Zuccardi Valle de Uco em Mendoza, Argentina, foi eleita pela terceira vez como a melhor vinícola do mundo no ranking World's Best Vineyards. Além do vinho, merece destaque o trabalho na adega realizado pelos arquitetos Tom Hughes, Fernando Raganato e Eugenia Mora. Conheça o projeto a seguir, acompanhado de fotografias do estudio García+Betancourt.
Praça do Pôr do Sol cercada por tapumes. Foto: Daniel Teixeira / Estadão
Conflitos, disputas e antagonismos são frequentes na dinâmica da vida em sociedade, sendo necessário conciliar diferentes interesses e necessidades da melhor forma possível. Hoje, conflitos urbanos são reduzidos a dois polos. De um lado, aqueles que se opõem a novos projetos, comumente chamados de NIMBYs (acrônimo em inglês “Not In My BackYard”, ou “não no meu quintal”), mas que também podem ser vistos como “defensores do bairro”.
A quarta edição da Bienal de Arquitetura de Chicago abriu ao público no dia 17 de setembro apresentando uma série de 15 intervenções site-specific espalhadas pela cidade que exploram ideias de espaço compartilhado e trabalho coletivo, sob a frase “quem pode participar do projeto da cidade". Liderada pelo diretor artístico David Brown, a edição deste ano, operando sob o tema The Available City, pretende destacar o potencial das áreas urbanas vagas como espaços coletivos por meio de intervenções desenvolvidas em estreita colaboração com a comunidade local. Ao mesmo tempo, o evento ressalta o potencial para “novas possibilidades imediatas” e ilustra o impacto significativo de pequenos gestos urbanos.
Boston City Hall . Imagem Cortesia de Utile and Reed Hilderbrand
“A demolição é um desperdício em todos os sentidos—um desperdício de energia, de materiais e também da nossa memória coletiva”, disse a arquiteta vencedora do Pritzker Anne Lacaton. Ao longo dos últimos anos, porém, a reciclagem de antigas estruturas e o reuso adaptativo de edifícios obsoletos se tornaram onipresentes no discurso arquitetônico contemporâneo, à medida que os profissionais estão se tornando mais conscientes sobre questões relativas aos resíduos, a exploração de recursos naturais e a pegada de carbono na industria da construção civil. Ainda assim, a prática de renovação e adaptação de estruturas existentes carece de consistência, especialmente quando tratamos de edifícios do pós-guerra. A seguir, procuramos analisar alguns dos muitos desafios e oportunidades dos projetos de renovação e reutilização de edifícios construídos durante a segunda metade do século XX, destacando como algumas destas estratégias podem desempenhar um papel significativo para minimizar o impacto da construção civil no agravamento da crise climática e na busca por construir cidades mais equilibras, ao mesmo tempo em que recupera importantes estruturas e lugares de memória.
Quando olhamos para a arquitetura africana, vemos a diversidade arquitetônica de um continente moldado em sua forma atual, por uma combinação de fatores internos e externos. Ao analisar a arquitetura africana, há também uma tendência de certas regiões terem precedência sobre outras partes do continente. As obras modernistas tropicais de Maxwell Fry e Jane Drew em Gana e na Nigéria, por exemplo, são extremamente bem documentadas. Assim como a arquitetura da era colonial extremamente bem preservada da capital da Eritreia, Asmara. No entanto, parecem haver partes do continente que “escapam do radar” nas conversas sobre arquitetura africana — assim o livro Architectural Guide: Subsaharan Africaé uma adição bem-vinda aos estudos da arquitetura africana.
Arquitetura & Jogo é uma exposição a propósito de brincadeira e imaginação, de experiências construídas e narrativas mitológicas. Centra-se na ideia de «Criação de Mundos» e aproxima duas personagens: o arquiteto e a criança. Os jogos infantis sempre foram um terreno fértil para a invenção de «Mundos». Do mesmo modo, os arquitetos também imaginam novos «Mundos». Estes mundos, e os mecanismos de invenção de que dependem, são a essência da exposição, que aborda temas tão variados como a infância e a educação, o planeamento urbano, o espaço público, a história, a arquitetura, a arte e a invenção, com o objetivo de traçar a história tanto dos «Mundos» imaginários, quanto dos imaginados.
As maquetas e desenhos são um instrumento privilegiado para compreender a arquitetura: mostram a forma e a expressão física dos edifícios. Esta exposição reúne um conjunto de maquetas que, após terem sido expostas no passado para representar arquiteturas, ficaram à guarda do Centro Cultural de Belém. Tal como os edifícios construídos, cuja forma repetem em miniatura, o tempo passa por elas e deixa as suas marcas. Vinte anos depois de terem sido apresentadas, são como tesouros que mostram mais do que reflexos de uma época.
Visando reduzir as emissões de carbono da Suécia produzidas pela indústria florestal, Anders Berensson Architects propuseram construir a maior estrutura de madeira do mundo, intitulada Banco de Norrland. O projeto visa armazenar um ano de produção de madeira – e seu equivalente em dióxido de carbono –, garantindo a continuidade das indústrias de construção e manufatura suecas, independentemente do clima e do consumo.
Pastilhas, cerâmicas, porcelanatos, azulejos: ao nos referirmos aos revestimentos, muitas são as possibilidades que podemos escolher para dar acabamento, e identidade, aos nossos projetos. Porém, quando nos deparamos com a variedade que existe no mercado fica difícil decidir entre todas as opções. Neste texto iremos explorar a diferença entre os revestimentos frios e dar dicas de como escolher o que melhor se encaixa em seu projeto.
