CAMBRIDGE, EUA - 1 de dezembro de 2016: Cúpula do Massachusetts Institute of Technology (MIT) - Cambridge, Massachusetts, EUA. Imagem via Shutterstock / Por Diego Grandi
Você estaria disposto a comprar uma casa através de um robô, utilizando apenas um aplicativo? À medida que a tecnologia se torna cada vez mais integrada ao setor de arquitetura e real state, a ideia, antes bizarra, torna-se realidade. Apenas uma década atrás, quase ninguém falava sobre tecnologia e startups no ambiente construído. O setor imobiliário, que historicamente carecia de inovações tecnológicas em comparação a outros setores, agora está se posicionando para se reinventar, como um setor mais eficiente, flexível e automatizado - resultando em uma das mais novas palavras-chave, que está dominando o mundo, as proptechs - (property technology).
O projeto de Santiago Calatrava para o Yuan Ze Arts and Conference Hall, há mais de uma década em desenvolvimento, teve suas obras finalmente iniciadas esta semana. Quando estiver pronto, o equipamento servirá como palco para exposições e eventos culturais e contará com um edifício de artes cênicas, uma sala de orquestra e um teatro, entre outras instalações.
Em vidas passadas eu fiz um mestrado em semiótica e aprendi a prestar atenção nas palavras que escolhemos. Por exemplo, abra qualquer livro de arquitetura brasileira e você lerá alguns subtítulos que ajudam a organizar cronologicamente nosso espaço construído: Arquitetura Indígena, Arquitetura do Brasil Colônia, Arquitetura do Brasil Imperial, Arquitetura Moderna Brasileira, Arquitetura Contemporânea no Brasil. Notaram a sutil diferença, a palavra Brasil que dá nome a esta terra aparece em todos os períodos pós colonização mas não naquele que é justamente o modo de construir original deste lugar.
No próximo dia 22 de abril, o departamento do Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil e a Secretaria de Urbanismo e Mobilidade de Niterói lançam concurso público nacional para a escolha do projeto que vai requalificar a orla de Charitas.
Ciclovia de plástico reciclado no Parque Florestal de Chapultepec, na Cidade do México. Cortesia de CicloVivo
Uma ciclovia modular e pré-fabricada foi recentemente inaugurada no Parque Florestal de Chapultepec, na Cidade do México. O modelo é feito com resíduos plásticos pós-consumo, cujo design inteligente oferece ainda drenagem e armazenamento de água pluvial.
Os plásticos reaproveitados na construção da ciclovia seriam descartados ou incinerados. Outra vantagem é que se o material se desgasta, pode ser reciclado novamente criando uma vida útil cíclica.
“Fique em casa”. Esse é o slogan que tem regido nossa vida no último ano, uma palavra de ordem que nos fez ressignificar a casa como refúgio, como abrigo, como proteção. Nessa nova condição instaurada, muito se tem discutido sobre o importante papel da arquitetura e do design de interiores para a promoção do bem-estar físico e mental dos seus ocupantes.
Voltamos nossos olhos e nossos esforços para inúmeras estratégias espaciais – das mais elaboradas às mais simples – que nos prometiam devolver a vocação de refúgio aos nossos lares. Em meio a essa busca, e apesar de estarmos vivendo na era mais tecnológica de todos os tempos, curiosamente, voltamos nossa atenção ao mais elementar, como um retorno às origens.
Masterplan educacional projetado pelo OMA em Dubai. Cortesia de OMA
Em qualquer processo de planejamento, existe uma série de documentos — entre materiais gráficos e textuais — que irão estabelecer um direcionamento para algo que irá se concretizar no futuro. No planejamento urbano, o master planse configura como um dos instrumentos mais frequentes nesse sentido.
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Berlim, Alemanha. Foto de Adam Vradenburg, via Unsplash
Reunimos uma seleção de exposições online sobre urbanismo — disponíveis gratuitamente no Google Arts & Culture —, sobre a história do desenvolvimento de grandes cidades ao redor do mundo. Confira a seguir:
https://www.archdaily.com.br/pt/958974/12-exposicoes-virtuais-gratuitas-sobre-cidades-e-urbanismoAnthony Ling e Gabriel Lohmann
"A imagem proporcionada pelo Brutalismo, uma arquitetura de extremos sensuais, é frequentemente uma experiência extraordinária e desconhecida para o explorador da cidade. Pode haver algo agressivo e um vocabulário arrojado (...) na paleta expressiva que exibe a verdade de seus materiais e um desdém pelo frívolo". Assim Simon Phipps [1] descreve a sedução que as obras brutalistas sustentam perante nós até hoje. No entanto, o que define pensar essas arquiteturas em 2021?
Em um mundo que se apresenta cada vez mais polarizado e pouco tolerante em relação às diferenças, a contribuição portuguesa ao tema da Bienal de Arquitetura de Veneza – como viveremos juntos? – lança luz sobre o espaço público enquanto palco de forças opostas, confronto de ideias e coexistência social. Intitulada In Conflict, a participação de Portugal tem curadoria de Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Luís Sobral, do escritório depA architects, com participação de Miguel Santos como curador adjunto.
Conversamos com os curadores sobre alguns aspectos centrais da mostra e do ciclo de debates que propõem – democracia, conflito e oposições de ideias no espaço urbano.
