Há inúmeros exemplos positivos em centros urbanos nos EUA, mas eles estão raramente conectados a um tecido bom o suficiente para se tornarem vibrantes.
Este artigo apresenta 10 estratégias necessárias para fazer os centros urbanos prosperarem. Nenhum deles é uma ação habitual, de forma que omitimos alguns pontos que já são conhecidos por todos.
O escritório Heatherwick Studio foi contratado para transformar um elemento central da sede da Harley-Davidson em Milwaukee, EUA, o campus da Avenida Juneau. O local deve se tornar um parque público e um espaço verde de encontro para os funcionários da empresa de motocicletas, bem como para a comunidade local. Em seu centro, o parque contará com um anfiteatro de grande escala e um espaço de eventos acessível para motociclistas.
Recentemente muitas cidades brasileiras têm recorrido a recursos do Urbanismo Tático como forma de intervir no desenho urbano de suas vias de modo a torná-las mais seguras e atrativas. Tudo isso com baixo custo e curto prazo.
A quantidade e o tipo de intervenções têm se mostrado particularmente notáveis ao atender ao imediatismo imposto pela realidade pandêmica de nossas cidades, na busca de adequar o traçado urbano das vias às formas de deslocamento que não favoreçam o risco de contágio durante o processo de deslocamento cotidiano, mesmo com cenários de restrições das atividades.
O escritório Adjaye Associates, em colaboração com o Holst Architecture, divulgou as primeiras renderizações para a nova East County Library em Portland, Oregon, uma nova instalação que oferecerá uma gama diversificada de serviços e programas. O projeto do edifício de mais de 8.800 metros quadrados foi concebido a partir de amplo envolvimento da comunidade. Várias organizações locais ajudaram nesses esforços organizando eventos comunitários, divulgação entre adolescentes e pesquisas. Como o projeto está atualmente na fase preliminar, as imagens apresentadas provavelmente serão alteradas com a resposta da sociedade.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local. Isso pode ser difícil quando se lida com climas extremos e é necessário usar materiais isolantes que se adaptem às condições variáveis. No entanto, quando se fala do México e de seu clima particular, isso se volta a favor dos arquitetos, permitindo-lhes criar microclimas e espaços que se confundem na transição entre o interior e o exterior.
Ora escultural e expressivo, ora monolítico e monótono, o estilo arquitetônico brutalista é igualmente diverso e polêmico. Desde suas origens como subproduto do movimento modernista na década de 1950 até hoje, os edifícios brutalistas continuam sendo um ponto de discussão popular no debate arquitetônico. Uma possível explicação para isso é que estes edifícios brutalistas geralmente são muito fotogênicos; suas texturas e sombras dramáticas criam imagens apelativas.
Um dos elementos mais importantes da arquitetura são as circulações verticais, isto é, elevadores ou escadas, Embora alguns escritórios optem por abordá-las de forma discreta, outros decidem dedicar a elas atenção específica, transformando-as em esculturas. As escadas helicoidais são as preferidas quando se quer chamar a atenção e, na nossa consciência coletiva, guardamos alguns exemplos icônicos, como o caso da escada na Casa O'Gorman, onde este elemento dá o carácter da obra, sendo quase impossível imaginá-la sem a escada.
A profissão de arquiteto é muitas vezes marcada por aqueles indivíduos que usam seu talento e recursos para proporcionar mudanças e trazer uma visão de um futuro melhor. Enquanto alguns iniciaram o seu percurso com gestos arrojados que chamaram a atenção do mundo arquitetônico e mudaram paradigmas, outros trabalharam de forma mais tranquila, voltando o foco para os usuários dos espaços e questionando-se sobre como podem contribuir da melhor forma para a melhoria da vida daqueles que os cercam.
Com o início do novo ano, paramos para olhar para os arquitetos que faleceram ao longo do ano passado, mas cujo legado e contribuição para a arquitetura sobrevivem. Entre eles, lembramos o ganhador do Prêmio Pritzker e pioneiro da alta tecnologia Richard Rogers, o ícone pós-moderno Ricardo Bofill, o atencioso Gyo Obata, a defensora e inovadora Doreen Adengo, a pioneira da habitação social Renée Gailhoustet e o multifacetado ganhador do Prêmio Pritzker Arata Isozaki.
