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Cinema & Arquitetura: O mais recente de arquitetura e notícia

Dias Perfeitos e a ode aos banheiros públicos de Tóquio

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“Um banheiro é um lugar onde todos são iguais, não tem rico e pobre, idoso e jovem, todos são parte da humanidade”. Essa reflexão foi compartilhada por Wim Wenders, expoente do Cinema Novo Alemão e diretor do filme Dias Perfeitos (2023), ao ser questionado sobre os marcantes cenários de sua mais recente obra. Os banheiros públicos de Tóquio foram escolhidos por Wenders para construir uma narrativa que oferece profundas reflexões sobre a solidão, a simplicidade e a beleza da vida cotidiana.

A história gira em torno de Hirayama, um homem de meia-idade que trabalha como faxineiro de banheiros públicos em Tóquio. Sua vida é simples e rotineira, mas preenchida por pequenos prazeres e momentos de contemplação. Um cotidiano humilde que contrasta com as arquiteturas tecnológicas, coloridas e inovadoras dos banheiros públicos nos quais o protagonista passa o dia limpando.

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O poder das emoções: como o espaço nos comove?

“O sabor da maçã está no contato da fruta com o paladar, não na fruta em si”, disse uma vez Jorge Luis Borges. O gosto não é algo em si, sua experiência é o resultado de um encontro. Da mesma forma, as emoções não estão contidas na arquitetura, mas são sentidas apenas a partir do encontro do corpo com o espaço, quando este se torna um lugar. Como o ambiente afeta o modo como nos sentimos? Essa é a pergunta que move a dupla de artistas e cineastas Ila Bêka e Louise Lemoine em seu mais recente empreendimento, o livro The Emotional Power of Space, que será lançado no dia 17 de maio em evento que antecede a abertura da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023.

Tornar o imaginário visível: as cidades futuristas do cinema

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O cinema revela por meio da cenografia uma vasta composição de cidades, tornando-se um meio interessante para discutir as suas transformações. Essa arte permite que diretores explorem ao máximo seus universos imaginativos, através de cenários montados, efeitos visuais e especiais e toda a composição da imagem. Em muitos filmes, diretores apresentam cidades futuristas, vivenciadas pelos personagens do enredo, que, por muitas vezes, se apresentam inteiramente novas aos nossos olhos. É através da busca do espectador de compreender e apropriar-se desses espaços cenográficos que a cidade se revela no cinema.

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Arquitetura e paisagem no universo cinematográfico da Marvel

A narrativa é, sem dúvida, uma das ferramentas informativas mais antigas; uma linguagem universal que transcendeu gerações e culturas e foi adaptada para diferentes mídias, como videogames, teatro e cinema. Independentemente da idade das narrativas, o sucesso dessas adaptações depende muito da produção - os elementos visuais e sonoros - e sua capacidade de permitir que os espectadores mergulhem totalmente no enredo. Neste artigo, exploramos o mundo mágico e cativante do Universo Cinematográfico Marvel e como a arquitetura desempenhou um papel importante na contribuição para as histórias notórias dos filmes.

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Filme "Kochuu" contempla a Capsule Tower de Kisho Kurokawa

"No fundo ainda há uma tradição japonesa invisível", diz Kisho Kurokawa em um trecho do filme Kochuu. Ele coloca ênfase na tradição japonesa, uma tradição arquitetônica que rejeita a simetria apesar do uso de alta tecnologia. Ele contempla a Nakagin Capsule Tower (1972) uma torre residencial e de escritórios de uso misto localizada em Tóquio, Japão. O primeiro projeto da arquitetura de cápsulas metabolista construído para uso permanente.

O filme 'Kochuu' de Jesper Wachtmeister se baseia na influência e nas origens da arquitetura japonesa modernista. Através de visões de futuro, tradição e natureza, amplifica elementos da tradição japonesa e seu impacto no design nórdico. A narrativa nos conta como os arquitetos japoneses contemporâneos se esforçam para unir os caminhos do homem moderno com as velhas filosofias para cria algo novo.

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“A Broken House”: filme retrata fenômeno da imigração e a saudade de casa

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“A Broken House” é um documentário dirigido por Jimmy Goldblum que retrata a história de Mohamad Hafez, um cidadão sírio que se mudou para os Estados Unidos em um visto de entrada única para estudar arquitetura e não pôde mais voltar para seu país natal. Enfrentando seu destino, canalizou a saudade de casa em seu trabalho artístico e começou a produzir esculturas em miniatuira de sua terra, construindo a "Damasco de suas memórias".

