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Arquitetura vernacular: O mais recente de arquitetura e notícia

Por que o Do-It-Together pode ser a solução para muitos problemas da arquitetura?

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Ao redor do mundo, uma nova geração de arquitetos está questionando a “velha maneira de se fazer arquitetura”, trazendo consigo mudanças consideráveis para o nosso meio, especialmente no que se refere às camadas mais pobres da população, que antes não tinham acesso ou sequer condições de aceder ao serviço de profissionais. Este é o primeiro de uma série de artigos nos quais pretendemos apresentar e debater de que forma esta nova prática está transformando o campo de ação de muitos arquitetos e arquitetas ao redor do mundo. A arquitetura Do-It-Together é uma prática fundamentada no respeito mútuo entre as partes envolvidas e procura estabelecer processos colaborativos baseados na confiança entre arquitetos e clientes.

Residência Hartland / Studio Jencquel

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  • Arquitetos: Studio Jencquel
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  600
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2013

Severiano Mario Porto falece de Covid-19

Faleceu hoje, 10 de dezembro, Severiano Mario Porto. Com 90 anos de idade, o arquiteto veio a óbito às 11h da manhã desta quinta-feira, vítima de coronavírus. O sepultamento ocorrerá amanhã, 11 de dezembro, no cemitério Parque da Colina, em Niterói-RJ. Respeitando as indicações de distanciamento social, o velório será aberto apenas à família.

Marrocos Moderno: uma nova arquitetura vernacular

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A arquitetura moderna do Marrocos, a qual tem se desenvolvido rapidamente ao longo das últimas décadas devido ao recente desenvolvimento econômico do país, encontra-se profundamente enraizada nas tradições construtivas locais. Tendo o vernacular como principal fonte de inspiração, a arquitetura moderna marroquina assume a origem de seu próprio nome árabe al-maġhrib, ou seja “lugar onde o sol se põe; o oeste”. O Marrocos é um estado soberano com uma rica cultura arquitetônica e uma vasta história, contando com inúmeros e excepcionais exemplos de arquitetura tradicional islâmica.

Centro comunitário de bambu e barro construído por mulheres é premiado em Bangladesh

Uma construção impressionante foi erguida em Rudrapur, um vilarejo no norte de Bangladesh. Foram usadas técnicas e materiais locais para dar forma ao espaço que surgiu para suprir uma importante demanda. Batizado de Centro Anandaloy, o primeiro andar funciona como um centro de atendimento a pessoas com deficiência.

O projeto venceu o Prêmio OBEL 2020, uma premiação internacional que homenageia as contribuições arquitetônicas notáveis para o desenvolvimento humano em todo o mundo.

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O que é arquitetura vernacular?

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A arquitetura vernacular pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida. São, portanto, arquiteturas diretamente relacionadas ao contexto, influenciadas e atentas às condições geográficas e aspectos culturais específicos da sua inserção e, por esse motivo, surgem de modo singular nas diversas partes do mundo, sendo consideradas, inclusive, um dispositivo de afirmação de identidades.

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Criando projetos a partir de um olhar decolonial

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Descolonizar. Provavelmente você já ouviu essa palavra, mas se não fizer ideia do que se trata, talvez possa imaginar que tem a ver com colonização. Nós brasileiros, conhecemos bastante o que é colonização: fomos colônia de Portugal por muito anos, falamos português, comemos bacalhau na Páscoa e somos em grande maioria católicos por conta disso.

Já entender a palavra descolonizar é compreender que a colonização não trouxe só heranças linguísticas, religiosas e culinárias, mas também envolveu muita exploração: culturas foram apagadas, líderes locais foram mortos, riquezas foram roubadas e memórias destruídas.

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Lo-TEK: Desenho de indigenismo radical (recuperando técnicas indígenas de trabalho com a natureza)

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"As tecnologias indígenas não estão perdidas nem esquecidas, apenas escondidas pela sombra do progresso nos lugares mais remotos da Terra". Em seu livro Lo-TEK: Desenho Indígena Radical, Julia Watson propõe revalorizar as técnicas de construção, produção, cultivo e extração realizadas por várias populações remotas que, geração após geração, conseguiram manter vivas práticas culturais ancestrais integradas com a natureza, com um baixo custo ambiental e execução simples. Enquanto as sociedades modernas tentavam conquistar a Natureza em nome do progresso, estas culturas indígenas trabalhavam em colaboração com ela, compreendendo os ecossistemas e os ciclos das espécies para articular sua arquitetura em uma simbiose integrada e interconectada.

