Com comércios e economia própria, a "cidade" tinha até estradas flutuantes com cobranças de pedágio por exploradores. Foto: Reprodução/Revista 'O Cruzeiro', de 8 de junho de 1963. Usada sob termos de "fair use"
O fim do monopólio da borracha, a crise econômica dos anos 20 do século passado, o crescimento demográfico em razão da corrente migratória de ribeirinhos e nordestinos para Manaus e a escassez de recursos contribuíram para a crise de falta de moradia em Manaus.
Nesse cenário adverso, em 1920, João Aprígio, natural da Paraíba, com mulher e filhos para sustentar, passava por enormes dificuldades. O que ele ganhava mal dava para a alimentação da família. Sem casa própria, Aprígio juntou dois troncos de açacu de um igapó e os rebocou, na popa de sua canoa, até o litoral do Educandos, local que entendeu como o mais apropriado para construir a sua morada. Por vinte dias e vinte noites ele trabalhou, até edificar aquela que seria a primeira casa flutuante de Manaus.
Quando se pensa em mármore, muitas vezes o associamos a esculturas gregas antigas, arquitetura clássica ou ao Renascimento italiano. Marcos monumentais, como a Basílica de São Pedro ou o Taj Mahal, posicionaram o mármore como um material de elite e atemporal, que resiste ao tempo. Nas discussões atuais sobre o futuro dos materiais de construção, em meio à sustentabilidade, viabilidade e acessibilidade, a pedra natural permanece em um lugar de destaque. Neste artigo, analisamos o mármore entre o passado, presente e futuro.
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Foto de Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo/Veja SP
A Escola da Cidade, por meio do evento XVI Seminário Internacional – Cidades em debate: olhares e práticas contemporâneas, organizado pelos Professores Silvio Oksman e Sabrina Fontenele, recebeu a arquiteta Joice Berth para uma fala sobre a cidadania.
Anatomia de um Sistema de IA. Imagem cortesia de Kate Crawford
Os designers devem se preocupar com inteligência artificial (IA) ou aprendizado de máquina (ML)? Não há dúvida de que a tecnologia está adicionando textura ao zeitgeist atual. Nunca poderia imaginar ver um sucesso de bilheteria em que Ryan Reynolds surge como um personagem não-jogador consciente em um videogame, nem um fracasso em que Melissa McCarthy negocia o futuro da humanidade com uma superinteligência alimentada por James Corden com um ano de diferença. Mas aprender os meandros da IA e do ML realmente importa para as profissões criativas e nossa maneira - nebulosa e inestimável - de operar?
Você já parou para pensar que, praticamente todas as cidades do mundo, desde os primórdios da humanidade, foram e continuam sendo criadas e pensadas por homens? Do planejamento urbano ao desenho dos edifícios, dos transportes públicos às cadeiras – as mulheres pouco fizeram parte do processo de criação de tudo que nos rodeia.
Pensar uma sala de estar não é apenas decidir o jogo de sofás e tapete. Muitas vezes, por se tratar do principal ambiente da casa, ela está conectada com outros programas de uso mais público, como cozinhas e escritórios - ou até mesmo privados, como os dormitórios, no caso de apartamentos de área reduzida -, sendo assim, para conceber uma maior fluidez espacial, é necessário pensar diferentes estratégias que ajudem a desenhar um espaço mais confortável e agradável.
“Nos últimos anos, ficamos cada vez mais confinados em nossas casas”, diz o mentor e empresário de saúde, Enitor Joiner. “Isso nos tornou mais conscientes dos (des)confortos do nosso ambiente imediato. Por exemplo, ficar sentado por longos períodos enquanto se trabalha em casa levou a queixas físicas, como LER (lesões por esforço repetitivo). Um ambiente cotidiano medíocre também pode causar estresse e desafios mentais. A solidão é um problema crescente na sociedade, e a falta geral de conhecimento sobre padrões de vida saudáveis levou a um aumento das doenças. Com isso em mente, Marc Koehler Architects e eu começamos a nos perguntar: como podemos criar um ambiente agradável que contribua automaticamente para um estilo de vida saudável?”
https://www.archdaily.com.br/pt/987590/o-conforto-esta-nos-matandoMarc Koehler Architects and Enitor Joiner
O mundo de hoje é desafiador para a imprensa em geral. Com muitas discussões acontecendo sobre o consumo de notícias e o jornalismo, o mercado editorial em arquitetura não fica para trás nessa questão. Numa profissão onde as imagens importam, a mudança de cenário – da mídia impressa para a digital – vieram muitos desafios, acirrando a competição pela audiência. As redes sociais se tornaram o meio pelo qual as pessoas não só consomem, mas produzem conteúdo.
Perto de ser concluído, o escritório MAD Architects divulga os detalhes construtivos que permitem que o Aranya "Cloud Center" pareça flutuar sobre a paisagem. Localizado em Qinhuangdao, 260 quilômetros a leste de Pequim, na China, o projeto consiste em um espaço de arte urbana dedicado à vibrante comunidade artística da região.
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Em 2007, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, propôs a tarifação de congestionamento em Manhattan. A Assembleia Legislativa do Estado rejeitou o plano. Quinze anos depois, ainda estamos debatendo a ideia, perdendo tempo enquanto o planeta queima.
