultado de uma colaboração entre V. Mitch McEwen e seu sócio no A(n) Office, Marcelo Lopez-Dinardi. Após McEwen comprar a casa há dois anos e meio, a dupla começou a remover alguns elementos da edificação para transformá-la em um teatro aberto.

Contando com a participação de curadores e organizações comunitárias, bem como designers e artistas, o projeto recebeu um fundo de US$ 10 mil da Knight Arts Challenge para financiar metade dos custos. Para dar prosseguimento à iniciativa, os idealizadores do projeto lançaram uma campanha de financiamento coletivo que foi encerrada no dia 2 de julho e atingiu a meta esperada. Saiba mais sobre o projeto, a seguir.

Estaria a tecnologia diminuindo nossa compreensão do espaço público?

Em um artigo publicado no Washington Post, Philip Kennicott argumenta que "a tecnologia mexeu nas linhas entre o público e o privado." O autor questiona se, em uma era de "individualismo radical" estimulado por nossa fascinação com a comunicação solitária, nossa compreensão e apreciação coletiva do espaço público e cívico não teria sido diminuída. Kennitott prevê que "uma coisa é certa: Viveremos em espaços mais lotados, e passaremos cada vez mais tempo nos interiores, encasulados em zonas climaticamente controladas com alguns bilhões de amigos mais próximos" à medida que a rápida urbanização se funde com a mudança climática.

“A Cidade Precisa de Praias” promove encontro em Recife

O projeto A Cidade Precisa de Praias é o intercâmbio entre os coletivos Praias do Capibaribe e A Cidade Precisa de Você, nas cidades de São Paulo e Recife, com dois diálogos abertos sobre estratégias de ocupação e duas intervenções urbanas feitas colaborativamente entre os coletivos. Além da apresentação de intervenção conjunta, que aconteceu no dia 24 de abril no Largo da Batata, em São Paulo, no dia 3 de maio será a vez da intervenção dos dois coletivos em Recife, na Vila Santa Luzia, bairro da Torre, das 15 às 20 horas. O objetivo é difundir práticas culturais em espaço público como estratégia de ocupação e transformação da cidade.

Como resultado serão produzidos um fanzine sobre o processo e resultados do projeto e um vídeo, viabilizados pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 11ª Edição do Ministério da Cultura. Ambos os coletivos fomentam o debate acerca do direito à cidade, ocupando artisticamente espaços da cidade que precisam ser apropriados por seus moradores e frequentadores para que haja entre eles vínculo afetivo e se transformem em espaços vivos. 

Todas as etapas e atividades do intercâmbio serão compartilhadas em plataforma digital, ampliando as conexões em cada cidade e iniciando a formação de uma rede de artistas com interesses convergentes. 

"The Longest Bench", um projeto lúdico que mudou o caráter de um passeio costeiro no Reino Unido

A ideia por trás do projeto "The Longest Bench" trata da reativação de um espaço negligenciado, da participação cidadã e da reciclagem. Seus idealizadores são os membros do Studio Weave, um escritório de arquitetura de Londres que se destaca por desenvolver projetos que resgatam o caráter do lugar onde se localizam.

Para a realização desse projeto, o Studio Wave trabalhou na costa de Littlehampton, ao sul da Inglaterra, com o objetivo de construir um banco que não apenas se destacasse por sua extensão, mas que contribuísse com a criação de um sentido de lugar.

Mais detalhes a seguir.

"The Longest Bench", um projeto lúdico que mudou o caráter de um passeio costeiro no Reino Unido - Image 1 of 4"The Longest Bench", um projeto lúdico que mudou o caráter de um passeio costeiro no Reino Unido - Image 2 of 4"The Longest Bench", um projeto lúdico que mudou o caráter de um passeio costeiro no Reino Unido - Image 3 of 4"The Longest Bench", um projeto lúdico que mudou o caráter de um passeio costeiro no Reino Unido - Image 4 of 4The Longest Bench, um projeto lúdico que mudou o caráter de um passeio costeiro no Reino Unido - Mais Imagens+ 4

Projeto Bem Belém: uma intervenção urbana baseada na participação comunitária

No dia 1 de março o grupo Bem Belém realizou sua primeira intervenção no bairro Belém, na capital paulista. A iniciativa tem como objetivo criar um diálogo entre moradores e frequentadores da região com os espaços que não oferecem nada às necessidades do bairro.

