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Cidades: O mais recente de arquitetura e notícia

Segregação urbana em 6 fotografias: desigualdade vista de cima

Diz-se que o mundo está cada vez mais desenvolvido quando na realidade está, inegavelmente, mais tecnológico e globalizado. Contudo, parece arriscado falar em desenvolvimento quando os avanços não se apresentam em todos os lugares nem para todos os habitantes.

Num panorama tão desigual, uma seleta parte da população global desfruta dos ditos avanços, ao passo que um enorme contingente vive abaixo da linha de pobreza sem as menores condições de infraestrutura.

Tais contrastes passam muitas vezes despercebidos no cotidiano da cidade, entretanto, estão estabelecidos numa relação díptica com o traçado urbano, sendo, ao mesmo tempo causa e consequência de profundas marcas no desenho da cidade. No Brasil, por exemplo, temos as favelas e comunidades pobres que contrastam com a arquitetura de edifícios e casas de classe média alta, planejados e construídos com os recursos necessários.

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Equipamento Extraordinário / Basurama

Equipamento Extraordinário / Basurama - Image 1 of 4Equipamento Extraordinário / Basurama - Image 2 of 4Equipamento Extraordinário / Basurama - Image 3 of 4Equipamento Extraordinário / Basurama - Image 4 of 4Equipamento Extraordinário / Basurama - Mais Imagens+ 7

O Basurama é um coletivo que realiza projetos de arte e design para transformação social através de estrategias lúdicas e participativas. Os protagonistas de seus projetos são os resíduos e os processos relacionados com sua produção na sociedade de consumo. Na Virada Cultural 2014, de São Paulo, o coletivo fez uma intervenção denominada Equipamento Extraordinário.

Saiba mais, a seguir.

Centro Médico de Boston poderá prescrever receitas para andar de bicicleta

Foi lançado recentemente em Boston um interessante programa chamado "Prescribe-a-Bike", que permite aos médicos do Centro Médico de Boston prescrever receitas que permitem a inscrição dos pacientes no sistema de bicicletas públicas da cidade por apenas 5 dólares anuais (o custo regular é de 80 dólares anuais).

Os requisitos são: ser residente, ter mais de 16 anos de idade, receber algum tipo de assistência pública ou ter renda familiar que não supere 4 vezes a linha de pobreza de Boston.

Ranking 2014: Demografia das maiores áreas urbanas do mundo, segundo Demographia

Existem atualmente 29 megacidades no mundo e, pela primeira vez na história, se fala que mais da metade da população mundial vive em zonas urbanas.

Buscando reunir dados mais precisos, o centro de estudos estadunidense Demographia realiza anualmente a pesquisa “Demografia das Áreas Urbanas do Mundo” e recentemente publicou a décima edição, relativo à estimativas de 2014.

Nela podemos ter uma ideia da população, superfície urbana e densidade populacional nas 922 áreas urbanas onde vivem mais de 500 mil habitantes. De acordo com os resultados deste ano, a população total destas áreas é de 1,92 bilhões de habitantes, cifra que representa 51% da população urbana mundial. Além disso, verificou-se que as maiores cidades do mundo estão, primeiramente, na Ásia, e em segundo lugar, na América do Norte.

Por outro lado, também se concluiu que no sudeste asiático, América do Note, Europa Ocidental e Japão os residentes de grandes zonas urbanas vivem em lugares muito baixos em termos de densidade.

Mais resultados na continuação.

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Vídeo “Daylight”: Esquinas mais seguras para os pedestres

Os veículos estacionados nas esquinas estão dentre os principais obstáculos visuais entre motoristas, ciclistas e pedestres. Por este motivo, diversas opções de desenho urbano têm surgido, como as propostas do planejador Nick Falbo ou outras temporárias apresentadas durante o Park(ing) Day, que mostram novas formas de se aproveitar esses espaços e torná-los mais seguros.

