Nos últimos anos, vários movimentos Brasil afora e em diversos países fizeram grande serviço à sociedade reiterando a necessidade de ocupar os espaços públicos das cidades de forma a reivindicar qualidade e liberdade de uso para os bens coletivos. Como exemplo, temos no Brasil o Movimento Ocupe Estelita no Recife que, por meio de uma luta frente à crescente especulação imobiliária na região, confrontou as intenções mercadológicas do desenho urbano agressivo nas margens do Capibaribe. Foi a partir de alguns casos como esse que, em entrevista à organização Fora, o professor, crítico e curador Guilherme Wisnik tratou da questão do espaço público enquanto espaço de conflito.
Descrição O curso reúne os principais fotógrafos e fotógrafas de arquitetura e suas contribuições em três momentos históricos: pioneiros (1826 - 1900), modernistas (1900 - 1950) e contemporâneos (1950 - hoje).
Em um mundo majoritariamente urbano, que constantemente precisa lidar com questões complexas como geração de resíduos sólidos, desabastecimento de água, desastres naturais, poluição atmosférica, e mesmo com a disseminação de doenças, é impossível ignorar o impacto das atividades humanas no meio ambiente. A mudança climática é dos maiores desafios do nosso tempo e torna-se urgente buscar formas de, ao menos, desacelerar esse processo dramático. Para contribuir efetivamente nisso, nossos hábitos de produção, consumo e construção terão de ser modificados, ou a degradação do meio ambiente e mudanças climáticas continuarão diminuindo a qualidade e a duração de nossa vida e das gerações futuras.
Mesmo parecendo inatingíveis e distantes, as diversas questões de ineficiências e desperdícios estão muito mais próximos do que podemos imaginar e presentes nos edifícios que usamos no cotidiano. Como arquitetos, essa questão é ainda mais amplificada, pois lidamos com decisões projetuais e especificação de materiais diariamente. Em outras palavras, nossas decisões realmente têm um impacto em nível global. Como podemos usar o 'efeito borboleta' para um futuro saudável para o nosso mundo?
Até o recente surto da pandemia de COVID-19, a crise climática talvez fosse o problema fundamental que os projetos da nossa era do Antropoceno enfrentavam. A ameaça das mudanças climáticas nos forçou, como arquitetos, a reavaliar como realizamos projetos em todas as escalas. Acabamentos internos ecologicamente corretos, arranha-céus com energia zero e estratégias para impedir que o aumento do nível do mar empurre os residentes das cidades costeiras para o interior são apenas algumas das soluções inovadoras que surgiram da crescente urgência de mitigar os efeitos do clima sobre o nosso mundo.
O atual contexto de pandemia global tornou necessária a adoção de medidas radicais de reclusão e distanciamento social numa escala nunca antes vivenciada. Diante dessa calamidade transnacional e do surgimento gradual de novas formas sociais e políticas, o CineCubo IAB – cineclube promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento de São Paulo – lança a chamada para sua 2a Mostra de Curtas Cinecubo IAB, que selecionará filmes que contribuam para uma reflexão sobre a conjuntura que começa a se desenhar a partir desta nova situação epidêmica.
O “habitar a quarentena” ( @habitaraquarentena ) é um projeto colaborativo que busca coletar insights através do relato e do registro fotográfico das diferentes experiências de vivenciar esse período de isolamento, através do Instagram.
Diante do atual cenário de isolamento social, o programa de educação continuada do IAB-RJ, o IAB Compartilha, irá levar às suas casas um pouco de nossos cursos da temporada regular de 2020 com pílulas de reflexões e debates em lives do nosso novo programa cultural e educacional para esses tempos: o "IAB-RJ em casa".
Com o conhecimento adequado prontamente disponível, terra, areia, giz, cal ou cascalho podem produzir um material de construção altamente versátil, resistente e durável. Seus resultados coloridos variam de região para região, dependendo do componente natural do solo, do clima e do tratamento. Enquanto alguns preferem minimizar qualquer processamento adicional, outros apreciam a exploração das superfícies de Terra Compactada. Diferentes texturas e camadas fascinantes de terra multitonada ou multicolorida podem ser usadas para criar uma superfície sólida que enriquece a qualidade visual de um espaço e transmite uma sensação de calor a qualquer projeto.
Como parte da agenda cultural da LIGA, Espacio para arquitectura na Cidade do México, o quarteto brasileiro Terra e Tuma, formado por Danilo Terra, Fernanda Sakano, Pedro Tuma e Juliana Terra, apresenta um projeto que descreve sua arquitetura de ofício: um trabalho de cópia e repetição. Tal e como se anuncia no site oficial da LIGA, a inauguração foi cancelada pelos recentes acontecimentos relacionados à COVID-19 na Cidade do México. No entanto, através de publicações digitais como esta, procura-se difundir o projeto para abrir o diálogo e a reflexão acerca do mundo da arquitetura.
