Com aproximadamente 150 mil habitantes, o município de São Caetano, no estado de São Paulo, ficou pela terceira vez no topo do ranking das cidades com maior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil. A pontuação alcançada, 0,862, garante à cidade um lugar na categoria “muito alto” do índice.
O levantamento realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolviemnto (Pnud) leva em consideração dados referentes à saúde, educação e renda. A pontuação varia de 0 a 1: quanto mais próximo a 1, melhor o “desenvolvimento humano”, quanto mais próximo a zero, pior.
Recentemente, as Nações Unidas emitiram um informe no qual contam os países que terão crescimento demográfico considerável durante o século XXI. As estimativas distinguem países desenvolvidos e os em desenvolvimento. Segundo dados da ONU, 60% da população mundial habitará os centros urbanos em 2030, enquanto em 2050 serão 70%.
Contudo, estes dados correspondem às estimativas de 2011, diferentes das mais recentes.
A campanha Minha Cidade Ideal, que procura construir uma visão de futuro "pelo povo, com o povo e para o povo" é uma aposta interessante para incentivar a participação cidadã em Bogotá. No entanto, continua a haver um vazio entre as idéias criativas que expressam os cidadãos nesta plataforma online e os processos para transformá-las em realidade.
Esta iniciativa de empresas e meios de comunicação privados criou um espaço online para os cidadãos compartilharem suas idéias e sonhos. Até agora, as pessoas compartilharam mais de três mil idéias que vão desde melhorias nos transportes públicos até aplicativos móveis. Será esta campanha a realização de uma nova maneira de construir e sonhar de maneira participativa ou apenas mais um espaço onde há boas intenções sem ações? Será que os cidadãos serão ouvidos por quem tomam as decisões?
A cidade de Madrid tem uma estrutura urbana complexa, com um “esqueleto” histórico, áreas de expansão e um conjunto de cidades que compõem um cinturão metropolitano. Seu futuro está indissoluvelmente ligado à instituição da capital, que também lhe confere um carácter distintivo. Esta cidade agora se move em direção a um modelo policêntrico, a partir de um processo iniciado na década de 80, durante o modelo de crescimento fordista de aglomeração.
Assim, a estrutura da região tradicionalmente definida pelo centro (núcleo central) e periferia (área metropolitana), começa a pulverizar-se em partes espalhadas no resto do territóriode Madri como umreflexo do "urbanismo por projetos."
Frente a retirada, a desarticulação e o gradual enfraquecimento da indústria na região metropolitana (de Buenos Aires), no começo da década de 1980 iniciou uma nova fase de transformações territoriais sobre os espaços que esta retirada oferecia. Uma importante e acelerada modernização se levou a cabo na distribuição comercial, que ocupou os espaços que a indústria tornou ociosos.
Por uma parte, se incorporou inovação tecnológica e organizacional no comércio de varejista e, por outra parte, se implantaram sociedades com capitais internacionais. Os novos centros de comércio tenderam a adotar a forma de megarecintos desvinculados do espaço público, que privilegiaram o uso do automóvel particular através de uma eficiente conexão com a rede viária.
O governo chinês está planejando transferir 250 milhões de chineses de comunidades rurais para cidades e vilas recém-construídas ao longo dos próximos 12 anos. O governo vem reformando aldeias antigas, templos e teatros ao ar livre, e pavimentando desenfreadamente para abrir caminho para mega-cidades, cuja população aumentará o equivalente a quase toda a população dos Estados Unidos.
Para descobrir como e por que isso está acontecendo, continue lendo.
Com o lema “SmartCity, pensar a cidade como interface”, a quarta edição do Torneio Universitário de Aplicativos pretende criar um evento onde estudantes de todas as universidades latino-americanas possam desenvolver ferramentas úteis para a cidade.
Um aplicativo de leilão de táxis em Lima, outro para determinar a melhor rota de transporte público em Medellín e outro, ainda, para obter informações sobre os museus da Cidade do México, são algumas das ideias inscritas no concurso conhecido como CursorLab.
2007 foi o ano em que a população do planeta passou a ser mais urbana que rural. Em 2030, a porcentagem aumentará para 60%, sendo a América Latina a região mais urbanizada do mundo, com 75% de sua população vivendo em cidades. Os números são claros: estamos vivendo um momento histórico de urbanização em todo o mundo e, portanto, os desafios para melhorar nossas cidades devem abranger muitas faces, buscando melhorar a qualidade de vida dos cidadãos de cada uma destas cidades.
