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Bruno Latour: O mais recente de arquitetura e notícia

Alimentar a Terra: O que comemos construiu o mundo que habitamos

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Existe uma forma convencional de contar a história da arquitetura e da alimentação. Ela começa com a decisão humana de cultivar, armazenar, distribuir e consumir, e termina com o edifício que essa decisão produziu. Nessa versão dos fatos, o alimento é o pretexto e a arquitetura é a resposta.

Mas e se a história for diferente? E se o tomate tivesse construído Almería? E se o bacalhau tivesse redesenhado o Atlântico Norte? E se a soja estiver, neste exato momento, construindo um porto em Santos e, ao mesmo tempo, devastando uma floresta no Cerrado, sem que o/a arquiteto/a simplesmente tenha sido avisado/a? Trata-se da descrição de processos já concluídos, ou em andamento avançado, que produziram algumas das paisagens contemporâneas de maior impacto espacial. Grande parte do ambiente construído é moldada pelas pressões, metabolismos e ambições territoriais daquilo que comemos. Nisso, a arquitetura costuma ser menos um projeto e mais uma consequência — e a disciplina tem contado sua própria história pelo lado errado.

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Atelier 2B repensa o modernismo na era da colaboração e do compartilhamento

Em seu livro We Have Never Been Modern, o filósofo Bruno Latour conclui que a incapacidade de separar inerentemente a humanidade da natureza é uma das alegorias mais equivocadas do modernismo. Assim, designers contemporâneos que esperam citar ou ter uma continuidade com o modernismo devem compreender que arquitetura, mesmo quando estetizada, não está hermeticamente separada do mundo externo - e que, portanto, o modernismo não é um platô de projeto, mas outro acampamento na estrada do refinamento contínuo.

Em Chicago, a cidade onde o modernismo atingiu seu ápice tanto metafórico como físico, o Atelier 2B, uma equipe composta por Yewon Ji, Nicolas Lee e yan Otterson, foi recentemente premiada no concurso ChiDesign Competition, promovido pela Chicago Architecture Foundation, pelo seu projeto Soft in the Middle: The Collaborative Core. Em dívida com o legado de Mies e do Estilo Internacional, o Atelier 2B propôs uma Modernist-tower-redux composta por três volumes retangulares empilhados bisseccionados com terraços e afastados da rua por uma grande praça pública.

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