Projetar uma casa é um dos exercícios que certamente todos os arquitetos já experienciaram ao longo de sua carreira (ou pelo menos, na jornada acadêmica). No entanto, seja pelo orçamento reduzido ou limitações físicas do terreno, desenvolver um projeto residencial com metros qudrados escassos pode ser um interessante desafio na busca por soluções que maximizem o espaço, cumpra o programa de necessidades requerido e ainda ofereça o máximo conforto aos futuros moradores. Com isso em mente, reunimos de nossa biblioteca de projetos, 21 residências brasileiras com menos de 100 metros quadrados construídos acompanhados de suas plantas. Veja a seguir:
Em projetos de arquitetura, a divisão dos ambientes com funções diferentes pode ser feita de inúmeras formas e ir além do uso das tradicionais barreiras verticais, como as paredes, divisórias, painéis e cobogós. A diferenciação dos espaços por meio da disposição dos pisos em múltiplos níveis, seguindo uma lógica de divisão a partir de planos horizontais elevados ou rebaixados, possui a vantagem de permitir uma maior permeabilidade entre os ambientes.
As escadas de madeira podem apresentar um aspecto próprio em cada projeto, graças não apenas às diferentes disposições que podem ocupar no ambiente, mas também à variação de cores e texturas proporcionadas pelas diferentes espécies e cortes das peças e às diferentes maneiras de arranjo de degraus.
O concreto talvez seja o material mais facilmente associado à arquitetura moderna brasileira; de alta resistência à compressão e, quando armado, capaz de assumir variadas formas, sua plasticidade fez com que se tornasse o material favorito de alguns dos mais expressivos arquitetos brasileiros do século passado.
Hoje, ainda é bastante explorado na arquitetura produzida no Brasil, seja por sua robustez estrutural, facilidade de manutenção ou valor estético.
Como uma das primeiras etapas de um projeto arquitetônico, a implantação do edifício no terreno é responsável pelo direcionamento de uma série de decisões projetuais subsequentes, como por exemplo, a distribuição espacial do programa.
Particularmente nos casos em que o edifício é construído em um terreno irregular, seja pela presença de muitos recortes, assimetrias, ângulos agudos ou trechos estreitos, é muito provável que a conformação do lote exerça influência direta no partido adotado.
Hoje, o Open House Worldwide (OHWW) realizará seu primeiro evento colaborativo: um festival de eventos, discussões, tours e outras atividades, com 48 horas ininterruptas de duração. Como parceiro de mídia, o ArchDaily transmitirá todo o evento.
Em regiões urbanizadas, devido ao alto custo dos terrenos e a disputa pelo acesso à infraestruturas urbanas, é comum vermos exemplos de edificações geminadas, sobretudo em áreas de uso residencial. Erguidas quase sempre seguindo um eixo de simetria, compõem duplas ou faixas de várias residências que, além de baratear o custo da obra e do projeto, apresentam um bom aproveitamento do uso do solo.
Aqui, selecionamos dez casas brasileiras geminadas que apresentam diferentes estratégias projetuais para lidar com as condicionantes urbanas.
Semanas após a Casa da Arquitectura, centro português de documentação, acervo e exposições de arquitetura, ter anunciado o recebimento da coleção completa de projetos de Paulo Mendes da Rocha, conversamos com Nuno Sampaio, diretor executivo da instituição, sobre os trâmites envolvidos na doação, o trabalho da equipe portuguesa em catalogar e disponibilizar o material online, e os próximos passos na salvaguarda deste que é um dos acervos mais valiosos da arquitetura brasileira.
New Generations é uma plataforma europeia que analisa os escritórios emergentes mais inovadores do continente, proporcionando um novo espaço de troca de conhecimentos, teoria e produção. Desde 2013, a New Generations já envolveu mais de 300 práticas em um programa diversificado de atividades culturais como festivais, exposições, chamadas públicas, vídeo-entrevistas, workshops e formatos experimentais.
Na semana passada, Paulo Mendes da Rocha anunciou a doação de todo o seu acervo de projetos à Casa da Arquitectura, instituição portuguesa com sede em Matosinhos que se dedica a manter a exibir coleções de arquitetura. A notícia foi divulgada na data pelo ArchDaily e causou comoção entre arquitetos, docentes, pesquisadores e instituições brasileiras – em especial a FAUUSP, que lamentou a decisão de Rocha.
Em praticamente todas as cidades do mundo, sempre encontraremos algum tipo de espaço residual: terrenos vazios, áreas abandonadas, lacunas deixadas entre uma obra e outra, espaços em branco, sem uso. Nestas circunstancias, uma série de lotes urbanos acabam se tornando inadequados ou inaptos à construção de tipologias convencionais. Entretanto, estas mesmas limitações podem se tornar um terreno fértil para a nossa imaginação. Ressignificar um espaço esquecido, uma esquina desocupada, becos sem saída ou terrenos de formatos estranhos pode nos abrir uma nova frente de trabalho, criando novas oportunidades para o desenvolvimento urbano como um todo. Seja ampliando os espaços existentes de moradia ou acrescentando novas atividades e programas em áreas densamente povoadas, ocupar terrenos residuais pode ser uma valiosa contribuição para a ativação do espaço urbano.
Após a doação do acervo completo de Paulo Mendes da Rocha à Casa da Arquitectura, em Portugal, houve uma grande discussão por parte dos brasileiros com um pesar em ver partir para Portugal a documentação física da obra intelectual e construída de Paulo Mendes da Rocha. Através de uma carta aberta divulgada hoje, o Diretor-Executivo da Casa da Arquitectura, Nuno Sampaio, propõe protocolos de colaboração institucional com entidades brasileiras.
Elementos vazados como cobogós e muxarabis são comumente utilizados para proteger os espaços internos de um edifício da radiação solar direta sem bloquear a ventilação, uma característica favorável sobretudo a locais de clima predominantemente tropical, como o Brasil. Menos comum é o uso destes elementos em interiores, mas nestes casos os elementos vazados permitem flexibilizar a divisão entre os ambientes internos, sem segregá-los completamente.
No município de Bazoches-sur-Guyonnes, a cerca de 40 quilômetros a sudoeste de Paris, encontra-se uma das mais importantes casas particulares desenhadas por Alvar Aalto: a Maison Louis Carré. O cliente, Louis Carré, era um negociante de arte francês proeminente que também tinha muito interesse em arquitetura. Ele desejava uma casa que fosse capaz de acomodar muitos convidados para exibições de arte, mas que também incorporasse um componente privado. Encomendou a Aalto para projetar sua casa em 1956, e Louis Carré e sua esposa, Olga, mudaram-se para sua nova casa três anos mais tarde.