Quando falamos em cidades “inteligentes”, é comum pensarmos em cidades muito desenvolvidas tecnologicamente. Embora isso esteja correto, a tecnologia é apenas parte de uma série de atributos que, quando analisados em conjunto, determinam o quão inteligente uma cidade é. Dentre os aspectos observados estão também o acesso aos serviços públicos, os planos de descontaminação e gestão de recursos naturais, os métodos de participação dos cidadãos, entre outros.
Apresentamos a seguir uma lista que traz as 17 escadarias urbanas mais belas do mundo. A lista, é claro, não analisou todas as escadarias do mundo, mas se deteve àquelas que receberam algum tipo de intervenção artística, seja através de mosaicos, grafites, vegetação ou mesmo origamis. Entre elas estão duas escadas brasileiras, ambas no Rio de Janeiro.
Centenas de árvores e 500 metros de extensão é o que caracteriza a Rua Gonçalo de Carvalho de Porto Alegre, um “túnel verde” que foi declarado, em 2006, Patrimônio Histórico Cultural, Ecológico e Ambiental da cidade e, como apresentamos há algum tempo, é considerada por alguns como a rua mais bonita do mundo.
Agora, mostraremos uma lista com as 10 ruas mais famosas do mundo, escolhidas pelo site estadunidense Architecture and Design, um blog de arte, arquitetura, design e viagens listado entre os 100 mais influentes do mundo, segundo Technoratic.
Como as pessoas se deslocam de bicicleta pela cidade? Essa foi a pergunta que o arquiteto Jorge Toledo, integrante da Ecosistema Urbano, se fez após percorrer Madri em duas rodas. A experiência de Toledo não foi nem um pouco agradável, tampouco segura, devido à falta de ciclovias conectadas e sinalização.
Numa segunda tentativa escolheu uma rota alternativa e utilizou um aplicativo com GPS que, apesar de tê-lo ajudado, o fez passar longe das atividades comerciais, sociais e culturais da cidade.
Essas experiências desagradáveis levaram a organização Ecosistema Urbano a tentar melhorar a experiência do ciclismo urbano com o BikeLine, um aplicativo que funciona como um guia e ajuda o ciclista a se movimentar pela cidade, combinando rotas físicas – sinalizações no chão – com as digitais e incluindo dicas de atividades nos trajetos e locais de destino.
Sensores nas calçadas que reconhecem a presença de pedestres e informam os semáforos; sistemas que identificam a presença e o movimento das pessoas e enviam um alerta aos motoristas; e dispositivos que permitem que os automóveis “se comuniquem” entre si, alertando sobre os pedestres que estão nas redondezas. Estes são alguns dos sistemas que começaram a ser desenvolvidos para melhorar a segurança nas ruas.
Recentemente algumas imagens chamaram a atenção em sites e redes sociais pela brutalidade das medidas que algumas cidades tomaram para evitar que moradores de rua usem bancos e marquises para se proteger durante a noite.
Uma das mais polêmicas foi a estratégia usada por um supermercado em Londres que colocou “pinos” de metal na sua entrada para evitar que o lugar fosse usado à noite por moradores de rua. Os protestos contra essas atitudes não tardaram: em alguns casos os “pinos” foram cobertos por concreto, além disso, mais de 128.000 pessoas assinaram uma petição no Change.org para que o supermercado os removesse. Neste último caso a petição teve efeito e o supermercado voltou atrás em sua decisão.
Santa Fé é um exemplo de desigualdade social no México. Enquanto num setor da cidade a população conta com edifícios altos e modernos, bairros luxuosos construídos nas últimas décadas, em outro setor, é uma realidade completamente diferente: zonas humildes e casas de baixos recursos, como se fossem dois mundos isolados e divididos por uma parede.
Uma distribuição desigual de riqueza, que é ilustrada em uma série de imagens aéreas capturadas pelo fotógrafo Oscar Ruíz. Produzido pela agência de publicidade mexicana Publicis, a campanha busca, através de fotografias reais, ressaltar a enorme desigualdade e segregação urbana e social que existem em alguns bairros da cidade de Santa Fé, com o objetivo e sob o lema de "apagar a diferença".
Com uma votação de 32 votos a favor, Chile foi eleito sede da Copa do Mundo no ano 1945, evento que se realizou apesar das precárias condições em que se encontrava o país logo depois do terremoto Valdívia de 1960 e da morte de dois dos principais nomes do campeonato: Carlos Dittborn e Juan Pinto Durán.
O documentário que hoje lhes apresentamos, por causa da copa que está sendo realizada do Brasil, foi patrocinado pela própria FIFA e mostra - além da revisão de grande parte dos seus jogos - um interessante olhar sobre a cidade de Santiago naquela época e algumas das suas edificações desportivas, construídas e remodeladas especialmente para o evento através de um grande esforço.
De acordo com o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), o processo de urbanização nas cidades da América Latina e Caribe está “praticamente concluído”.
Por essa razão, considera necessário que as cidades sejam sustentáveis e que contem com espaços públicos que promovam a inclusão social, algo que se espera atingir através da agricultura urbana e periurbana, prática promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO).
