O podcast desta semana trata de um assunto que dá “muito pano pra manga”, como diz a sabedoria popular. Para arquitetas e arquitetos, a representação de um projeto, além de uma forma de expressão artística, envolve o domínio de uma série de ferramentas que precisam traduzir graficamente as informações viabilizadoras de uma ideia do edifício. A história da representação em arquitetura, neste sentido, se confunde com a própria história do projeto, e é sempre objeto de reflexão e evolução em nosso campo.
O MASP expandirá sua instituição e contará com um anexo vizinho ao icônico projeto assinado por Lina Bo Bardi. O edifício Dumont-Adams, após passar décadas inativo, abrigará alas expositivas, café, restaurante e laboratório de restauração de obras após uma reforma em seus 7800 metros quadrados e 14 pisos.
A transformação das cidades construídas para os carros em ambientes que priorizam o bem-estar e a mobilidade de todas as pessoas pode tornar os centros urbanos mais resilientes e inclusivos. Não é trivial mudar ideias e práticas tão arraigadas no planejamento das cidades. Mas um novo relatório do WRI Brasil, “Ruas Completas no Brasil – Promovendo uma mudança de paradigma”, mostra que a mudança foi semeada e já gera frutos.
A publicação documenta o resultado de quatro anos de atuação da Rede Nacional para Mobilidade de Baixo Carbono, iniciativa do WRI Brasil e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) que reuniu 21 cidades brasileiras comprometidas com a mudança do paradigma no desenho das ruas e das cidades.
via Shutterstock by ArboursAbroad. Imagem aérea do incêndio florestal de Almeda, no sul do Oregon
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, órgão da ONU para avaliar a ciência relacionada às mudanças climáticas, publicou recentemente um relatório abrangente documentando a extensão do aquecimento global. O documento fornece novas estimativas de tempo para ultrapassar o limite de 1,5 graus Celsius, pedindo uma ação imediata e em grande escala para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Após a publicação do relatório, a UK Architects Declare emitiu uma declaração convidando os tomadores de decisão a um diálogo sobre como abordar coletivamente a crise climática e, ao mesmo tempo, pedindo aos profissionais de arquitetura que reavaliem sua prática para apoiar mudanças significativas.
O Bjarke Ingels Group colaborou com a NASA e a ICON para criar o Mars Dune Alpha, um conjunto de instalações de pesquisa construído com impressão 3D que oferecerá habitação de longa duração para astronautas em missões a Marte. A estrutura, que está atualmente localizada no Johnson Space Center em Houston, Texas, foi projetada pelo renomado escritório dinamarquês de arquitetura, impressa em 3D pela equipe da ICON, e em breve será o lar de uma equipe da NASA.
Sabe-se que a indústria da construção civil é uma das mais poluentes do planeta, porém, muitas vezes temos dificuldade de vincular o trabalho do arquiteto e do urbanista a essa indústria, nos abstendo da responsabilidade de estar inserido dentro de uma das cadeias produtivas mais nocivas que existem. Nesse sentifo, é urgente ressaltar a importância de questionar, não somente os materiais empregados nos projetos, mas também os sistemas produtivos envolvidos.
Trecho da planta térrea do Museu Anahuacalli (à esq.) e trecho da planta térrea do Solar do Unhão (à dir.). Ilustração feita por Beatriz Sallowicz e Teodoro Saldanha
Em 1963, a exposição “Nordeste” inaugurou o Museu de Arte Popular do Unhão em Salvador. Apesar do fortuito cenário para que Lina Bo Bardi deslanchasse o projeto do museu nas dependências restauradas do Solar do Unhão, suas atividades foram interrompidas após um ano de existência. A mostra temporária e única aberta ao público contou com empréstimos de diferentes coleções particulares e acervos museológicos para apresentar uma extensa reunião de objetos variados, baixo um convite ao público geral para compreender o valor do fazer técnico popular. A exposição que a gosto da arquiteta teria sido intitulada ‘Civilização Nordeste’ acusou posturas de classe pouco relacionadas com o conhecimento do que qualificou como a "atitude progressiva da cultura popular ligada a problemas reais". (BO BARDI, 1963)
A pandemia do Covid-19 aprofundou a crise dos centros urbanos, especialmente daqueles que, como o Rio de Janeiro, têm sua vitalidade associada às atividades comerciais e de serviços.
A determinação de períodos de lockdown e o estabelecimento das práticas de trabalho remoto diminuíram de forma substancial a circulação de pessoas, que alimentavam uma série de atividades, especialmente os bares e restaurantes, o pequeno comércio e os estabelecimentos culturais.
https://www.archdaily.com.br/pt/966549/reviver-centro-uma-nova-perspectiva-para-o-centro-do-rio-de-janeiroPedro Duarte e Naiara Amorim
Biblioteca de Muyinga. Imagem Cortesia de BC Architects
Em seu ensaio clássico de 1983 Por um regionalismo crítico: seis pontos para uma arquitetura de resistência, Kenneth Frampton discutiu uma abordagem alternativa para a arquitetura definida pelo clima, topografia e tectônica como uma forma de resistência à placidez da arquitetura moderna e a ornamentação gratuita do pós-modernismo. Uma atitude arquitetônica, o Regionalismo Crítico propôs uma arquitetura que abraçasse as influências globais, embora firmemente enraizada em seu contexto. O seguinte artigo explora o valor e a contribuição das ideias de Frampton para a arquitetura contemporânea.