Uma visão da construção vernacular vietnamita: casas rurais de 1+1>2 Architects

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Uma visão da construção vernacular vietnamita: casas rurais de 1+1>2 Architects - SustentabilidadeUma visão da construção vernacular vietnamita: casas rurais de 1+1>2 Architects - SustentabilidadeUma visão da construção vernacular vietnamita: casas rurais de 1+1>2 Architects - SustentabilidadeUma visão da construção vernacular vietnamita: casas rurais de 1+1>2 Architects - SustentabilidadeUma visão da construção vernacular vietnamita: casas rurais de 1+1>2 Architects - Mais Imagens+ 29

Este ano, a Organização das Nações Unidas para o Turismo (OMT) procurou abordar o turismo como uma forma de criar empregos e oportunidades nas áreas rurais sob a bandeira do Turismo e Desenvolvimento Rural.

A arquitetura de base rural e suas edificações tradicionais desempenham um papel importante para o patrimônio local. Elas também podem oferecer empregos e perspectivas mais além das grandes cidades, especialmente para as pequenas comunidades, geralmente em desvantagem econômica.

A renovação dos Hutongs de Pequim: intervenções urbanas em pequena escala

Os hutongs são estruturas urbanas que atravessam séculos, preciosos exemplos da arquitetura vernacular chinesa e uma das principais testemunhas da transformação cultural e histórica do país. O nome ‘hutong’, na verdade, deriva de uma palavra em mongol que significa ‘poço d'água’. Era assim que se chamavam as pequenas vielas construídas ao longo da dinastia Yuan (1271–1368) na tentativa de traçar um tecido urbano mais regular que tanto facilitasse a gestão da propriedade da terra quando a eficiência dos fluxos.

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Em busca de uma identidade para a arquitetura angolana: entrevista com o grupo BANGA

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O momento talvez nunca tenha sido tão propício a investirmos nossas energias em projetos virtuais, afinal, fomos parcialmente privados do contato com o mundo concreto das coisas. Explorando a particularidade do momento atual e a potência de engajamento da internet, um grupo de arquitetas e arquitetos de Angola deu início a um trabalho ambicioso: buscar uma nova identidade para a arquitetura angolana.

Formado por Yolana Lemos, Kátia Mendes, Mamona Duca, Elsimar de Freitas e Gilson Menses, o Grupo BANGA é responsável pelo projeto Cabana de Arte, que une os esforços de jovens arquitetos e artistas de Angola em trabalhos virtuais que buscam trazer visibilidade a profissionais emergentes e aproximar a arquitetura do cotidiano das pessoas.

Leia, a seguir, a entrevista realizada com o grupo.

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Vila projetada segundo princípios de bioconstrução está sendo erguida em Camarões

Terra, palha e madeira são alguns dos elementos construtivos usados por uma comunidade rural na República dos Camarões. Além do baixo custo, o grande trunfo do projeto é respeitar a paisagem local – levantando casas harmoniosas com o entorno.

Chamada de Aldeia Warka, a vila é baseada na arquitetura vernacular. Isso significa que são aplicadas técnicas tradicionais de construção e materiais disponíveis localmente, como pedras, bambu e fibras naturais. 

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Materiais e técnicas construtivas tradicionais na arquitetura contemporânea chinesa

A arquitetura vernácula nasce da escassez, da restrição de materiais e recursos disponíveis assim como de barreiras físicas, geográficas e dificuldades para transportar matérias primas de um lugar para outro. Ela se adapta ao seu contexto, utilizando materiais locais e técnicas construtivas tradicionais. Como uma tendência sempre presente, muitos arquitetos ainda buscam inspiração no passado, e cada vez mais têm incorporado com sucesso materiais e técnicas construtivas locais em seus projetos. Este artigo pretende oferecer uma visão abrangente de como os materiais tradicionais, como tijolos e telhas de barro, pedras, bambu, estruturas de madeira e taipa estão sendo ressignificados em um movimento que talvez poderíamos chamar de “a nova arquitetura vernacular chinesa”.

