O comitê do Prix Versailles anunciou os vencedores deste ano para as regiões "Ásia Central e Nordeste da Ásia" e "Sul da Ásia e Pacífico" da cerimônia continental de Pequim.
24 novos projetos de lojas, shopping centers, hotéis e restaurantes foram premiados e agora os vencedores competirão na sede da UNESCO - 15 de maio - para a seleção mundial do Prix Versailles 2018.
Há algumas semanas, foi apresentado em Nova Iorque o Relatório Mundial das Cidades 2016, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, ONU-HABITAT.
Intitulado “Urbanização e Desenvolvimento: Futuros Emergentes”, este documento elabora uma análise global de como foi o processo de urbanização durante as últimas duas décadas, entre 1996 e 2016, que corresponde ao período entre cada Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, mais conhecido como HABITAT, que teve sua primeira edição em Vancouver, Canadá.
Em junho de 1996, em Istambul (Turquia), realizou-se o Habitat II, em em outubro deste ano será realizado o Habitat III em Quito (Equador).
Neste artigo, escrito por Christian Dimmer e ilustrado com as fotografias deMax Creasy,apresentamos uma análise da paisagem arquitetônica da costa do Japão após o terremoto e tsunami que devastaram Aomori, Iwate e Miyagi.
Poucos desastres foram tão complexos e tiveram implicações tão profundas quanto o terremoto, o tsunami e o vazamento nuclear que atingiram o nordeste do Japão em 11 de março de 2011. Ao passo que mais de 500 quilômetros de costa foram devastados, o desastre se desdobrou também em centenas de cidades que foram diferentemente afetadas dependendo de suas condições topográficas, suas morfologias urbanas, memória coletiva de desastres passados e laços sociais com as comunidades.
Milhares de anos atrás, uma pequena civilização de caçadores migraram para as regiões costeiras do sudeste da Ásia. Essas pessoas evoluíram para uma tribo generalizada de viajantes do mar. Até hoje eles permanecem como um povo sem Estado, sem nacionalidade e sem infra-estrutura consistente, às vezes vivendo a quilômetros de distância da terra. No entanto, essas pessoas constituem uma das poucas civilizações cuja vida coletiva tem sobrevivido por tanto tempo através da história humana. Eles são chamados de Badjao, e possuem qualidades surpreendentes que nos ensinarão sobre a arquitetura.
O que você acha que as comunidades de edifícios em altura da América do Norte, Ásia e Europa Ocidental devem aprender umas com as outras? Foi isso que o Center on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) perguntou a cinco renomados arquitetos, cujas respostas compuseram um panorama eclético e significativo sobre o estado dos edifícios em altura em todo o mundo. Como disse Rem Koolhaas, cada região apresenta seu próprio caminho que vale a pena ser compreendido, como por exemplo a transição do mundo Árabe da "extravagância à racionalidade" ou o foco da Ásia da realização de projetos. Mas, como James Goettsch aponta, "nem todo edifício tem que ser algo extraordinário". Está ótimo se alguns edifícios não forem nada além de "bons cidadãos".
Branco e reluzente, o caixão adornado de flores, balões e recordações é carregado por quatro jovens escoltados por uma lenta procissão de familiares que percorre os corredores do cemitério público de Navotas (Filipinas), esquivando-se do lixo, das crianças e dos galos que cruzam livremente a caravana fúnebre. Há alguns dias, um jazigo ocupado há cinco anos foi limpo para receber o ocupante do caixão branco. Terminado o funeral, uma camada de tijolos garantirá a estadia do finado ao menos pelos próximos cinco anos.
Evento de rotina, a procissão é seguida pelos olhares de dezenas de crianças que têm nessa necrópole seu bairro. Aqui vivem seus pais e avós há mais de trinta anos, literalmente sobre as covas ou jazigos do cemitério banhado pela baía de Manila.
"Os visitantes e moradores têm uma boa relação. Eles só querem que as tumbas sejam respeitadas e que ninguém as use como banheiro", conta um dos coveiros de Bagong Silang, assembléia do bairro que ocupa o cemitério.
Saiba mais sobre a história do cemitério público de Navotas, a seguir.
The 'Pearl of the North' (expected to complete 2018). Image Courtesy of Atkins
Em um artigo para o Wall Street Journal, Dinny McMahon e Yang Jie visitam Shenyang - uma "fria cidade industrial" no nordeste da China que já fora a capital do país (Circa 1600). A cidade será em breve o lar do que está sendo chamado de "Pérola do Norte", uma torre de escritórios de 111 pavimentos que será o sétimo arranha-céu mais alto do mundo, superando o One World Trade Center. A torre, projetada pela Atkins, é "sintomática do Complexo de Edifício da China", aponta McMahon - e a cidade está "apenas começando". Leia o artigo na íntegra aqui.