Os problemas das grandes megalópoles contemporâneas serão apresentados numa grande conferência do arquiteto e urbanista francês David Mangin, nesta sexta-feira, 13 de dezembro, a partir das 18h, na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil do Rio de Janeiro (IAB-RJ). O evento faz parte da programação “Diálogos França-Brasil”, realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Urbanismo (Prourb), a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU-UFRJ) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/CNPq).
A importância que adquiriu a agricultura urbana nos últimos tempos demonstra o interesse das pessoas por opções de alimentação mais saudáveis através de mecanismos amigáveis ao meio ambiente.
Cortesia de Núcleo NEPHU Universidad Federal Fluminense
Muito se tem falado no âmbito de desenvolvimento urbano a nível internacional sobre a experiência do Rio de Janeiro, as intervenção em favelas e os projetos urbanos em andamento. Mas se observarmos com maior detalhe as transformações ocorrendo na cidade, podemos ver que sua dinâmica urbana não está livre de tensões e contradições. Não se engane, nem tudo é alegria e samba, o debate urbano no Rio está quente.
Os grandes protestos em Istambul, ocorridos em função da tentativa do governo turco de converter o Parque Gezi em um centro comercial, colocaram a cidade e seu desenvolvimento urbano sob os olhares da opinião pública. Este documentário chamado Ekumenopolis, gravado em 2011 por Imre Azem, contextualiza o cenário onde ocorrem os atuais protestos, apresentando um olhar sobre o desenvolvimento urbano de Istambul na última década e alguns dos efeitos causados pela rápida transformação da cidade até sua “modernização” e a renovação urbana.
Nossos projetos de cidade estão contribuindo para que sejamos mais obesos e tenhamos mais problemas de saúde?
Este infográfico feito por Chris Yoon (abaixo) coloca esta questão a partir de um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas Pew em algumas cidades norte americanas, chamado "Medindo os efeitos da expansão urbana na saúde: uma análise nacional".
David Maddox é um cientista norte americano que dirige o Departamento de Ciências para a Conservação de Áreas Naturais de Nova York e dedica-se ao desenvolvimento de conhecimentos relacionados à concepção e gestão dos sistemas sócio-ecológicos em paisagens urbanas. A partir de sua perspectiva, a “resiliência” é o conceito da última década, uma vez que a sustentabilidade já o foi em anos anteriores. De qualquer forma, estima-se que a qualidade das cidades a que aspiram as sociedades continua a evoluir e inspirar novas metas.
Em resposta às perguntas: Qual é a cidade que queremos no futuro? Qual é a cidade em que queremos viver? Certamente a resposta é que a grande maioria quer cidades sustentáveis, visto que o objetivo é que elas equilibrem consumo e insumos deixando uma marca positiva no futuro. Da mesma forma, estas cidades também devem ser resistentes, pois elas perdurariam após os próximos fenômenos naturais, que ocorrem em diferentes cidades ao redor do mundo a cada ano.
No entanto, à medida que está visão é construída, também se percebe que as cidades deveriam ser habitáveis. Na verdade, temos que assimilar este conceito como um recurso indispensável e que sustenta as cidades que sonhamos: resistentes + sustentáveis + habitáveis.
A seguir poderemos conhecer os seis desafios que Maddox postula para conquistarmos cidades resistentes + sustentáveis + habitáveis.
Um dos focos de manifestações nas duas últimas semanas, a insatisfação com o transporte público também é combustível para o uso cada vez mais intensivo de veículos motorizados individuais nas grandes cidades, alimentando sucessivos recordes registrados pela indústria automobilística.
São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, palcos dos maiores e mais tensos protestos contra o aumento das tarifas de ônibus, não à toa, são também as cidades com as frotas de carros mais numerosas do país, que não param de crescer com os estímulos do governo ao consumo.
O Centro de Análise Espacial Avançada (CASA), da Escola Universitária de Londres (UCL), se dedica a georreferenciar elementos que são parte do planejamento urbano de diversas cidades do mundo. Um de seus últimos trabalhos, realizado pelo pesquisador Oliver O’Brien, consistiu em identificar 89 sistemas de empréstimo de bicicletas existentes em distintas cidades ao redor do mundo.
Com os dados públicos dos mesmos sistemas de cada cidade foi criado o “Mapa de Empréstimo de Bicicletas”, que revela a localização exata de cada estação de bicicletas, a quantidade delas disponível e o número total existente em cada ponto, acompanhado de um gráfico mostrando o uso que se deu em cada estação nas últimas 24 horas.