O mais prestigiado prêmio mundial de design, INDEX: Award, anunciou os vencedores de 2013. Do pioneiroPlano de Copenhague para se adaptar às mudanças climáticas às visionárias rodovias inteligentes holandesas, cada um dos cinco premiados receberá 100 mil euros para desenvolver suas ideias, que oferecem, cada uma delas, diferentes soluções para os desafios globais.
A percepção de qualquer cidade ou bairro é determinada, em grande parte, por aspectos não quantificáveis, como a sensação de um local agradável, limpo e bem iluminado. Grande parte da nossa experiência nas cidades é subjetiva. Se as autoridades pudessem encontrar uma maneira de medir a percepção emocional - por exemplo, na sensação de insegurança - que não fosse não apenas intuitiva, poderiam intervir melhor através de abordagens simples e mais diretas, fazendo com que a população de determinados bairros e cidades se sinta mais segura.
O The Atlantic Cities publicou recentemente um artigo sobre um projeto que está desenvolvendo um sistema para identificar e medir os fatores que fazem com que um lugar seja melhor percebido que outros.
O Campo de Cebada é um terreno localizado no bairro La Latina, em Madri, que desde o século XV tem atuado como um polo de interação social na cidade. Em seu início, foi conhecido como a Praça de La Cebada, onde os comerciantes trocavam e vendiam produtos agrícolas. No entanto, em junho de 1870, iniciou-se a construção do Mercado de La Cebada, deixando uma parte livre, onde se instalaram alguns vendedores informais. Isso se manteve até 1968, quando foi iniciada a construção do centro Poliesportivo La Latina no terreno até então desocupado.
Este centro desportivo funcionou até 2009, quando um plano do município o incluiu num projeto de remodelação que implicava sua demolição total. Ainda que tenham feito promessas de que ali se levantaria um edifício de melhor qualidade, a crise evitou que isso se concretizasse. Como os vizinhos haviam perdido seu lugar de encontro e recreação, em 2011 organizaram-se e deram origem ao Campo de Cebada, um espaço de 5.500 m², onde se realizam atividades esportivas, festivais, oficinas artísticas e intervenções urbanas.
As cidades precisam redefinir sua relação com o carro – dando lugar a uma direção que se adapte às cidades, e não cidades que se adaptam aos carros. Isto não significa proibir os carros de vez, mas lembrar às pessoas que quando dirigem nas cidades, elas e seus carros devem agir como convidados.
Pesquisas de Sustransand Social Data em 2004 estimaram que o carro é essencial para aproximadamente um terço dos trajetos, como os que envolvem cargas pesadas e volumosas. A comodidade e a flexibilidade que o carro proporciona significa que sempre estará presente de um jeito ou de outro.
Acabamos de assistir Detroit, uma cidade outrora símbolo do poder dos Estados Unidos durante o século XX, declarar falência, iniciando os trâmites para liquidar os ativos da cidade e pagar as dívidas aos credores.
Atualmente a cidade possui uma dívida recorde de 18,5 bilhões de dólares, conta com 78 mil edifícios abandonados, 40% da iluminação pública sem funcionar e, além disso, sua população diminuiu pela metade nos últimos 60 anos.
Bairro Lastarria, um dos mais procurados de Santiago, Chile
O recente livro “Hot to Design our World for Happiness”, editado por Jay Walljasper e uma equipe e OntheCommons, nos mostra algumas dicas de como transformar nossas cidades e comunidades em lugares melhores para se viver. A seguir uma lista com alguns conselhos (básicos, e mesmo assim nem sempre compridos) publicados no livro mencionado.
A cidade é um fascinante catálogo no qual se lêa memória coletiva, sua identidade e sua cultura. No caso da cidade de Buenos Aires, Argentina, percebe-se claramente a década de 1970, com testemunhos ainda vivos entre nós. Tal é o caso dos grandes conjuntos habitacionais, que em suas paredes, ruas e edifícios ainda vê-se lampejos de grandeza, após um pessimismo inefável conotado pela ausência de fronteiras entre o público e o privado e pela irremediável sensação de que tudo é admissível na cidade.
Nos tempos do prefeito Osvaldo Cacciatore, foram várias as circunstâncias que confluíram para levar a ascensão da construção de habitações coletivas. No princípio, em 1976, foi implantado o "Plano de Erradicação de Favelas", envolvendo a expulsão de seus habitantes fora dos limites da cidade, às suas províncias de origem, ou no caso de imigrantes estrangeiros, a seus países.
O congestionamento é, sem dúvida, um dos problemas que mais afetam a qualidade de vida dos habitantes das grandes cidades. Em Santiago, Chile, é um motivo de preocupação permanente e desencadeou iniciativas tais como restrições de veículos (pensada, a princípio, para reduzir a poluição) e tarifações. Também é o gatilho para grandes investimentos em infraestrutura, sobretudo as estradas urbanas.
Os cidadãos vêm tornando-se conscientes da necessidade de adotar iniciativas que tornem as ruas mais habitáveis. O uso em larga escala da bicicleta é um exemplo, assim como o aumento de motocicletas e scooters.