"O piso plano é uma invenção dos arquitetos. Adapta-se a máquinas, não a seres humanos." Inspirado pelos secessionistas vienenses e pelos artistas austríacos Egon Schiele e Gustav Klimt, assim como pelas ousadas formas gaudinianas, o autor dessa frase, Friedensreich Hundertwasser (1928-2000), foi um prolífico pintor, escultor e arquiteto. Suas obras são marcadas pela dualidade entre a disciplina e a indisciplina, entre o esperado e o inesperado, o racional e o irracional. Na sua aventura criativa, Hundertwasser não era um simples inimigo da linha reta, ele desprezada o racionalismo arquitetônico reivindicando formas fluídas e cores marcantes.
O ano de 2022 nos trouxe o que ficou conhecido como crise do triplo C — Covid, Clima e Conflitos. Novos desafios ambientais, disputas políticas e uma emergência sanitária ainda presente alimentaram desigualdades e contribuíram para aumentar os índices globais de pobreza. No entanto, 2022 não foi apenas de dificuldades; testemunhamos a reabertura um mundo que estava fechado, permitindo que as pessoas se reencontrassem presencialmente. Isso nos possibilitou refletir sobre como construir “sociedades mais resilientes, sustentáveis e saudáveis” que podem sobreviver às ameaças atuais e futuras.
Sempre fiel à nossa visão de "empoderar todos os que fazem a arquitetura acontecer para criar uma melhor qualidade de vida", a seleção dos melhores artigos do ArchDaily de 2022 destaca um amplo espectro de tópicos. Lidando com passado, presente e futuro, os temas explorados vão desde a arquitetura do metaverso e IA até a história e a teoria básica, refazendo histórias, ajustando erros comuns e projetando um futuro que já está aqui. Além disso, neste ano, os editoriais trouxeram mais dicas e ideias para os espaços de convivência, ao mesmo tempo em que investigaram os aspectos multidisciplinares, a fim de ampliar perspectivas e apresentar novas noções. A equipe muito diversificada do ArchDaily mergulhou em territórios, não comumente retratados na mídia, para contar a história arquitetônica de cada tipologia, comunidade e movimento. Acreditando na contextualidade e localidade, inclusão sem deixar ninguém para trás, nossos artigos refletem nossa visão de um mundo melhor.
Projetado por WERK Arkitekter e Snøhetta, o novo centro marítimo na costa de Esbjerg, Dinamarca, foi aberto ao público. A estrutura de madeira foi concebida como um espaço de encontro para clubes náuticos e outros visitantes do porto, proporcionando à cidade costeira um centro social à beira mar. A estrutura circular protege os visitantes das condições climáticas adversas, enquanto as grandes janelas e escadas do anfiteatro abrem vistas para o mar. Apelidado de The Lantern (ou, A Lanterna), o projeto foi vencedor de um concurso organizado em 2019.
Iris Barrel é uma designer que nasceu no Queens, filha única de uma russa com um americano, dono de uma empresa de espelhos.Estudou artes na Universidade de Wisconsin e começou a carreira no WWD, publicação que é uma referência na indústria de moda.
Em 1948, já ao lado do marido, Carl Apfel, fundou uma marca bem-sucedida de tecidos que, inclusive, fez parte da decoração da Casa Branca durante o mandato de nove presidentes dos Estados Unidos.Apesar de terem vendido a empresa em 1992, o casal continuou trabalhando pela marca por mais 13 anos, ou seja, até 2005. Iris Apfel estava bem aposentada da indústria de design de interiores, quando, aos 84 anos ela foi convidada por Harold Koda — curador do Met’s Costume Institute —, a exibir sua coleção de roupas e acessórios.
After Yang é um filme de ficção científica escrito, dirigido e editado por Kogonada — cineasta americano nascido na Coréia do Sul conhecido por seus ensaios em vídeo sobre análise de conteúdo audiovisual. A trama principal do filme segue a história de uma família tentando reparar sua inteligência artificial danificada em um mundo pós-apocalíptico conectado pela tecnologia e natureza.