Equipes da Tailândia e Nova Iorque receberam os prêmios máximos da edição regional Ásia e Pacífico do Holcim Awards 2014, um prêmio que reconhece os projetos mais inovadores e avançados em sustentabilidade. Entre os três vencedores está o santuário de aves “Protective Wing” e um orfanato e biblioteca adaptável no Nepal.
Os treze projetos reconhecidos compartilharão US$ 300 mil em prêmios, e os três primeiros colocados disputarão com os vencedores de outras regiões no Holcim Awards Global, que acontecerá em 2015.
Veja a lista completa de vencedores da Ásia e do Pacífico, a seguir...
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Bairro de Haenggung-dong, Suwon. Fonte da imagem: ITDP
No bairro Haenggung-dong, na cidade de Suwon, Coréia do Sul, foi realizada uma experiência em que, durante um mês, foi proibida a circulação de automóveis. Parte do Festival Mundial de Eco Mobilidade, evento que aconteceu há um ano, os efeitos dessa experiência perduram até hoje, já que ela gerou uma mudança de percepção em relação aos carros e motivou as autoridades a implementar iniciativas no sentido de devolver as ruas às pessoas e ciclistas.
O que aconteceu durante o mês da experiência? Que mudanças surgiram a partir dela? Mais informações a seguir.
Há algumas semanas mostramos os locais da cidade que se tornaram famosos por terem sido fotografados para as capas de álbuns musicais famosos.
Mantendo a ideia da sobreposição de imagens nas ruas, apresentamos agora o trabalho “Presente Histórico”, realizado pelo artista visual e fotógrafo Sungseok Ahn.
Em seu trabalho, o artista nos mostra não somente como eram e como estão no presente momento as construções históricas de sua cidade natal, Seul (Coreia do Sul), mas também busca questionar as mudanças que foram geradas na relação espaço-tempo. Como o projeto pode ser facilmente reproduzido, também nos dá dicas para realiza-lo em outras cidades.
A descrição do projeto e uma série de fotografias a seguir.
Em Tóquio, foram inaugurados cinco pomares construídos nas coberturas de edifícios, mas não qualquer edifício, mas nas estações de trem. Este caso se soma aos exemplos que ajudariam a reutilizar os espaços vazios através do cultivo e criar novos espaços verdes abertos para as pessoas nas cidades.
Saiba como é possível ocupar estas hortas, a seguir.
Pequim é uma cidade de costumes e tradições de centenas (se não milhares) de anos, porém, nas últimas décadas a capital chinesa vem sendo a protagonista de um acelerado processo de urbanização questionado em muitas frentes. Embora alguns apoiem as transformações culturais que tem ocorrido como resultado da urbanização, outros não estão de acordo com a perda da parte antiga da cidade e de seus espaços verdes.
O FestivalMid-Autumn é uma das festas mais típicas de Hong Kong, sendo celebrada durante os dias de lua cheia do oitavo mês do calendário chinês. Neste ano o festival aconteceu em setembro, no Parque Victoria em colaboração com o projeto Lantern Wonderland, que contou com Rising Moon, um pavilhão luminoso feito com7 mil garrafas plásticas e que representa um hemisfério da lua, com a outra parte sendo refletida na lagoa do parque.
O pavilhão foi feito pelo escritório Daydreamers Design para ser entendido como um símbolo de reunião em torno a uma lua que promova o cuidado com o meio ambiente.
Luanda é a capital da Angola, na costa atlântica da África. Nesta cidade-porto vivem cinco milhões de pessoas que na sua maioria trabalham na produção de bebidas, tecidos, cimento, plásticos, metais, cigarros e sapatos. Este ano, assim como em 2011, Luanda foi catalogada como a cidade com maior custo de vida para os estrangeiros, segundo o estudo anual elaborado pela consultora Mercer.
O informe “Custo de vida 2013” analisou 214 cidades nos cinco continentes tomando, basicamente, Nova York como referência quanto a custos, comparando mais de 200 artigos em cada cidade, como habitação, transporte, comida, roupa, utensílios para o lar e entretenimento. Ainda que as cidades europeias - especificamente da Suíça- estejam dentro do ranking, a maioria dos postos mais altos são ocupados por cidades da Ásia e África.