Saberes construtivos indígenas revelam soluções para edificações contemporâneas

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O estigma de arquitetura rudimentar somado aos ideais de tecnologia enquanto high tech relegam os saberes construtivos indígenas a um imaginário pré-histórico. Esse padrão, o qual aponta para uma direção inequívoca do progresso, revela a chamada colonialidade do saber, conceito do sociólogo peruano Aníbal Quijano que escancara o lado oculto da modernidade: produzir hierarquias entre povos, o que mantém a América Latina, em especial seus povos originários, como subalterna. Em outras palavras, tendemos a pensar que o conhecimento que representa o futuro é produzido em outras terras, localizadas no Norte Global.

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Wang Shu e a reciclagem de materiais na arquitetura chinesa contemporânea

Ao longo dos dois últimos séculos, a China passou por um vertiginoso processo de expansão demográfica e urbana, resultando na completa descaracterização de sua paisagem histórica, onde inúmeras pequenas cidades e vilarejos acabaram sendo varridos do mapa, substituídos por novas infra-estruturas urbanas e edifícios cada vez mais altos. À medida que a antiga paisagem chinesa vai desaparecendo sob o novo tecido urbano da China do século XXI, importantes elementos da cultura cívica e social também estão sendo esquecidos e negligenciados. Wang Shu, o primeiro arquiteto chinês a ser galardoado com o Prêmio Pritzker, tem lidado com esta delicada situação cotidianamente desde o início de sua carreira, desenvolvendo uma arquitetura que busca construir pontes entre o passado e o presente. Utilizando materiais reciclados e recuperados de antigas estruturas abandonadas ou destruídas, Wang Shu está resignificando a arquitetura tradicional chinesa no contexto de um país em rápido e incansável processo de desenvolvimento e expansão urbana. A seguir, discutiremos algumas das principais obras construídas por Wang Shu, como o Museu de arte contemporânea (2005) e o Museu Histórico de Ningbo (2008), e o Campus da Nova Academia de Arte de Hangzhou (2004).

Arquitetura vernacular no mundo pós-coronavírus

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Como disse Mike Tyson: “Todo mundo tem um plano, até levar um soco no queixo.”  

A pandemia de COVID-19 vai deixar uma marca indelével no mundo da estética. Desde a fundação da Sociedade das Nações em 1920, finalmente, a estética internacionalizante da arquitetura – como a conhecemos desde então – pode deixar de ser a via de regra ditada pelos cânones da disciplina. Markus Breitschmid, arquiteto e acadêmico suíço professor da Virginia Tech desde 2004, argumenta em seu artigo “In Defense of the Validity of the 'Canon' in Architecture,” que o Cânone na Arquitetura é o principal instrumento responsável por isolar a arquitetura do resto do mundo:

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Casas brasileiras: 9 exemplos da arquitetura residencial vernacular

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Casa de pau a pique. Imagem © Pedro Levorin

As expressões regionais da cultura de um país representam um dado significativo que ajuda a entender a relação do contexto e das condições específicas com as mais diversas formas de manifestação social. Essas nuances e singularidades dentro do âmbito da construção se traduzem no que pode ser entendido como arquitetura vernacular. Apesar de sempre ter existido, esse universo dos exemplares locais de arquitetura a partir de materiais, técnicas e soluções construtivas regionais veio a ser bastante estudado no Brasil na segunda metade do século XX, em um projeto de traçado da história arquitetônica nacional encabeçado por Lucio Costa.

Angola contemporânea: tecnologia e identidade em 4 obras de arquitetura

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Angola, como muitos países da África, apresenta acelerado processo de urbanização. Um processo em grande medida desregulado que está conformando grandes cidades repletas de espaços que não atendem aos níveis mínimos de qualidade de vida para sua população. Não obstante, é notável a qualidade da arquitetura contemporânea produzida no segundo maior país de língua portuguesa, onde projetos de inspiração vernacular e forte identidade local coexistem com materiais e tecnologias atuais.

A seguir, reunimos quatro projetos contemporâneos construídos em Angola. Trata-se de uma pequena amostra da produção recente não apenas de Luanda, mas de localidades menores, que confirma a riqueza da arquitetura local - uma arquitetura que merece amplo reconhecimento internacional.