MVRDV concluiu recentemente a "Idea Factory", transformando uma fábrica desativada em um centro criativo com um importante foco voltado para a comunidade. Localizado na vila urbana de Nantou, em Shenzhen, China, o projeto de reutilização adaptativa reforma a estrutura existente para acomodar escritórios enquanto adiciona uma nova camada de espaço público. Este último assume a forma de uma paisagem composta por bambus, implementada na cobertura, abrigando atividades que fornecem um novo espaço de lazer para o bairro historicamente desfavorecido.
E se disséssemos que os cogumelos podem ser o futuro dos materiais de construção? As possibilidades do micélio na arquitetura estão cada vez mais presentes entre nós devido à sua capacidade de ser moldado para produzir desde móveis e embalagens a painéis e tijolos isolantes, com boas características acústicas e térmicas, e até com bom comportamento contra o fogo.
Na Argentina isso já é uma realidade. Refugio Fúngico é um recente projeto experimental de pesquisa e desenvolvimento biotecnológico realizado pela SUPERPRAXIS que materializa uma instalação efêmera na cidade de San Carlos de Bariloche, gerada a partir de um biomaterial produzido a partir de resíduos orgânicos e micélio.
A designer de interiores Sophie Goineau concluiu recentemente as obras de restauração da histórica Casa Alfred Wilkes em Beverly Hills. Projetada e construída em 1957 por um dos mais importantes arquitetos de meados do século XX nos Estados Unidos, a icônica casa do arquiteto passou por um longo processo de reforma que durou mais de dois anos. Inspirada nas obras de outros importantes nomes da arquitetura moderna no país, Goineau trouxe um novo sopro de vida a uma das mais fabulosas mid-century houses construídas nos Estados Unidos, acentuando o forte contraste entre a geometria simples e as formas curvilíneas que definem os mais de 460 metros quadrados desta magnificente obra de arquitetura do século XX.
Com canais que somam mais de 100 quilômetros de extensão, Amsterdã acaba de apresentar um barco totalmente elétrico e autônomo. A ideia é que o modelo funcione como um táxi aquático, transportando até cinco pessoas por vez.
Batizado de Roboat, o veículo é capaz de operar por 10 horas ininterruptamente sem um piloto a bordo. A recarga é feita sem fio, por aproximação e sem intervenção humana. Outras tecnologias incluem sensores e câmeras de 360 graus com inteligência artificial.
No centro de Kuala Lumpur, na Malásia, o Merdeka 118 atingiu sua altura máxima, com 678,9 metros e 118 andares, tornando-se o segundo edifício mais alto do mundo. Cinco anos após o início da construção, a silhueta final da torre é revelada, redefinindo o horizonte da cidade atualmente dominado pelas Torres Petronas e pela Torre de Kuala Lumpur. Projetado pela firma australiana Fender Katsalidis, o edifício mostra uma fachada triangular de vidro facetada inspirada nos padrões encontrados na arte malaia e, juntamente com o parque projetado pelo escritório Sasaki, estabelece uma nova identidade para a região.
Em diferentes partes do mundo as mulheres estão transformando as cidades e ocupando espaços no planejamento e na gestão urbana como nunca havia acontecido. Paris, Barcelona e Roma, por exemplo, além de serem cidades onde quase qualquer pessoa gostaria de viver, são, hoje, cidades gerenciadas por mulheres pela primeira vez em sua história, ambas em seu segundo mandato. Grandes mudanças e planos celebrados atualmente, como a “cidade de 15 minutos”, em Paris, a abertura da Times Square para as pessoas, em Nova Iorque, e a digitalização urbana de Barcelona como cidade inteligente, foram capitaneadas por mulheres.
Durante séculos, a pintura de fachadas foi uma forma simples e eficaz de adicionar um toque de individualidade a edifícios residenciais e comerciais - especialmente em áreas onde os edifícios são parecidos entre si. Por ser um meio tão fluido, os potenciais do que pode ser alcançado com a pintura são ilimitados - tanto internos quanto externos.
Antes que o ar-condicionado, movido a combustível fóssil, se tornasse amplamente disponível, as pessoas que viviam em climas adversos não tinham nada além de meios naturais para ventilar seus espaços e controlar a temperatura interna. Para isso, eles consideravam vários fatores externos, como sua localização, orientação em relação ao sol e ao vento, as condições climáticas da área e os materiais locais. Neste artigo, exploramos como civilizações antigas na Ásia Ocidental e no Norte da África utilizaram as torres de vento para se adaptar ao clima rigoroso da região, de forma a fornecer soluções de resfriamento passivo. As torres de vento ainda estão sendo usadas na arquitetura contemporânea, provando que as abordagens locais para adaptabilidade climática são fundamentais para o desenvolvimento do ambiente construído de hoje.