Esses números sugerem que os espaços públicos construídos na última década nessas cidades - projetados com foco nos pedestres - permitiram consolidar e melhorar a mobilidade nessas áreas metropolitanas, criar lugares mais seguros para o trânsito de pedestres, transformar espaços que antes eram destinados aos automóveis em lugares para a escala humana, construir ciclovias segregadas e diminuir o uso dos automóveis nas regiões centrais.
A seguir os números que mostram o impacto positivo dos espaços de pedestres nessas cidades.
Neste vídeo, referente ao projeto Atlas Vivo de Chile, o gerente de operações do projeto Transporte Fluvial Sustentável de Valdivia, Mauricio Hodge, mostra as instalações e o funcionamento do primeiro conjunto construído flutuante autossustentável do mundo.
Esta é uma ideia do valdiviano Alex Wopper, cujo objetivo é implementar um sistema de transporte público no rio Calle-Calle que visa descongestionar a cidade e diminuir o tempo de deslocamento de seus habitantes.
https://www.archdaily.com.br/pt/623302/video-transporte-publico-fluvial-em-valdiviaEquipo Plataforma Arquitectura
Cidades compartilhadas são aquelas onde os habitantes contam com plataformas - digitais ou presenciais - para se organizarem e compartilharem espaços, serviços ou bens. Dessa forma, as cidades procuram se converter em lugares mais animados e sustentáveis.
Embora como conceito não as temos tão presentes, os meios para fazer das cidades lugares compartilhados estão mais próximos do que imaginamos. Por exemplo, quando uma organização comunitária lança uma campanha para arrecadar fundos e financiar um projeto como uma intervenção urbana - falamos de financiamento coletivo ou crowdfunding, uma das práticas que torna possível as cidades compartilhadas.
Para que mais pessoas conheçam esse conceito e suas potencialidades, o think tank Laboratorio para la Ciudad listou quatro categorias do que é possível compartilhar nas cidades. Enquanto isso, as organizações canadenses Cities for People e Social Innovation Gereration (SIG) propuseram cinco ideias para implementar essas práticas.
O perfil das cidades brasileiras passou por grandes transformações nos últimos 60 anos. Se na década de 50 a taxa de urbanização era de 36%, hoje somos 175 milhões de pessoas vivendo em centros urbanos. Infelizmente, esse crescimento não foi acompanhado de políticas públicas que ajudassem a inserir esses novos habitantes no território de maneira planejada. Pensando nesse problema, o IAB-DF, por meio da Comissão de Políticas Urbanas, divulgou, no dia 11 de junho, o documento “Por uma Agenda para as cidades brasileiras”, que procura expor e analisar a problemática de urbanização no Brasil.
“Quanto estamos dispostos a pagar pela caminhabilidade? Muito.”
Categórico a tal ponto é o vídeo que apresentamos acima, que pontua as possibilidades de deslocamento a pé rápido e seguro oferecidas pelos bairros. Para as medições é utilizado um Walk Score, um indicador que, numa escala de 1 a 100, atribui valores às opções de caminhada na cidade.
Assim, o vídeo mostra que as pessoas estão dispostas a pagar até US$ 850 a mais pelo aluguel de um imóvel que esteja localizado num bairro caminhável, em comparação com outras localidades menos adequadas aos deslocamentos a pé. É por isso que Nova Iorque atinge 85,6 pontos em contraste com Charlotte, que marcou apenas 34,3 pontos.
Os mapas de metrô devem ser fáceis de ler, memorizar e utilizar. O arquiteto sérvio-francês JugCerović desenvolveu sete regras que, segundo ele, ajudariam a conceber os mapas de metrô de qualquer cidade do mundo, de modo que as pessoas possam entendê-los como um sistema único, independente do país de origem.
Antes de Londres se tornar a cidade que é hoje em dia, diversas mudanças urbanas aconteceram em diferentes períodos de seus 2.000 anos de existência.
Para se ter um registro de como se deu o desenvolvimento histórico e a evolução urbana em Londres, a empresa Polly Hudson Design produziu um vídeo que mostra desde Londinium - nome como Londres era conhecida durante a época romana - até a atualidade. Nele se pode conhecer a localização dos primeiros caminhos e a quantidade de edifícios e monumentos que foram construídos em cada etapa histórica – o que permitiu contabilizar as construções que atualmente são patrimônios protegidos.
Os fotógrafos estadunidenses Andrea e Rob Stonerecentemente desenvolveram uma série chamada "City Reflections", inspirada nos abstratos reflexos de diferentes superfícies refletivas da cidade, desde fachadas de edifícios até materiais encontrados no entorno circundante como metais, vidro ou inclusive, água. Uma mistura de materiais, formas e cores que faz vibrar a imaginação através de ondas e padrões abstratos, e representar quadrículas geométricas formadas por estruturas arquitetônicas.
Mapear a experiência humana nas cidades para, então, convertê-las em lugares mais habitáveis. Com essa ideia o Grupo de Computação Social do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) lançou no começo de abril o projeto de cartografia “You Are Here”, que tem como objetivo fomentar mudanças sociais em diversas áreas, mostrando, em mapas, tanto os locais onde há falta de vegetação como os lugares onde ocorrem mais acidentes de trânsito, especificamente de bicicletas.