Os 10 melhores projetos de estudantes na América Latina e Espanha
Com o objetivo de dar visibilidade à valiosa produção das universidades latino-americanas e espanholas, lançamos este ano uma convocatória aberta convidando estudantes de arquitetura a enviarem seus projetos de conclusão de curso realizados em 2020.
Após avaliar exaustivamente 305 propostas, nossa equipe de editores selecionou e destacou, em primeiro lugar, 10 projetos que apresentam um elevado pensamento crítico em relação às problemáticas propostas. A seleção não apenas valorizou os projetos que entregaram a melhor arquitetura possível por meio de um projeto eficiente, adequado ao seu contexto, ao seu programa e aos seus usuários, mas também aqueles que dedicaram atenção significativa à escala humana, à experimentação e a novas formas de abordar a arquitetura nas cidades. Em segundo lugar, fazemos menção a outros 10 projetos cuja grande dedicação e qualidade como trabalho acadêmico seria impossível não reconhecer.
Ir à Colômbia, sendo brasileira, foi como reconhecer um país irmão. Em um mês, como participante do workshop Field Stations, registrei perspectivas pessoais das impressões que tive dos lugares visitados. O tema é a paisagem fluvial e os registros têm a fragilidade e subjetividade de um diário de bordo. A vontade de compartilhá-los é a de expressar essa identificação, de mostrar como vi semelhanças entre nós: problemas, complexidades e belezas, bem como a clareza e o reconhecimento de que unidos seríamos mais fortes. Vislumbra-se a ideia de eliminar as fronteiras invisíveis que nos afastam e de agregar povos subdivididos pelos colonizadores.
A Bienal Latino-Americana de Arquitetura (BAL 2021) divulgou a lista de escritórios da América Latina que participarão da próxima edição do evento, que ocorrerá em setembro deste ano em Pamplona, Espanha.
Chamada aberta para apresentação de trabalhos acadêmicos e práticas não acadêmicas:
O Grupo de Pesquisa CUAL - Comum Urbano na América Latina tem o prazer de convidar para o primeiro seminário “Comuns Urbanos: formulações e experimentos na América Latina”, como forma de estabelecer uma plataforma de encontro para pesquisadores, professores, arquitetes, fazedores envolvidos na produção de pensamento, debate, experiência sobre o comum urbano. Entendendo a noção de comum como construção coletiva e princípio político, que propõe uma certa comunalidade da vida construída no cotidiano e opera nas fissuras entre Estado e mercado. As variadas perspectivas e possibilidades abertas a partir do comum são exploradas nas articulações sugeridas pelos eixos temáticos, em abordagens descritivas ou conceituais. O evento, assim como a organização do mesmo, partem de um trabalho coletivo e comprometido criticamente com a construção de uma sociedade equitativa, inclusiva, colaborativa e democrática.
Com uma prática caracterizada por sua singular posição geográfica e cultural, que condensa referências tanto do Brasil como de outros países do sul da América Latina, sauermartins explora uma estética do frio e do universo rural, matizada por influências modernas e preocupada em responder problemas concretos e atuais.
oficina de costura comunitária Amairis / ruta 4 taller. Image
O Taller Síntesis de Medellín, Colômbia, compartilhou conosco este artigo enfatizando a importância de reconhecer o ambiente construído rural colombiano, que responde à maior parte do território mas não à maior parte da prática arquitetônica, com o objetivo de conscientizar o público sobre como a arquitetura é desenvolvida e reconhecida no país.
Em maio de 2016 abria-se a 15ª Bienal de Arquitetura de Veneza, talvez o evento mais importante e emblemático da arquitetura internacional desde a década de 1980, quando foi criada. Tal abertura trazia, entretanto, uma novidade: pela primeira vez o evento tinha como curador um latino americano – Alejandro Aravena. Esse destaque não seria isolado na carreira recente do arquiteto que fez parte da comissão julgadora do Prêmio Pritzker de 2010 a 2015 sendo laureado no ano de 2016. Desde logo é fundamental perceber que tal destaque não assume caráter de absoluta exceção e pode, de certo modo, ser entendido como a ponta de uma valoração e visibilidade que a arquitetura chilena contemporânea passa a receber a partir de finais da década de 90.
A XXI Bienal Pan-Americana de Arquitetura de Quito (BAQ2020) anunciou os projetos vencedores desta edição durante a transmissão online de encerramento do evento.
