1. ArchDaily
  2. Cidades

Cidades: O mais recente de arquitetura e notícia

Acesso exclusivo

Zeladoria de espaços públicos: a solução é alugar o Brasil?

Há alguns dias, num belo domingo de sol em pleno inverno, minha esposa e eu resolvemos levar nossos dois filhos pequenos para conhecerem o Parque Villa-Lobos, no extremo oeste da cidade de São Paulo, já quase na divisa com Osasco.

Não é um parque a que costumamos ir com frequência hoje em dia; mas é, sem dúvida, um local que faz parte da nossa memória afetiva. Ela cresceu em Cotia; eu, em Osasco. Ambas as cidades ficam na parte oeste da Região Metropolitana de São Paulo e o Parque talvez fosse o principal espaço público relativamente próximo das nossas casas durante nossa infância e juventude. Temos inclusive algumas fotos de lá no começo do nosso namoro, em 2013, à toa, ora estirados num amplo gramado verde, ora abraçados embaixo de uma árvore florida.

Curso "Planejamento Urbano e Regulações das Cidades"

Laboratório Arq.Futuro de Cidades lança curso voltado para o desenvolvimento urbano

Ruas do bairro Liberdade em São Paulo serão exclusivas para pedestres aos domingos

O bairro Liberdade, na região central da capital paulista, começa a testar neste domingo (1º) o Programa Ruas Abertas. A exemplo do que ocorre na Avenida Paulista, desde 2016, quatro ruas da região ficarão abertas exclusivamente para a circulação de pedestres das 9h às 20h aos domingos e feriados.

A iniciativa, conduzida pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, visa priorizar o uso do espaço urbano a partir das necessidades dos pedestres. “A intenção é oferecer condições que estimulem a permanência das pessoas, a caminhabilidade e o fortalecimento da região como atrativo turístico e comercial”, afirma a prefeitura de São Paulo em nota.

Acesso exclusivo

Dia Mundial da Arquitetura 2023: promovendo comunidades resilientes

Toda primeira segunda-feira de outubro, celebramos o Dia Mundial da Arquitetura e o Dia Mundial do Habitat, datas que servem como um lembrete para a comunidade global de sua responsabilidade coletiva pelo bem-estar do ambiente construído. Esta edição, assim como nos anos anteriores, lança luz sobre o campo da arquitetura e os desafios enfrentados por nossas cidades, introduzindo novos temas, contemplando o estado de nossas áreas urbanas e propondo estratégias construtivas.

Uma vez que as economias urbanas enfrentaram dificuldades significativas este ano, o Dia Mundial do Habitat promovido pela ONU concentra-se em no tema Economias Urbanas Resilientes: cidades como impulsionadoras do crescimento e da recuperação. Lançando o Outubro Urbano, este evento busca reunir diversos atores para deliberar políticas que ajudem as cidades a se recuperarem após os impactos econômicos duplos causados pela pandemia de Covid-19 e conflitos em todo o mundo. Alinhado a esse conceito, o Dia Mundial da Arquitetura, criado pela UIA em 1985, foca em Arquitetura para Comunidades Resilientes, enfatizando o papel e o dever da arquitetura em promover a existência próspera entre comunidades, ao mesmo tempo em que inicia um diálogo global sobre a interconexão das regiões urbanas e rurais dentro de cada país.

Dia Mundial da Arquitetura 2023: promovendo comunidades resilientes - Imagem 1 de 4Dia Mundial da Arquitetura 2023: promovendo comunidades resilientes - Imagem 2 de 4Dia Mundial da Arquitetura 2023: promovendo comunidades resilientes - Imagem 3 de 4Dia Mundial da Arquitetura 2023: promovendo comunidades resilientes - Imagem 4 de 4Dia Mundial da Arquitetura 2023: promovendo comunidades resilientes - Mais Imagens+ 1

Acesso exclusivo

Carro ou ônibus: quem é mais eficiente no transporte de passageiros?

A crítica mais famosa do espaço desmedido ocupado pelos automóveis foi representada por um cartaz da cidade de Müenster, que compara o espaço ocupado por 60 carros, um ônibus e 72 bicicletas (todos transportando 72 pessoas). A imagem deixa evidente que o espaço ocupado pelos automóveis para transportar o mesmo número de passageiros é espantosamente maior.

Acesso exclusivo

Cidades efêmeras: três conceitos radicais que propõem aos usuários moldarem seu ambiente

O conceito de uma cidade pode ser entendido como um sistema em constante transformação, no qual arquitetos e habitantes colaboram para sua concepção e remodelagem. Embora sua estrutura inicial possa ser delineada por designers ou arquitetos, a essência da trama urbana é, em última instância, moldada pela sociedade e pelas gerações que a ocupam. A questão da "autoria da cidade" frequentemente surge no contexto do planejamento urbano. Será que os arquitetos e urbanistas podem prever até que ponto uma cidade evoluirá por meio de seu projeto inicial? A resposta é não. A noção de autoria do usuário reconhece, então, que o planejamento urbano não deve ser abordado como um projeto de construção convencional, no qual os designers tentam prever todos os aspectos de forma, padrão, comportamento e cultura. Em vez disso, ela reconhece o papel desempenhado pelas pessoas na configuração da trama urbana por meio de suas preferências arquitetônicas, desenvolvimento da identidade do bairro e remodelagem contínua que contribui para a história e o espírito do lugar. Esses elementos devem ser considerados desde o início do processo de projeto, contemplando ideias relacionadas à expansão futura, infraestrutura adaptável e capacitação dos cidadãos para contribuir com a arquitetura da cidade, tornando, assim, o planejamento urbano mais democrático. Este artigo explora conceitos de cidades radicais, nas quais os designers adotam ideias de autoria dos usuários e a evolução constante da arquitetura efêmera.

Cidades efêmeras: três conceitos radicais que propõem aos usuários moldarem seu ambiente - Image 1 of 4Cidades efêmeras: três conceitos radicais que propõem aos usuários moldarem seu ambiente - Image 2 of 4Cidades efêmeras: três conceitos radicais que propõem aos usuários moldarem seu ambiente - Image 3 of 4Cidades efêmeras: três conceitos radicais que propõem aos usuários moldarem seu ambiente - Image 4 of 4Cidades efêmeras: três conceitos radicais que propõem aos usuários moldarem seu ambiente - Mais Imagens+ 8

Acesso exclusivo

Benevides, Jundiaí e Fortaleza vencem Prêmio Cidade Caminhável

Para enfrentar a crise climática é urgente transformar o modo de vida nas cidades, grandes poluentes e consumidoras de energia. O uso de veículos motorizados, especialmente no transporte individual, é uma das mudanças necessárias nos centros urbanos. Cidades que ofereçam segurança para pedestres, ciclistas e uma rede eficiente de transporte público são cada vez mais fundamentais.

Incentivar o desenvolvimento de centros urbanos em que as pessoas possam se deslocar de forma ativa – a pé e de bicicleta – para suas atividades diárias é o caminho que o Instituto Caminhabilidade impulsiona. Por isso, criou o Prêmio Cidade Caminhável, que valoriza e inspira ações por cidades caminháveis no Brasil.

Acesso exclusivo

O espaço nos quadrinhos: uma entrevista com Marília Marz

O trabalho de Marília Marz tem as cidades como fonte de inspiração e pesquisa. Ela começou a conversa no Betoneira contando sobre sua experiência no programa Ciência Sem Fronteiras, através do qual foi para os EUA estudar arquitetura e acabou se apaixonando pela disciplina de quadrinhos. A artista mergulhou de cabeça no universo gráfico, na Universidade de Oregon, onde também se formou o quadrinista Joe Sacco. Marília Marz ressaltou que a escolha da universidade acabava sendo um pouco aleatória no programa; nem todo mundo conseguia ir para a instituição de sua escolha. Ela acabou caindo em uma faculdade que não estava entre as suas opções, mas que é uma das poucas faculdades que têm o curso de quadrinho como formação secundária.

ONU-Habitat promove Circuito Urbano 2023 para debater resiliência do Sul Global

Ao longo de outubro, mais de 230 eventos vão discutir a construção da resiliência urbana no Sul Global. Com representantes de mais de 20 países da América Latina e da África lusófona, o Circuito Urbano 2023 será realizado entre 02 e 31 de outubro. A programação já está disponível no site do evento.

Acesso exclusivo

Carbono incorporado no setor imobiliário: a contribuição oculta para as mudanças climáticas

A janela para resolver a mudança climática está se estreitando; qualquer solução deve incluir o carbono incorporado. O Sexto Relatório de Avaliação publicado pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) concluiu que o mundo poderia emitir apenas 500 gigatoneladas a mais de dióxido de carbono, contados a partir de janeiro de 2020, se quisermos ter 50% de chance de ficar abaixo de 1,5 grau. Somente em 2021, o mundo emitiu cerca de 36,3 gigatoneladas de carbono, a maior quantidade já registrada. Estamos no caminho para estourar nosso orçamento de carbono nos próximos anos e, segundo o relatório, “as escolhas e ações implementadas nesta década terão impactos agora e durante milhares de anos.”

