8 de março é uma data estabelecida pela ONU em 1975 para lembrar a luta pela igualdade de direitos e pelo sufrágio universal. Esta comemoração reúne os esforços das mulheres que exigiram seu direito de votar, de trabalhar, de ter uma formação profissional, de ocupar cargos públicos e de combater a discriminação no espaço de trabalho. Esta luta é fruto do trabalho das mulheres que se sacrificaram pela causa. Vários eventos que vivemos diariamente mostram que a situação social mudou. Entretanto, é essencial que tanto homens quanto mulheres se comprometam com o progresso e a justiça a fim de que as coisas aconteçam.
Embora as mulheres constituam metade da população, elas não são igualmente representadas quando imaginam, planejam, projetam e constroem o ambiente construído em todo o mundo. Prosperando para reequilibrar as forças e fechar a lacuna da desigualdade de gênero, o mundo está se movendo lentamente, mas seguramente para um futuro mais diversificado, equitativo e inclusivo. Olhando para 2021, este ano viu a seleção de Lesley Lokko como curadora da Bienal de Veneza 2023, Anne Lacaton ganhando com seu parceiro Jean-Philippe Vassal o Prêmio Pritzker 2021, a 6ª mulher a receber o prêmio, e o Museu MAXXI celebrando o papel transformador das arquitetas na evolução da profissão ao longo do último século.
O Dia Internacional da Mulher 2022, segundo a ONU, está centrado na “Igualdade de gênero hoje para um amanhã sustentável”, com foco nas mulheres envolvidas na construção de um futuro sustentável, enquanto a plataforma oficial de 8 de março concentra seus esforços em quebrar o preconceito e eliminar a discriminação. Reconhecendo a cada dia a força feminina que molda o ambiente construído, neste ano, o ArchDaily, por outro lado, voltou-se para seu público global, buscando informações para lançar luz sobre ainda mais mulheres arquitetas, dos quatro cantos do mundo. Sempre tentando alcançar novos domínios, esta seleção de 25 profissionais busca ajustar a narrativa histórica, destacando as pioneiras do campo, apresentar profissionais estabelecidas moldando o mundo em que vivemos e compartilhar perfis de ativistas e acadêmicas envolvidas na mudança.
Elogiado pelas suas impactantes contribuições à arquitetura, design e comunidade, Sir David Adjaye foi reconhecido com primeiro o Prêmio Charlotte Perriand, uma honra criada pelo Créateurs Design Awardsque reconhece a excelência e integridade na indústria do design. O fundador da Adjaye Associates foi selecionado pelas suas realizações que "vão além de marcos na cidade", e pela sua abordagem holística e impactante no desenvolvimento de tipologias residenciais, comerciais e culturais.
A Prefeitura de Santiago de Cali, o Fundo Especial de Habitação FEV e a Sociedade Colombiana de Arquitetos - Valle del Cauca (SCA Valle) promoveram um concurso público para um projeto preliminar envolvendo o desenho urbano, arquitetônico e paisagístico de um protótipo de habitação social rural sustentável destinado ao reassentamento de famílias com vocação produtiva.
Por estar localizado na cidade de Santiago de Cali, mais precisamente no Valle del Cauca, Colômbia, o júri decidiu conceder o primeiro lugar ao escritório de arquitetura DARP - De Arquitectura y Paisaje + Ana Elvira Vélez.
Os incríveis desenhos de arquitetura de Marion Mahony, primeira arquiteta registrada em Illinois (Estados Unidos), figuraram em muitos projetos de Frank Lloyd Wright – que nunca lhe deu crédito por eles. Sophia Hayden, primeira mulher a se formar arquiteta pelo MIT, venceu o concurso para projetar o Edifício da Mulher, recebendo, no mínimo, três vezes menos do que se pagava a seus colegas homens. Mayumi Watanabe fez parte do primeiro grupo de professores na UnB. Carmen Portinho, uma das responsáveis por trazer ao Brasil o conceito de habitação popular, lutou pelo direito das mulheres ao voto. Ruth Glass foi quem cunhou o termo "gentrificação". Rosa Kliass tem mais de 300 projetos construídos. Zaha Hadid foi a primeira mulher a receber o prêmio Pritzker (2004) e a medalha de ouro do RIBA (2016).
A Direção da Biennale di Venezia nomeou a arquiteta, acadêmica e romancista ganense-escocesa Lesley Lokko como curadora da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. O evento será realizado de sábado 20 de maio a domingo 26 de novembro de 2023.
No dia 19 de novembro celebra-se o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, assim, propomos uma reflexão sobre os desafios de se empreender sendo mulher.
Em 2019 o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade divulgou seu relatório mais recente de Empreendedorismo no Brasil, a partir da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), um programa de pesquisa com abrangência mundial que avalia o nível de atividades empreendedoras de cada país. Neste relatório, que antecede a pandemia de Covid-19, 88,4% das pessoas entrevistadas afirmam que uma das motivações para se iniciar um novo negócio é ‘para ganhar a vida porque os empregos são escassos'. No Brasil, o microempreendimento, principalmente, ganhou espaço como alternativa de trabalho, tanto pela alta nas taxas de desemprego, quanto também pela flexibilização das leis trabalhistas e do aumento das ‘terceirizações’.