“Se você não pode voltar para casa, porque você não cria sua casa". Ao contar a história das pessoas que lá habitam, o projeto arquitetônico ganha uma dimensão política após o início da guerra civil síria, retratando a extensão da destruição sofrida pela cidade, humanizando os refugiados e compartilhando suas histórias. 

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Vídeo mostra a reforma do Museu Kunsthaus Zürich de David Chipperfield

Os cineastas de arquitetura 9sekunden colaboraram com os arquitetos do escritório de David Chipperfield para criar um curta-metragem sobre a extensão do Museu Kunsthaus em Zurique, Suíça. O recurso mostra a jornada dos visitantes pelo novo edifício, encontrando a instalação interativa "The Sense of Things" do renomado coreógrafo William Forsythe. Percorrendo a arquitetura, combinado com a curiosidade das pessoas entrando no espaço, o filme destaca a interação entre cultura, urbanidade e o ambiente construído da cidade de Zurique.

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Squid Game / Round 6: minimalismo cool e espaços de opressão

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Pessoas morrem em Squid Game. Muitas pessoas. Mas apesar de violência ser um dos ingredientes mais apelativos para o sucesso (ou fracasso) de uma produção para televisão, não é por isso apenas que a série se tornou tão popular no mundo todo. Cultura pop, cenários hipnotizantes e uma trama repleta de metáforas sociais contribuem para isso. 

Lançada pela Netflix no dia 17 de setembro deste ano, Squid Game (conhecida também como Round 6) já é a maior série realizada em um idioma que não o inglês, disse Ted Sarandos, co-CEO e Chefe de Conteúdo da plataforma de streaming, e tem grandes chances de se tornar a maior série já produzida pela gigante do entretenimento. Escrito e dirigido por Hwang Dong-hyuk, o survival thriller narra a jornada de 456 pessoas mergulhadas em dívidas que competem por um generoso prêmio em dinheiro de 45.6 bilhões de wons – aproximadamente R$210 milhões.

4 Filmes para entender o pós-modernismo na arquitetura e no urbanismo

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Filmes vêm sendo estudados por arquitetos e outros profissionais interessados no campo da arquitetura e urbanismo por oferecerem uma perspectiva mais sutil e responsiva de nossa disciplina, nos informa o arquiteto e professor finlandês Juhani Pallasmaa. A partir de suas particularidades técnicas e estéticas, o cinema pode ir além da simples representação e ser um poderoso meio de transmissão de ideias e conceitos ligados à arquitetura e o espaço urbano.

"Fazemos uma psicanálise do espaço": entrevista com Ila Bêka e Louise Lemoine

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Poucos campos da cultura e das artes apresentam tantos pontos de contato com a arquitetura como o cinema. A constatação não é nova e vem sendo debatida no plano teórico por autores de ambas as áreas desde o início do século XX. Em relação à prática, a arquitetura vem buscando incorporar aspectos imateriais do cinema na mesma medida em que este tem servido como meio de discussão, representação e denúncia de temas pertinentes àquela e ao espaço urbano.

Exemplo disso é a produção da dupla ítalo-francesa Bêka & Lemoine, cujos filmes mostram um olhar sensível aos pormenores e singelezas da arquitetura e do espaço urbano. Seu portfólio – composto atualmente por 30 títulos, entre longas e médias-metragens – lança luz sobre o cotidiano urbano de diferentes cidades do mundo e revela uma mirada atenta aos aspectos mais banais da vida humana no espaço.

"Fazemos uma psicanálise do espaço": entrevista com Ila Bêka e Louise Lemoine - Image 1 of 4"Fazemos uma psicanálise do espaço": entrevista com Ila Bêka e Louise Lemoine - Image 2 of 4"Fazemos uma psicanálise do espaço": entrevista com Ila Bêka e Louise Lemoine - Image 3 of 4"Fazemos uma psicanálise do espaço": entrevista com Ila Bêka e Louise Lemoine - Image 4 of 4Fazemos uma psicanálise do espaço: entrevista com Ila Bêka e Louise Lemoine - Mais Imagens+ 28

A atmosfera do espaço revelada em filmes de arquitetura

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Ao longo das últimas décadas, a arquitetura descobriu no cinema uma importante ferramenta para explorar novas formas de apresentar e representar o espaço. Construindo narrativas visuais capazes de emocionar os espectadores, os filmes de arquitetura adicionam mais profundidade à nossa forma de experimentar o espaço. Neste contexto, explorando uma série de filmes realizados pela 9sekunden, este artigo procura analisar de que forma o cinema está enriquecendo a experiência do espaço na arquitetura.