Acesso exclusivo

A mudança na paisagem cultural da Índia em projetos contemporâneos

A Índia possui muitos museus, galerias de arte, bibliotecas públicas, teatros e centros de preservação do patrimônio cultural. No entanto, muitos desses locais estão abandonados e negligenciados, assim como os objetos que deveriam expor e proteger. Historicamente, o desenvolvimento da infraestrutura cultural na Índia tem sido responsabilidade do governo, o que muitas vezes resultou em um estado de estagnação. No entanto, nas últimas duas décadas, temos observado uma mudança significativa na cena cultural do país. O crescente interesse de instituições privadas abriu caminho para diversos projetos culturais, geralmente em parceria com autoridades locais. Esses projetos têm como objetivo celebrar a riqueza da cultura indiana, tanto histórica quanto contemporânea, tornando-se destinos populares para a classe média em ascensão.

A mudança na paisagem cultural da Índia em projetos contemporâneos - Image 1 of 4A mudança na paisagem cultural da Índia em projetos contemporâneos - Image 2 of 4A mudança na paisagem cultural da Índia em projetos contemporâneos - Image 3 of 4A mudança na paisagem cultural da Índia em projetos contemporâneos - Image 4 of 4A mudança na paisagem cultural da Índia em projetos contemporâneos - Mais Imagens+ 3

Acesso exclusivo

Viena: uma política de habitação social fora do comum

A cidade de Viena tem uma política habitacional bastante elogiada. Ela realmente tem muitos méritos, mas não é necessariamente perfeita. Na verdade, a política habitacional de Viena caminhou em uma direção diferente das outras cidades europeias, o que desperta o interesse de quem estuda o tema. Nesse episódio do podcast Housing Voice, produzido pela universidade UCLA, Justin Kadi apresenta algumas características que tornam a capital austríaca um caso único. O episódio também disponibiliza uma série de artigos científicos para quem quiser se aprofundar no assunto.

Viena: uma política de habitação social fora do comum - Image 1 of 4Viena: uma política de habitação social fora do comum - Image 2 of 4Viena: uma política de habitação social fora do comum - Image 3 of 4Viena: uma política de habitação social fora do comum - Image 4 of 4Viena: uma política de habitação social fora do comum - Mais Imagens+ 1

Catedral de Notre Dame em Paris recebe nova torre e cobertura em madeira

Em 15 de abril de 2019, um incêndio devastador ocorreu na famosa Catedral de Notre Dame em Paris, França. O fogo causou danos significativos à estrutura histórica, que é um marco na cidade e um símbolo da arquitetura gótica francesa. A catedral está desde então passando por obras de restauração e deve reabrir ao público em 2024. Ao longo do processo de restauro, as metodologias de limpeza interna foram debatidas e a carpintaria foi totalmente substituída por artesãos especializados em madeira e técnicas medievais.

Catedral de Notre Dame em Paris recebe nova torre e cobertura em madeira - Image 1 of 4Catedral de Notre Dame em Paris recebe nova torre e cobertura em madeira - Image 2 of 4Catedral de Notre Dame em Paris recebe nova torre e cobertura em madeira - Image 3 of 4Catedral de Notre Dame em Paris recebe nova torre e cobertura em madeira - Image 4 of 4Catedral de Notre Dame em Paris recebe nova torre e cobertura em madeira - Mais Imagens+ 2

Acesso exclusivo

Favelas latino-americanas: projetos de melhoria e a participação da comunidade

Há algumas semanas, o Instituto Real de Arquitetos Britânicos (RIBA) anunciou a estudante ganhadora do subsídio de viagem RIBA Norman Foster 2023. Trata-se da peruana Martha Pomasonco que obteve a bolsa em reconhecimento ao seu projeto intitulado “Barrios Mejorados”.

A pesquisa que conquistou o júri investigará o impacto dos mais bem-sucedidos programas de melhoria nos assentamentos informais aplicados em alguns países latino-americanos a fim de encontrar lições de projeto relacionadas à sustentabilidade social e ambiental. Sua investigação parte da ideia de que 80% da população da América Latina vive em cidades, o que a torna a região mais urbanizada do planeta. Dessa porcentagem, entretanto, estima-se que 15% viva em assentamentos informais caracterizados principalmente pela infraestrutura inadequada e baixa qualidade de vida. Por este motivo, nos últimos 30 anos, diferentes programas de melhoria foram aplicados tendo como fator chave para seu sucesso a participação dos cidadãos em todas a etapas de projeto.

