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Andaime: O mais recente de arquitetura e notícia

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Andaimes como arquitetura de interiores: a longevidade das estruturas temporárias

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O andaime é, talvez, uma das estruturas temporárias mais familiares da arquitetura. Ele acompanha os edifícios durante as etapas de construção, manutenção e reforma, apenas para desaparecer assim que seu trabalho é concluído. No entanto, sua aparente impermanência esconde um tipo diferente de longevidade. Os sistemas de andaimes são projetados para serem montados, desmontados, transportados e reutilizados, com componentes padronizados robustos o suficiente para suportar o manuseio repetido e as condições variáveis do canteiro de obras. Seu caráter temporário reside menos no material em si do que na duração de cada montagem.

Essa lógica não é estranha ao design de mobiliário. O Sistema de Prateleiras Universal 606 de Dieter Rams, projetado para a Vitsœ em 1960, estabeleceu uma abordagem modular na qual prateleiras, armários e outros componentes podiam ser rearranjados, expandidos ou transportados conforme as circunstâncias mudavam. De maneira semelhante, os sistemas de armazenamento modulares da IKEA popularizaram e demonstraram como o mobiliário pode ser compreendido como uma coleção de peças intercambiáveis, em vez de um objeto único e acabado. Embora difiram em termos de material e vida útil pretendida, esses sistemas compartilham um princípio importante: a longevidade pode ser alcançada por meio da adaptabilidade, e não da permanência do arranjo.

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Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal

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O bambu é frequentemente elogiado antes mesmo de ser compreendido. De crescimento rápido, ele carrega uma longa história de culturas construtivas e parece oferecer à arquitetura uma linguagem ecológica imediata. Em fotografias, sua lógica parece quase autoexplicativa: leve, natural, renovável e já alinhado a um futuro mais sustentável. No entanto, essa aparente clareza é justamente o que torna o bambu difícil de discutir com precisão. Uma vez transformado em símbolo de responsabilidade ambiental, o material em si corre o risco de desaparecer por trás da imagem que projeta.

Este é o risco do renascimento contemporâneo do bambu. Ele pode ser facilmente idealizado como um substituto ecológico para materiais industriais, uma atmosfera regional ou uma alternativa mais suave às linguagens rígidas do aço e do concreto. Em cada um desses casos, o bambu é admirado antes que suas condições reais sejam compreendidas. A questão fundamental não é se o bambu é sustentável em um sentido genérico, mas sim que tipo de cultura arquitetônica ele exige: quais formas de conhecimento, manutenção, regulamentação, mão de obra e tempo são necessárias para que sua sustentabilidade se concretize.

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Espaços públicos com andaimes: uma alternativa em situações de emergência

Ao enfrentar emergências como desastres naturais, conflitos bélicos ou pandemias, a arquitetura deve oferecer soluções imediatas e eficazes. Nessas infelizes circunstâncias, a prioridade costuma ser resolver os problemas de moradia, porém, uma vez controlada a emergência, o foco se desloca lentamente para locais de encontro, como centros comunitários, lugares para reuniões de bairro e espaços públicos. 

Para criar novos locais de reunião em situações de emergência, o andaime é uma boa alternativa se pensarmos na velocidade da construção e no orçamento limitado. Embora sejam normalmente utilizados como estruturas temporárias, eles também permitem compor rapidamente o espaço trabalhando com flexibilidade horizontal, vertical e diagonal, combinados com outros materiais como tecidos, madeira, policarbonato e metal.

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Vídeo: Andaimes de bambu na construção de arranha-céus em Hong Kong

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© ahmcdowall, via Flickr. Licença CC BY-NC 2.0

No final do século XX a área urbana de Hong Kong cresceu até se tornar um dos lugares mais densos e verticais do planeta, com o maior número de edifícios com mais de 152,4 metros de altura no mundo. No entanto, ao invés de utilizar as estruturas de alumínio ou de aço como as que são utilizadas na construção de andaimes na Europa e no Hemisfério Oeste, a maioria dos arranha-céus construídos em Hong Kong (assim como em boa parte da Ásia) utiliza um sistema de andaimes construído com bambu.

Para criar as estruturas, a equipe de obra amarra o bambu com braçadeiras plásticas. A equipe também usa a estrutura de bambu como patamares para escalar o edifício. Apesar de algumas restrições de segurança, as equipes são capazes de construir até 305 metros quadrados de andaimes de bambu por dia.

Confira a série de GIFs e imagens que mostram como a estrutura funciona. E se você estiver interessado em conhecer mais sobre materiais construtivos, conheça nosso Catálogo de Produtos.