“Equidade” é um termo tão amplo quanto fugaz, e isso também se extende para o campo da arquitetura. Embora muitos arquitetos e arquitetas reafirmem constantemente seu desejo por uma maior equidade em nossa disciplina, motivações não são suficientes para alcançar resultados na prática. Além disso, há uma série de problemas históricos que contribuem e muito para que esses anseios ainda pareçam muito distantes de serem alcançados.
Cortesia de Duo Dickinson Cephas Housing, Yonkers, Nova York
No século XIV, Geoffrey Chaucer escreveu “Familiaridade gera desprezo”. Por definição, “local” é “familiar”. Por que os humanos ficam tão entusiasmados em ir além do familiar, do local e buscar o que é novo, universal e redentor? A palavra “local” tem o peso do verdadeiro valor, como “densidade” ou “sustentável”. Mas a atração da conexão entre todos os humanos é poderosamente sedutora, e esse desejo de conectar quase sempre fica aquém de nossas esperanças.
As previsões para o futuro são alarmantes. Pelo menos é o que nos mostra o relatório do IPCC 2021, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (órgão da ONU) recentemente publicado. Segundo o documento, as mudanças climáticas causadas pelos seres humanos são irrefutáveis e irão se agravar nas próximas décadas se não houver esforços para modificar a situação, afirmando que o aquecimento de 1,5ºC a 2ºC será ultrapassado em um futuro muito próximo.
Enquanto alguns países estão apenas começando a aproveitar seu potencial eólico, outros já estão substituindo turbinas antigas por modelos mais novos e eficientes. Com isso, surgiu a questão: o que fazer com as pás das turbinas, um imenso material de difícil reciclagem?
A tecnologia de energia eólica cresceu rapidamente nos últimos 15 anos. Dada a vida útil de 20 anos – das atuais pás de turbinas eólicas – elas precisarão ser descartadas em um futuro próximo. Pensando nisso, empresas do setor criaram o programa Re-Wind, que apoia pesquisadores de várias partes do mundo a buscarem alternativas para reuso dos materiais das turbinas. O projeto explora o potencial de reutilização das lâminas das pás em estruturas arquitetônicas e de engenharia.
https://www.archdaily.com.br/pt/969561/pas-de-turbinas-eolicas-viram-bicicletarios-na-dinamarcaMayra Rosa
O 11th Street Bridge Park da OMA e Jason Long alcançou novos marcos importantes em seu projeto e na campanha de capital após uma série de refinamentos. A equipe aprimorou ainda mais as áreas do programa em todo o parque da ponte e mudou a localização do anfiteatro e do principal espaço de reunião, estendendo sua capacidade para 250 pessoas. Os acabamentos e os projetos paisagísticos também foram refinados, enquanto as vias de pedestres, terraços, centros e praças públicas permaneceram inalterados.
Depois de quase um século do surgimento do Art Déco, parece que este icônico estilo do início do século XX está voltando à moda. Como podemos observar em muitos dos novos projetos de interiores e mobiliário que estampam as páginas das principais revistas de arquitetura ao redor do mundo, é impossível não associar o glamour, o brilho e a elegância dos anos 1920 com este revivalismo tardio do Déco em pleno século XXI. Com isso em mente, seria importante refletirmos sobre a influência da estética Art Déco na arquitetura contemporânea e de que maneira esta retomada poderia transformar a maneira como nos relacionamos com um estilo que parecia esquecido no passado.
A partir do mote "Inteligência para a Vida", o Pavilhão da Espanha na próxima Expo Dubai 2020 procura sintetizar "nosso engenho, nossa criatividade e nossa capacidade inovadora como ferramentas essenciais para preservar a vida e a biodiversidade e construir um futuro sustentável". O projeto foi encomendado ao escritório escritório Amann-Cánovas-Maruri, e está situado na área temática "Sustentabilidade", próximo ao que sem dúvida será um dos principais pontos de encontro: a Praça Al Wasl e o Pavilhão dos Emirados Árabes Unidos projetado por Santiago Calatrava.
O escritório Zaha Hadid Architects acaba de ser eleito o vencedor do concurso internacional para o projeto da nova Estação Central de Trens da cidade de Vilnius, na Lituânia. Chamado pela equipe de ‘Green Connect’, o projeto procura estabelecer um novo centro integrado de transportes assim como promover a reurbanização e a qualidade de vida no centro da cidade—além de estar alinhado com o plano de desenvolvimento sustentável de Vilnius para os próximos anos.
Projetado por AGi Architects, Mission Possible, o Opportunity Pavilion da Expo 2020 Dubai oferece engajamento social e intercultural por meio de uma plataforma universal e urbana. Oportunidade é um dos três temas principais da exposição deste ano, juntamente com Sustentabilidade e Mobilidade, que exploram como podemos "desbloquear o potencial de indivíduos e comunidades, destacando que cada um de nós tem um papel a desempenhar na criação de mudanças positivas". A estrutura se assemelha a uma grande praça pública com uma identidade arquitetônica universal, já que o local transcendeu gerações, culturas e eras.
O Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Insper, por meio do Núcleo Cidade e Regulação, promove no mês de outubro o primeiro ciclo de webinários Produção Imobiliária e Patrimônio Arquitetônico, com a participação de representantes de alguns dos setores envolvidos e a apresentação de estudos de casos emblemáticos que evidenciem proposições concretas capazes de aproximar diferentes visões da ocupação dos espaços urbanos.
O OMA Nova York projetou uma nova ponte de pedestres de 145 metros sobre o rio Apatlaco que busca conectar o lado leste e o centro de Jojutla de Juárez, Morelos, como parte de um esforço de reconstrução do Infonavit após os danos estruturais e ambientais na área após os terremotos de 2017 no México: casas construídas nas margens do rio sofreram colapso, a linha principal de drenagem sofreu fraturas, espaços abertos foram ocupados com aterros sanitários e a dificuldade de atravessar o rio foi agravada pela destruição da ponte principal.
No próximo dia 07/10 (qui), às 19h, o CURA promoverá a quinta entrevista com jurados do 6° Prêmio {CURA} e assim apresentarão o quinto nome do júri aos participantes: Marcelo Ferraz. A ideia é que a conversa seja material complementar para aqueles que estão realizando o concurso. Dessa vez, Francesco Perrotta-Bosch, que também é membro do júri, irá conduzir a conversa, representando nosso parceiro, editora Todavia.
Render do Guggenheim de Abu Dhabi. Imagem Cortesia de Gehry Partners/The Guggenheim Foundation
Era 2006, Frank Gehry foi contratado para projetar o impressionante Museu Guggenheim de Abu Dhabi. Desde então, passaram-se 15 anos e ainda faltam outros cinco para que possamos ver este edifício finalmente inaugurado.
O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou que o arquiteto britânico Norman Foster presidirá o júri do Prêmio Stirling de 2021. O júri também incluirá Simon Allford, presidente do RIBA, a arquiteta Annalie Riches, vencedora do Prêmio RIBA Stirling de 2019 e a artista Dame Phyllida Barlow, assessorada pela arquiteta e especialista em sustentabilidade Mina Hasman.
A escolha pelos elementos dos banheiros, cozinhas e lavanderias é sempre um desafio de projeto. Seja no revestimento, nos metais ou nas louças, é importante reunir o máximo de informações possível para projetar um espaço funcional e harmonioso. Dentre esses elementos, destacamos aqui as informações necessárias para se escolher o melhor tipo de cuba e suas aplicações.
O projeto de uso misto do OMA para o Morden Wharf, em Londres, recebeu autorização do Comitê de Planejamento do Royal Borough of Greenwich. Criado para a incorporadora U+I, o projeto está localizado em uma antiga zona industrial de 2,4 hectares na Península de Greenwich, de frente para a Arena O2.
Início das obras de revitalização do Vale do Anhangabaú. Homens coexistem com montanhas de entulho gerado pela demolição do calçamento preexistente. Junho de 2020. Elaborado por Guilherme Trevizani Ribeiro. Imagem cortesia Guilherme Trevizani Ribeiro
De que forma um resíduo pode se tornar recurso? Ou melhor, quando que um resíduo deixou de ser um recurso? Porque a arquitetura contemporânea ainda constrói como se nossos edifícios fossem grandes titãs que sobreviverão às diversas eras e às adversidades? Essas são todas questões que passam pela mente de um recém-formado em arquitetura. Um dos desafios atuais da produção arquitetônica em uma metrópole como São Paulo é compreender que, após a demolição, o edifício não desaparece. O que nossa Política Nacional de Resíduos Sólidos nos aponta?
Mesmo que latente, esta questão é ainda pouco debatida dentro da academia, espaço que deveria ser de proposições constantes de alternativas ao nosso estilo de vida. E mesmo que debatida, onde está seu retorno para a população? De que forma podemos difundir esses aprendizados? A educação ainda sim é a chave para a mudança de trilhos do nosso futuro.
Quase 60 anos após ter sido originalmente concebida, a instalação temporária dos artistas Christo e Jeanne-Claude, no Arco do Triunfo em ParisO monumento foi envolvido por 25 mil metros quadrados de tecido reciclável azul-prateado, unidos por 3.000 metros de corda vermelha. Como era vontade do artista dar seguimento ao projeto, a intervenção foi realizada pela sua equipa, na sequência da passagem do artista em 2020. O projeto estará em cartaz até 3 de outubro. foi aberta ao público em 18 de setembro, atraindo milhares de turistas e locais. Nesta nova série de fotografias, Jared Chulski registra o monumento embrulhado, focando nos detalhes da intervenção temporária e como ela complementa o tecido urbano da cidade.