"Nomadland" questiona a noção de casa através da jornada de uma nômade moderna

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“Não, não sou uma sem-teto. Sou apenas uma sem-casa. Não é a mesma coisa, né?" Questionando a noção de lar e casa, Nomadland conta a história de uma mulher de sessenta anos que perde tudo na grande recessão. Fern, interpretada pela atriz Frances McDormand, deixa para trás sua cidade após a morte de seu marido e a falência da única indústria que sustentava a região. A protagonista decide embarcar em uma jornada sem rumo certo, vivendo em sua van como uma nômade pelas vastas paisagens do oeste americano.

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6 Filmes que usam visualizações arquitetônicas para contar histórias e criar atmosferas

Representar o mundo real está, sem nenhuma dúvida, na gênese do cinema, uma arte que nasce da fotografia, posta em sequência para oferecer ao espectador a impressão de movimento. Tão verdade, que o primeiro registro fílmico de que se tem notícia, de 1895, mostrava a chegada de um trem à estação de Ciolat, na França – um acontecimento banal no cotidiano das cidades europeias do século XIX. 

Entretanto, por mais que a realidade concreta faça parte do cinema, não se pode negar que o fascínio exercido por esta arte venha, em grande medida, de sua capacidade de criar mundos imaginários, ativar espaços mentais e desencadear emoções. Nesse sentido, o mundo real pode muitas vezes não bastar como combustível, inspiração ou pano de fundo das histórias elaboradas por diretoras e roteiristas, exigindo das equipes de direção de arte e cenografia a criação de realidades outras, imateriais, que sirvam de base para a narrativa. 

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Visite a Pinacoteca de São Paulo sem sair de casa com este passeio em realidade virtual

Distâncias físicas já não são um problema para os grandes museus do mundo. Outrora presos às suas localizações geográficas e, assim, acessíveis apenas a quem pudesse chegar visitá-los, hoje, muitos museus já têm seus acervos digitalizados e outros estão em vias de fazer o mesmo - uma estratégia de difusão e, em certa medida, democratização do acesso à cultura.

Da casa à cidade: 5 filmes para entender a crítica da arquitetura moderna

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Se existe dentre as artes alguma capaz de se aproximar da arquitetura, é o cinema. A habilidade de representar espaços em movimento ao longo do tempo aproxima o cinema da arquitetura de um modo que foge aos limites da pintura, da escultura, da música - considerada por muito tempo a arte mais próxima da nossa - e até mesmo da dança. A questão do espaço é central tanto no cinema quanto na arquitetura e embora lidem com ele de maneiras diferentes, aproximam-se ao proporcionar uma experiência corporal - e não só visual - do ambiente construído.

Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de "Parasita", "Jojo Rabbit", entre outros

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Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de "Parasita", "Jojo Rabbit", entre outros - Image 1 of 4Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de "Parasita", "Jojo Rabbit", entre outros - Image 2 of 4Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de "Parasita", "Jojo Rabbit", entre outros - Image 3 of 4Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de "Parasita", "Jojo Rabbit", entre outros - Image 4 of 4Artista recria plantas arquitetônicas em aquarela de Parasita, Jojo Rabbit, entre outros - Mais Imagens+ 21

Floor Plan Croissant é um projeto dirigido por Boryana Ilieva, criado para examinar espaços cinematográficos e trazer a linguagem espacial do filme ao universo arquitetônico. No entanto, mais tarde, essas traduções tiveram uma virada social: arquiteta e apaixonada pelo cinema, Boryana percebe uma lacuna geral entre cinema e arquitetura, ou em outras palavras, um espaço que permite aos arquitetos explorar além da tela. Com isso em mente, seu trabalho baseia-se na análise das plantas dos principais lugares de filmes e séries, pois acredita que um plano de cinema forma uma matriz fantasma em torno da qual os diretores não apenas constroem argumentos, mas também inserem mensagens ocultas.

10 Filmes sobre cidades e espaços públicos

A cidade vem sendo explorada como tema desde os primórdios do cinema, aparecendo como cenário ou protagonista em produções de grandes diretores, como, por exemplo, Fritz Lang, Jean-Luc Godard, François Truffaut, Roberto Rossellini  e Quentin Tarantino, para citar apenas alguns. O primeiro filme produzido, Chegada do Trem à Estação de La Ciotat (1925), dos irmãos Lumière, já mostrava o ambiente urbano moderno como importante elemento fílmico e de contextualização.

Nenhuma representação de arquitetura comunica atmosferas tão bem quanto o cinema

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Atualmente, a sobreposição das ferramentas utilizadas por cineastas e arquitetos reforça ainda mais a histórica conexão entre estas duas disciplinas. Em um de seus ateliês de projeto, estudantes de mestrado da Melbourne School of Design buscam dominar as técnicas e métodos de filmagem para, então, empregá-los em seus próprios vídeos e animações de arquitetura.