Em diferentes partes do mundo as mulheres estão transformando as cidades e ocupando espaços no planejamento e na gestão urbana como nunca havia acontecido. Paris, Barcelona e Roma, por exemplo, além de serem cidades onde quase qualquer pessoa gostaria de viver, são, hoje, cidades gerenciadas por mulheres pela primeira vez em sua história, ambas em seu segundo mandato. Grandes mudanças e planos celebrados atualmente, como a “cidade de 15 minutos”, em Paris, a abertura da Times Square para as pessoas, em Nova Iorque, e a digitalização urbana de Barcelona como cidade inteligente, foram capitaneadas por mulheres.
FIRST 500 é uma iniciativa global que documenta as realizações de arquitetas negras e agora a organização lançou um novo site. Servindo como um arquivo digital, o site tem como objetivo aumentar a conscientização sobre as mulheres negras arquitetas e suas realizações, fornecer recursos para estudantes, profissionais e aspirantes a arquitetas e construir uma comunidade para mulheres negras no campo arquitetônico.
Segundo os dados do Global Media Report, em 2014, 330 milhões de famílias estavam financeiramente ameaçadas pelos custos de habitação e esse número poderia aumentar para 440 milhões até 2025. Esses dados não apenas se confirmaram, como o aumento do número de famílias ameaçadas pode ser muito maior, com a crise desencadeada pela COVID-19.
Se antes a população brasileira em situação de vulnerabilidade social e econômica já enfrentava um grave problema habitacional, atualmente essa situação se agravou. De acordo com o levantamento nacional, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em março de 2020, quando a pandemia estava apenas começando, já eram mais de 221.000 pessoas em situação de rua.
Um projeto de arquitetura nasce de nuances, da empatia para com os usuários e de uma compreensão profunda de seu contexto específico. Melhores soluções são aquelas que atendem tanto às necessidades e os anseios dos clientes quanto questões de contexto e identidade. Neste sentido, o projeto interseccional pode ser entendido como uma abordagem que leva em conta diversos fatores —de identidade, gênero, raça, sexualidade, classe e muitos mais — e como estes interagem entre si. Considerando isso, quanto melhor compreendermos as questões de relativas ao contexto específico e ao usuários para os quais projetamos nossos espaços, melhor serão nossos edifícios e, consequentemente, as cidades que estaremos construído para o futuro.
“Equidade” é um termo tão amplo quanto fugaz, e isso também se extende para o campo da arquitetura. Embora muitos arquitetos e arquitetas reafirmem constantemente seu desejo por uma maior equidade em nossa disciplina, motivações não são suficientes para alcançar resultados na prática. Além disso, há uma série de problemas históricos que contribuem e muito para que esses anseios ainda pareçam muito distantes de serem alcançados.
A fotografia de arquitetura se desenvolveu em sua própria expressão artística e pode, às vezes, ser tão importante quanto a própria obra construída. Experienciamos a arquitetura não apenas física e espacialmente, mas também por meio das fotografias. Uma boa reportagem ou série de fotos pode trazer ao espectador a atmosfera do lugar, ainda que esteja distante da obra. A fotografia também é uma forma de documentar o processo do projeto, o uso de materiais, iluminação e elementos arquitetônicos e, como resultado, narrar a história por trás de uma obra.
Para comemorar o Dia Mundial da Fotografia, reunimos uma lista de 25 fotógrafos de arquitetura de todo o mundo que merecem ser conhecidos – e seguidos no Instagram. Esses fotógrafos emergentes foram selecionados por sua capacidade de registrar a arquitetura por meio de um olhar sensível e singular.
A Escola da Cidade, por meio da disciplina Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, em conjunto com o Coletivo Feminista Carmen Portinho, recebeu sete mulheres para debater sobre a produção da arquitetura no contexto atual e como a temática de gênero incide sobre essa questão.
O Dia Internacional da Mulher é celebrado em todo o mundo desde sua oficialização pela ONU na década de 70. Em linhas gerais, esta é uma data que simboliza a luta histórica de nós mulheres para termos nossas condições equiparadas as dos homens.
No embalo das comemorações deste dia, como mulher e arquiteta, decidi trazer aqui um panorama sobre trajeto profissional das mulheres na arquitetura – principalmente, no nosso país -, denunciando a discrepância que ainda existe no meio como forma de fortalecer a luta que o dia internacional da mulher simboliza. É um alerta, um desabafo e também um pedido de cooperação para que cada um reconheça o seu lugar e, sobretudo, reconheça o nosso lugar, como mulheres, na criação do cenário arquitetônico do nosso país.
O Conselho Universitário da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) decidiu conceder o título de Doutora Honoris Causa a Adélia Borges, curadora, jornalista e crítica atuante na área do design. O processo para a concessão do título teve a iniciativa do Departamento de Design da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), do campus de Bauru. Na justificativa do título, o Conselho afirma que ele foi conferido “por sua atuação como crítica e curadora com relevante contribuição para a pesquisa, divulgação e valorização do Design Brasileiro no cenário nacional e internacional, demonstrando profundo conhecimento da área e abrangente visão sociopolítica e cultural”. A cerimônia solene de entrega ocorrerá em 8 de março de 2021, Dia Internacional da Mulher, às 14h30, com transmissão pelo canal da TV Unesp no YouTube.
Como explicar para o publico geral a importância de contratar um arquiteto? No décimo terceiro episódio do Betoneira a convidada é Stephanie Ribeiro, que nos conta como venceu esse desafio com a oportunidade de estar a frente do programa Decore-seda GNT. A conversa gira em torno dos erros e acertos dos arquitetos e clientes na hora de se comunicar.