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Crise: O mais recente de arquitetura e notícia

"Minhas soluções não são polidas": Liam Young fala sobre arquitetura na era da policrise em entrevista ao Louisiana Channel

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O artista, diretor e produtor australiano indicado ao BAFTA Liam Young cria mundos imaginários como uma forma de refletir sobre os futuros que tememos, desejamos e já estamos construindo. Como criador e designer de atmosferas, ele propõe paisagens especulativas que refletem as possibilidades de um mundo por vir, seja ele ideal ou verdadeiramente perturbador. Em sua prática de construção de mundos nas indústrias de cinema, televisão e videogames, a ficção torna-se uma ferramenta para navegar pelas urgências ambientais do presente. Ele é considerado um "futurista" que trabalha na intersecção de estratégias de design, cenários tecnológicos e imaginações coletivas, com base em suas pesquisas acadêmicas, mas alcançando um público mais amplo em exposições como "In Other Worlds" no Barbican Centre, em Londres, e "Age of Nature" no Danish Architecture Center, em Copenhague. Em fevereiro de 2026, ele foi entrevistado por Marc-Christoph Wagner para o Louisiana Channel, onde compartilha suas visões sobre o nosso futuro: desde a consolidação da arquitetura como uma indústria boutique até a necessidade de um novo tipo de punk planetário na escala da crise climática.

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Nossas cidades ainda não estão mortas!

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Este artigo foi publicado originalmente na Common Edge.

Desde que a pandemia atingiu às cidades, é possível perceber uma alta no número de reportagens urbanas pessimistas. E não é difícil entender o porquê. Em 2020, as cidades centrais dos Estados Unidos passaram das histórias de sucesso de "volta por cima" para lugares fantasmas; o transporte perdeu quase todos os passageiros; dezenas de milhares de lojas e restaurantes fecharam; e boa parte da população com maior poder aquisitivo se mudou para os subúrbios e ou cidades distantes.

Como o capital privado torna a crise imobiliária ainda pior

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

A crise habitacional dos Estados Unidos não é um problema recente. Mas relatos recentes de hedge funds privados comprando casas isoladas e geminadas, podem deixar uma situação difícil ainda pior. Quando os hedge funds compram essas propriedades, essas casas provavelmente não voltarão ao mercado imobiliário. Elas desaparecem por agora e, provavelmente, para sempre.

Crise climática: um alerta para os assentamentos latino-americanos

O IPCC divulgou seu último relatório sobre a crise ambiental, "Mudança Climática 2022: impactos, adaptação e vulnerabilidade". As novas observações advertem que medidas prioritárias urgentes devem ser tomadas sobre a adaptabilidade do ambiente construído, indicando que globalmente o crescimento mais rápido da vulnerabilidade urbana tem sido em assentamentos informais e não planejados, e em centros urbanos de pequeno e médio porte em países onde a capacidade adaptativa é limitada devido a sua renda - uma situação recorrente na América Latina.

Respostas arquitetônicas para crises humanitárias: indo além do projeto

Após décadas de crises socioculturais e econômicas em todo o mundo, a comunidade arquitetônica percebeu que é hora de "projetar como se ela se importasse". E com isso, abraçou um movimento que viu arquitetos e designers usarem suas habilidades a fim de desenvolver soluções para crises humanitárias, desde a construção de habitações modulares e mapeamento de paisagens, até o desenvolvimento de aplicativos ou documentários, tudo de um ponto de vista altruísta. Mas, já que, o trabalho pro bono ainda não está enraizado no ethos da arquitetura, como os arquitetos romperam com o modelo tradicional de arquitetura “corporativa” e estabeleceram uma forma de garantir a responsabilidade ética pelo bem-estar humano?

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As cidades podem prosperar em tempos de crise? 3 perguntas para as cidades em 2022

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Surtos de doenças contagiosas podem exercer uma influência de longo prazo no desenho urbano – muitos moldaram de forma inegável a maneira como as cidades modernas são e operam. Parques, ruas largas e até mesmo os banheiros de nossas casas são um legado importante de surtos de cólera no passado. Hoje estão tão incorporados em nosso dia a dia que são considerados elementos básicos das cidades modernas. Ao longo de gerações, as cidades se recuperaram do choque inicial do contágio e reconstruíram a confiança das pessoas depois de períodos de incerteza.

De onde vêm e quem comercializa os nossos materiais? A crise climática sob a ótica de nossos leitores

Qual é a parcela de culpa da arquitetura nas mudanças climáticas? 

Foi com esta seríssima pergunta que decidimos iniciar o debate com os nossos leitores, e a quantidade de respostas recebidas impressionou a todos. Depois de ler e compilar os comentários enviados tanto por profissionais da industria da construção, estudantes e pessoas interessadas, chegamos à conclusão de que nas escolas de arquitetura, pouco se fala à respeito das características e propriedades físicas dos materiais assim como sobre custo energético agregado a estes.

O que podemos fazer para superar (ou evitar) a próxima crise na arquitetura e construção?

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Quase dois meses se passaram desde que teve início, em diversos países, o regime de quarentena como estratégia para reduzir a taxa de transmissão do coronavírus. Desde então, parte considerável dos profissionais da arquitetura passaram a adotar o tele-trabalho, ou home office, dando seguimento aos projetos já iniciados, amparados por uma série de novas ferramentas de reunião online, armazenamento de documentos na nuvem e modelos BIM.

Banco do Brasil lança pacote de créditos para arquitetos em meio à crise de COVID-19

Atendendo à solicitação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, o Banco do Brasil anunciou um pacote de medidas com condições especiais para apoiar arquitetos e urbanistas e as empresas do setor nesse momento de impacto econômico causado pelo coronavírus.

Arquitetura de emergência: projetos contra crises humanitárias

A pandemia de COVID-19 está nos mostrando mais uma vez a importância da prática profissional da arquitetura em situações de emergência. Atualmente, estima-se que 900 milhões de pessoas estão sendo forçadas à trabalhar de casa por causa do vírus, enquanto a maioria dos hospitais ao redor do mundo está enfrentando dificuldades para atender à todos os pacientes infectados. Por outro lado, esta não é a primeira vez que abrigos emergenciais se tornam uma prioridade e até mesmo uma urgente necessidade. Estruturas temporárias, historicamente, serviram à uma série de diferentes crises humanitárias. Esta pandemia não é a primeira e tampouco será a última vez que precisaremos delas.

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Como está organizada a prática da arquitetura?

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Há muitos anos os escritórios e estúdios de arquitetura funcionam da mesma maneira, muito embora as bases empresariais e administrativas dos arquitetos possam ser questionadas. 

A isso, acrescenta-se o fato de que muitos escritórios estão acostumados a péssimas práticas de trabalho, agindo muitas vezes no limite da lei ou mesmo fora dela. Assim, parece que é necessário seguir pensando em voz alta, na esperança de que se produzam algumas mudanças. 

X Semana da Arquitetura FCT UNESP


DELÍRIO E CRISE

“- Sim, com efeito, a Cidade... É talvez uma ilusão perversa!...”.
A Cidade e as Serras – Eça de Queirós

Crises e a Expansão do Campo da Arquitetura / Diego Fagundes

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O mundo de hoje é definido por um constante estado de crise. Da degradação ambiental, envelhecimento da população, instabilidade financeira, desastres naturais, escassez de habitação, migração global, xenofobia, e uma disparidade de riqueza crescente, para citar apenas alguns; nossas sociedades estão cada vez mais sendo desafiadas por questões sistêmicas em uma escala sem precedentes. Todas estas crises têm consequências espaciais que os arquitetos estão bem preparados para enfrentar e, no entanto, em vez de entrar a fundo em tais questões, parece que estamos tendo nossa própria crise: uma crise de relevância.

"Réinventer Calais", a proposta de PEROU para enfrentar a crise migratória

A associação multidisciplinar de pesquisadores chamada PEROU (Polo de Exploración de Recursos Urbanos)convida arquitetos, urbanistas e estudantes de todo mundo a responder ao problema da crise migratória em Calais, no norte da França, convertida em ponto estratégico para os imigrantes e local onde foi criado um campo de refugiados conhecido como "the Jungle".

Com a recente crise migratória na Europa, "the Jungle" se expandiu: em março passado, formou-se uma cidade invisível de mais de cinco mil habitantes de diversas origens, etnias e religiões. Dentro dela, a vida diária segue seu curso "normal": restaurantes, lojas, escolas, locais de culto religioso e moradias foram construídas com o esforço conjunto de imigrantes, voluntários e moradores locais. Portanto, entre seus objetivos, o PEROU pretende "proteger e não destruir o que os imigrantes, habitantes de Calais e voluntários de todo o mundo construíram juntos. Além de observar e aprender sobre a situação atual do acampamento para conseguir resistir à situação de crise e transformar a cidade de Calais de modo a incluir os imigrante."

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Josep Maria Montaner: 'Hoje vivemos uma total dualidade da arquitetura'

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Em suas funções de teórico, crítico, catedrático e conselheiro de Habitação em Barcelona após as últimas eleições municipais na Espanha, conversamos com Josep Maria Montaner, doutor arquiteto e catedrático da Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona, autor de Después del movimiento moderno (1993) e Arquitectura y política (2011, com Zaida Muxí).

Após sua publicação mais recente, A condicção contemporânea da arquitetura (2015), Montaner fala sobre as tendências atuais da disciplina: sua dualização como resposta da crescente desigualdade econômica, a comercialização e exportação da linguagem formal, o estado das publicações impressas e a relação entre arquitetura e política em anos de transformação social.

"A arquitetura e o urbanismo estão recuperando o papel político e social que haviam tido em outros momentos de mudança. Se não o fazem, a arquitetura ficará à margem do futuro", diz Montaner.

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Reino Unido, Brasil e Angola entre os países mais procurados por arquitetos portugueses

Recentemente a agência de comunicação da Ordem dos Arquitectos de Portugal revelou que o Reino Unido é o país cuja procura por arquitetos portugueses tem se mantido "em contínuo crescimento", seguido do Brasil e Angola.

Os dados da OA - entidade que passa os certificados aos profissionais que querem sair do país para se inscreverem em ordens estrangeiras - indicam que os pedidos de certificados aumentaram 0,75 por cento de 2013 para 2014 (531 certificados em 2013 para 535 em 2014).

No entanto, nos três anos anteriores, o aumento de pedidos foi de 71,65 por cento em 2011, 54,88 por cento em 2012, e 15,43 por cento em 2013, período em que o setor da construção sofreu um forte impacto da crise econômica em Portugal.

Arquitetos(as) e nosso direito ao fracasso

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Com ou sem a crise, a pergunta é inevitável para os arquitetos: "E depois do diploma, o que fazer?". Dominado por esta dúvida existencial, faz dois anos que o recém titulado arquiteto espanhol Pedro Hernández resumiu o futuro de seus colegas em três possibilidades: conseguir uma bolsa, migrar para outras bolhas imobiliárias ou se reinventar. E à milhares de quilômetros no hemisfério sul, a multifacetada arquiteta chilena Valentina Rozas confessava numa entrevista que "existem coisas que me interessam, vou até elas e elas não funcionam. Parte das oportunidades que tenho agora é poder fracassar. Acredito que temos que nos dar este espaço para podermos fracassar ou renunciar".

Concentramos neste último na continuação.

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