Levar iluminação para quem precisa, com energia solar e materiais acessíveis. Este é o trabalho da ONG Litro de Luz que, em 3 dias de ação, impactou positivamente a qualidade de vida de 173 famílias, de comunidades ribeirinhas que vivem às margens do Rio Negro, na Amazônia.
Complexo solar fotovoltaico de Pereira Barreto, no estado de São Paulo. Imagem cortesia de EDP Renováveis
O Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 14 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia elétrica em telhados, fachadas e pequenos terrenos. Como resultado, a fonte solar supera a potência instalada da usina hidrelétrica de Itaipu, segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
A Favela Marte, localizada em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, será a primeira comunidade da América Latina totalmente abastecida com placas solares. O local servirá de modelo para um amplo projeto que promete gerar renda e desenvolvimento social aos moradores.
Conhecida como Vila Itália, a comunidade começou a surgir em 2014. Por diversos anos, a população foi alvo de ações judiciais, que visavam desapropriar a área privada. Um novo revés veio quando a área foi escolhida para servir como modelo para o projeto “Favela 3D”, referindo-se à criação de ambientes dignos, digitais e desenvolvidos.
Ter mais independência na geração de energia é um caminho para driblar a alta nas contas de luz. Neste sentido, são cada vez mais comuns os pequenos sistemas de produção de energia renovável. Em Sorocaba, no interior de São Paulo, a startup Vida Maker desenvolveu uma microusina que pode ser alimentada por placa solar, energia eólica e gerador hidráulico.
A usina funciona como uma espécie de gerador. Por isso, é possível servir como fonte de energia para eletrônicos, eletrodomésticos e para iluminação.
Uma pesquisa realizada na Austrália comprovou que telhados verdes contribuem para aumentar a eficiência de painéis solares. Isto é, as placas funcionam melhor quando não estão muito quentes.
Para o estudo, foram analisados dois prédios de escritórios idênticos localizados lado a lado em Sydney. De um lado, foi montado um sistema solar fotovoltaico convencional e do outro os painéis solares foram cercados por vegetação. Ambos foram analisados por um período de oito meses, que englobou verão e inverno.
Uma grande fazenda solar flutuante começou a operar na Tailândia. As células solares foram instaladas na superfície da água para aproveitar a energia do sol durante o dia, enquanto três turbinas convertem a energia das águas à noite.
O sistema combina dois tipos de geração de eletricidade renovável no reservatório de Sirindhorn, na província de Ubon Ratchathani, localizado a cerca de 660 quilômetros da capital Bangkok. Foram instalados 145 mil painéis solares no total. Os 45 MW de potência de pico que o projeto pode produzir complementam as operações de barragem existentes, que podem gerar 36 MW adicionais e fornecer eletricidade a três províncias no leste da Tailândia.
As previsões para o futuro são alarmantes. Pelo menos é o que nos mostra o relatório do IPCC 2021, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (órgão da ONU) recentemente publicado. Segundo o documento, as mudanças climáticas causadas pelos seres humanos são irrefutáveis e irão se agravar nas próximas décadas se não houver esforços para modificar a situação, afirmando que o aquecimento de 1,5ºC a 2ºC será ultrapassado em um futuro muito próximo.
Incluir estratégias de sustentabilidade dentro dos projetos arquitetônicos não é uma simples tendência, é uma necessidade. Cada vez mais percebemos a importância de tratarmos com responsabilidade os recursos naturais, assim como entender os fatores climáticos que envolvem o desenho de um projeto.
Dentre diferentes estratégias, ativas ou passivas, a incorporação da energia solar é uma das mais procuradas no âmbito da arquitetura residencial. Além de receber incentivos em diferentes partes do mundo, o uso de sistemas solares lidera a procura dentro das soluções sustentáveis justamente porque os benefícios da sua instalação podem ser vistos em um curto espaço de tempo com uma redução de até 95% dos gastos mensais com energia. Ademais, a vida útil de um painel solar pode chegar até 25 anos, funcionando de forma totalmente autônoma e requerendo apenas uma limpeza básica uma vez por ano.
A mudança climática continua sendo a principal preocupação na política, economia e pesquisa científica globais, particularmente no que diz respeito às indústrias de arquitetura e construção. Essa maior culpabilidade para o campo da arquitetura deriva do fato de que a indústria da construção contribui com 40% das emissões globais, e a demanda no setor de construção está projetada para aumentar apenas 70% até 2050. As energias renováveis fazem parte de um paradigma de sustentabilidade do século 21 que responde às mudanças climáticas e à degradação ambiental, fortalecendo o impulso para a transformação global. Estratégias de produção de energia renovável são necessárias para mitigar futuros problemas de segurança energética à medida que as fontes tradicionais de combustível se tornam cada vez mais escassas e são uma parte indispensável do projeto para a sustentabilidade na arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/962742/integrando-a-tecnologia-solar-em-fachadas-claraboias-telhados-e-outros-elementos-de-construcaoLilly Cao
Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em fevereiro de 2021, o Brasil alcançou a marca de 500 mil unidades consumidoras de energia solar fotovoltaica distribuída (GD), e a maior parte das instalações (73,6%) encontra-se em residências. A entidade aponta que, entre o total de consumidores, 16,6% são representados por pequenos comércios, seguidos pelo setor rural e pela indústria, com 7% e 2,4%, respectivamente. Com objetivo de responder às 500 mil unidades, 400 mil sistemas solares foram instalados.
