Montagem com fotografia do Edifício Montreal feita por Gabriel de Andrade Fernandes, via Flickr. Licença CC BY-SA 2.0
Com mais de uma dezena de projetos construídos em São Paulo, Oscar Niemeyer é lembrado por ter interferido na paisagem paulistana com obras como o Copan, o Parque do Ibirapuera (e seus edifícios) e o Memorial da América Latina, entretanto, algumas joias do mestre da arquitetura moderna brasileira continuam pouco conhecidas - ao menos para o público em geral.
A Getty Foundation selecionou 12 importantes edifícios do século XX pque receberão os fundos de 2017 como parte de sua iniciativa Keeping It Modern, que visa promover a compreensão e conservação da arquitetura moderna através de um enfoque preservacionista. Desde a sua criação em 2014, o programa já apoiou a preservação de 45 projetos em todo o mundo.
Este ano, foram concedidos US$ 1,66 milhões em fundos para projetos emblemáticos, entre os quais o edifício do MASP, de Lina Bo Bardi; a Bauhaus, projetada por Walter Gropius em Dessau; a Melnikov House em Moscou (o primeiro projeto russo a receber os fundos); e o único arranha-céu de Frank Lloyd Wright, a Price Tower.
Veja a lista completa com os 12 edifícios selecionados, a seguir:
Em um artigo publicado pelo The Guardian, intitulado Giants of modernist architecture – in pictures, o crítico de arquitetura Oliver Wainwright elencou alguns dos "gigantes da arquitetura moderna" mundial. Entre nomes alguns nomes inevitáveis - como Le Corbusier, Marcel Breuer, Pierre Koenig e Paul Rudolph - figura na lista um brasileiro: João Batista Vilanova Artigas.
Talvez o arquiteto mais engajado no ensino da arquitetura, Artigas é apresentado no artigo através de sua emblemática segunda residência, localizada no bairro Campo Belo, na capital paulista.
O CAU/GO, juntamento com a Quadro Arquitetos e outros parceiros, leva a Goiânia-GO, a Exposição Centenário de Vilanova Artigas - "Nos pormenores um universo.".
No dia 29/04, o Ateliê397 inaugura, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo – via Proac, a exposição “Forma, processo e prática política: experiências críticas e alternativas na arquitetura brasileira”.
Partindo da crítica antimoderna dos anos 60, Diego Mauro e Ícaro Vilaça apresentarão, de maneira performativa, numa espécie de “batalha de imagens”, diferentes respostas para a crítica (e a crise) do moderno: de um lado, os que trilharam o caminho da utopia (Constant Nieuwenhuys, Superstudio, Archizoom), do outro, os que insistiram no potencial transformador da arquitetura (Lucien Kroll, Arquitetura Nova, Carlos Nelson F. dos Santos, Cooperativas Uruguaias, Mutirões Autogeridos). Os limites e as contradições das duas respostas serão objeto de especial interesse por parte dos dois pesquisadores.
A partir de alguns exemplos pontuais de trabalhos de quatro artistas e arquitetos – Hélio Oiticica, Marcel Gautherot, Lúcio Costa e Lina Bo Bardi – Paola Berenstein Jacques buscará compreender a apropriação da cultura popular como um contraponto crítico ao movimento moderno em arquitetura e urbanismo no Brasil e, em particular, ao que seria uma de suas maiores realizações: o projeto e a construção de nossa capital moderna no planalto central do país: Brasília.
Montagem realizada com fotografia de Samuel Cabral, via Flickr. Licença CC BY 2.0
Há muitas formas de conhecer uma cidade. Há quem, ao comentar sobre determinada cidade que visitou, se lembre da gastronomia e dos restaurantes que frequentou, outros guardarão na memória as músicas e as festas, outros recordarão feiras ou eventos específicos. Você, que está lendo este texto, provavelmente notará com atenção a arquitetura.
Cada um desses meios de conhecer uma cidade guarda especifidades e riquezas, porém, nenhum deles sozinho dá conta de recriar uma paisagem mental fiel da cidade real. Não há problema algum nisso, afinal, uma mesma cidade pode ser muito diferente para duas pessoas que nela vivem ou que nela estão de passagem. Dentre esses modos de conhecer uma cidade, focamos na arquitetura, mais especificamente, a arquitetura moderna paulistana, na tentativa de oferecer aos nossos leitores - paulistanos ou não - um olhar sobre a maior cidade da América do Sul a partir de um enfoque arquitetônico.