Juntamente com as preocupações com as questões relacionadas nosso ambiente, surgem movimentos, novas palavras, conceitos e termos relacionados ao seu enfrentamento, que nos obrigam a ficarmos sempre atualizados. A própria palavra sustentabilidade enfrentou alguma resistência até ser incorporada no vocabulário e utilizada largamente nos mais diversos contextos. Atualmente se fala muito sobre Economia Circular, Resiliência, 4 Rs, mineração urbana, entre outros. Além disso, há movimentos que são incorporados de outros meios, evidenciando a transversalidade de tais questões. Um deles é o dos Materiais a 0 km, que têm figurado em manifestos e alguns projetos, ainda que timidamente, nos últimos tempos.
Muitos arquitetos e arquitetas são conscientes da importância de se levar em conta todos os sentidos humanos quando projetam seus espaços e edifícios. Ao abordar a percepção espacial do usuário como o resultado de uma somatória de diferentes sensações, a qual não pode ser reduzida a mera experiência visual do espaço, arquitetas e arquitetos são capazes de projetar edifícios e espaços cada vez mais inclusivos e acessíveis. Felizmente, ao longo das últimas décadas testemunhamos na arquitetura um enorme salto em relação a construção de espaços e edifícios mais acessíveis e acolhedores, principalmente em se tratando de pessoas com algum nível de restrição motora, porém, ainda estamos devendo muito em relação aos usuários com limitações cognitivas ou que passaram por algum tipo de experiência traumática.
A cura de pessoas com traumas não é nada simples e tampouco há um tratamento específico que possa servir à todos os pacientes. Nestes casos, a recuperação é uma longa jornada e que exige muito esforço do indivíduo, de tudo e todos ao seu redor. Muitas vezes, as vítimas de trauma são aconselhadas a passar mais tempo ao ar livre, em contato direto com a natureza. Mas e os espaços interiores? Considerando que atualmente a maioria de nós costuma passar praticamente 90% do tempo em espaços fechados, é imprescindível que a arquitetura destes ambientes de cura também seja concebida para promover a eficácia dos processos terapêuticos. Embora a primeira imagem que nos vem à mente seja um espaço com iluminação e ventilação natural abundante, materiais naturais e cores neutras, será mesmo que estes espaços contribuem para os processos de cura?
O Museu de Arte Americana Crystal Bridges divulgou o projeto de uma grande expansão liderada pelo escritório Safdie Architects. A obra aumentará o tamanho das instalações atuais em 50%, acrescentando quase 10.000 metros quadrados ao museu. Os novos espaços receberão a crescente coleção da instituição, além de abrigar iniciativas educacionais, programas cultural e eventos comunitários.
Cortesia de OUTCOMIST, Diller Scofidio + Renfro, PLP Architecture, CRA - Carlo Ratti Associati and Arup
Uma equipe internacional de projeto composta por OUTCOMIST, Diller Scofidio + Renfro, PLP Architecture, CRA - Carlo Ratti Associati e Arup venceu o concurso para requalificar a região ferroviária de Porta Romana, transformando a antiga paisagem industrial em um bairro verde em Milão. Ao reabilitar o pátio ferroviário desativado que conecta a região sudeste da cidade ao centro, o projeto oferecerá um espaço público rico em biodiversidade, incluindo um grande parque urbano.
Se alguém tentasse te vender uma casa virtual, qual seria a sua primeira reação? Isso mesmo—uma casa virtual, um arquivo digital de uma casa. Você compraria uma casa que jamais poderia habitar pela simples razão de que esta casa jamais seria construída? Apenas uma imagem, um vídeo que você poderia assistir quantas vezes quiser. É disso que se trata quando falamos da comercialização de arquitetura digital NFT, a sigla para Tokens Não Fungíveis—um conceito que parece ter tomado o mundo de assalto da noite para o dia. Caso você tenha dormido no ponto, esta é a infinitésima ‘grande discussão’ do momento no mundo da arquitetura. Em uma profissão que procura constantemente redefinir o seu significado, a chegada dos NFTs promete grandes mudanças para o futuro da arquitetura, sendo a transformação de ambientes virtuais em mercadoria a mais grave delas.
A La Biennale di Venezia acaba de anunciar em entrevista coletiva, transmitida ao vivo no dia 12 de abril, que a 17ª Mostra Internacional de Arquitetura sob o tema “Como viveremos juntos?” com curadoria de Hashim Sarkis, estará aberta ao público de sábado, 22 de maio, a domingo, 21 de novembro de 2021 no Giardini, no Arsenale e no Forte Marghera. Além disso, a inauguração será realizada nos dias 20 e 21 de maio.
O escritório de arquitetura Coop Himmelb(l)au, com sede em Viena, ganhou uma competição internacional para redesenhar a Arena e Parque de Hóquei no Gelo CKA em São Petersburgo, Rússia. O projeto do complexo é inspirado na arquitetura construtivista russa, uma época que redefiniu a arquitetura com as obras de Tatlin e El Lissitzky e removeu as limitações de construção e movimento. A estrutura e o layout geral da arena são baseados no “Monumento à Terceira Internacional” de Tatlin, onde é traduzido como o movimento dinâmico e fluido de uma pessoa patinando pelo estádio.