Em sessão extraordinária realizada no dia 17 de agosto, parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovaram o Projeto de Lei 356/2015, que obriga a inclusão de sistema para captação de água de chuva nos projetos arquitetônicos do Estado de São Paulo.
O PL 356, proposto pelo deputado Marcos Damasio (PL), obriga a inserção de sistema de coleta de água pluvial para sustentabilidade e preservação do meio ambiente. A instalação seria feita no momento de reformas dos prédios existentes e obrigatório em novas construções, fazendo com que o projeto de construção já tivesse o sistema de captação de água da chuva.
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Participe da campanha de crowdfunding para tradução do livro "Soft City: Building Density for Everyday Life”, de autoria de David Sim, diretor criativo e sócio da Gehl Achtects
A correria do dia a dia nos impede de enxergar e viver as cidades. Seja no ônibus, no metrô, nos carros, motos, bicicletas ou a pé. Corremos o tempo todo, sem perceber que ele é o nosso maior bem. Nessa correria, as cidades passam desapercebidas. Nosso foco é ir e voltar, dia após dia.
Imagen: javarman. Shibam, provincia de Hadramaut, Yemen. El método de construcción de los edificios es con tierra cruda. Image via Shutterstock
A participação da construção civil na atual crise climática é preocupante: entre a produção de materiais, a execução e a operação dos edifícios, o setor é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. Ao mesmo tempo, as populações urbanas estão crescendo a taxas históricas e constatamos que na construção das grandes cidades, importantes consumidoras de energia, parece que a redução do impacto da disciplina vem de pequenas iniciativas de comunidades e indivíduos e não de grandes ações políticas e profissionais.
A história nos mostra diversas técnicas e materiais locais que conseguiram ser sustentáveis ao longo do tempo. O uso eficiente de recursos que não precisam ser transformados por grandes etapas de processamento industrial e que eliminam a necessidade de longos deslocamentos. Em alguns casos, ao final da vida útil, podem até ser devolvidos ao meio ambiente como o adobe e a madeira.
O arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava divulgou o projeto do Pavilhão do Qatar na Expo 2020 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O design é inspirado nos quatro elementos representados no Brasão de Armas do Qatar e incluirá duas galerias e espaços de exposição principais, oferecendo aos visitantes ambientes inclusivos e interativos.
Após mais de seis anos fechada para reforma, a renovada Neue Nationalgalerie de Mies van der Rohe em Berlim foi finalmente reinaugurada no dia 22 de agosto de 2021.
O Grupo Saint-Gobain e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA) anunciaram os vencedores da 8ª edição do Prêmio Saint-Gobain AsBEA de Arquitetura. A premiação celebrou projetos que apresentam aspectos de conforto, soluções inovadoras e que, ao mesmo tempo, preservam o meio ambiente e promovem a sustentabilidade da construção civil brasileira.
Dividido em duas categorias, profissional e acadêmica, o prêmio reconheceu mais de vinte projetos em subcategorias que englobaram arquitetura comercial, residencial, institucional, conforto térmico, sustentabilidade, inovação, entre outros. Confira, a seguir os vencedores.
O escritório japonês Kengo Kuma & Associates divulgou imagens do projeto para o Museu de Literatura Infantil Eiko Kadono, um espaço cultural onde os jovens poderão experimentar o mundo imaginário do aclamado autor de livros infantis japoneses Eiko Kadono. Localizado às margens do rio Edogawa e dentro Parque Nagisa, em Tóquio, o projeto apresenta uma série de volumes que seguem a curva da encosta onde se localizam e uma cobertura saliente que se prolonga em direção à paisagem.
Forma e vazio são conceitos indissociáveis na cultura japonesa. O curso propõe a análise de obras arquitetônicas selecionadas, apoiada pela noção estética Ma, para explorar diferentes concepções de espaço-tempo no Japão. Busca-se apresentar aspectos conceituais, espaciais e materiais dos projetos para a compreensão das possíveis relações entre forma e vazio, bem como da aproximação do vazio como potência e não ausência. O curso é destinado a pessoas interessadas em arquitetura e Japão de forma geral.
Em Mendoza, na Argentina, o laboratório de pesquisas em fabricação digital Nodo 39 FabLab criou uma estrutura-bastidor de tecido feita em madeira cortada digitalmente com telas e pontos para facilitar o processo de tecelagem e composição iconográfica dos indígenas da região central do país. No interior do Ceará, Brasil, por meio de uma pesquisa intitulada “Artificies Digitais” da Universidade Federal do Estado, fez-se o uso de ferramentas de fabricação digital, mais especificamente a impressão 3D, para a obtenção de modelos digitais das partes danificadas do retábulo do altar-mor da Igreja Matriz da cidade de Russas, sendo possível a produção de próteses digitais para sua restauração.