Apresentamos estas intervenções urbanas feitas pelo grupo EVOL, criadas a partir da aplicação de estêncil sobre remanescentes de construções e outros equipamentos urbanos. Através desta técnica de gravura, são impressas texturas que trazem as fachadas de edifícios a uma escala diminuta, conformando paisagens miniaturizadas de conjuntos de edifícios e cidades.
Dharavi - a maior favela da Ásia, com um milhão de pessoas e uma densidade média de 18 mil habitantes por acre - está no centro de uma acalorada discussão entre seus habitantes, o governo e investidores privados, por se localizar em um dos mais promissores bolsões de especulação imobiliária da Índia. Enquanto o governo busca soluções para "dissolver" a favela e relocar seus habitantes em edifícios em altura, a abordagem do investidores, visando o lucro, colocou os habitantes na defensiva, "fazendo de Dharavi a tempestade um de urbanismo controverso", segundo o arquiteto, urbanista e autor William Hunter.
Com esta discussão em pauta, gostaríamos de redirecionar os leitores e leitoras a esta entrevista de Andrew Wad, na qual é discutida a terrível situação de Dharavi e o tema do novo livro de Hunter, Contested Urbanism in Dharavi: Writings and Projects for the Resilient City. Leia a entrevista na íntegra aqui, e recapitule a situação de Dharavi nesta notícia publicada no ArchDaily Brasil.
As cidades têm caráter na história e na imagem no convite e na acolhida ao que chega e estuda na distante busca real de encontrar novidades em espaços construídos nas pessoas e nos fatos ocorridos na temporada
As atividades humanas nas cidades impactam de maneira direta a mudança climática. Abaixo seguem quatro razões pelas quais o Protocolo de Kyoto esta em débito conosco.
A demanda energética, o modelo de desenvolvimento econômico insustentável, o aumento da população, o transporte e os processos de urbanização são alguns dos exemplos que explicam por que as cidades geram cerca de 70% das emissões totais de CO2 no mundo. Ao mesmo tempo, entretanto, as cidades são o local apropriado para reduzi-las. Porém, o tema da cidade como ator relevante para atenuar a mudança climática não consta na agenda de ação internacional que lidera a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCC, sua sigla em inglês) e seu respectivo protocolo: Kyoto.
Prosseguindo com o artigo da semana passada, continuamos com as outras 5 ideias sustentáveis para transformar as cidades, apresentadas pela organização dinamarquesa Sustainia.
6. Projetar a cidade aproveitando a luz natural
Um novo método de projetar a cidade é a otimização da distribuição de luz do dia, para revitalizar os edifícios e bairros e, por sua vez, reduzir o consumo de energia. A luz natural é um recurso valioso para ser aproveitado nas cidades e, por isso, Henning Larsen Architects e seus associados desenvolveram um método de planejamento urbano sustentável que analisa sistematicamente os mapas de incidência solar nas áreas urbanas e edifícios, implementando-o através de uma estratégia operacional para a reabilitação sustentável de habitações no âmbito da cidade.
Mais sobre as últimas ideias sustentáveis para transformar as cidades a seguir.
Todo dia a cidade amanhece envolvida por um ritmo vertiginoso. Sintonizada com a velocidade e guiada pelo paradigma “tempo é dinheiro”, a paciência, a contemplação e o gozo dos atos cotidianos parecem ficar de lado. Em resposta a este frenesi, já existem experiências contestatórias em todo o mundo que buscam recuperar a qualidade da vida urbana.
Sem dúvida, o “fastfood” é o símbolo mais eloquente da cultura do imediatismo. Foi precisamente em oposição a esse ícone da vida pós-moderna que surgiu na Itália, em 1986, um movimento “SlowFood”. Experiência deflagrada após a abertura de uma lanchonete de fastfood ao pé da mítica Piazza di Spagna em Roma.
Com o aumento da população urbana, vem também o aumento da quantidade de resíduos nas cidades. E, embora a vida oculta do lixo seja ignorada por muitos, não há como escapar de um das questões mais urgentes das sociedades modernas: o manejo insustentável dos resíduos. Apesar de muitas soluções plausíveis e óbvias já terem sido sugeridas e algumas estarem em vias de implementação, alguns especialistas propõem soluções radicais que podem, um dia, se tornar realidades.
Entre 25 e 27 de outubro o Sesc Pompeia receberá a Conferência “IDEAS CITY: São Paulo”, evento que visa explorar e discutir o futuro de cidades ao redor do mundo, por meio de palestras e discussões.
A segunda conferência global, que teve sua primeira versão em Istambul, iniciará com uma palestra na sexta feira, 25 de outubro, prosseguirá com painéis e conversas durante todo o sábado e reserva o domingo para as oficinas.
Bela foto de Paris, não? Não mesmo. A cidade mostrada na foto não é Paris, tampouco a Disney World ou Las Vegas, mas uma réplica de Paris na China. O que torna este clone da capital francesa ainda mais entranho é o fato de ser uma cidade fantasma. Cerca de apenas duas mil pessoas vivem lá, ou seja, aqueles grandes edifícios, de até 700 unidades, possuem aproximadamente 30 habitantes. O local se tornou um destino para casais chineses que buscam fotografias de casamento, mas que não possuem meios de viajar para a autêntica Paris, ou para curiosos.