A região central de São Paulo estampa as contradições das nossas cidades. Por um lado, verificam-se imóveis ociosos em regiões bem atendidas por infraestruturas urbanas, por outro lado, cresce o número de pessoas em situação de rua, alojadas em barracas e estruturas precárias improvisadas.
Embora o principal evento trágico tenha ocorrido em 1941, durante toda a ocupação o espaço foi utilizado como local de extermínio pelas forças alemãs. Com efeito, entre 70 e 100 mil pessoas perderam suas vidas em Babyn Yar. Sem uma arquitetura destinada à tragédia e apenas uma paisagem remanescente, não há espaço de memorialização para o reconhecimento público.
Machu Picchu, também conhecida como "A cidade perdida dos Incas", localizada no alto dos Andes peruanos (2430 metros de altitude), é um dos complexos arqueológicos mais famosos e uma das 7 maravilhas do mundo moderno. Ali, embaixo da densa folhagem da selva andina, foi descoberta uma rede de canais fluviais ocultos.
Tsz Yan Ng é diretora, professora, pesquisadora e artista de uma empresa com sede em Michigan, cujo trabalho interdisciplinar e colaborativo busca desafiar e melhorar as práticas modernas de construção e processos de manufatura. “Não mudamos a maneira como construímos há tanto tempo”, disse Ng. “Precisamos pensar nisso de forma mais produtiva – não apenas economicamente – mas como uma coleção de vozes diferentes. A arquitetura é um ecossistema global de pessoas, onde a soma é maior do que as partes.”
Royal Manor Mobile Home Park. Imagem Cortesia de MH Village
O futuro das casas fabricadas pode reinventar algo que já existe amplamente nos Estados Unidos – os estacionamentos de trailers. Por todo o país, essas pequenas casas estão sendo reimaginadas por arquitetos, que estão utilizando materiais mais sustentáveis e técnicas de construção inventivas para criar casas acessíveis e ressignificar a conotação negativa que já cercou esse tipo de moradia.
Casa John Chapman. Imagem cortesia de Plus Architecture
As moradias estudantis assumem muitas formas ao redor do mundo, porém, a tipologia mais comum é um alojamento fechado. Enquanto os futuros alunos escolhem as universidades com base no rigor acadêmico, programas esportivos, atividades extracurriculares e futuras oportunidades de carreira, eles agora querem saber como será viver dentro e fora do campus. Isso forçou os arquitetos a repensarem os projetos tradicionais de dormitórios buscando algo mais inovador que reflita melhor o que os alunos querem (e esperam) em suas residências universitárias.
Desde 2017, a ONU-Habitat, juntamente com Shigeru Ban Architects, Philippe Monteil e a ONG Voluntary Architects' Network, desenvolveu várias tipologias de abrigos para um bairro piloto no Assentamento Kalobeyei, no Quênia. As Casas Turkana destinam-se a abrigar os sudaneses do sul e outros refugiados que vivem no norte do Quênia e não puderam retornar às suas aldeias originais devido a intermináveis guerras civis e conflitos. Ao contrário dos abrigos de refugiados típicos, essas estruturas foram feitas para fornecer um lar para longos períodos de deslocamento e as quatro tipologias desenvolvidas são informadas pela vasta experiência do Shigeru Ban Architects com projetos de suporte a desastres e as técnicas de construção da população local.
Ao longo do último século, os carros foram o elemento dominante no planejamento de cidades e municípios. Pistas para veículos, expansão de faixas, estacionamentos e garagens foram sendo criados e usados enquanto continuamos nossa dependência pesada em carros, deixando os planejadores urbanos com a tarefa de desenvolver maneiras criativas para tornar as ruas mais seguras para ciclistas e pedestres. Mas muitas cidades, especialmente algumas na Europa, se tornaram exemplos de ideologias progressistas sobre como projetar novos espaços para nos tornarmos livres dos carros e repensar as ruas para torná-las mais amigáveis aos pedestres. Será que já estamos experimentando a morte lenta dos automóveis pelo mundo e favorecendo os que preferem caminhar ou andar de bicicleta? E se sim, como isso pode ser feito em uma escala ainda maior?
Biblioteca Jose Vasconcelos / Taller de Arquitectura X / Alberto Kalach. Image Cortesía de Taller de Arquitectura X / Alberto Kalach
Ao longo dos anos, o design de interiores evoluiu de acordo com as necessidades que vão se apresentando, mas sobretudo de acordo com as experiências que se busca provocar no usuário. Nos últimos dois anos, testemunhamos uma mudança radical e um interesse especial por este assunto, pois a pandemia nos obrigou a prestar mais atenção na configuração dos espaços que habitamos. Isto fez com que surgissem projetos muito mais integrais, que atendem ao bem-estar do usuário, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
Inauguração RUÍNA MATERIAIS + Lançamento do Catálogo de Reuso de Materiais 2022
O Catálogo da RUÍNA Materiais é uma iniciativa que objetiva repensar os materiais de construção e demolição a partir da lógica do REUSO. Por meio da seleção de materiais prontos para reinserção em projetos, obras ou diretamente no lar, trabalho, etc. a RUÍNA busca incentivar a circularidade das cadeias produtivas, contribuindo para a redução da quantidade de resíduos de demolição e fornecendo materiais de qualidade com mínimo impacto ambiental. Buscamos parcerias com iniciativas que lidem com descarte/desmontagem/demolição de espaços e produtores com excedente de material sem destinação.
