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Air Conditioning: O mais recente de arquitetura e notícia

Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática

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Em muitas cidades asiáticas, o clima de verão pode, cada vez mais, ser vivenciado à distância. Em Hong Kong, é possível deslocar-se de uma torre de apartamentos por um shopping no embasamento, entrar no sistema de metrô (MTR), chegar sob outro complexo comercial e seguir por passarelas de pedestres fechadas ou passagens subterrâneas sem praticamente sentir a atmosfera exterior. O calor, a umidade, a chuva e a variação sazonal continuam presentes, mas podem ser amplamente contornados por meio de uma rede contínua de interiores climatizados.

Ao longo de várias décadas, o ar-condicionado deixou de ser uma tecnologia para resfriar cômodos individuais e se tornou uma infraestrutura capaz de produzir um ambiente urbano alternativo. Isso tem sido especialmente visível em partes do Leste e do Sudeste Asiático, onde o desenvolvimento orientado ao transporte (TOD) frequentemente combina estações ferroviárias, shopping centers, moradias, escritórios e outros serviços cotidianos em complexos interconectados. O modelo "Ferrovia mais Propriedade" (Railway plus Property) ajudou a institucionalizar essa relação entre transporte e desenvolvimento, criando distritos onde o deslocamento pela cidade é, muitas vezes, inseparável da circulação por espaços internos de gestão privada.

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Como as cidades estão se adaptando às ondas de calor diante da mudança climática

A crise climática tornou as ondas de calor mais prováveis e intensas em todo o mundo. No hemisfério norte, as temperaturas recordes estão colocando milhões de pessoas em perigo. Durante os últimos meses, ondas de calor recorrentes afetaram a Europa Central e Ocidental, causando incêndios florestais, evacuações e mortes relacionadas ao calor. Nos Estados Unidos, os líderes locais também estão pedindo cautela, enquanto cidades densamente povoadas na Ásia estão anunciando estratégias para lidar com as temperaturas extremas.

As cidades estão na linha de frente desta emergência de saúde pública. As pessoas que vivem em áreas urbanas estão entre as mais atingidas quando ocorrem ondas de calor, em parte devido às ilhas de calor urbano. Este é um fenômeno que ocorre quando as cidades substituem a cobertura natural do solo por densas concentrações de superfícies que absorvem e retêm o calor, como pavimentos e edifícios. Os níveis de risco de calor também variam por bairro, sendo os setores menos influentes e historicamente marginalizados os mais afetados devido à densidade da população, acesso limitado aos sistemas de refrigeração e disponibilidade limitada de espaços verdes urbanos.

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Cones de argila funcionam como um ar condicionado sem energia elétrica

Esta instalação é uma tentativa feita sob medida para simplificar e reinterpretar o conceito de ar condicionado, entendendo que as soluções padronizadas podem não ser universalmente aplicáveis, dadas as restrições de custo e entorno. Usando tecnologias computacionais, a equipe do Ant Studio reinterpretou as técnicas tradicionais de refrigeração evaporativa para construir um protótipo de cones de argila cilíndrica, cada um com um design e tamanho personalizados.

IAAC apresenta 5 novos materiais e sistemas robóticos que regulam a temperatura

O IAAC (Institute for Advanced Architecture of Catalonia) desenvolveu uma série de materiais e sistemas avançados de climatização e ventilação passiva que permitem reduzir até 5 graus a temperatura interior de uma habitação e mais de 25% o uso de ar condicionado. Quando mais quente, reduz-se mais a temperatura e se economiza mais energia nos espaços internos.

Os projetos Breathing Skin, Hydroceramics, Hydromembrane, Morphluid e Soft Robotics, desenvolvidos por alunos do estúdio Digital Matter Intelligent Constructions do IAAC, coordenado por Areti Markopoulou, pesquisam a climatização passiva dos espaços mediante novos materiais que imitam processos orgânicos, estruturas adaptativas ou sistemas robóticos que ajudam a regular a temperatura e criar microclimas.

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Como o ar-condicionado ajudou a moldar a história da arquitetura (para melhor ou pior)

Este artigo foi originalmente publicado na Curbed como "How air conditioning shaped modern architecture—and changed our climate."

Durante uma conversa com a New Yorker, um limpador de janelas que trabalhou no Empire State Building disse que alguns dos seus momentos mais difíceis teriam sido limpar o lixo que os inquilinos lançam pelas janelas. Em seus muitos anos trabalhando no arranha-céu da era da Depressão, ele encontrou inúmeros copos de café meio vazios nas janelas e até teve que limpar 20 potes de conserva de morango da fachada do prédio. Jogados para fora no inverno, eles grudam no exterior do arranha-céu.

Ver uma janela aberta em um arranha-céu parece ser uma peculiaridade, especialmente hoje, quando os gigantes de aço e vidro hermeticamente fechados oferecem a promessa de conforto climático controlado. Mas desde o Home Insurance Building de Chicago, inaugurado em 1884 e considerado um dos primeiros arranha-céus do mundo, o desafio da ventilação, resfriamento e aquecimento foi uma importante consideração da engenharia que ajudou a moldar a arquitetura moderna.

Os grandes edifícios comerciais da era moderna devem sua existência, em muitos aspectos, ao ar-condicionado, uma invenção com um legado decididamente ambíguo.