Alexandra Schaller, responsável pelo projeto de produção e, portanto, pelo visual dos cenários, imaginou um futuro que traduz estas considerações: desde a casa da família que recupera o projeto original de uma casa Joseph Eichler da década de 1960, à importância do espaço ao ar livre ao lado de uma grande árvore que captura as atenções, até cada um dos materiais presentes que tinham como premissa não serem descartáveis, mas renováveis ou biodegradáveis.
Estamos acostumados a olhar para a arquitetura enquanto grandes objetos que se assentam no tecido urbano ou no meio natural, estabelecendo novas relações com seu entorno. Nosso cotidiano, porém, se passa também dentro desses edifícios, acessando-os, ocupando-os e manipulando-os. Estabelecemos assim relações com o meio construído imediatamente perto de nós, de modo que a arquitetura precisa, ao mesmo tempo, prestar atenção à macro escala, como o clima e a vizinhança, por exemplo, mas também à micro escala, os acabamentos, suas texturas e cores.
Há uma série de detalhes que transformam a experiência dos moradores e usuários de um edifício, que, ao serem explorados, elevam a qualidade do projeto e mexem com os sentidos e estímulos das pessoas. Esses detalhes podem ser construtivos, mas também podem ser estéticos ou funcionais.
Ao fazermos um balanço e analisarmos o ano de 2022 através dos artigos mais visitados em nossa seção de Materials, fica claro que questões relacionadas ao interior ressoaram fortemente entre nossos leitores. Enquanto a humanidade gasta mais tempo em ambientes internos, tanto nos físicos quanto agora nos virtuais, como o Metaverso, as formas e funções que definem esses espaços internos adquiriram maior importância e valor. Experimentar com espaços fluidos, flexíveis e versáteis é uma tendência que testemunhamos há alguns anos, impulsionada principalmente pelos impactos das quarentenas ainda presentes em nossa memória. O caos e a incerteza que experimentamos nos fizeram entender a importância dos edifícios com consciência espacial e sensibilidade - aqueles capazes de antecipar e assumir a responsabilidade pelos efeitos que têm em seus habitantes. Fatores como orientação, dimensões e distribuição das salas, o uso de luz e ventilação naturais e a estética geral do espaço são essenciais. Os avanços tecnológicos adotaram o centro do palco e interromperam o design de interiores tradicional, dando origem a abordagens novas e inovadoras à eficiência e circularidade doméstica.
Através de três abordagens diferentes - operações, estética e energia -, abaixo, fornecemos uma previsão de como achamos que os espaços internos evoluirão de 2023 em diante.
O zoneamento é a principal técnica de regulação urbanística adotada no mundo. Ele consiste na divisão do território urbano em um conjunto de zonas, fixando-se para cada uma os usos permitidos e os índices que definem parâmetros para as edificações que poderão ser construídas em cada lote. Em tese, são dois os objetivos buscados pelo zoneamento: evitar incômodos gerados por determinadas utilizações e limitar as densidades de ocupação à capacidade de suporte da infraestrutura existente.
Prime Seafood Palace / Omar Gandhi Architect. Imagem cortesia de Omar Gandhi Architect
Ambiciosas e diversas, as maquetes são ferramentas representativas não exclusivas dos arquitetos. O fascínio peculiar pelas miniaturas – e o que elas nos dizem sobre nosso mundo – se estende a todas as idades, culturas e propósitos. Sejam templos de argila feitos em escala em 200 a.C. encontrados no México, modelos de cerâmica carregados durante as viagens islâmicas medievais, casas de bonecas vitorianas e LEGOS, os modelos são mais do que construções infantis. As miniaturas revelam o essencial, explicam conceitos muito mais amplos, contêm dados íntimos e históricos e nos convidam a desafiar nossa subjetividade e a perspectiva daquilo que conhecemos.
A arquitetura tem sido criticada por ser uma indulgência elitista primária. A maioria dos projetos arquitetônicos é financiada pelos ricos e vista como um meio de trazer beleza ao ambiente circundante. A arquitetura, no entanto, é uma moeda de dois lados com a funcionalidade equilibrando a estética. Com a capacidade de criar estratégias para soluções radicais, os arquitetos encontram-se igualmente na vanguarda da resolução de questões complexas. O contexto do sudeste asiático oferece um grande desafio com vários problemas sociais, dando aos arquitetos a chance de "salvar o mundo" com design humanitário.