Apresentamos estas intervenções urbanas feitas pelo grupo EVOL, criadas a partir da aplicação de estêncil sobre remanescentes de construções e outros equipamentos urbanos. Através desta técnica de gravura, são impressas texturas que trazem as fachadas de edifícios a uma escala diminuta, conformando paisagens miniaturizadas de conjuntos de edifícios e cidades.
Dharavi - a maior favela da Ásia, com um milhão de pessoas e uma densidade média de 18 mil habitantes por acre - está no centro de uma acalorada discussão entre seus habitantes, o governo e investidores privados, por se localizar em um dos mais promissores bolsões de especulação imobiliária da Índia. Enquanto o governo busca soluções para "dissolver" a favela e relocar seus habitantes em edifícios em altura, a abordagem do investidores, visando o lucro, colocou os habitantes na defensiva, "fazendo de Dharavi a tempestade um de urbanismo controverso", segundo o arquiteto, urbanista e autor William Hunter.
Com esta discussão em pauta, gostaríamos de redirecionar os leitores e leitoras a esta entrevista de Andrew Wad, na qual é discutida a terrível situação de Dharavi e o tema do novo livro de Hunter, Contested Urbanism in Dharavi: Writings and Projects for the Resilient City. Leia a entrevista na íntegra aqui, e recapitule a situação de Dharavi nesta notícia publicada no ArchDaily Brasil.
As cidades têm caráter na história e na imagem no convite e na acolhida ao que chega e estuda na distante busca real de encontrar novidades em espaços construídos nas pessoas e nos fatos ocorridos na temporada
As atividades humanas nas cidades impactam de maneira direta a mudança climática. Abaixo seguem quatro razões pelas quais o Protocolo de Kyoto esta em débito conosco.
A demanda energética, o modelo de desenvolvimento econômico insustentável, o aumento da população, o transporte e os processos de urbanização são alguns dos exemplos que explicam por que as cidades geram cerca de 70% das emissões totais de CO2 no mundo. Ao mesmo tempo, entretanto, as cidades são o local apropriado para reduzi-las. Porém, o tema da cidade como ator relevante para atenuar a mudança climática não consta na agenda de ação internacional que lidera a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCC, sua sigla em inglês) e seu respectivo protocolo: Kyoto.
Prosseguindo com o artigo da semana passada, continuamos com as outras 5 ideias sustentáveis para transformar as cidades, apresentadas pela organização dinamarquesa Sustainia.
6. Projetar a cidade aproveitando a luz natural
Um novo método de projetar a cidade é a otimização da distribuição de luz do dia, para revitalizar os edifícios e bairros e, por sua vez, reduzir o consumo de energia. A luz natural é um recurso valioso para ser aproveitado nas cidades e, por isso, Henning Larsen Architects e seus associados desenvolveram um método de planejamento urbano sustentável que analisa sistematicamente os mapas de incidência solar nas áreas urbanas e edifícios, implementando-o através de uma estratégia operacional para a reabilitação sustentável de habitações no âmbito da cidade.
Mais sobre as últimas ideias sustentáveis para transformar as cidades a seguir.
Todo dia a cidade amanhece envolvida por um ritmo vertiginoso. Sintonizada com a velocidade e guiada pelo paradigma “tempo é dinheiro”, a paciência, a contemplação e o gozo dos atos cotidianos parecem ficar de lado. Em resposta a este frenesi, já existem experiências contestatórias em todo o mundo que buscam recuperar a qualidade da vida urbana.
Sem dúvida, o “fastfood” é o símbolo mais eloquente da cultura do imediatismo. Foi precisamente em oposição a esse ícone da vida pós-moderna que surgiu na Itália, em 1986, um movimento “SlowFood”. Experiência deflagrada após a abertura de uma lanchonete de fastfood ao pé da mítica Piazza di Spagna em Roma.
Com o aumento da população urbana, vem também o aumento da quantidade de resíduos nas cidades. E, embora a vida oculta do lixo seja ignorada por muitos, não há como escapar de um das questões mais urgentes das sociedades modernas: o manejo insustentável dos resíduos. Apesar de muitas soluções plausíveis e óbvias já terem sido sugeridas e algumas estarem em vias de implementação, alguns especialistas propõem soluções radicais que podem, um dia, se tornar realidades.
Entre 25 e 27 de outubro o Sesc Pompeia receberá a Conferência “IDEAS CITY: São Paulo”, evento que visa explorar e discutir o futuro de cidades ao redor do mundo, por meio de palestras e discussões.
