Mímicos ridicularizando o mal comportamento no trânsito em Bogotá
Em um recente artigo do New York Times, Antanas Mockus, ex-prefeito de Bogotá entre 1995 e 2003, discute o que aprendeu sobre "a arte de mudar uma cidade". Mockus, professor de filosofia por vocação, era obrigado a usar um colete à prova de balas - que ele vestiu com um buraco em forma de coração sobre o peito, como "símbolo de confiança, ou desafio, durante nove meses". Seu artigo discute como seu governo enfrentou o "perigoso e caótico" transito de Bogotá, como lidou com o abastecimento de água e como persuadiu 63 mil contribuintes a voluntariamente pagar 10% a mais de imposto.
Cortesia de WRI Ross Center for Sustainable Cities
No mundo morrem 1,3 milhões de pessoas por ano em acidentes de trânsito. Destes, 90% ocorrem em países de baixa e média renda (OMS 2013). Atualmente é a oitava causa de morte no mundo e se a tendência continuar, espera-se que ela se converta na quinta causa no ano 2030. A maioria destas mortes estão relacionadas aos pedestres e ciclistas vulneráveis em países em desenvolvimento que são atropelados por veículos motorizados. (OMS 2009).
Esta publicação é um guia de referência para ajudar as cidades a salvar vidas no trânsito, através da melhoria do desenho das ruas e do desenvolvimento urbano inteligente. Este guia prático inclui exemplos de cidades de todo o mundo e 34 elementos de desenho diferentes para melhorar a segurança e a qualidade de vida.
A partir desta publicação no The City Fix foi feito um resumo com 7 princípios para desenhar cidades mais seguras que serão apresentados a seguir:
Primeiro Lugar. Cortesia de poliedro [via Centro Nacional de Memoria HIstórica]
Em uma cerimônia realizada este mês em Bogotá, os escritórios MGP Arquitectura y Urbanismo (Colômbia) e estudio.entresitio (Espanha) foram premiados com o primeiro lugar no concurso de projeto para o Museo Nacional de Memoria de Bogotá.
Apelando ao "resgate da memória como antídoto efetivo diante da negação, da deformação ou da negligência", o concurso buscou nas propostas apresentadas a conceitualização do edifício como uma "homenagem profunda e comovente às vítimas" do conflito armado colombiano.
Conheça as propostas premiadas e a opinião do júri, a seguir.
Bogotá: BD Bacatá em construcción. Imagem via Prabyc Ingenieros [Twitter user]
Recentemente, a construção do arranha-céu BD Bacatá (Bogotá Downtown Bacatá) em Bogotá alcançou o simbólico 58° pavimento, superando em altura outro edifício que dominou o skyline da capital colombiana por quase quatro décadas: a torre Colpatria, de 196 metros, inaugurada em 1979. Nesse mesmo momento, a torre também se converteu na construção mais alta da Colômbia, mesmo antes da construção de seus dez últimos pavimentos.
Com um ritmo de construção de um pavimento a cada três dias, o BD Bacatá está a alguns passos de se tornar o segundo arranha-céu mais alto da América do Sul, superado apenas pela torre Gran Santiago (300 metros) do complexo Costanera Center em Santiago, Chile.
Iglesia San Pedro Claver, Cartagena. Image vía Google Street View
Gostaria de conhecer a Colômbia e visitar a Igreja San Pedro Claver em Cartagena, a Piedra del Peñol ou a Cidade Perdida de Teyuna sem pegar filas ou fazer reservas? Através do Google Street View temos publicado uma série de percursos panorâmicos virtuais de verdadeiros tesouros arquitetônicos e naturais ao redor do mundo. E o melhor: totalmente gratuitos!
Apresentamos a seguir uma série de ícones do patrimônio colombiano que podem ser visitados sem sair de casa.
Faça seu percurso virtual, a seguir:
https://www.archdaily.com.br/pt/765287/panoramas-virtuais-de-18-icones-colombianosArchDaily Team
Ministrada por Murilo Cavalcanti, estudioso na área de segurança cidadã e organizador do livro “As lições de Bogotá e Medellín: Do caos à referência mundial”, a palestra homônima visa explicar como essas cidades colombianas venceram a violência e a criminalidade e se tornaram modelos de gestão pública, passando do topo do ranking das cidades mais violentas do mundo à referência em mobilidade, segurança e soluções urbanísticas, devolvendo o espaço público aos cidadãos.
