
A enxertia arquitetônica, conceito popularizado recentemente por Jeanne Gang em The Art of Architectural Grafting, apresenta uma abordagem transformadora para a regeneração urbana e a sustentabilidade. Inspirando-se em práticas botânicas e hortícolas — nas quais novos brotos são implantados em plantas existentes para aumentar sua resiliência —, esse método arquitetônico integra novas estruturas às preexistentes, permitindo que coexistam e se adaptem. Em vez de recorrer à demolição, a enxertia prioriza a adaptação, prolongando a vida útil dos edifícios e salvaguardando sua importância cultural e histórica.
Embora o Studio Gang tenha desempenhado um papel fundamental na difusão desse método, a enxertia arquitetônica incorpora um princípio mais amplo que profissionais de arquitetura vêm utilizando há muito tempo para aumentar a sustentabilidade, conservar recursos e valorizar o patrimônio. Em diferentes escalas — de edifícios individuais a paisagens urbanas —, a enxertia remodela a relação entre o passado e o presente, adaptando estruturas existentes às necessidades contemporâneas ao mesmo tempo que atende às demandas ambientais. Ao propor novos usos para edifícios históricos, essa abordagem fomenta uma evolução sustentável das paisagens urbanas.











































































