O artigo a seguir faz parte de uma série desenvolvida por Nikos A. Salingaros, David Brain, Andres M. Duany, Michael W. Mehaffy e Ernesto Philibert-Petit, que explora as particularidades da habitação social na América Latina. Nesta ocasião, retomam exemplos de estratégias de projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/917333/estrategias-de-projeto-para-habitacao-social-na-america-latinaNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit
Espacios de Paz / PICO Estudio & Movimiento Por la Paz y la Vida. . Image Cortesía de ASF International Awards
Esta série de artigos desenvolvida por Nikos A. Salingaros, David Brain, Andres M. Duany, Michael W. Mehaffy e Ernesto Philibert-Petit trata das particularidades da habitação social na América Latina. Aborda sua pesquisa e não apenas um sistema de práticas baseado na experiência e aplicável a situações gerais, mas sua continuidade a longo prazo com o objetivo de ajudar os residentes a criar raízes em seu ambiente construído.
O presente artigo enfoca em como a saúde e o bem-estar humanos dependem fortemente da geometria do meio ambiente.
https://www.archdaily.com.br/pt/913998/habitacao-social-na-america-latina-biofilia-conectividade-e-espiritualidadeNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit
Barricadas nas ruas de Bordeaux durante os protestos de maio de 1968 na França. Cortesia de Wikimedia
Este artigo foi originalmente publicado como "What Marchers Today Can Learn from the May 1968 Protests in Paris" no CommonEdge em maio de 2018. Nos 50 anos desde os protestos históricos e mundiais de 1968, muita coisa mudou. Mas o clima político de hoje parece igualmente volátil, com mudanças sísmicas que ameaçam as instituições sociais e políticas em todo o mundo. Lições do passado são, para emprestar a frase do momento, mais relevantes do que nunca.
Recentemente, amigos americanos enviaram um e-mail: “O que está acontecendo com o sistema político francês? Por que tantas greves? E as infinitas marchas de protesto? Gostaríamos de visitá-lo em Paris, mas estamos um pouco desconfiados”.
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Axonométrica. Image Cortesía de Arquitectura USM
Com o objetivo de oferecer uma real flexibilidade de expansão e adaptação ao processo habitacional dos domicílios com menos recursos, o grupo Carpintería de Armar Robotizada do Departamento de Arquitetura da Universidade Técnica Federico Santa María, liderado por Luis Felipe González e Francisco Quitral, vem desenvolvendo estruturas de madeira para casas que podem ser montadas e transformadas livremente por seus ocupantes.
Sem necessidade de utilizar fixações metálicas, suas peças são unidas mediante encaixes, em um processo realizado por um robô industrial equipado com ferramentas de corte.
https://www.archdaily.com.br/pt/901699/habitacao-progressiva-em-madeira-estruturas-que-podem-ser-transformadas-livremente-por-seus-habitantesArchDaily Team
Mais de um milhão e meio de pessoas no Chile pertencem a um dos nove povos originários reconhecidos pelo Estado pela Lei 19.253: Aymara, Quechua, Atacameño, Colla, Diaguita, Rapa Nui, Mapuche, Kawéskar e Yagán. Apesar de representarem 9,1% da população nacional, não são reconhecidos a nível constitucional, e sua cultura (inclusive sua existência) é desconhecida pela grande maioria dos chilenos.
Alinhada à Lei 19.253, que exige "respeitar, proteger e promover o desenvolvimento dos indígenas, suas culturas, famílias e comunidades, adotando as medidas adequadas para tais fins", a Direção de Arquitetura do Ministério de Obras Públicas (MOP) do Chile publicou, em 2003, o primeiro guia de desenho arquitetônico para os povos originários Mapuche e Aymara, os mais populosos do país.
Cortesía de Agnese Grigis, Chiara Oggioni y Marta Petteni
Em 2015, três arquitetas italianas - Agnese Grigis, Chiara Oggioni e Marta Petteni - viajaram ao Equador para desenvolver um projeto participativo junto à comunidade de Cachiviru, localizada no Lago de San Pablo, em Otavalo. O nome do projeto é 'Kaymanta', que no idioma Kichwa significa "daqui", e se trata de um molhe-mirante que tem como objetivo ativar uma série de processos que gerem benefícios em longo prazo para a comunidade.
O estúdio MADE Collective apresentou formalmente aos governos do México e EUA sua proposta para a fronteira entre os dois países, cujo objetivo é oferecer uma resposta resistente às problemáticas que envolvem os limites entre ambos através da criação da primeira Co-nação regenerativa aberta do mundo.
O projeto, intitulado Otra Nation, é ia co-nação compartilhada entre os cidadãos do México e EUA, sustentada por seus respectivos governos. Ambas as nações oferecerão uma parcela de terra e um investimento inicial, que compreende infraestruturas e serviços, financiado 50% pelo México e 50% pelos Estados Unidos.
Dois quartos, sala, cozinha e banheiro. O que parece ser a descrição contida em um classificado de jornal, na realidade, está muito longe disso. Os dormitórios voltados para sul não recebem luz necessária para possibilitar um ambiente salubre. O mofo e bolor corroem as paredes da habitação principal impregnando os pulmões de umidade e dificultando a respiração. A pequena janela, encontrada no terreno baldio próximo, não consegue suprir a necessidade de luz e ventilação no quarto das crianças, quarto este que agora se tornou insuficiente com a chegada do novo bebê. Os problemas estruturais encontrados no telhado, ocasionados pelo mal dimensionamento das vigas e a precária instalação elétrica, feita pelo próprio morador, são outras dificuldades que tornam a residência em questão uma bomba relógio.
Através da inovação técnica desenvolvida pelos arquitetos do escritório Kere Architecture, essa biblioteca aproveita a madeira de eucalipto - pouco utilizada na região - para criar um fechamento perimetral permeável e constrói uma série de claraboias a partir de potes de barro tradicionais na região, deixando entrar a luz natural e potencializando a circulação do ar nos ambientes internos.
O projeto Wheelly, do escritório ZO-loft architecture & design, não protende ser a solução definitiva ao problema do deficit habitacional, mas visa atrair os olhares para a questão, derrubando as barreiras da indiferença social e dos preconceitos. A ideia de "dignificar as condições daqueles que não têm teto" se desenvolve através de um dispositivo de alojamento portátil; um cilindro fabricado com borracha, alumínio e papel prensado.
Conhecemos muito da obra de César Pelli - autor das Torres Petronas de Kuala Lumpur - mas sabemos muito pouco da carreira produtiva e admirável de seu irmão, também arquiteto, Víctor Saúl. Nascido em Tucumán, Argentina, dedicou sua carreira ao desenvolvimento de habitação social, associando com êxito docência, pesquisa, ação participativa e assistência técnica a diferentes comunidades.
Conheça sua interessante visão do ensino de arquitetura no mundo de hoje e da importância do processo e da participação do usuário na redução da pobreza, através de uma série de citações retiradas de uma entrevista com o arquiteto realizada em 2005 por Elena Adobe para a páginaArquisocial.org.