Vista interiordo Lobby. Imagem cortesia de UNStudio
Incorporando os objetivos ambientais, sociais e de governança corporativa, a torre de escritórios de 45.000 m2 no Europaviertel, em Frankfurt, pretende ser um dos edifícios de escritórios mais sustentáveis da Alemanha. Projetado pelo UNStudio em parceria com a Groß & Partner e em colaboração com os arquitetos paisagistas da OKRA, o projeto se concentra na sustentabilidade ambiental e social como parte integrante do corredor verde de Frankfurt. A agenda ecológica inclui uma estrutura de baixo carbono e materiais de construção recicláveis. O programa arquitetônico oferece um espaço urbano público para agregar valor ao seu entorno para incentivar a comunicação e o convívio.
Liam Young é um arquiteto, designer de produto e diretor que atua na área entre design, ficção e futuro. Young é especialista em projetar ambientes para a indústria cinematográfica e televisiva, com base na crença de que criar mundos imaginários permite nos conectar emocionalmente às ideias e desafios do nosso futuro.
Após os séculos de colonização, globalização e extração econômica e expansionismo sem fim, os humanos reconstruíram o mundo da célula até a placa tectônica. Young sugere em um TED Talk: “E se revertêssemos radicalmente essa expansão planetária? E se nós, como humanos, chegássemos a um consenso global para nos retirarmos de nossa vasta rede de cidades e cadeias de suprimentos emaranhadas para uma metrópole hiperdensa que abriga toda a população da Terra?"
A natureza tem sido continuamente considerada uma musa inspiradora para os arquitetos. Cores e formas do mundo natural encontram-se embutidas em construções artificiais. Os edifícios também são moldados por padrões de vento e sol, topografia e vegetação. Enquanto a arquitetura é alimentada pelos efeitos da natureza, os edifícios têm sido propostos como objetos inertes que permanecem estáticos num mundo em evolução biológica. As “selvas” de concreto antropocêntricas são desprovidas de vida, separando os humanos dos ambientes naturais e causando desequilíbrios que se manifestaram em forma de pandemias. Mas, como seriam as cidades se não houvesse fronteiras entre humanos e ecossistemas?
A teoria da seleção natural de Charles Darwin buscava explicar a origem e a sobrevivência das espécies no Planeta. Em suma, aponta que o organismo mais apto sobrevive e pode reproduzir-se, perpetuando as variações úteis a cada espécie em determinado local. A adaptação é, portanto, uma característica que favorece a sobrevivência dos indivíduos em um contexto. No mundo da construção poderíamos traçar alguns paralelos. Seria a adaptação uma qualidade realmente importante para acrescer a vida útil e a eficiência de uma edificação ao longo do tempo, considerando as mudanças e demandas da sociedade, bem como as tecnologias e os estilos de vida?
É fato conhecido que a indústria da construção civil está entre os maiores produtores de CO2. Embora muito progresso tenha sido feito em tecnologia e em processos de projeto e construção, ainda há um longo caminho a percorrer para minimizar ou quase zerar as emissões de carbono no desenvolvimento de ambientes construídos.
Segundo uma pesquisa realizada pela ABRECON (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição), houve, nos últimos anos, um crescimento na reciclagem de resíduos de construção e demolição (RCD) no Brasil. Segundo o relatório de 2015, o percentual de RCD reciclados no país naquele ano foi de 21%, enquanto em 2013 este total correspondeu a 19%.
O cenário, apesar de otimista, ainda não é ideal, e o crescimento de RCDs reciclados ainda é considerado pequeno. No Brasil, os resíduos da construção civil podem representar entre 50% e 70% da massa dos resíduos sólidos urbanos. Ou seja, ainda é preciso defender uma prática comum de reciclagem e de reuso de materiais na arquitetura, sobretudo no contexto brasileiro.
A indústria de tecnologia no Japão continuou servindo como uma força motriz fundamental, com todo o país sendo conhecido por suas inovações tecnológicas em vários setores. Ultimamente, a maioria das indústrias e empresas começaram a mudar seu foco para o tema do desenvolvimento sustentável, com a inclusão dessas mesmas tecnologias para trabalhar em direção a metas de energia zero.
A política do Carbono Zerotem como intuito criar uma espécie de balança ecológica para neutralizar a emissão de gases do efeito estufa. Diversos estudos relatam que o setor da construção civil é um um dos principais responsáveis pelo desequilíbrio no qual nos encontramos atualmente, afinal, consome recursos naturais em escala gigantesca e ainda constrói edifícios que não colaboram com a manutenção do meio ambiente. Sendo assim, buscar por caminhos para uma arquitetura neutra em carbono se tornou fundamental e um deles está em aprender com mestres do passado, como o arquiteto brasileiro João Filgueiras Lima, o Lelé.
