Frequentemente, existe uma relação intrincada entre a arquitetura e o ambiente. Cada parte do mundo definiu suas próprias técnicas arquitetônicas com base em suas condições climáticas únicas. No entanto, as preocupações ambientais no século 21 provocaram novas técnicas, implementando soluções para preservar os recursos naturais e proporcionar conforto térmico. Enquanto alguns optaram por uma abordagem futurista com soluções mecânicas e tecnologicamente avançadas, outros decidiram voltar no tempo e explorar como as civilizações protegiam seu povo, arquitetura e meio ambiente quando não tinham mais nada a que recorrer a não ser o próprio meio natural. Neste artigo, veremos como os muxarabis encontraram seu caminho de volta à arquitetura moderna.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
No episódio desta semana, Sara conversa com a arquiteta Paula Santos sobre o projeto do Colégio Efanor, Polo II localizada em Senhor da Hora. Ouça a entrevista e leia a transcrição da conversa, a seguir:
A arquitetura é moldada por seu ambiente e forças naturais. Inerentemente, a disciplina se concentra no projeto de objetos sobre sistemas, na morfologia formal sobre redes ou ecologias. No entanto, nenhum edifício existe fora de seu contexto; cada estrutura está situada entre climas e condições culturais em constante mudança. A forma como os arquitetos respondem e se conectam a esses sistemas maiores, pode mudar radicalmente a natureza e a qualidade de seu trabalho. Frequentemente, são as grandes restrições que produzem soluções inovadoras.
Reconhecida como o maior prêmio da arquitetura no Reino Unido, a RIBA Royal Gold Medal for Architecture é aprovada pessoalmente por Sua Majestade, a Rainha, e concedida a um profissional ou grupo de profissionais que tiveram significativa influência, "direta ou indiretamente", no avanço da arquitetura.