A intervenção imita o que aconteceu em New Orleans por iniciativa da artista Candy Chang, permitindo que visualizemos lado a lado as necessidades de quem vive aqueles lugares todos os dias, deixando claro que existem interesses pessoais que podem ser coletivos.

A instalação consiste na aplicação de adesivos que introduzem a questão “queria que isso fosse...”, oferecendo um espaço para que as pessoas preencham com sua opinião.

4 projetos para transformar a 42nd Street de Nova Iorque em um lugar habitável e livre de carros

A 42nd Street de Nova Iorque  é uma das avenidas mais visitadas da cidades, reunindo em seus 3,5 quilômetros de extensão alguns pontos emblemáticos como a Times Square, a Biblioteca Pública, o edifício Chrysler, a praça das Nações Unidas, o Edifício da ONU e alguns importantes teatros. 

Seu aspecto atual é decorrente de um plano de regeneração urbana implementado nas décadas de 1970 e 80. Contudo, para continuar intervindo nessa rua, o Instituto para a Mobilidade Urbana Racional (IRUM) e a organização cidadã Vision 42 lançaram o concurso internacional Vision42Design, com o qual buscavam projetos que permitissem a implementação de uma linha de VLT, planejada há mais de 40 anos.

O único requisito era que os projetos cumprissem com os seguintes objetivos: criar um espaço que seja amigável com os pedestres, livre de automóveis e que conte com um bulevar sustentável. A seguir, mostramos quatro propostas finalistas do concurso que reuniu mais de 200 inscritos. 

Vídeo: Timelapse de Londres feito com mais de 35 mil fotografias de 40 fotógrafos

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"Lapse London" é o resultado de mais de 35.000 fotografias registradas em um único dia por mais de 40 fotógrafos na capital do Reino Unido.

A ideia é da empresa Triggertrap, que convidou os fotógrafos a registrarem alguns dos mais vibrantes espaços públicos de Londres, ricos em atividades durante o dia e também à noite.

Diferente de outros vídeos desse tipo, Lapse London foi feito com o Triggertrap, um aplicativo que permite conectar um smartphone a uma câmera digital através de uma conexão wifi, ampliando as possibilidade de acionamento remoto da câmera.

Grotinho de Paraisópolis . Construindo espaços de convívio / Boldarini Arquitetos Associados

Apresentamos a seguir o projeto Grotinho de Paraisópolis . Construindo espaços de convívio - Edificio multi-funcional, de Boldarini Arquitetos Associados, premiado com Destaque na categoria Espaços Públicos no W Award, prêmio que tem o apoio do Ministério da Cultura e do Instituto São Paulo de Arte e Cultura - ISPAC.

Grotinho de Paraisópolis . Construindo espaços de convívio / Boldarini Arquitetos Associados - Image 1 of 4Grotinho de Paraisópolis . Construindo espaços de convívio / Boldarini Arquitetos Associados - Image 2 of 4Grotinho de Paraisópolis . Construindo espaços de convívio / Boldarini Arquitetos Associados - Image 3 of 4Grotinho de Paraisópolis . Construindo espaços de convívio / Boldarini Arquitetos Associados - Image 4 of 4Grotinho de Paraisópolis . Construindo espaços de convívio / Boldarini Arquitetos Associados - Mais Imagens+ 17

Os princípios de Gehl Architects para que as cidades sejam mais habitáveis

Se um lugar proporciona o contato visual entre os cidadãos e tem uma infraestrutura adequada para evitar uma experiência sensorial desagradável, está cumprindo dois dos 12 princípios criados pelo arquiteto e urbanista Jan Gehl, juntamente a Lars Gemzøe e Sia Karnaes, para determinar se um espaço público é bom ou não.