História da Arquitetura: curso sobre a obra de quatro arquitetos brasileiros – Oscar Niemeyer, Vilanova Artigas, Lina Bo Bardi e Paulo Mendes da Rocha – com foco em suas produções em São Paulo. A arquitetura será discutida a partir da dimensão teórica e dos usos contemporâneos. Quatro visitas guiadas a prédios paradigmáticos – obras-chaves do modernismo em São Paulo – complementam as aulas expositivas. As aulas teóricas debaterão o contexto histórico dos projetos e arquitetos e as visitas comentadas serão oportunidades para experienciar os espaços e observar detalhes da construção no próprio local.
Em 15 de agosto de 1947, na véspera da independência da Índia do Reino Unido, veio uma diretiva que transformaria o subcontinente para as próximas seis décadas. A fim de salvaguardar a população muçulmana do país da maioria hindu, os líderes coloniais de partida deixaram de lado as porções noroeste e leste do território para seu uso. Muitos dos cerca de 100 milhões de muçulmanos espalhados por toda a Índia receberam pouco mais de 73 dias para se mudarem para esses territórios, as nações modernas do Paquistão e Bangladesh. À medida que as fronteiras dos novos países eram desenhadas por Sir Cyril Radcliffe (um inglês cuja ignorância da história e da cultura indianas era percebida pelo governo colonial como uma garantia de sua imparcialidade), o estado de Punjab foi dividido entre a Índia e o Paquistão, sendo que o último acabou ficando om a capital Lahore. [1] Foi na esteira dessa perda que o Punjab precisaria de uma nova capital do Estado: uma que não só servisse às exigências logísticas do estado, mas fizesse uma declaração inequívoca para o mundo inteiro de que uma nova Índia -modernizada, próspera e independente-tinha chegado.
Casa de Vidro, Lina Bo Bardi, 1949. Aquarela de Lêda Brandão de Oliveira.
Está aberta até 01 de maio a chamada de trabalhos (artigos completos) para o 5º Seminário DOCOMOMO SP "Arquiteturas do Patrimônio Moderno. Reconhecimento, Intervenção, Gestão". Serão aceitos trabalhos em português, espanhol e inglês.
Lina Bo Bardi foto de autoria não identificada acervo Instituto Lina Bo e P. M. Bardi
Curso apresenta a arquitetura moderna e popular de Lina Bo Bardi
Os arquitetos e urbanistas Renato Anelli e Renata Bechara ministram o curso "A arquitetura moderna e popular de Lina Bo Bardi" no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, de 7 a 18 de março de 2017.
Localizada em um cenário natural particular da cidade de Mar del Plata, a Casa sobre o arroio –também conhecida com a Casa da Ponte– é considerada um componente paradigmático da arquitetura do século XX e uma referência obrigatória do Movimento Moderno na Argentina e na América Latina.
A projeto da residência é de autoria do arquiteto argentino Amancio Williams a partir do encargo de seu pai, o músico Alberto Williams, e é uma evidência construída da capacidade de estabelecer um vínculo entre a racionalidade moderna do ser humano com a natureza e sua topografia.
Curso sobre a obra de quatro arquitetos brasileiros – Oscar Niemeyer, Vilanova Artigas, Lina Bo Bardi e Paulo Mendes da Rocha – com foco em suas produções em São Paulo. A arquitetura será discutida a partir da dimensão teórica e dos usos contemporâneos. Quatro visitas guiadas a prédios paradigmáticos – obras-chaves do modernismo em São Paulo – complementam as aulas expositivas. As aulas teóricas debaterão o contexto histórico dos projetos e arquitetos e as visitas comentadas serão oportunidades para experienciar os espaços e observar detalhes da construção no próprio local.
Fabricantes: Art & Luz Iluminação, Bricolagem Brasil, Casa Nova Interiores, Construtora Reparco, João Carlos Pinturas, +7Marmoraria Athenas, Oriente Móveis, Portobello, Prisma Revestimentos, Projeto Natural, Yabe Esquadrias, kitchens-7