Incentivar residências a adotarem a geração de energia solar é essencial para um futuro menos poluente, mas investir em aplicações solares de larga escala é o que poderá mudar os rumos para as emissões zero. É o que revela um novo estudo do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne (RMIT University), na Austrália.
Pesquisadores geoespaciais usaram a cidade de Bendigo, no estado de Vitória, para realizar o estudo de caso. Foi estimada a eletricidade solar gerada ao longo de um ano na cidade que possui 17 mil painéis residenciais. Em comparativo, o estudo leva em consideração o potencial da instalação solar em 21 aeroportos de propriedade do governo australiano.
Antes restrita a estações espaciais e satélites, a energia fotovoltaica vem ganhando espaço e tornando-se uma opção cada vez mais viável. Diariamente, o sol libera uma enorme quantidade de energia no planeta Terra, muito mais do que toda a população consome. Deixar de aproveitar essa fonte sustentável, renovável e inesgotável para gerar energia elétrica é quase um contra senso, sobretudo se levarmos em conta todo o impacto ambiental e social das outras formas de geração de energia. Mas a tecnologia para criar energia elétrica a partir do sol não é tão simples e ainda apresenta algumas pequenas limitações, sobretudo de preço. A ideia desse artigo é explicar alguns conceitos básicos sobre o processo e evidenciar o que é importante levar em conta ao projetar um sistema solar.
Protótipos do AuREUS System Technology já estão em funcionamento em janelas e estruturas externa de prédios nas Filipinas. Foto: Dyson Prize | AuREUS System Technology
Painéis fotovoltaicos vêm ganhando cada vez mais espaço como uma fonte limpa e renovável de energia. Mas, muitos destes equipamentos só funcionam em certas condições – painéis solares dependem de luz direta do sol e as usinas fotovoltaicas são construções horizontais que dependem de grandes áreas.
A solução para estas limitações pode ter sido encontrada por um jovem estudante filipino de 27 anos. Carvey Ehren Maigue da Universidade de Mapua desenvolveu um sistema que converte a radiação UV em luz visível e gera eletricidade. O AuREUS System Technology, como foi chamado, é um material que pode ser aplicado em superfícies ou estruturas pré-existentes.
O governo do Espírito Santo anunciou, na última semana, o lançamento do Programa GERAR, que prevê triplicar os investimentos em geração distribuída solar fotovoltaica e ampliar incentivos para as fontes renováveis. O programa tem o apoio da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e mostra comprometimento com as metas assumidas pelo estado para reduzir suas emissões de poluentes, contribuindo para o combate à crise climática.
A energia solar é oficialmente a forma mais barata de gerar eletricidade atualmente. Quem garante é a Agência Internacional de Energia (IEA na sigla em inglês) em seu relatório anual World Energy Outlook 2020 recém-publicado. “Com drásticas reduções de custo na última década, a energia solar fotovoltaica é consistentemente mais barata do que novas usinas a carvão ou gás na maioria dos países, e os projetos solares agora oferecem alguns dos menores custos de eletricidade já vistos”, afirma o documento.
Em agosto de 2019, a Eternit apresentou na Intersolar South América sua telha solar fotovoltaica. A novidade, inédita no país, acaba de obter certificado do Inmetro para ser produzida. O modelo já tinha aprovação do Instituto e agora, com o documento, a primeira telha de concreto capaz de gerar energia – desenvolvida no Brasil – pode ser comercializada.
Quem instalar as telhas em sua residência poderá captar a luz solar para a produção de energia elétrica – sem a necessidade de painéis adicionais. Este tipo de tecnologia ficou mundialmente conhecida a partir das telhas solares da Tesla.
Foto: Jean-Paul Pelissier | Reuters. Via CicloVivo
Sempre que pensamos em painéis solares, a ideia de um produto sustentável surge. Sem dúvida eles são uma solução para gerar energia renovável, mas, o que pouca gente sabe, é que os painéis solares são muito difíceis de reciclar. Esta desvantagem não é motivo para que eles não sejam adotados em construções e usinas solares, mas mostram que a sustentabilidade tem que ser um foco constante em relação a estes produtos, mesmo depois que eles deixam de funcionar.
O aquecimento solar existe na arquitetura desde os tempos antigos, quando as pessoas usavam paredes de adobe e pedra para reter o calor durante o dia e liberá-lo lentamente à noite. Em sua forma moderna, no entanto, o aquecimento solar foi desenvolvido pela primeira vez na década de 1920, quando arquitetos europeus começaram a fazer experiências com métodos solares passivos em habitações em massa. Na Alemanha, Otto Haesler, Walter Gropius e outros projetaram os apartamentos esquemáticos Zeilenbau, que otimizavam a luz solar e, após a importação das "habitações heliotrópicas" aos EUA, a escassez de combustível em tempo de guerra durante a Segunda Guerra Mundial rapidamente popularizou o aquecimento solar passivo. Variações desse sistema proliferaram em todo o mundo, mas foi somente em 1967 que a primeira parede Trombe foi implantada pelo arquiteto Jacques Michel em Odeillo, França. Batizado em homenagem ao engenheiro Felix Trombe, o sistema combina vidro e um material escuro que absorva calor para conduzi-lo lentamente para dentro da casa.
https://www.archdaily.com.br/pt/946767/como-funciona-uma-parede-trombeLilly Cao