Em 1941, o engenheiro suíço George de Mestral, acompanhado de seu cão, fazia uma das suas caminhadas recorrentes pelos Alpes quando observou que as sementes de uma determinada espécie dotada de espinhos e ganchos colavam constantemente na sua roupa e no pelo de seu cachorro. Foi a partir dessa observação e do estudo de tal planta que, sete anos mais tarde, ele criou o conhecido velcro, um tecido repleto de minúsculos ganchos que possibilitam a sua fixação em determinadas superfícies.
Escola Primária Tanouan Ibi, Mali. Imagem Cortesia de LEVS Architecten
A arquitetura vernacular pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida. São, portanto, arquiteturas diretamente relacionadas ao contexto, influenciadas e atentas às condições geográficas e aspectos culturais específicos da sua inserção e, por esse motivo, surgem de modo singular nas diversas partes do mundo, sendo consideradas, inclusive, um dispositivo de afirmação de identidades.
Buscando estabelecer fortes conexões entre o urbano e a natureza, tradição e inovação e economia e cultura, o escritório SOM projetou um masterplan para a Área Central do Distrito de Guangming, Shenzhen, China. Uma nova referência de desenvolvimento ecologicamente integrado, o projeto conduirá o crescimento urbano previsto para a região.
Fungos estão por toda parte. No ar, na água, no nosso organismo, nas árvores, no forro do banheiro, embaixo da terra. Podem assumir a forma de cogumelos (comestíveis, medicinais, alucinógenos ou muito venenosos), ou outras mais simples, como mofos e bolores. Podem desencadear doenças, mas também produzir remédios antibióticos, como a penicilina, ou ajudar a fermentar queijos e pães incríveis. E se eu te dissesse que eles também podem ser o futuro das embalagens e dos materiais de construção?
Como exercitar um olhar holístico, complexo e sistêmico para o habitar do que chamamos de casa? Como produzir outras formas de valorizar e reconhecer culturas não hegemônicas? Quais as patologias dos sistemas que somos ensinados a acreditar e como criar novas formas de percepção e ação que entendam como os sistemas de produção e organização de vida estão interconectados?
O arquiteto chinês Mingfei Sun projetou um hub urbano de orientação ambiental para a cidade de Masdar, em Abu Dhabi. Intitulado SURGE, o projeto explora a imagética do poder da natureza, tornando-se um oásis de grande valor ecológico.
https://www.archdaily.com.br/pt/922044/surge-um-hub-urbano-que-combina-tecnologia-sustentabilidade-e-tradicaoLilly Cao
Em seu mais recente projeto de arquitetura, a Vincent Callebaut Architectures desenvolveu uma espécie de utopia ecológica, um edifício de 8.225 metros quadrados destinado a abrigar a sede da Soprema na cidade de Estrasburgo, na França. O edifício, chamado de Semaphore, é descrito pelos arquitetos como um “amplo espaço verde e flexível para o trabalho em equipe”, voltado especialmente ao bem-estar dos funcionários e à agricultura urbana.
Através de sua arquitetura eco-futurista, os arquitetos buscaram inspiração na biomimética com o principal objetivo de transformar o edifício do Semaphore em um ícone da arquitetura eco-futurista, além de servir como uma vitrine para a empresa e toda a sua linha de produtos de isolamento, impermeabilização e tecnologias voltadas à sustentabilidade na construção civil. O projeto desenvolvido pela equipe de Vincent Callebaut será um protótipo ecológico da cidade verde do futuro a medida que busca encontrar o equilíbrio perfeito entre o homem e a natureza.
A aplicação do reboco natural feito a base de terra é uma técnica bastante utilizada na bioconstrução. É a mesma mistura utilizada para os tijolos de adobe. Apesar de simples, seu uso ainda é pouco disseminado. Rafael Loschiavo, do escritório de arquitetura Ecoeficientes, ensina o passo a passo que pode dar vida nova a uma parede que estava “caidinha” sem precisar de grandes reformas.
https://www.archdaily.com.br/pt/904869/aprenda-a-fazer-revestimento-de-terra-para-paredesMayra Rosa
O fotógrafo de arquitetura Julien Lanoo é conhecido por suas narrativas contadas através de imagens estáticas. Suas fotografias em estilo de documentário registram desde a Fundação Aishti de Adjaye Associates até a CCTV do OMA e a Trienal de Arquitetura de Oslo. Recentemente, o fotógrafo lançou um curta-metragem que apresenta o arquiteto canadense-ganês Akwasi McLaren contanto a história por trás da construção de sua pousada ecológica na região de Cape Three Points em Gana. Dividido em três capítulos, Knowledge, Wisdom, and Understanding acompanha a jornada de McLaren desde o projeto até a construção do hotel de seus pais e seu desejo de compartilhar suas habilidade de construção ecológica.