O problema mais recente é que um novo estudo ambiental e modelo de tráfego do MTA, a avaliação ambiental do programa de pedágios do distrito empresarial central, diz que o que é bom para os 1,63 milhão de habitantes de Manhattan e também do planeta, em geral, aumentará a poluição no já insalubre ar no Bronx. Sim, é um problema. Transformar o perfeito em inimigo do bom também é um problema. Precisamos de um plano que beneficie a todos.
A indústria da construção civil é uma das atividades mais poluentes e geradoras de resíduos em todo o mundo. Para citar alguns números, em meados da década de 1990, na Grã-Bretanha, os processos de construção geravam cerca de 10 milhões de toneladas de resíduos pós-industriais. Há cerca de uma década, mais de 3,5 bilhões de novos tijolos eram usados por ano e cerca de 2,5 bilhões eram derrubados em demolições; do total, apenas cerca de 140 milhões foram reaproveitados, o restante foi encaminhado para aterros sanitários.
Los Manantiales por Felix Candela. Imagem cortesia de Alexander Eisenschmid
A arquitetura pode ser uma profissão ambiciosa, com muitos arquitetos esperando contribuir positivamente para a vida social das comunidades, além criar respostas emocionais e adicionar momentos de prazer e alívio diante de nossas experiências diárias. No entanto, as forças do mercado têm uma maneira de pressionar constantemente este campo, muitas vezes sendo o fator decisivo nas escolhas de design. Os custos e o valor econômico geralmente são um bom indicador de como, quando e em que medida certos materiais estão sendo usados: a regra padrão é quanto mais barato, melhor. Mas os materiais são apenas parte da equação. Os custos de mão de obra, gerenciamento e projeto do local também são considerados, representando um quadro complexo do equilíbrio entre o custo dos materiais e o custo da mão de obra e seu efeito no produto arquitetônico.
Vista interiordo Lobby. Imagem cortesia de UNStudio
Incorporando os objetivos ambientais, sociais e de governança corporativa, a torre de escritórios de 45.000 m2 no Europaviertel, em Frankfurt, pretende ser um dos edifícios de escritórios mais sustentáveis da Alemanha. Projetado pelo UNStudio em parceria com a Groß & Partner e em colaboração com os arquitetos paisagistas da OKRA, o projeto se concentra na sustentabilidade ambiental e social como parte integrante do corredor verde de Frankfurt. A agenda ecológica inclui uma estrutura de baixo carbono e materiais de construção recicláveis. O programa arquitetônico oferece um espaço urbano público para agregar valor ao seu entorno para incentivar a comunicação e o convívio.
“Esperança para a Arquitetura” é o chamado de Clay Chapman, descrito por ele como “uma iniciativa de construção para enfrentar os desafios de um futuro incerto”. Na verdade, “Esperança para a Arquitetura” é uma tecnologia de alvenaria e madeira, reinventada e adaptada desde a antiguidade até hoje. Clay e sua jovem família mudaram-se para Carleton Landing, Oklahoma, há quinze anos, para cumprir uma missão: criar uma comunidade e explorar essa tecnologia.
A arquitetura é realizada através do projeto. Profissionais que enfrentam uma tela vazia e passam a preenchê-la com traços que expressam desejos, técnica e beleza, conhecem todos os desafios que existem nessa atividade. O ato de projetar envolve um emaranhado de referências, sabedorias e cultura, por isso, quando compartilhamos uma obra sabemos que mais do que um edifício, estamos contando uma história e inspirando o público. Em onze anos de existência, o ArchDaily Brasil já publicou mais de 23 mil projetos, sabendo a importância de cada um e como ajudam a transformar visões a partir do que se propõem, influenciando não apenas a arquitetura local, mas levando sua discussão e inventividade a todo o mundo.
O escritório de arquitetura ZNera Space, com sede em Dubai, propôs um novo símbolo contemporâneo para a cidade: um marco verde que serve como uma "metrópole contínua" ao redor do Burj Khalifa. Apelidado de "Downtown Circle", o projeto apresenta a instalação de um elemento gigante em forma de anel com 550 metros de comprimento ao redor da estrutura independente mais alta do mundo. A estrutura “investigará como neste momento crítico do desenvolvimento do país, arquitetos e urbanistas podem se afastar de modelos urbanos anteriores de arranha-céus isolados, em direção a uma tipologia mais humana que busca emular a natureza e criar diversos espaços públicos”.
Nas geografias de encostas e em conjunto com fatores como a precipitação e o excesso de água que promovem o escoamento superficial, produz-se uma série de impactos que levam a processos de perda de solo, água, nutrientes e sementes, com a consequente redução da produtividade agrícola (Posthumus, 2005). Nos contextos montanhosos andinos, esta situação se agrava pela variabilidade e escassez de água, assim como pela dificuldade de retenção da mesma (Canziani, 2007). Diante desses desafios, foram surgindo transformações e modificações territoriais conhecidas como andenes e terraços, que constituem uma das mais antigas práticas infra-estruturais de conservação e manejo hidrológico e do solo. Sua presença física, uso produtivo e importância cultural ainda estão presentes em muitas partes do mundo.