No vídeo a seguir, a organização Streetfilms explica a estratégia “Daylightning”, ou “Iluminação do Dia”, que promove a segurança dos pedestres. Esta consiste em proibir os automóveis de estacionarem próximo às intersecções, fazendo com que os veículos que estejam em movimento na rua tenham maior campo de visão antes de chegar à esquina.

Guia “NYC: Conselhos Básicos e Etiqueta” para melhorar a convivência na cidade

A convivência nos espaços públicos das grandes cidades às vezes não é muito agradável. Levando isso em conta, o ilustrador Nathan W. Pyle criou o guia “NYC: Conselhos Básicos e Etiqueta” com exemplos de como evitar 100 situações cotidianas que podem afetar negativamente os demais cidadãos, como por exemplo, quando deixamos as bolsas nos bancos vazios do metrô ou quando um automóvel estaciona em na ciclovia.

Na animação acima, o autor mostra uma situação que não somente acontece em Nova Iorque, mas também em várias cidades do mundo. Por isso, lembre-se de permanecer à direita nas escadas do metrô e evite parar no final dela para não dificultar a saída das outras pessoas.

Veja 15 situações animadas a seguir. 

A rua que cada um vê

O artigo a seguir é de autoria de Natália Garcia e foi publicado originalmente na página da Super Interessante. Natália é também uma das fundadoras da rede de conteúdo urbanístico Cidades para Pessoas.

Os budistas dizem que quando olhamos para um objeto, ele “nos olha de volta”. É que carregamos ferramentas pessoais – nossa história, sensibilidade, repertório –  que filtram nosso olhar e definem a percepção que teremos do objeto, daí a ideia de que ele nos olha de volta. Levando essa ideia ao limite, olhar para um objeto é olhar a si mesmo. Nenhum homem atravessa o mesmo rio duas vezes, diz o filósofo Heráclito. De fato: a experiência da primeira travessia transforma o homem, assim como o curso constante do rio o transforma a cada segundo. Pois acredito que essa mesma afirmação se aplique às cidades: nenhum homem atravessa a mesma rua duas vezes. Ou, na concepção budista, olhar para a rua é olhar a si mesmo. É o que mostram os mapas abaixo, desenhados por algumas pessoas para representar seus deslocamentos diários.

Dispara o número de trajetos de bicicleta em Copenhague em 2013

Durante os últimos anos, o número de ciclistas na capital dinamarquesa tem se mantido estável, contudo entre 2012 e 2013, os trajetos de bicicleta aumentaram 35%, segundo dados de um estudo de hábitos de transporte da Universidade Técnica da Dinamara (DTU). Em 2013 a média de quilômetros percorridos por trajeto foi de 4,2 km.

Este aumento ocorreu após vários anos sem grandes flutuações, de modo que diversos especialistas dinamarqueses vêm analisando o que ocorreu neste último ano.

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Capas de álbums clássicos no Google Street View

Aproveitando as novas ferramentas de tecnologia, o jornal The Guardian publicou uma série de fotomontagens com algumas das mais clássicas capas de álbuns musicais nos locais onde foram feitas suas fotografias. The Beatles, PJ Harvey, Creedence Clearwater Revival, The Beastie Boys... veja todas as montagens a seguir...

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Cidades inteligentes ou vulgaridade de interesses?

Houve alguma vez cidades estúpidas? Teriam sobrevivido as cidades, a construção humana mais complexa, se não houvesse inteligência coletiva? Somente a distribuição de água, a iluminação e a energia, a eliminação de resíduos, a construção em altura, o abastecimento de alimentos, a organização do transporte, etc. supõem tecnologias e modos de gestão de inteligência acumulada e de capacidade de inovação permanente. Agora a moda é descobrir que as cidades podem ser inteligentes. Se não fossem não existiriam.

