Este mês, o Museu de Design de Londres inaugurará oficialmente sua nova sede em Kensington High Street. O projeto, realizado através de uma colaboração do OMA com o escritório londrino Allies & Morrison, interferiu sensivelmente em um monumento tombado, transformando seus interiores em galerias contemporâneas. Para John Pawson -- que foi encarregado de criar "uma série de espaços calmos e atmosféricos" organizados em torno de um grande átrio -- o projeto é sua primeira grande obra pública.
Mesmo que a arquitetura tenda cada vez mais ao mundo digital, desenhar à mão continua sendo uma habilidade muito importante na profissão. O canal George Architect no Youtube -- criado por Reza Asgaripour e Avdieienko Heorhii -- busca inspirar arquitetos e entusiastas com dicas para melhorar as representações de projetos feitas à mão. Assista a seguir aos vídeos tutoriais.
O desenho oferece a possibilidade de conexão com os mais variados espaços de nossas cidades e com o que neles ocorre.
Esta prática, muito comum entre estudantes de arquitetura, é retomada pelo arquiteto e professor da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Valparaíso, David Jolly Monge.
Intitulado “La Observación: el urbanismo desde el acto de habitar”, o livro é apresentado pelo autor como uma coleção de observações que tratam do efeito de detenção causado pelo desenho, que segundo Monge consiste em habitar.
O foco dos encontros será a experimentação de diferentes formas de se contar uma história, usando conversas, diálogos entre os alunos, jogos narrativos e o espaço ao redor, tanto do próprio IABsp como as imediações.
Mês passado, lançamos uma chamada entre nossos leitores para que nos mostrassem seus locais de trabalho. Foi um verdadeiro prazer receber tantas respostas, cada uma mostrando o talento e criatividade particular -- e a incrível abrangência geográfica -- do público do ArchDaily. Veja, a seguir, nossos favoritos (sem ordem específica) e envie suas opiniões e seu próprio desenho na seção de comentários abaixo.
https://www.archdaily.com.br/pt/796561/42-croquis-desenhos-e-diagramas-de-espacos-de-trabalho-de-arquitetosAD Editorial Team
Há alguns anos, pedimos aos nossos leitores que enviassem fotografias de seus escritórios e espaços de trabalho, para que pudéssemos compartilhar com nosso público os diversos ambientes onde a arquitetura é criada. Agora convidamos você a mostrar não apenas onde você trabalha, mas também como você trabalha. Queremos conhecer sua mesa de trabalho, os espaços do escritório ou ateliê onde você passa boa parte de seus dias; mas mais importante, queremos conhecer esses espaços através de desenhos feitos por você.
https://www.archdaily.com.br/pt/794675/desenhe-seu-espaco-de-trabalho-e-envie-para-nosAD Editorial Team
O curso livre Modelo Vivo com Alice NM, organizado pelo IAB-SP apresenta uma oportunidade de introdução ao universo do desenho de observação com a presença de modelo vivo e orientação da Professora Alice NM.
Modelo de Casa. Cortesia da imagem de Fabiola Morcillo
Fabiola Morcillo Núñez, uma arquiteta da Universidade do Chile, tem 26 anos de idade e desenha formalmente há aproximadamente um ano sob o nome de 1989. Seu projeto de ilustração utiliza ferramentas básicas da arquitetura para construir espaços fictícios e imaginários influenciados pela arquitetura asiática e pop art.
Fabiola tem consciência dos benefícios projetuais do papel e usa suas habilidades para imaginar espaços que vão além dos limites possíveis.
A Biblioteca Britânica continua a disponibilizar imagens de sua coleção digitalizada, agora atingindo a cifra de um milhão de imagens na plataforma Flickr. Desde 2013, a instituição vem selecionando aleatoriamente imagens ou páginas de seus mais de 65 mil livros de domínio público dos séculos XVII, XVIII e XIX.
O desenho no projeto da paisagem trata da importância do desenho para aprender a visualizar e a explicar projetos de grande escala e demonstra que, ao longo do processo de projeto, os desenhos feitos à mão são um complemento ideal para os desenvolvidos em computador.
No começo de 2016, apresentamos o Vardehaugen, um escritório norueguês que criou uma série de desenhos em escala real dos seus projetos em seu próprio pátio posterior. Após publicar este exercício no nosso local, desde a Espanha, o arquiteto e acadêmico Alberto T. Estévez nos contou que é o mesmo exercício que desenvolve na ESARQ (UIC Barcelona) há 10 anos, com alunos de segundo e terceiro ano de Arquitetura. Segundo Estévez, o exercício 'supõe algo insubstituível: aproximar-se da moradia dos espaços de escala real desde obras de arquitetura paradigmáticas' desde a casa Farnsworth até a Casa da Marina de José Antonio Coderch.
