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Arquitetos: FP Arquitectura
- Área: 26095 m²
- Ano: 2025
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Fabricantes: Ladrillera Santa fe



O que os materiais leves trazem ao espaço público sob um princípio de projeto ético, ecológico e não extrativo? Diversas texturas têxteis oferecem um ponto de partida, aproximando-se mais do corpo do que os materiais estruturais pesados convencionais. Graças à sua flexibilidade e responsividade, o tecido possibilita um fechamento suave em vez de uma fronteira fixa no espaço arquitetônico. Ao responder a estímulos ambientais mínimos, ele introduz um movimento contínuo no espaço. Quando sobreposto ou montado, gera gradações de densidade, profundidade e fechamento, ao mesmo tempo que as tecnologias inovadoras de fabricação recentes ampliam as possibilidades de sua forma e durabilidade estrutural.
Os materiais semitransparentes atuam também como mediadores das condições de permeabilidade visual e da experiência corporal do espaço. Ao transmitir e filtrar a luz, eles atenuam os limites claros entre interior e exterior, cheio e vazio, gerando limiares que não são totalmente abertos nem totalmente fechados, mas que estão em constante negociação. Reinterpretar a estrutura no espaço urbano por meio da leveza, da translucidez e da suavidade abre caminho para modos alternativos de percepção espacial e engajamento físico.


A habitação moderna foi um dos campos em que o modernismo fez sua promessa mais audaciosa: a de que a arquitetura poderia remodelar não apenas a cidade, mas a própria maneira como as pessoas nela viviam. Como argumenta o historiador da arquitetura argentino Ramón Gutiérrez, a habitação popular é "o grande tema pendente, que geralmente não aparece nas histórias da arquitetura". Na América Latina, essa ausência é significativa. Ao longo do século XX, a expansão das cidades transformou a habitação em uma das vias mais evidentes para projetar a mudança urbana, e o modernismo penetrou não apenas em planos e desenhos, mas em apartamentos, bairros, ruas e rotinas domésticas.
No entanto, uma vez construídos, esses projetos inseriram-se em cidades moldadas pela política, pela memória, pela desigualdade e pelas dinâmicas mutáveis de ocupação. Seus significados deixaram de pertencer exclusivamente ao plano original, passando a residir nas formas como foram habitados, alterados e transformados ao longo do tempo. O que essa história revela não é uma mera adaptação, mas sim um atrito: o momento exato em que a arquitetura deixa de ser um modelo idealizado para se deparar com uma cidade que ela não consegue controlar plenamente.









Em 11 de Julho foi celebrado o Dia Mundial da População, um evento anual criado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em 1990 que busca conscientizar o público sobre as questões demográficas globais. Um tema não menos importante nos dias de hoje, já que espera-se que sejamos quase 10 bilhões de pessoas até 2050 e os últimos relatórios da ONU-Habitat estimam que, até lá, dois terços da população viverão em cidades. Ao mesmo tempo, este ano é especialmente interessante porque a Índia se tornou o país mais populoso do mundo, com 1,4286 bilhão de habitantes, o que naturalmente levanta a questão de como será construir para bilhões de pessoas.
O World Population Review avalia anualmente o crescimento das cidades e a quantidade de habitantes que vivem em áreas metropolitanas para entender as tendências de evolução global. Embora a lista das 20 cidades mais populosas do mundo contenha figuras repetidas da Ásia, como Tóquio, no Japão, Délhi, na Índia, e Xangai, na China, ao mesmo tempo há várias cidades latino-americanas, como São Paulo, Cidade do México e Buenos Aires, que tiveram um crescimento de 0,85%, 0,89% e 0,78%, respectivamente, em relação ao ano passado.

O Alsar Atelier, sob direção de Alejandro Saldarriaga, é um escritório de arquitetura e design com sede em Boston, Estados Unidos e Bogotá, Colômbia. Sua prática se concentra no planejamento e na criação de instalações públicas com foco no benefício social, bem como em projetos residenciais de pequena escala. O estúdio emprega uma abordagem de projeto que prioriza o uso de materiais sustentáveis, estratégias econômicas e colaboração ativa com a comunidade.
O atelier foi selecionado pelo ArchDaily como uma das melhores Novas Práticas de Arquitetura de 2023. Abaixo, trazemos uma entrevista com Alejandro Saldarriaga para saber mais sobre suas inspirações, processos de trabalho e projetos futuros.