A segunda conferência global, que teve sua primeira versão em Istambul, iniciará com uma palestra na sexta feira, 25 de outubro, prosseguirá com painéis e conversas durante todo o sábado e reserva o domingo para as oficinas.
Bela foto de Paris, não? Não mesmo. A cidade mostrada na foto não é Paris, tampouco a Disney World ou Las Vegas, mas uma réplica de Paris na China. O que torna este clone da capital francesa ainda mais entranho é o fato de ser uma cidade fantasma. Cerca de apenas duas mil pessoas vivem lá, ou seja, aqueles grandes edifícios, de até 700 unidades, possuem aproximadamente 30 habitantes. O local se tornou um destino para casais chineses que buscam fotografias de casamento, mas que não possuem meios de viajar para a autêntica Paris, ou para curiosos.
Com aproximadamente 150 mil habitantes, o município de São Caetano, no estado de São Paulo, ficou pela terceira vez no topo do ranking das cidades com maior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil. A pontuação alcançada, 0,862, garante à cidade um lugar na categoria “muito alto” do índice.
O levantamento realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolviemnto (Pnud) leva em consideração dados referentes à saúde, educação e renda. A pontuação varia de 0 a 1: quanto mais próximo a 1, melhor o “desenvolvimento humano”, quanto mais próximo a zero, pior.
Recentemente, as Nações Unidas emitiram um informe no qual contam os países que terão crescimento demográfico considerável durante o século XXI. As estimativas distinguem países desenvolvidos e os em desenvolvimento. Segundo dados da ONU, 60% da população mundial habitará os centros urbanos em 2030, enquanto em 2050 serão 70%.
Contudo, estes dados correspondem às estimativas de 2011, diferentes das mais recentes.
A campanha Minha Cidade Ideal, que procura construir uma visão de futuro "pelo povo, com o povo e para o povo" é uma aposta interessante para incentivar a participação cidadã em Bogotá. No entanto, continua a haver um vazio entre as idéias criativas que expressam os cidadãos nesta plataforma online e os processos para transformá-las em realidade.
Esta iniciativa de empresas e meios de comunicação privados criou um espaço online para os cidadãos compartilharem suas idéias e sonhos. Até agora, as pessoas compartilharam mais de três mil idéias que vão desde melhorias nos transportes públicos até aplicativos móveis. Será esta campanha a realização de uma nova maneira de construir e sonhar de maneira participativa ou apenas mais um espaço onde há boas intenções sem ações? Será que os cidadãos serão ouvidos por quem tomam as decisões?
A cidade de Madrid tem uma estrutura urbana complexa, com um “esqueleto” histórico, áreas de expansão e um conjunto de cidades que compõem um cinturão metropolitano. Seu futuro está indissoluvelmente ligado à instituição da capital, que também lhe confere um carácter distintivo. Esta cidade agora se move em direção a um modelo policêntrico, a partir de um processo iniciado na década de 80, durante o modelo de crescimento fordista de aglomeração.
Assim, a estrutura da região tradicionalmente definida pelo centro (núcleo central) e periferia (área metropolitana), começa a pulverizar-se em partes espalhadas no resto do territóriode Madri como umreflexo do "urbanismo por projetos."
Frente a retirada, a desarticulação e o gradual enfraquecimento da indústria na região metropolitana (de Buenos Aires), no começo da década de 1980 iniciou uma nova fase de transformações territoriais sobre os espaços que esta retirada oferecia. Uma importante e acelerada modernização se levou a cabo na distribuição comercial, que ocupou os espaços que a indústria tornou ociosos.
Por uma parte, se incorporou inovação tecnológica e organizacional no comércio de varejista e, por outra parte, se implantaram sociedades com capitais internacionais. Os novos centros de comércio tenderam a adotar a forma de megarecintos desvinculados do espaço público, que privilegiaram o uso do automóvel particular através de uma eficiente conexão com a rede viária.
O governo chinês está planejando transferir 250 milhões de chineses de comunidades rurais para cidades e vilas recém-construídas ao longo dos próximos 12 anos. O governo vem reformando aldeias antigas, templos e teatros ao ar livre, e pavimentando desenfreadamente para abrir caminho para mega-cidades, cuja população aumentará o equivalente a quase toda a população dos Estados Unidos.
Para descobrir como e por que isso está acontecendo, continue lendo.