O projeto Paisagens Sensoriais faz parte da Biennale do Giardino Mediterrâneo e está localizado no Parque Botânico Radicepura, na ilha da Sicília, Itália. Entre o vulcão Etna e o Mar Jônico, Ivan Juarez propõe este laboratório de pesquisa e iniciativa educacional que se concentra em sentir a paisagem através da conceituação e descoberta de métodos inovadores. A ideia está centrada na compreensão do meio ambiente através da experiência dos sentidos, razão pela qual ele decidiu homenagear a paisagem criando um jardim caminhável, didático e sensorial que inclui uma coleção de plantas representantes da cultura mediterrânea.
Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo 2022 do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola da Cidade. As avaliações e entrevistas ocorrem em dezembro e têm como objetivo conhecer o potencial dos futuros estudantes por meio de seus conhecimentos gerais, habilidades específicas, capacidades de análise, síntese e construção de raciocínio.
O trabalho do Bjarke Ingels Group para o bairro CityLife de Milão foi oficialmente iniciado. O prédio de escritórios de última geração marca a conclusão da área CityLife na cidade italiana, um projeto de regeneração urbana para fornecer um ambiente habitável caracterizado pela sustentabilidade, melhoria da qualidade de vida e serviços com tudo incluído. A estrutura pretende “ser um novo paradigma para os escritórios do futuro, fruto de uma nova ideia de local de trabalho baseada em soluções inovadoras que colocam a qualidade de vida no centro e redefinem o conceito de sustentabilidade”.
O pequeno vilarejo de Vals, nos Alpes suíços, se encontra em uma das regiões mais pitorescas do país e está localizada a uma altitude de 1.250 metros acima do nível do mar. Além de sua incomparável e exuberante paisagem natural, Vals conta com alguns dos projetos de arquitetura mais excepcionais já construídos na Suíça. Além disso, no coração da vila encontra-se uma diminuta praça central, a qual é cercada por antigas casas construídas com peculiares telhas de quartzito, preservadas ao longo dos séculos – algo que faz de Vals uma das vilas rurais mais autenticas de toda a região. A água, como o recurso natural mais abundante em todo o vale, nutre uma paisagem exuberante e selvagem. Por milhões de anos, a água do degelo e das chuvas torrenciais foi pouco a pouco forjando a topografia do vale até transformá-lo em uma riquíssima fonte de águas termais – a única no Cantão dos Grisões.
Um dos projetos de arquitetura mais famosos de todo o vale são as Termas de Vals, projetadas por ninguém menos que o arquiteto Peter Zumthor. Toda a estrutura do edifício principal foi construída com quartzito local, uma pedra que combina perfeitamente as principais características naturais da região, criando uma experiência singular de tranquilidade e bem-estar. Outra impressionante obra de arquitetura encontrada na região é a Villa Vals, uma casa de final de semana construída inteiramente a partir de materiais locais, belamente integrada à topografia e a paisagem natural do vale.
O arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava está reconstruindo a Igreja Ortodoxa Grega de São Nicolau e o Santuário Nacional do World Trade Center, na cidade de Nova York. A igreja destruída durante os ataques de 11 de setembro, começou seu processo de reconstrução em 2015, e será finalmente concluída em 2022. O projeto da nova estrutura é inspirado por um mosaico da Grande Mesquita de Hagia Sophia (antiga Igreja de Hagia Sophia), em Istambul. A edificação é um dos modelos fundamentais na definição da arquitetura original da Igreja Ortodoxa Grega de São Nicolau.
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Instalação I Was Born / HAJIME YOSHIDA ARCHITECTURE + YOSHIHIRO MIKAMI. Foto: Cortesia de HAJIME YOSHIDA ARCHITECTURE + YOSHIHIRO MIKAMI
Um espaço é muito mais do que apenas sua imagem. Suas texturas, cheiro e som podem influenciar diretamente na experiência do usuário. É neste sentido que pensar uma arquitetura sensorial pode ser fundamental para que a interação existente entre as pessoas e o ambiente construído seja ainda mais profunda.
Historicamente, a estética e a funcionalidade representam dois dos principais valores relacionadas à arquitetura e ao planejamento urbano—e isso não é diferente quando lidamos com projetos de habitações sociais e acessíveis. Embora os princípios de beleza e utilidade, com a adição do conceito de firmeza, tenham sido utilizados para definir à arquitetura desde Vitrúvio, por outro lado, ao analisarmos a paisagem construída através destas três lentes apenas, acabamos deixando de contemplar uma série de outros importantes aspectos que caracterizam estas duas disciplinas. Frutos desta nossa inaptidão em perceber os diferentes valores que a arquitetura engendra são o preconceito em relação as qualidades (ou da suposta falta delas) estéticas em projetos de habitação social e habitações acessíveis, a estereotipação dos aspectos socioeconômicos que as fazem necessárias e o discurso discriminatório associado as pessoas que se beneficiam destas políticas habitacionais.
A deficiência e a variedade de corpos e pessoas deve ser um assunto estimulante para os arquitetos: trata-se da experiência vivida, da resolução de problemas e do design de um ambiente melhor construído.
Embora o tópico envolva a teoria crítica e as aspirações para a vida coletiva, muitas vezes é visto como um campo que requer o cumprimento de requisitos, ou pior, um assunto delicado repleto de termos desatualizados e hábitos de pensamento antiquados. As rotinas típicas de design nem sempre levam em consideração a variedade de corpos humanos.