Esses dois princípios foram retomados por Gehl em uma recente entrevista com o jornal The Guardian, na qual, junto à arquiteta Helle Søholt, divulgou novos tópicos para que as cidades sejam mais habitáveis.

Veja a seguir os 12 princípios de Gehl Architects:

Um sonho atravessado por um rio: Parque Linear Rio Cali, Colômbia

Após quarenta anos de convulsão social, Cali (Colômbia) está voltando sua atenção novamente para o planejamento urbano e revitalização. Uma economia sustentavelmente estável levou as autoridades a intervirem na renovação do espaço público e sistema de transporte. Trabalhando na promoção do patrimônio natural de Cali, o escritório de urbanismo e paisagismo West 8 se associou à Prefeitura de Cali para projetar o Parque Linear Rio Cali como parte de uma iniciativa chamada “Um sonho atravessado por um rio”. O projeto visa criar um espaço público seguro e bem conectado com o centro urbano.

Ciclistas de Roma decidem solucionar por sua própria conta a falta de ciclovias

Em Roma, os ciclistas se cansaram da falta de ciclovias, sobretudo nos locais mais inseguros.

Um desses lugares é o túnel de Santa Bibiana que conecta os bairros de Esquilino e San Lorenzo, próximo à estação de trem Roma Termini. Há alguns anos os ciclistas pediram às autoridades de ambos os bairros uma ciclovia para o túnel, porém, sem resultados positivos. Assim, decidiram solucionar o problema por sua própria conta e em apenas 45 minutos.

Mais informações a seguir.

3 espaços públicos iluminados a partir dos passos das pessoas

Uma pessoa durante toda a sua vida dá, em média, 150 milhões de passos. Se o movimento dos passos das centenas ou milhares de pedestres fosse aproveitado para produzir energia, conseguem imaginar os lugares que poderiam ser iluminados?

A empresa britânica Pavegen já imaginou, e em 2009 desenvolveu uma espécie de ladrilho que, ao ser pisado, gera energia elétrica e ilumina os espaços públicos. Com essa invenção, eles transformaram um campo de futebol de uma favela no Rio de Janeiro no primeiro do mundo a produzir eletricidade a partir do movimento dos seus jogadores.

Além disso, também aplicaram esses ladrilhos em lugares muito utilizados, como o terminal 3 do aeroporto de Londres – o mais transitado do mundo – e uma estação de trens na França, por onde passam, diariamente, mais de 5 mil pessoas, a fim de demostrar que esta tecnologia é uma alternativa que pode ser aproveitada nas cidades como uma fonte de produção de energia limpa e pouco invasiva.

Confira os vídeos dos 3 projetos da Pavegen, a seguir.

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5 iniciativas nos EUA que tornaram os espaços públicos mais dinâmicos

As intervenções realizadas em parques urbanos, como por exemplo, a instalação de cadeiras no Parque Bryant de Nova Iorque, ou as obras de arte que são frequentemente instaladas em espaços públicos, fazem com que as cidades sejam lugares mais agradáveis, dinâmicos e atrativos para viver.

Nesse sentido, a organização estadunidense Project for Public Spaces (PPS), acredita que “mais do que nunca, as obras de arte pública são estimulantes e convidam a um diálogo ativo ao invés da observação passiva, fomentando, assim, a interação social que pode inclusive conduzir a um sentido de coesão social entre os próprios espectadores”.

Tomando essa definição, o especialista em Geografia Humana da Universidade de Auckland, Thejas Jagannath, identificou cinco ações desse tipo que acontecem em cidades estadunidenses e que permitem que os cidadãos mudem sua percepção de um lugar, podendo identificar-se com este, considerando-o divertido e dinâmico.