Há aproximadamente 10 anos, comecei a realizar uma atividade docente especial. O que me pareceu interessante e instrutiva. Assim, comecei a ministrar aulas práticas como se comenta com alunos de segundo e terceiro ano de Arquitetura, na ESARQ (UIC Barcelona): a Escola de Arquitetura fundada há 20 anos como primeiro Diretor na Universidade Internacional da Catalunha.
Desde então, fazemos este trabalho todo o ano nas disciplinas de Composição Arquitetônica que ministro e que aborda a teoria e a história da arquitetura.
Embora existam muitas abordagens diferentes para criar um espaço arquitetônico, a maioria dos arquitetos concorda que priorizar o ser humano é fundamental para um projeto bem sucedido. Percebemos a arquitetura através de nossos sentidos, interpretamos sua escala em comparação ao nosso corpo, e, é claro, exigimos que a arquitetura nos proteja contra a força da natureza. Por estas razões, os arquitetos frequentemente incluem figuras humanas em seus desenhos, dando, assim, um sentido melhor de escala e atmosfera para o projeto.
No entanto, estas figuras podem ser ainda mais reveladoras. "Arquitetos se projetam na figura humana", explica Noor Makkiya, que tem reunido uma série de escalas humanas retiradas de croquis de alguns dos arquitetos mais famosos do mundo. "Então, se compararmos desenhos de diferentes arquitetos, frequentemente encontramos diferenças na forma do corpo e na atividade corporal [destas figuras], por prática, os arquitetos frequentemente representam suas próprias ideologias como uma referência para a compreensão da condição física humana."
Do estudo científico da proporção corporal de Da Vinci e Le Corbusier, à figura primitiva usada por Glenn Murcutt ou ao ser humano desconstruído de Frank Gehry, veja, a seguir, escalas humanas que revelam características dos arquitetos que as desenham.
Unindo-se às muitas páginas que já oferecem escalas humanas para renders, o website PimpMyDrawing está ampliando sua base de dados de escalas vetorizadas. O site foi lançado por três arquitetos recém-formados que, ao se darem conta da quantidade de desenhos vetorizados que produziram ao longo de seus anos na faculdade, decidiram compartilhá-los gratuitamente.
O croqui (sketch) é uma ferramenta análoga de representação onde o desenho transcende à perfeição para dar lugar a elaborações gráficas mais ágeis e a imperfeição tende a ser o atributo do desenhista, a evidência de sua forma de ver o mundo. O âmbito acadêmico, especialmente em arquitetura, pede rapidez de elaboração para demonstrar as ideias que com palavras não podem ser idealizadas e a constante prática em elementos cotidianos como guardanapos, contra-capas de cadernos ou folhas soltas, são os espaços que abrigam os esboços para abrir caminho ao uso de cadernos; como memórias de processos de projeto ou viagens para aprendizado... o qual apresentarei ao final do artigo com o intuito de estimular o leitor na prática desse método.
Expressar uma ideia é uma condição possível em qualquer ser humano, servindo-se de croquis, palavras ou a elaboração de figuras para fazer entender-se o que se deseja comunicar com as mãos como instrumento mediador entre o pensar e o capturar: "na condição do croqui é onde o pensamento tem uma relação direta com o fazer, com sua mão, com a experiência do corpo."
Até o o momento, já foram criadas mais de 6 milhões de fases para o jogo Super Mario Maker, onde os usuários podem criar seus próprios ambientes e nível de dificuldade de jogo com todas as ferramentas disponíveis no universo criativo do Mario. O encanador que já divertiu milhões de pessoas com suas aventuras completou 30 anos em setembro do ano passado; data que marca o lançamento do primeiro Super Mario Bros.
Há alguns meses, marcando a estreia de Super Mario Makerna última E3, Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka, criadores do Super Mario Bros, explicaram como desenharam em 1985 as fases do clássico jogo da Nintendo: com folhas de papel quadriculado.
Sim, com folhas quadriculadas e papel manteiga os artistas japoneses desenharam com detalhes cada cenário, editando a posição dos inimigos, as armadilhas e também a imagem do início do jogo.
Ao longo dos últimos anos, o artista holandês Stefan Bleekrode vem criando uma série de desenhos de cidades a partir de sua memória. Baseando seu trabalho em impressões adquiridas em viagens pela Europa e América do Norte, Bleekrode utiliza caneta, tinta e aquarela para dar vida a paisagens urbanas.
O escritório norueguês Vardehaugen criou uma série de desenhos arquitetônicos em escala real em seu próprio estúdio. Inspirados pela ideia de que "a sensação corporal da escala, ou a simples noção de caminhar através de um ambiente, não pode ser experienciada através das tradicionais visualizações 3D ou modelos em escala". Os modelos 1:1 permitem uma melhor compreensão das dimensões e sequências espaciais, mesmo antes dos projetos serem construídos.