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Arquitetura como tradução: o africanofuturismo no folclore, no cinema e na arte especulativa

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"Tome seus supressores de sonhos." A frase de abertura em Pumzi, de Wanuri Kahiū, direcionada à protagonista Asha, impõe a ordem de romper laços com futuros esperançosos e memórias ancestrais em passados compartilhados para forçar seu foco no presente perpétuo da heterotopia de um enclave da Comunidade Maitu. A vista aérea de Maitu revela uma estrutura estéril, semelhante a um drone, com uma esfera panóptica no centro, onde o comportamento humano normal é medicalizado. O layout é construído em torno de sistemas de reciclagem de circuito fechado tão eficientes quanto um organismo autossustentável, projetados para escapar do ambiente tóxico de uma Terra doente, onde cada cano e corredor é planejado para coletar excreções humanas para a geração de água, absorvendo, assim, os papéis tanto da natureza quanto do Estado. A arquitetura da comunidade traduz perfeitamente a mensagem do filme por meio de sua fisicalidade.

No folclore, no cinema e na arte, o mesmo movimento se repete: a arquitetura traduz um "outro lugar" — seja ele ancestral, espiritual ou especulativo — em uma forma que pode ser vista ou adentrada. As seções a seguir acompanham essa tradução, dos Túmulos de Kasubi a Kizazi Moto, mostrando que esse "outro lugar" é uma forma de ler o presente.

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Prática utópica, poder político e comunidade na arquitetura: uma entrevista com Olalekan Jeyifous

Depois de receber o prestigioso Leão de Prata por sua contribuição na Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano, o artista do Brooklyn, Olalekan Jeyifous, não mostra sinais de desaceleração. Desde então, participou da Bienal de Arquitetura de Sharjah e inaugurou Climate Futurism, uma exposição coletiva que destaca o poder e a eficácia dos métodos e processos dos artistas para imaginar um futuro mais equitativo.

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Representando a África na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023: conceitos e abordagens recorrentes

A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura, com curadoria da arquiteta, educadora e romancista ganensa-escocesa Lesley Lokko – que também é fundadora e diretora do African Futures Institute (AFI) em Accra, Gana – foi aberta ao público em 20 de maio e ficará em exibição até 26 de novembro. Intitulada O Laboratório do Futuro, a Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano destaca pela primeira vez o continente africano como uma força líder na formação do mundo que está por vir, e a curadoria de Lokko leva os participantes a questionar as noções tradicionais sobre o que o futuro pode trazer e como será a arquitetura.

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Prêmio Pritzker divulga vídeo da cerimônia de premiação de Francis Kéré

Em homenagem ao vencedor de 2022, o arquiteto burquinense Francis Kéré, o Prêmio Pritzker lançou um vídeo da cerimônia do recém-inaugurado Marshall Building na LSE, projetado pelas vencedoras de 2020 Yvonne Farrell e Shelley McNamara. O documentário inclui comentários de Tom Pritzker, e de vencedores anteriores, como Alejandro Aravena, Norman Foster, Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal. Esta cerimônia entrega a Kéré o medalhão do Prêmio Pritzker 2022, a mais alta honraria da arquitetura, certificando-o como Laureado por seu extraordinário trabalho com comunidades e habilidade em arquitetura.

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