Na realidade se trata de um reclame publicitário. Das cidades? Aparentemente sim, mas a fama dura pouco. Houve tantas cidades adjetivadas para atrair atenção e nenhuma memorável. Pela simples razão de que a todas é mais ou menos possível aplicar o adjetivo promissor. Além disso, este adjetivo quase nunca é qualificativo, mas define da cidade. Cidades patrimônio da humanidade? A UNESCO encontrou um nicho bastante lucrativo, é preciso pagar pelo título. Em toda parte encontramos patrimônio. Cidades globais? Saskia Sassen selecionou a principio três cidades globais, mas outras grandes cidades protestaram. Ampliou a lista, mas teve então que estabelecer categorias. Quase ninguém estava satisfeito. Além disso, se muitas eram globais, perdia-se o valor de distinção. No final, assim como Castells, acabou reconhecendo que todas as cidades, algumas mais e outras menos, têm dimensões e elementos globalizados.

7 ideias para revitalizar os terrenos baldios das cidades

LA-Más é uma organização estadunidense sem fins lucrativos que se dedica a desenvolver diversos projetos de design que promovem a cultura e a sustentabilidade em bairros vulneráveis.

A Diretora de Impacto Social de LA-Más, Helen Leung, é urbanista e recentemente trabalhou com o Coletivo das Artes do Valee Elysian de Los Angeles para projetar um plano de sinalização ao redor do rio da cidade, que está descuidado. Embora a cidade esteja fazendo seu próprio sistema, é preciso esperar alguns meses para que o projeto do coletivo se mantenha até que o plano municipal esteja pronto.

Tendo isto em vista, Leung fez uma lista de sete formas de baixo custo e de alto impacto que ajudariam a transformar os espaços vazios, até que se decida o que fazer com eles.

Saiba mais a seguir.

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O quão rapidamente pode crescer uma cidade?

Muitas cidades ao redor do mundo estão crescendo em tamanho e população a uma taxa meteórica. Neste contexto, uma equipe de pesquisadores está voltando sua atenção para o passado, com o objetivo de se preparar para o que está por vir.

Os pesquisadores da NYU Stern School of Business criaram o Urbanization Project com o objetivo de, através de dados gráficos, convencer a esfera política a planejar melhor as cidades tendo em vista o inevitável crescimento populacional.

9 razões do porquê os EUA são mais dependentes do automóvel do que a Europa (Parte II)

Recentemente publicamos a primeira parte do post 9 razões do porquê os EUA são mais dependentes do automóvel do que a Europa, que ajuda a esclarecer o porquê das cidades estadunidenses serem mais dependentes do automóvel que as cidades europeias.

Veja a seguir as outras 5 razões pelas quais os EUA são mais dependentes do automóvel que a Europa.

Resultados da pesquisa “Megacidades e Infraestrutura na América Latina: o que pensam as pessoas”

“Os espaços públicos de sua cidade são suficientes? Como avalia a qualidade do serviço de água? Qual é o seu tempo médio de deslocamento? Estas foram algumas perguntas feitas a 5.000 habitantes da América Latina como parte da pesquisa “Megacidades e Infraestrutura na América Latina: o que pensam as pessoas”

A pesquisa foi realizada no final de 2013 pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em cinco cidades da região: Buenos Aires, Cidade do México, São Paulo, Bogotá e Lima. As três primeiras foram escolhidas pelo BID por considera-las megacidades, o que as duas últimas serão em breve.

As perguntas foram feitas a 1.000 habitantes de cada cidade e buscavam entender o que pensam sobre a qualidade de vida na cidade em que vivem, as necessidades de infraestrutura urbana e os padrões dos serviços públicos, entre outras questões.

Os resultados com infográficos a seguir

9 razões do porquê os EUA são mais dependentes do automóvel que a Europa (Parte I)

Nos deparamos com um artigo de The Atlantic Cities com uma interessante análise do porquê as cidades estadunidenses são mais dependentes do automóvel do que as europeias.