A prefeitura de Parisanunciou que irá investir cerca de 250 milhões de euros em infraestrutura para bicicletas na cidade ao longo dos próximos anos, melhorando e expandindo a sua já vasta rede de ciclovias com o principal objetivo de se tornar a cidade “mais ciclável” do planeta. Chamado de Bike Plan, o programa será implantado ao longo dos próximos 5 anos, qualificando a infraestrutura existente e e expandindo o alcance de suas rotas e percursos além de proporcionar maior conforto e segurança para ciclistas e também pedestres.
Este episódio do Arquicast vai falar sobre como a agenda dasustentabilidade influi diretamente nos projetos de arquitetura, em especial no design de interiores. As transformações dos meios de produção e modos de vida ao longo das últimas décadas impactaram negativamente nas relações que desenvolvemos com o planeta Terra. O tema da sustentabilidade atravessa diversas camadas desses problemas e não poderia ser diferente quando o assunto é a arquitetura, o design e o mercado da construção.
Integrantes do Coletivo Prende La Vela em manifestação na Avenida Paulista. Image Cortesia de Prende La Vela
Do deslocamento entre fronteiras ao deslocamento intra-urbano, a população migrante participa e transforma as paisagens e relações de sociabilidade estabelecidas no território onde habitam. A cidade, espaço de encontro e confronto de diferentes perspectivas, intensifica essa característica ao receber fluxos migratórios e acolher de formas distintas os diferentes atores deste processo. Migrantes latino-americanas – grupo múltiplo em raça, identidade de gênero, orientação sexual e classe – confrontam lógicas conservadoras ao se deslocarem por entre fronteiras nacionais e territórios urbanos. Dentro desta realidade, migrantes organizadas em coletivos reivindicam suas demandas e participação na cidade através de manifestações de suas culturas de origem.
O Cora Coletivo, um grupo brasileiro transdisciplinar, desenvolveu um projeto na cidade de Dongguan/China, para o concurso Urban Greenhouse Challenge II (UGC2). A proposta de uma fazenda vertical icônica em madeira abriga cultura, lazer e toda a cadeia de produção e distribuição alimentar. Além disso, a área também conta com projeto paisagístico nos espaços livres, e Sistema Agroflorestal (SAF) de produção alimentar.
Quintana Roo é um estado localizado na região sudeste do México, faz fronteira geográfica com Belize e os estados de Yucatan e Campeche, e tem frente para o Golfo do México e o Mar do Caribe. Tem 50 212 km² e é o nono estado menos populoso do país. Sua capital é Chetumal e sua cidade mais populosa é Cancún. Há várias razões pelas quais Quintana Roo é um estado com uma importante riqueza cultural, uma delas é seu turismo de classe mundial, que o levou a ter um dos oito aeroportos internacionais do país, além de ser reconhecido pela Organização Mundial do Turismo.
Consagrados com uma cultura milenar, os arquitetos libaneses mostram em seus projetos como lidar com o entorno e com os desafios atuais da arquitetura. Em homenagem à comunidade libanesa no Brasil, celebrada oficialmente no dia 22 de novembro, selecionamos sete escritórios para conhecer melhor a arquitetura libanesa contemporânea.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio, Sara conversa com o arquiteto Paulo Martins Barata, do atelier PROMONTORIO, sobre o projeto da Casa da Volta, localizada em Grândola, Portugal. Ouça a entrevista e leia a transcrição da conversa, a seguir:
A Comissão de Ensino e Formação (CEF) do CAU/RJ está realizando a pesquisa Impactos do Ensino Remoto na Formação de Arquitetas e Arquitetos Urbanistas. O objetivo é analisar o impacto da pandemia da Covid-19 na graduação e na formação profissional durante o período pandêmico e seus desdobramentos futuros, considerando a implementação de aulas remotas e restrições de atividades curriculares e extracurriculares nas escolas de arquitetura e urbanismo do estado do Rio de Janeiro.
A segunda fase de implementação do Studio City, projetado pela Zaha Hadid Architects em Macau, acaba de entrar em sua fase final de construção. Localizado no distrito de Cotai, o Studio City é um projeto de ampliação de um dos principais resort da região autônoma de Macau, o qual inclui novas instalações de lazer, entretenimento e hospitalidade, incluindo um dos maiores parques aquáticos de toda a Ásia. Em desenvolvimento desde 2017, o projeto desenvolvido pelo escritório Zaha Hadid Architects foi recentemente premiado no BREEAM Awards 2021, com a conclusão das obras prevista para o final do ano que vem.