Reinvenção da Cidade - Interação, Equidade, Planeta
Toda cidade precisa de uma ação coletiva para ser reinventada e adequada às exigências do século XXI, especialmente em um mundo pós-pandemia: esta é a defesa do livro “Reinvenção da Cidade - Interação, Equidade, Planeta”, do arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães. A obra discute alguns dos principais desafios dos espaços urbanos brasileiros na busca de cidades menos predatórias e desiguais, e mais democráticas, inclusivas e sustentáveis. Ao longo do texto, o autor joga luz sobre o caso do Rio de Janeiro, como cidade metropolitana icônica, que concentra atributos, contrastes, carências e potencialidades formadoras da identidade nacional. O livro será lançado no dia 18 de março (sexta-feira), a partir das 19h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon.
Março é o mês em que se comemora o St Patrick's Day, ou Dia de São Patrício, uma homenagem ao padroeiro da Irlanda que faleceu no dia 17 de março de 461. Para além da comemoração religiosa, o St. Patrick's Day, é marcado por grandes festas nas ruas, bares e pubs de países de colonização inglesa como Canadá, Estados Unidos e, claro, a República da Irlanda.
A República da Irlanda está localizada na Ilha da Irlanda, a noroeste da Europa Continental e faz fronteira com a Irlanda do Norte, um dos países que compõem o Reino Unido, do qual conquistou sua independência logo no começo do século XX, em 1919, após um intenso conflito. Desde a Guerra da Independência o país tem lutado para valorizar e reconhecer sua cultura local, incluindo sua arquitetura, histórica ou contemporânea. Conheça um pouco mais da arquitetura do país através da obra dos sete escritórios contemporâneos reunidos a seguir.
O escritório David Adjaye Associates foi contratado para projetar uma exposição com trabalhos inéditos do artista Jean-Michel Basquiat, que acontecerá no Edifício Starrett-Lehigh em West Chelsea, Nova York. Jean-Michel Basquiat: King Pleasure é a primeira mostra organizada pela família do artista após sua morte e contará com mais de 200 pinturas, desenhos e artefatos, além de recriações do estúdio de arte de Basquiat em Nova York e da Sala VIP Michael Todd do Palladium boate, para a qual o artista criou duas pinturas.
O Archathon é o maior laboratório de criatividade do Brasil em que escritórios do mercado Arch&Design desenvolvem diferentes soluções de interiores para um único briefing.
A arquitetura africana tem recebido merecida atenção internacional na última década e um dos principais responsáveis por isso é, sem dúvida, Diébédo Francis Kéré. Natural de Gando, Burkina Faso, Kéré se formou em arquitetura na Technische Universität Berlin, Alemanha. Hoje, mantém filiais de seu escritório Kéré Architecture em ambos os países, com o qual busca desenvolver trabalhos na "intersecção da utopia com o pragmatismo", explorando a fronteira entre a arquitetura ocidental e a prática local.
Conhecido por envolver a comunidade no processo de construção de seus edifícios, Kéré e seu escritório vêm desenvolvendo trabalhos que extrapolam os limites convencionais da arquitetura e tocam temas como economia local, migrações, cultura e equidade. Tivemos o prazer e o privilégio de conversar com o arquiteto sobre alguns de seus projetos e sua visão mais ampla da arquitetura. Leia a entrevista íntegra a seguir.
El Sindicato nasceu em 2014, quando Xavier Duque, Maria Reinoso e Nicolás Viteri uniram forças contra a forma tradicional de trabalho chefe-empregado. Deixaram de trabalhar para outras pessoas e agora fazem suas próprias coisas — dedicam-se àquilo que mais gostam dentro e fora da profissão. Dizem que El Sindicato não é um escritório de arquitetura, mas um projeto de vida.
“Através de edifícios que demonstram beleza, modéstia, ousadia e invenção, e pela integridade de sua arquitetura e gesto, Kéré defende graciosamente a missão deste Prêmio”, diz o comunicado oficial do Prêmio Pritzker de Arquitetura. Anunciado hoje por Tom Pritzker, presidente da The Hyatt Foundation, Francis Kéré é o 51º vencedor do prêmio criado em 1979, sucedendo Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal. Elogiado por ir além dos limites do campo disciplinar, o arquiteto atua simunltaneamente em Burkina Faso e na Alemanha.
O Museu Metropolitan de Nova York escolheu a arquiteta mexicana Frida Escobedo para projetar sua nova ala de arte moderna e contemporânea no valor de 500 milhões de dólares.. O espaço foi bastante debatido no mundo da arte já que, até agora, o museu não conta com uma área temática que abriga obras correspondentes a tais períodos.