A incontrolável urbanização do planeta deu origem a cidades e subúrbios desordenados, congestionados e poluídos. Sabemos que este cenário precisa mudar se quisermos seguir habitando o planeta, e a Universidade de British Columbia (UBC) aborda o desafio de projetar cidades melhores em um curso online gratuito de ecodesign, disponível na plataforma digital EDx.
Intitulado Ecodesign for Cities and Suburbs, a ideia de ecodesign se define como a integração entre projeto urbano, planejamento e conservação de sistemas naturais, visando criar entornos sustentáveis. O curso é ministrado por Larry Beasley, renomado urbanista canadense e professor de planejamento na UBC, e Jonathan Barnett, professor de planejamento regional na Universidade da Pennsylvania.
https://www.archdaily.com.br/pt/874651/universidade-de-british-columbia-lanca-curso-online-gratuito-de-ecodesign-de-cidadesArchDaily Team
Estão abertas as inscrições para a 2ª Semana da Ecologia Urbana de Goiânia, que será realizada entre os dias 13 e 18 de outubro em diferentes espaços da cidade. Auditório da FIEG, Sinduscon, Coletivo Centopeia, Casa Corpo e Edifício Pequeno Hans são alguns dos equipamentos que irão acolher atividades da Semana. Todas as atividades serão gratuitas.
O evento contribuirá para que os profissionais, gestores públicos e cidadãos goianos aprofundem seus conhecimentos sobre como a cidade, as pessoas e o meio ambiente se relacionam, procurando desta forma discutir soluções para os problemas contemporâneos das cidades.
Palestrantes nacionais e internacionais discutirão sobre ecossistemas urbanos, parques, telhados verdes, jardins verticais, ciclovias e permacultura, entre outros temas, na 1ª Semana de Ecologia Urbana de Goiânia.
O evento ocorre entre os dias 25 e 30 de novembro no auditório da Área II da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), situado na Praça Universitária. A programação contribuirá para que profissionais e cidadãos aprofundem seus conhecimentos sobre como o meio ambiente e a cidade se relacionam, de forma a encontrar soluções ou prevenir situações ligadas às secas, ilhas de calor, enchentes, poluição do ar e da água e perda de biodiversidade.
Um manifesto ao NÃO: “Os morros não são habitáveis, os morros não são acessíveis, os morros não são seguros, os morros não são lúdicos, os morros não são produtivos, os morros não são arquitetura, os morros não são cidade, os morros NÃO SÃO”.
O projeto de pesquisa Morro invertido, desenvolvido pelo oficiocolectivo, Oficina de Arquitetura e Cidade, procura inverter a visão negativa sobre os morros que limitam a Cidade da Guatemala; território rejeitado e incerto onde parece permitir a pobreza e os conflitos sociais. A ideia é convertê-los em um território ativo dentro do funcionamento urbano sem comprometer suas qualidades ambientais ao evidenciar sua natureza e identificar suas potencialidades produtivas propondo práticas e estratégias para um desenvolvimento sustentável que permitam integrar os morros ao metabolismo da cidade.
CALTROPe é uma estrutura modular projetada para promover o crescimento da vegetação de mangue, buscando evitar o desaparecimento de ecossistemas inteiros próximos ao mar e reduzir a perda de terreno cultivável. O ateliê coletivo Szövetség'39, de Budapeste, se associou com um grupo de cientistas para entender como os manguezais atuam como diques naturais e, então, idealizou um sistema modular composto por estruturas semelhantes a cordas que ajudam as plantas resistentes à água salgada a se desenvolver.
O projeto ganhou recentemente o 1º Prêmio no Concurso Internacional de Arquitetura organizado pela Fundação Jacques Rougerie na categoria "Arquitetura e aumento do nível do mar".