
Brasilia: O mais recente de arquitetura e notícia
Casa Varanda / Esquadra Arquitetos
Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana

Uma ordem social diferente é mais fácil de imaginar quando se situa longe daquela que já existe. Na América Latina, essa distância frequentemente tem sido territorial. Partes da região foram repetidamente tratadas como lugares onde outro mundo poderia começar. Esses lugares, contudo, nunca estiveram vazios.
Para os/as arquitetos/as, essa ideia tem um ponto de partida familiar: o plano. Visto de cima, um território pode parecer uma folha em branco, pronta para um eixo ou uma malha urbana. Ao nível dos olhos, esse mesmo chão já está repleto de pessoas e dos caminhos que elas utilizam.
Escritório Tejo Engenharia / SAINZ arquitetura

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Arquitetos: SAINZ arquitetura
- Área: 66 m²
- Ano: 2026
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Fabricantes: 4Escalas
Casa Vista / Studio Gontijo Arquitetura

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Arquitetos: Studio Gontijo Arquitetura
- Área: 1000 m²
- Ano: 2024
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Fabricantes: Ampla Eletros , Apolinox Metais e Telas Perfuradas, Cássio Veiga , Erick Telhados, Ikê Pedras, +2
Como a escassez de mão de obra está remodelando a arquitetura

Construir uma cidade do zero não é tarefa fácil. Nunca foi e nunca será. A própria ideia de criar de forma planejada o que de outro modo se desenvolveria e cresceria gradualmente exige recursos, organização e, acima de tudo, mão de obra. Foi o que aconteceu em 1958, quando o Planalto Central do Brasil se transformou em um dos maiores canteiros de obras do século XX para a construção de Brasília. Dezenas de milhares de candangos (migrantes vindos predominantemente do Nordeste, muitos sem formação técnica prévia) chegaram para erguer uma capital inteira em pouco mais de três anos, sob o lema do então presidente Juscelino Kubitschek de realizar "cinquenta anos de progresso em cinco". A arquitetura de Oscar Niemeyer e o plano de Lúcio Costa não teriam sido possíveis sem a premissa de que haveria mão de obra suficiente e disposta a suportar baixos salários e condições extremamente severas para transformar concreto e curvas em um símbolo nacional.
Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político

A Pirâmide de Tirana foi inaugurada como um museu dedicado a Enver Hoxha em outubro de 1988, três anos após sua morte e três anos antes do colapso do regime. Nas décadas seguintes, o espaço funcionou como estação de rádio, centro de convenções, boate e base da OTAN durante a Guerra do Kosovo. Em 2023, o escritório MVRDV a reabriu como um parque e escola de tecnologia, adicionando degraus às fachadas para que as pessoas pudessem caminhar sobre o edifício. A inauguração coincidiu com a Cúpula dos Balcãs Ocidentais em 16 de outubro, data que, como apontaram alguns críticos, correspondia ao aniversário de Hoxha. Dois projetos de autodefinição nacional, separados por trinta e cinco anos e concebidos sob premissas políticas opostas, utilizaram a mesma estrutura.
Apartamento Caju / CODA Arquitetura

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Arquitetos: CODA Arquitetura
- Área: 65 m²
- Ano: 2025
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Fabricantes: Atelier Passarelli, Elisa Stehling Home, Lamas Design, Marcenaria Baraúna
Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano

Entre as décadas de 1950 e 1960 foram construídas duas cidades que marcariam a história da arquitetura e do urbanismo. Filhas de um mesmo conceito, mas separadas por mais de 14 mil quilômetros, Brasília, no Brasil, e Chandigarh, na Índia, embebidas pelos princípios modernistas, foram planejadas e erguidas do zero.
Ao surgirem em um contexto de profundas transformações políticas e sociais, no qual diversos países buscavam reformular suas capitais como símbolos de progresso, ambas as cidades assumiram um papel estratégico. Por meio da linguagem arquitetônica adotada, reafirmavam narrativas ideológicas e identitárias vinculadas ao poder do Estado.
Tratava-se de cidades criadas em abstrato, seguindo uma visão utópica. Seriam urbes vanguardistas, livres das deficiências que assolavam as cidades de meados do século XX, exemplificando princípios estéticos que refletiriam ideologias políticas progressistas e que abraçariam novas tecnologias – principalmente o automóvel.
No entanto, essa promessa de futuro acabou gerando grandes desafios. Dificuldades que, claro, refletem os percalços sociais e econômicos dos seus países, mas também pode se dizer que são "temperadas" por uma ideia modernista que hoje é colocada em discussão.
Casa 710 / BLOCO Arquitetos
Apartamento Esplanada Rosa / Bloco Arquitetos

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Arquitetos: Bloco Arquitetos
- Área: 140 m²
- Ano: 2025
Casa Boutique / Studio Gontijo Arquitetura

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Arquitetos: Studio Gontijo Arquitetura
- Área: 537 m²
- Ano: 2021
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Fabricantes: Quintino
Apartamento Oriba / Lez Arquitetura

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Arquitetos: Lez Arquitetura
- Área: 150 m²
- Ano: 2024
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Fabricantes: Ladrilharia, acervo mobília, modo mobiliario
Casa da Grota / Esquadra Arquitetos

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Arquitetos: Esquadra Arquitetos
- Área: 251 m²
- Ano: 2020
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Fabricantes: Cimentare, Eliane Revestimentos, Galpão Casa em Movimento, Marmárini Mármores, Odisio Engenharia
Café Candango / Rava Arquitetos

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Arquitetos: Rava Arquitetos
- Área: 130 m²
- Ano: 2025
A beleza de 9 apartamentos em edifícios projetados por Oscar Niemeyer

Habitar residências projetadas por consagrados nomes da arquitetura moderna é um sonho almejado por muitos. Projetos que se tornaram icônicos são grandes atrativos para novos moradores que valorizam tanto a assinatura autoral e a história do edifício como as soluções arquitetônicas inovadoras que contribuíram para que tais projetos tenham ganhado destaque.
No caso das obras de Oscar Niemeyer, fluidez e flexibilidade são as palavras-chave que melhor definem suas plantas e soluções tipológicas. Essas características oferecem um enorme potencial para arquitetos que realizam reformas nessas unidades. O Edifício Copan, no centro de São Paulo, é um exemplo emblemático: suas 1.160 unidades, distribuídas em seis blocos, variam de estúdios de 25 m² a apartamentos que ultrapassam os 150 m². A vasta produção do arquiteto inclui ainda outros edifícios residenciais na capital paulista — como o Montreal, o Califórnia e o Eiffel —, em cidades como Belo Horizonte e Brasília, e ultrapassa as fronteiras nacionais com o Bloco de Apartamentos da Interbau, em Berlim.
Casa Tupin / BLOCO Arquitetos
Casa Cidu / Esquadra Arquitetos

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Arquitetos: Esquadra Arquitetos
- Área: 400 m²
- Ano: 2024



