Construção do estádio Al Wakrah. Imagem cortesia do Supreme Committee for Delivery & Legacy
Entre fevereiro de 2014 e setembro de 2015 – poucos meses antes de seu precoce e inesperado falecimento – a arquiteta Zaha Hadid esteve no centro de um acalorado e polêmico debate. Debate esse que teria como foco, de um lado as crescentes e cada vez mais graves denúncias sobre as condições de trabalho no Qatar de forma geral, e em específico nas obras empreendidas para a realização da Copa FIFA – Fédération Internationale de Football Association, de 2022 (ITUC, 2014; Amnesty International, 2016); e do outro o projeto do Al Wakrah Stadium – elaborado pelo escritório de arquitetura sediado em Londres que leva seu nome, e assinado por Hadid e Patrik Schumacher, para o referido evento.
https://www.archdaily.com.br/pt/937775/arquitetura-forma-e-trabalho-reflexoes-sobre-zaha-hadid-e-as-obras-do-estadio-para-a-copa-2022-no-qatarMarianna Boghosian Al Assal
CBCA divulga tema e abre inscrições do 2º Concurso para Estudantes de Engenharia As Inscrições podem ser feitas entre os dias 03 de abril e 14 de junho de 2020
O movimento smart ganhou força e gerou agitação na última década, mas apesar de todo o hype, o que é uma cidade inteligente? Os princípios por trás de sua definição, e objetivos soltos têm sido bastante inconsistentes. Enquanto alguns afirmam que o sistema deve ser baseado na digitalização de todos os aspectos urbanos, outros argumentam que o aumento na coleta de dados pessoais é o único método para melhorar o estilo de vida urbana. Para uma pessoa, o mundo digital pode ser o paraíso na Terra, já para a outra, tecnofóbica, praticamente o dia do juízo final. Além da mera definição dessas cidades, qual o papel dos arquitetos e pesquisadores na criação desse cenário futurista, ainda pouco identificado? Assim como Corbusier definiu a casa como uma máquina para morar, é hora de redefinirmos como nossos edifícios podem abandonar o exterior passivo, e se tornarem verdadeiras máquinas de trabalho, como sempre deveriam ter sido.
O movimento moderno foi um ator-chave na construção cultural do Chile no século XX. Embora seus primeiros trabalhos surjam na esfera privada, seus princípios urbanos e paisagísticos foram adotados pelo projeto modernizador do Estado benfeitor que começou a ser construído após os conflitos sociais que explodiram nos anos vinte do século passado.
Em pleno processo de industrialização do país, a produção habitacional do Estado incorporou conceitos como habitabilidade, acesso universal à habitação e higiene, que foram testados precocemente na reconstrução de cidades como Chillán após o terremoto de 1939. Além disso, em um país familiarizado com terremotos, era necessário ajustar os conceitos de movimento moderno às exigências estruturais nacionais, ou seja, redimensionar seções de concreto armado, o que lhes dava uma expressão visual mais pesada do que no Brasil ou na Argentina.
Desde a ousadia de Sergio Larraín García-Moreno e Jorge Arteaga no edifício Oberpaur - o primeiro do movimento moderno - às visões urbanas do BVCH nas Villa Portales ou os primeiros exercícios de altura nos setores da classe média alta, o movimento moderno deixou sua marca em nossa sociedade e nossas cidades. No entanto, apenas um dos trabalhos aqui apresentados é declarado monumento histórico.
Nesta edição de guias de arquitetura, apresentamos vinte trabalhos organizados cronologicamente que refletem a evolução do movimento moderno em Santiago, Chile. Isto é complementado por fotografias exclusivas deste artigo, tiradas por María González e Manuel Albornoz.
A arquitetura até pode ter suas raízes em nossa constante busca por abrigo e proteção, mas isso não significa que ela esteja apenas à serviço dos homens. Atualmente, contamos com inúmeros exemplos de projetos de arquitetura concebidos para outras espécies. Alguns podem até parecer meio over, como a exposição Dogchitecture desenvolvida em parceria por dez escritórios de arquitetura mexicanos em 2013 ou a série de casas para cachorro BowWow Haus, projetadas por mais de 80 escritórios de arquitetura em 2017, incluindo o Zaha Hadid Architects.
A ação do tempo é inevitável para qualquer obra arquitetônica: todos os edifícios estão sujeitos, em maior ou menor grau, às consequências das condições atmosféricas e dos diferentes usos que lhes são atribuídos ao longo do tempo. Como alternativa para “dar vida” a edifícios sem uso, o reuso adaptativo tem ganhado força nas últimas décadas. Mas apesar de sua grande difusão, a aplicação prática deste conceito não é simples.