A palestra também contará com a presença de representantes do Estado do Ceará, da Prefeitura de Fortaleza e da Academia a fim de enriquecer o debate sobre o tema.
Devido à complexidade e ao academicismo de seu conteúdo, poucas vezes os conflitos urbanos foram matéria prima para a trama de filmes hollywoodianos (que não sejam documentários). No entanto, o coletivo espanhol Left Hand Rotation criou em "Ficción Inmobiliaria" um relato cinematográfico sobre 16 filmes comerciais baseados em tramas urbanas aparentemente tão distintas quanto zumbis consumidores de espaço urbano (Cockneys vs Zombies), a resistência de adultos mais velhos diante da renovação urbana (Homebodies), a ameaça das rodovias em uma cidade de lápis e papel (Uma Cilada Para Roger Rabbit) ou a corrupção política e a especulação imobiliária na Itália dos anos 60 (As mão sobre a cidade).
Em 21 minutos, Ficción Inmobiliaria levanta16 leituras contemporâneas sobre esses conflitos urbanos, tão presentes porém tão travestidos nos dias de hoje. Segundo seus criadores, "nessa colagem de ficções, nas quais a cidade e seus habitantes são os protagonistas, se escode o registro dos conflitos urbanos associados ao modelo socioeconômico de uma época."
Por trás da névoa que cobre as montanhas de Bogotá pela manhã está a residência de William Oquendo. É um labirinto de portas e janelas onde um dormitório abre-se para a cozinha e o banheiro possui aberturas diretamente para a sala.
A 5 mil quilômetros de distância, no Rio de Janeiro, Gilson Fumaça vive no terraço da residência construída por seu avô, depois pelo seu pai e agora por ele mesmo. Ela é bastante resistente: feita de tijolo e argamassa no primeiro pavimento, concreto reforçado no segundo, e uma combinação caótica de telhas de zinco e tijolos soltos no terceiro. Esta última é a contribuição de Gilson, que ele irá melhorar à medida que aumenta no número de moradores na casa.
Do outro lado do mundo, em Mumbai, existem moradias que invadem os trilhos do trem suburbano, construídas e reconstruídas após inúmeras tentativas de demolição. "O entorno físico da cidade está em movimento perpétuo", observa Suketu Mehta em Maximum City"[1]. Existem moradias feitas de bambu e bolsas plásticas e famílias que vivem em calçadas ou debaixo de pontes, em locais precários feitos com as próprias mãos. Enquanto Dharavi - conhecido como o maior favela da Ásia - conta com uma moradia de melhor qualidade, água tratada e eletricidade, este não é o caso da maioria dos novos habitantes da cidade.
A arquiteta argentina Andrea Stingo - sempre em contato com o design gráfico e com a produção de vídeos - compartilhou conosco o modelo 3D desenvolvido para o projeto de remodelação do Planetário de Bogotá e o vídeo produzido por Federico González. O tradicional planetário, construído em 1967, se localiza dentro do Parque de la Independencia e faz parte de um conjunto de nove museus que atualmente funcionam como centros culturais. Em 2011 teve início a última etapa de sua renovação, que visava ampliar sua capacidade, reforçar as estruturas e acrescentar um novo programa - o Museu do Espaço.
Encontramos um interessante projeto de pesquisa desenvolvido pela Oficina Informal, estúdio independente de arquitetura com sede em Bogotá, Colômbia. Desde o ano de 2010 eles vem desenvolvendo o projeto Gato Encerrado, uma pesquisa sobre dispositivos afetivos que pudessem relacionar humanos e gatos.
O projeto surgiu a partir de uma demanda particular: "gostaria de uma peça para decorar minha casa , que seja útil: uma biblioteca, mas que ali meus gatos pudessem subir, dormir, brincar". Oficina Informal tomou o desafio de uma maneira muito séria, desenvolvendo estudos exaustivos dos diferentes usuários implicados, gato e dono, e seus diferentes comportamentos no espaço.
A seguir os apresentamos uma séria de pranchas que funcionaram como o fio condutor para o desenvolvimento do trabalho e para sua apresentação na exposição "POST POST POST, Nova arquitetura Iberoamericana" que aconteceu em 2010 em Buenos Aires.