O artigo explica que entre os anos 1920 e 1960, as políticas adotadas a respeito do automóvel nos Estados Unidos serviram de modelo para grande parte da Europa ocidental. Mas no final de 1960, muitas cidades europeias começaram a reorientar suas políticas para frear o uso do automóvel promovendo o uso do transporte público, da bicicleta e de se locomover a pé.

Durante as últimas duas décadas, em um contexto onde as cidades dos EUA são muito dependentes do automóvel, com grande expansão dos seus subúrbios e um sistema de transporte cada vez mais insustentável, inverteu-se as posições e os planejadores desse país começaram a observar as políticas de transporte europeias.

Os números mostram a necessidade de uma mudança. Em 2010, os estadunidenses fizeram 85% de suas viagens diárias em automóvel, em comparação com a Europa, onde o automóvel é utilizado entre 50 e 65% das viagens diárias. As longas distâncias somente explicam em parte a diferença, porque a realidade é que nos Estados Unidos 70% das viagens de uma milha (aprox. 1.5 km) são feitas com automóvel, enquanto na Europa as viagens dessa mesma distância são feitas 70% a pé, em bicicleta ou em transporte público.

.A seguir, 4 razões de porquê os EUA é mais dependente do automóvel que a Europa. (publicaremos outras em breve)

“Isso não é um terreno baldio”: Reconvertendo lugares vazios do espaço público [Parte I]

Os “vazios”, terrenos baldios, edificações sem uso, dispersos pela trama urbana das cidades têm introduzido uma nova variável no urbanismo contemporâneo. Esses espaços representam a possibilidade latente de reprogramar a cidade existente para abordar com um critério ambiental a cidade do futuro.

Com base nessa premissa, se idealizou uma estratégia de regeneração urbana “estonoesunsolar”, um enfoque experimental para transformar esses inexplicáveis vazios em espaços públicos, dando respostas à inquietudes cidadãs. As intervenções consistiram na utilização temporal de terrenos vazios, colocando em jogo a sugestão do vazio, o oco e do invisível. Esses despojamentos da trama consolidada permitem uma leitura alternativa e flexível que dinamiza o espaço publico, estabelecendo códigos de um urbanismo desenhado.

Mais detalhes do projeto desenvolvido por Patricia Di Monte e Ignacio Grávalos em Zaragoza, Espanha, a seguir.

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SPARKS: um sistema modular de iluminação desenvolvido por Daniel Becker

O estúdio de projeto de Daniel Becker desenvolveu um engenhosos sistema de iluminação modular que consiste em três módulos diferentes que podem ser dispostos em várias configurações, criando estruturas tridimensionais. SPARKS, que utiliza a tecnologia LED, é inspirado em formas geométricas e estruturas moleculares, adaptando-se facilmente a qualquer situação arquitetônica e gerando possibilidades de arranjo quase infinitas.

Mais detalhes a seguir.

SPARKS: um sistema modular de iluminação desenvolvido por Daniel Becker - IluminaçãoSPARKS: um sistema modular de iluminação desenvolvido por Daniel Becker - IluminaçãoSPARKS: um sistema modular de iluminação desenvolvido por Daniel Becker - IluminaçãoSPARKS: um sistema modular de iluminação desenvolvido por Daniel Becker - IluminaçãoSPARKS: um sistema modular de iluminação desenvolvido por Daniel Becker - Mais Imagens+ 6

12 ideias para fazer das cidades lugares mais adequados para crianças

O caminho entre a casa e a escola é um dos primeiros contatos das crianças com sua cidade. Dependendo de como o fazem - a pé, de carro, de bicicleta ou em algum transporte público - altera o que sabem de seu entorno e como o vêem, como mostrou um estudo feito pela Universidade de Aarhus (Dinamarca). A pesquisa demonstrou que uma criança que vai ao colégio a pé ou de bicicleta sabe mais de seu bairro e tem níveis de concentração mais elevados durante as quatro horas seguintes em comparação com outras crianças que vão de carro.