Azulik Residence. Cortesia de Roth Architecture, via O Futuro das Coisas
Descolonizar. Provavelmente você já ouviu essa palavra, mas se não fizer ideia do que se trata, talvez possa imaginar que tem a ver com colonização. Nós brasileiros, conhecemos bastante o que é colonização: fomos colônia de Portugal por muito anos, falamos português, comemos bacalhau na Páscoa e somos em grande maioria católicos por conta disso.
Já entender a palavra descolonizar é compreender que a colonização não trouxe só heranças linguísticas, religiosas e culinárias, mas também envolveu muita exploração: culturas foram apagadas, líderes locais foram mortos, riquezas foram roubadas e memórias destruídas.
Um dos blocos residenciais da Vila São Miguel, localizada na Asa Norte do Plano Piloto de Brasília, desenvolvido por Mayumi Watanabe. Imagem: Reprodução/Revista Habitare
A Altamira Editorial disponibilizou gratuitamente o livro Arquitetas e arquiteturas na América Latina do século XX para download em seu website. De autoria de Ana Gabriela Godinho Lima, a publicação reúne um "levantamento da atuação das arquitetas latino-americanas do século XX, no campo da produção teórica e prática do edifício."
A série de artigos de Nikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy y Ernesto Philibert-Petit, sobre o estudo da habitação social na América Latina, nesta ocasião, os autores apresentam conselhos práticos para a realização de projetos que abordem novas soluções para o futuro da habitação social.
https://www.archdaily.com.br/pt/919958/conselhos-praticos-para-o-futuro-da-habitacao-social-na-america-latinaNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit
Observar a realidade de nosso ambiente construído nos permite reconhecer que existem identidades que os modelos e escalas existentes não representam. Estas vozes, não por acaso, têm sido as grandes ausências nos processos de planejamento e construção das cidades e de sua arquitetura. Seus desejos e formas de ser e viver no mundo foram excluídos e tornados invisíveis. Isso nos faz repensar quais vozes são representadas nos debates sobre o urbano e para quem se projeta a cidade?
Organizado por Marco Artigas e Pedro Vada, o curso tem como objetivo ampliar o repertório sobre a produção arquitetônica contemporânea levando em consideração as urgentes necessidades de novos olhares, fundamentalmente contra-hegemônicos.
Falar sobre a história das cidades e da arquitetura na América Latina demanda um exercício de desconstrução. A narrativa oficial e mais difundida se concentra na compreensão das consequências da ocupação do continente americano – norte, centro e sul – pelos colonizadores europeus, em detrimento do reconhecimento das diversas culturas, técnicas e economias que há mais de mil e quinhentos anos definiam modos de vida e produção do espaço através de diferentes tradições construtivas, tão pertinentes ao contexto multifacetado do continente mais “vertical”, onde cabem mais latitudes que qualquer outro.
Pontes e passarelas são elementos de circulação horizontal que permitem estabelecer uma ligação física entre os espaços interiores ou exteriores de um projeto para resolver a sua articulação e poupar, em alguns casos, os desníveis existentes entre eles. Essas estruturas suspensas potencializam as conexões visuais entre os diferentes níveis e permitem criar percursos mais dinâmicos.
Cidade do México implementou 40 km de ciclovias temporárias na Avenida Insurgientes, uma das mais extensas do mundo. Foto: Manuel Solá Pacheco/SEMOVI
Cidades têm implementado ciclovias temporárias para viabilizar deslocamentos seguros durante a pandemia de COVID-19 e evitar que usuários do transporte coletivo migrem para carros e motos. Aos poucos, a prática ganha corpo na América Latina, inclusive no Brasil. É uma oportunidade de ouro para fortalecer a mobilidade urbana por bicicleta – mas para isso, é preciso que as intervenções emergenciais incorporem boas práticas de segurança viária.
https://www.archdaily.com.br/pt/946450/ciclovias-temporarias-a-resposta-de-cinco-cidades-do-brasil-e-america-latina-a-covid-19Andressa Ribeiro e Fernando Corrêa
Neste capítulo da série de artigos de Nikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy y Ernesto Philibert-Petit, que trata do estudo da habitação social na América Latina, os autores apresentam algumas recomendações sobre a sequência de ações para a criação deste tipo de habitação, seja em zona rural ou urbana.
https://www.archdaily.com.br/pt/922288/22-passos-para-projetar-habitacao-social-em-zona-rural-ou-urbanaNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit
Concluindo a série de artigos sobre o estudo da habitação social na América Latina, Nikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy e Ernesto Philibert-Petit apresentam uma reflexão sobre os altos preços da terra, grandes esquemas e desestabilização nacional. Confira, a seguir.
https://www.archdaily.com.br/pt/943131/realidades-incomodas-da-habitacao-social-na-america-latinaNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit