Construídas para evitar congestionamentos e facilitar o deslocamento pelas cidades, as estradas rápidas e os viadutos implementados nos centros dos municípios ou em seus entornos não cumprem com o seu propósito. Elas trazem mais problemas que resultados, separando vizinhanças, impactando os negócios e a vitalidade das comunidades e aumentando o tráfego e a poluição ambiental e sonora.
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A essência da democracia é o autogoverno e a autonomia do povo, com base em seus próprios direitos. Suas características são demonstradas na igualdade e na participação. Se democracia significa um modo de vida pública mais equitativo na arquitetura, então esse modo de vida depende da homogeneização da estrutura espacial do edifício, com espaços públicos abertos, transparentes e com diversas funções. Também é possível argumentar que o nascimento, a manutenção e o desaparecimento da democracia ocorreram no espaço público.
O regime democrático de Atenas começou no século VI a.C. A praça tornou-se um ponto de encontro, um símbolo da política democrática da arquitetura. Embora o acesso das pessoas à assembleia tenha se tornado mais amplo e prático com o avanço da tecnologia, a existência do espaço público na cidade permanece crítica, representando as demandas espaciais dos direitos públicos dos cidadãos além das condições básicas de sobrevivência e cumprindo uma importante função espiritual de expressar a democracia. Isso posto, como a arquitetura pode ser democrática? Como podemos perceber o caráter público da arquitetura?
Quais os principais desafios urbanos das cidades africanas? Quais suas semelhanças com a realidade brasileira? Qual o papel da ONU-Habitat na resolução desses problemas?
Para responder a essas e outras perguntas, e compartilhar suas experiências com o urbanismo africano, o podcast do Caos Planejado recebe Jeiza Barbosa, Oficial Nacional da ONU-Habitat para Cabo Verde, e Evandro Holz, assessor técnico internacional da ONU-Habitat.
A arquitetura é há muito tempo uma profissão que opera em apartheid estético. A estética favorita do meio, o Modernismo, relegou todos os outros "estilos" à insignificância marginalizada em termos de reconhecimento, ensino e publicações. A última geração viu aqueles que seguem uma estética considerada "tradicional" criarem um sistema completamente separado de escolas, prêmios e publicações.
Trazer o fogo para os interiores é o desejo de muitos durante o inverno. Além de esquentar o ambiente, ele cria uma sensação única e que remonta aos primórdios da habitação humana, nos levando a um certo conforto emocional. Se antes eram necessários chaminé e um estoque de lenhas para garantir isso, hoje existem as lareiras ecológicas, que podem ser embutidas ou portáteis: uma ótima escolha para quem mora em apartamentos ou não gosta da fumaça gerada pelo fogo.
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Um futuro mais próspero, resiliente e inclusivo nas cidades brasileiras depende de uma retomada verde. Com investimentos urbanos sustentáveis, o Brasil pode conciliar a recuperação da economia brasileira no curto prazo com a transição gradual para uma trajetória de desenvolvimento de baixo carbono. Mas como financiar essa oportunidade?
Com o tema Travessias, a Bienal de Arquitetura de São Paulo (BIA)propõe o debate sobre o movimento dos corpos e territórios por meio de uma programação que exerce a troca de experiências, memórias e identidades através de trabalhos plurais e multifacetados. A 13ª edição do evento aposta na formação de uma curadoria colaborativa e interdisciplinar a fim de criar pontes entre diferentes narrativas e sugere a (re)construção de um novo projeto de ocupação dos espaços.
O armazenamento de energia renovável, sobretudo eólica e solar, ainda é um desafio. Mas, cientistas da Universidade Técnica Chalmers, na Suécia, estão dando um grande passo rumo à criação de uma bateria ecológica feita de cimento. O projeto, ainda em fase de protótipo, é focado na construção civil.
Como solução temporária para o deslocamento de ucranianos do nordeste e leste, a Drozdov & Partners, juntamente com o Replus Bureau e o Ponomarenko Bureau, começou a reformar abrigos para deslocados internos (IDPs) em Lviv e região, usando campi escolares e outras instalações como alojamentos temporários.
Existe um futuro para as nossas cidades se não tivermos um modo de vida sustentável? Há algum tempo, a sustentabilidade urbana vem sendo abordada mais sob a ótica das mudanças climáticas do que a partir de uma visão holística que incorpore a sociedade e a maneira como vivemos em comunidade.
Que novas formas de viver estamos experimentando diante das diversas transformações sociais, econômicas e ecológicas? Sem dúvida, precisamos colocar em pauta os diferentes casos de referência que surgiram em diversas partes do mundo e compreender as últimas tendências sobre a maneira como vivenciamos as nossas cidades.
Queremos que vocês, nosso público leitor, não apenas tomem a iniciativa de propor exemplos de coliving, cooperativas e qualquer novo tipo de habitação social que considerem referência, mas que também compartilhem suas reflexões sobre o assunto no formulário abaixo. Os comentários serão selecionados e publicados em um próximo artigo.
Muitas vezes, ao morar no Japão, seja ocupando uma casa compartilhada ou alugando seu próprio apartamento, você terá uma quantidade limitada de espaço. Isso decorre principalmente da escassez de terrenos no país: 73% das terras disponíveis são montanhosas e outra grande porcentagem das terras planas é usada para agricultura. Além disso, há também a questão da superlotação nas áreas urbanas. Devido a esses fatores, o preço da terra é muito elevado, obrigando a maioria das pessoas a viverem em residências pequenas.
A nova sede do Banco Nacional do Kuwait, de Foster + Partners, foi concluída. Um arranha-céu de 300 metros de altura que se destaca entre os prédios do distrito de financeiro de Sharq, na Cidade do Kuwait. A nova torre promove a sinergia entre os funcionários e um bem-estar aprimorado, reunindo todos sob o mesmo teto. O projeto combina inovação estrutural com recursos que foram escolhidos levando em conta seu impacto ambiental. Como resultado, tem-se uma arquitetura passiva e excelente em termos de eficiência energética, sem deixar de proteger os escritórios do clima extremo do Kuwait.
A 13ª Bienal Internacional de Arquitetura entra em sua última semana de atividades – termina no domingo, dia 17 de julho – e traz atrações muito especiais para quem já foi ou ainda não visitou a Bienal.
Entre os dias 8 e 17 acontecem debates, conferências, exibição de curtas, pedalada cicloturística e muito mais, na edição que é a primeira presencial, pós-pandemia. A exposição segue em cartaz desde o dia 27 de maio no Sesc Avenida Paulista e no Centro Cultural São Paulo.
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O World Architecture Festival (WAF) revelou a lista dos 420 finalistas do festival deste ano, com inscrições de todo o mundo, incluindo Portugal, Malásia, Finlândia, México, Turquia, Austrália, Japão, Índia e Reino Unido. Os prêmios celebram os melhores edifícios novos já concluídos e projetos de paisagismo, desde vilas rurais a edifícios religiosos contemporâneos e instalações de saúde construídas durante a pandemia.
Em paralelo com as obras de restauração em andamento na catedral de Notre Dame de Paris, a cidade lançou um concurso de arquitetura para a revitalização dos arredores da catedral. Em 27 de junho, o júri anunciou a equipe liderada pelo paisagista Bas Smets como vencedora do concurso. O projeto, previsto para começar em 2024, irá reimaginar a praça e os estacionamentos subterrâneos abaixo dela, incluindo a cripta arqueológica, a praça Jean XXIII localizada atrás da catedral, as margens do rio Sena e as ruas adjacentes. Este extenso projeto visa trazer os parisienses de volta ao coração de Paris e receber os 12 milhões de visitantes que chegam a cada ano em melhores condições.
A arquitetura, entendida como qualidade espacial e de projeto, é muitas vezes vinculada diretamente à riqueza, quase um artigo de luxo destinado a ser aproveitado por poucos em nossa sociedade, sobretudo quando nos referimos a projetos habitacionais em países com grande desigualdade social. Apesar da amplitude que a análise de projetos habitacionais pode ter, este texto pretende refletir sobre a produção de habitação coletiva atual, que tem na qualidade do ambiente construído um resultado derivado da compreensão da moradia como mercadoria e não como direito.
A Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU) é uma iniciativa do Ministério de Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana do Governo da Espanha (MITMA), em colaboração com o Conselho Superior de Arquitetos da Espanha (CSCAE) e a Fundación Arquia. Após onze edições, o evento estabeleceu-se como uma referência fundamental para conhecer e compreender a situação atual e prospectiva da arquitetura e do urbanismo na comunidade ibero-americana.