Permacultura, habitações populares, impactos sociais positivos e o trabalho humano e recursos locais enquanto agentes ativos na construção e ocupação espacial pautam práticas contemporâneas de arquitetura no ciclo de encontros "Arquitetura Pau-Brasil"
Arquitetura Pau-Brasil 21 e 28 de maio, 04 e 11 de junho 2022 sábados, das 10h às 12h30 Zoom Marieta Virtual
Enquanto a emergência climática se apresenta como uma ameaça existencial grave, é crucial que o caminho para zerar as emissões de carbono seja retomado em larga escala, tanto no sentido arquitetônico, quanto no comercial. Ao redor do mundo, iniciativas foram renovadas em uma tentativa de combater o que é quase inconcebível. De acordo com o relatório de status global de 2019 para edifícios e construções, o setor de construção representou 36% do uso final de energia e das emissões de carbono relacionadas ao processo em 2018. Embora as emissões de carbono tenham sido temporariamente reduzidas durante o pico da pandemia, elas devem retornar rapidamente aos números anteriores.
Essa frase chamou a atenção durante a palestra de Diébédo Francis Kéré no AAICO (Architecture and Art International Congress), que ocorreu no Porto, em Portugal, entre 3 e 8 de setembro. Após ser introduzido por ninguém menos que Eduardo Souto de Moura, Kéré iniciou sua fala com a simplicidade e humildade que pautam seu trabalho. Suas obras mais conhecidas foram construídas em locais bastante remotos, onde materiais são escassos e a força de trabalho é dos próprios moradores, utilizando os recursos e técnicas locais.
PARKROYAL COLLECTION Pickering, designed by WOHA and Tierra Design. Image
Singapura vem continuamente construindo sua reputação como uma cidade na natureza, e seu design há muito tempo mostra uma forte consciência de reconhecer que os espaços verdes são importantes. Planejadores urbanos e arquitetos tomaram a decisão consciente de tecer a natureza por toda a cidade, à medida que continuam desenraizando novos edifícios e empreendimentos, incorporando a vida vegetal em qualquer forma, seja através de telhados verdes, jardins verticais escalonados ou paredes com plantas.
Este artigo explorará as ações pioneiras que estão ocorrendo em Singapura para criar uma cidade e nação com maior biodiversidade e como isso fornece uma visão de como outras grandes cidades podem adotar iniciativas semelhantes na próxima década para fornecer um plano para o futuro.
Foi-se o tempo em que eram bem vistas as arquiteturas que se fechavam para dentro de si, nas quais seu envoltório seria, não como um moderador do clima exterior no ambiente interno, mas uma barreira inerte e independente. Inúmeros equipamentos mecânicos, elétricos para ventilar, para aquecer, para resfriar. Uma completa máquina.
Hoje se pensa cada vez mais na interação da arquitetura com meio no qual está inserida, fazendo com que nós arquitetos assumamos a responsabilidade do conforto térmico dos ambientes, utilizando estratégias de projeto para uma climatização natural.
A Arup acaba de revelar as últimas images do projeto vencedor do concurso para uma torre de emissão líquida zero de 230 m de altura em Hong Kong. Alinhada com o objetivo da cidade em se tornar neutra em emissões de carbono até 2050, a Torre Taikoo Green Ribbon combina alta tecnologia e sustentabilidade para criar um novo ecossistema urbano além de uma nova tipologia de edifício de escritórios. Caracterizada por uma fachada altamente tecnológica composta por painéis fotovoltáicos translúcidos curvos, jardins verticais e incorporando ainda outras inúmeras fontes de energia renováveis, a Taikoo Green Ribbon é um edifício em altura de altíssimo desempenho—projetada para neutralizar todo o carbono emitido durante a fase de projeto e construção em menos de dez anos de operação.
O Kiribati possui uma população de cerca de 110 mil pessoas e sua economia é centrada na pesca e agricultura. Composto por 33 ilhas no Pacífico Central, seu ponto mais alto tem apenas 81 metros, o que o configura como o primeiro país que poderá desaparecer completamente por conta do aquecimento global e o consequente aumento do nível dos mares. A crise climática é um tema muito debatido nos últimos anos e termos como pegada de carbono, efeito estufa, aerossóis atmosféricos, entre muitos outros, já figuram em nossos vocabulários. Outro termo muito falado é “Net zero”, ou emissão líquida zero, utilizado como uma meta para edificações a indústrias e países. Resumidamente, significa que o balanço energético é zero.
III Simpósio em Reabilitação Ambiental Sustentável
III Simpósio em Reabilitação Ambiental Sustentável promovido pelo Laboratório de Sustentabilidade Aplicada à Arquitetura e ao Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB). O evento científico contará com a apresentação de trabalhos acadêmicos organizados em três eixos principais: reabilitação e sustentabilidade; cidades e indicadores; e ambiente e eficiência energética.
Na Semana Holandesa de Design 2021, uma casa construída inteiramente com materiais de origem orgânica e biológica procura ilustrar que a economia circular na arquitetura não é apenas viável, mas também um método de construção que no futuro pode vir ser replicado em grande escala. Apresentando um catálogo de 100 diferentes materiais naturais e sustentáveis, The Exploded View Beyond Building é uma mostra de que estamos muito próximos de um grande salto na industria da construção civil, revelando que já existem atualmente no mercado uma ampla gama de materiais sustentáveis e modulares que podem ser também reutilizados, reciclados e reaproveitados.