Veja, a seguir, estes cinco projetos.

“A arrogância do espaço”: A distribuição desigual do espaço público em relação aos pedestres, ciclistas e automóveis

A distribuição desigual do espaço público, em relação aos pedestres, ciclistas e condutores de automóveis, é um assunto que o especialista em mobilidade urbana, Mikael Colville-Andersen, qualifica como “a arrogância do espaço”.

Do ponto de vista desse planejador urbano e fundador do Copenhagenize, este termo pode ser aplicado às ruas que são dominadas pela engenharia de trânsito do século passado, isto é, aquelas que estão planejadas prioritariamente para os automóveis.

Para exemplificar seu posicionamento, Mikael analisou a quantidade de espaço que possui cada um desses grupos, além do espaço “morto” e dos edifícios, em algumas ruas de Calgary, Paris e Tóquio através da comparação de cada setor com diferentes cores.

Confira as imagens a seguir.

4 organizações cidadãs dos EUA que transformam lugares abandonados em espaços públicos

Há algum tempo publicamos as 7 ideias que a urbanista Helen Leung desenvolveu para que os cidadãos possam recuperar de maneira rápida e econômica lugares abandonados das cidades antes que as autoridades decidam o que fazer com eles.

Mostramos agora como trabalham quatro organizações cidadãs dos Estados Unidos que se dedicam a difundir onde estão esses lugares e quais são suas características, visando recuperá-los através das ações e ideias das comunidades locais. Dessa forma, buscam fazer uma ponte entre quem vive próximo a esses espaços e aqueles que têm propostas para transformá-los em novos espaços públicos.

Conheça, a seguir, essas organizações e o modo como trabalham.

Arquitetura brasileira e o espaço público

Um dos principais aspectos do projeto moderno brasileiro foi a preocupação de como o objeto construído se comporta frente ao espaço público. Alguns clássicos deste período mostram, tendo o projeto como um ato político, que arquitetura deve fazer parte do ambiente urbano em relações francas com ruas, praças, parques e pessoas. Por esta perspectiva é possível imaginar o quanto o chão é importante para estes projetos, o ponto de contato com esta vida pública.

Artistas urbanos de Nova Iorque contam com mais espaços públicos para intervenções

O Departamento de Transporte (DOT) de Nova Iorque conta com o DOT ART, um programa de arte através do qual o departamento se associa com artistas e organizações dedicadas à arte urbana, oferecendo-lhes oportunidade de transformar as ruas, praças, pontes e calçadas da cidade por meio de instalações esculturas, pinturas de muros e estêncis.

Assim, a cidade confere cada vez mais valor às mostras de arte e oferece mais espaços para que os próprios cidadãos intervenham nos lugares, tornando-se muito mais atraentes e representativos.

A seguir, mostramos 7 projetos realizados através desse programa que vão desde muros e viadutos pintados até esculturas feitas a partir de bicicletas, que promovem a conscientização da necessidade de um transporte limpo.

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Ruas solares: podem se tornar uma realidade?

Trazer conceitos de eficiência energética aos nossos espaços públicos é uma ideia que já vem sendo estudada há década. Neste contexto, alguns projetos interessantes têm surgido, como a ciclovia Solarpath no parque Christ’s Pieces em Cambridge, na Inglaterra.

Nos Estados Unidos, dois pesquisadores estão desenvolvendo o Solar Roadways, um sistema que, se implementado, substituirá o asfalto das ruas e ciclovias por painéis solares e luzes LED cobertos por vidro reforçado e, segundo eles, reduziria em até 70% os acidentes de trânsito à noite. Além disso, a proposta conta com um sistema de aquecimento que ajudaria a derreter a neve.

Embora o vídeo do projeto tenha sido avisto por sete milhões de pessoas, algumas pessoas acham que seu alto custo pode ser uma barreira. De acordo com um dos desenvolvedores, 1,5 quilômetros destas ruas poderiam produzir energia para 428 lares nos EUA