Favelas latino-americanas: projetos de melhoria e a participação da comunidade  - Image 1 of 4Favelas latino-americanas: projetos de melhoria e a participação da comunidade  - Image 2 of 4Favelas latino-americanas: projetos de melhoria e a participação da comunidade  - Image 3 of 4Favelas latino-americanas: projetos de melhoria e a participação da comunidade  - Image 4 of 4Favelas latino-americanas: projetos de melhoria e a participação da comunidade  - Mais Imagens+ 5

Acesso exclusivo

Como resfriar as cidades com o planeta cada vez mais quente

O atual verão no Hemisfério Norte tem sido tão quente, com as temperaturas atingindo recordes – inclusive no mar –, que as discussões já giram em torno dos limites da sobrevivência humana. Mesmo na Antártida, o gelo marinho não tem conseguido se reconstituir, um desvio drástico em relação aos padrões normais para o inverno. Não é apenas impressão que eventos de calor extremo têm acontecido cada vez mais. Como resultado das mudanças climáticas, o número desses eventos aumentou – e deve piorar.

De fato, na maioria dos anos, o calor é o fenômeno mais letal, matando em média 490 mil pessoas no mundo e causando problemas graves de saúde para muitas outras. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as mortes em decorrência do calor devem aumentar em 50% até 2050. Mas esse impacto não é distribuído de forma equilibrada, tanto ao redor do mundo quanto dentro das comunidades: populações que já vivem em condições mais vulneráveis são as que enfrentam os maiores riscos.

O papel da madeira na construção das cidades do amanhã

Diante de estudos que estimam que até 2050 quase 70% da população mundial será urbana, pensar num desenvolvimento mais sustentável e equilibrado das cidades torna-se um imperativo para as próximas décadas. Essa discussão perpassa, invariavelmente, uma escolha mais assertiva de materiais de construção que tragam melhores benefícios urbanos e ambientais. Nesse cenário, um material que vem ressurgindo como uma escolha mais sustentável para a infraestrutura urbana é a madeira, sobretudo quando aliada a novos recursos tecnológicos, que vem se reintroduzido nas paisagens das cidades devido às suas características versáteis e à sua capacidade de se alinhar às construções do amanhã.

O papel da madeira na construção das cidades do amanhã - Image 1 of 4O papel da madeira na construção das cidades do amanhã - Image 2 of 4O papel da madeira na construção das cidades do amanhã - Image 3 of 4O papel da madeira na construção das cidades do amanhã - Image 4 of 4O papel da madeira na construção das cidades do amanhã - Mais Imagens+ 1

Acesso exclusivo

Árvores funcionam como ar-condicionado natural e podem reduzir em até 3ºC a temperatura das cidades

A capacidade das árvores de climatizar naturalmente as cidades é um dos benefícios de promover os plantios em áreas urbanas. No Distrito Federal, a questão da arborização tem sido objeto de estudo para promover o uso sustentável dos recursos naturais como políticas públicas. Estudante de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Júlia Almeida mensurou as influências da microclimática da vegetação na escala residencial de Brasília, comprovando o poder da vegetação na qualidade de vida.

Acesso exclusivo

O "upzoning" funciona?

Muitas cidades ao redor do mundo têm sérios problemas de acesso à moradia. Um dos motivos são regulações de zoneamento muito restritivas. O zoneamento — as regras que determinam o que pode ser construído em cada lote — foi inicialmente projetado para controlar problemas urbanos, como congestionamento, poluição e sombreamento.

Com o tempo, no entanto, os planejadores entraram em acordo com os proprietários de imóveis para endurecer as regras. Os planejadores não gostavam da densidade urbana e ficaram muito felizes em reduzi-la. Os proprietários perceberam que códigos mais rígidos poderiam preservar o valor de suas propriedades e excluir os pobres e as minorias de seus bairros.

O "upzoning" funciona?  - Imagen 1 de 4O "upzoning" funciona?  - Imagen 2 de 4O "upzoning" funciona?  - Imagen 3 de 4O "upzoning" funciona?  - Imagen 4 de 4O upzoning funciona?  - Mais Imagens+ 4