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Arquitetos: BLOCO Arquitetos
- Área: 750 m²
- Ano: 2024






Soluções baseadas na natureza são uma das principais estratégias para a adaptação climática contemporânea e para a resiliência ecológica urbana, adotadas por cidades independentemente de sua geografia ou zona climática. Telhados verdes, florestas urbanas, biovaletas, ampliação da cobertura arbórea, áreas úmidas protegidas e paisagens permeáveis ocupam posição de destaque nos planos municipais de adaptação. Essas intervenções são implantadas nos bairros, distribuídas pelas redes viárias e mensuradas por hectares restaurados, árvores plantadas, águas pluviais retidas ou redução de temperatura. Essa mudança amplia o papel da ecologia nas cidades, estabelecendo elementos ambientais como sistemas de infraestrutura e proporcionando a profissionais de planejamento uma estrutura sólida para integrar sistemas naturais ao desenvolvimento urbano.



A arquitetura é frequentemente apresentada como a expressão visível de seu tempo, de seus desejos, de sua fé no progresso, de sua ideia de ordem. No entanto, essa leitura tende a achatar as condições sob as quais as edificações são produzidas. Ela sugere que a arquitetura simplesmente acompanha a história quando, em muitos casos, participa ativamente dela. Poucos períodos tornam isso tão evidente quanto o século XX, quando a arquitetura se viu profundamente imbricada com programas políticos, sistemas econômicos e visões conflitantes sobre como a vida coletiva deveria ser organizada.
O que costuma ser agrupado sob o rótulo de Modernismo é frequentemente descrito como um projeto coerente, definido pela clareza formal, pelo otimismo tecnológico e pela ruptura com os estilos históricos. Contudo, essa aparente coerência se dissolve quando olhamos para além de seus centros canônicos. Os mesmos princípios espaciais (padronização, zoneamento funcional, produção industrial) foram adotados em contextos políticos e econômicos que diferiam significativamente em suas estruturas e objetivos. Um movimento aparentemente estático desdobrou-se em um sistema flexível, continuamente reorientado de acordo com as prioridades de cada regime. O que parecia uma linguagem compartilhada era, na prática, um conjunto de ferramentas aplicadas a agendas distintas.



Três projetos brasileiros foram escolhidos como vencedores do Prêmio Obra do Ano 2026 pelo público do ArchDaily Brasil. Após três semanas de votação pública, mais de 700 projetos foram reduzidos a 15 finalistas, encerrando o processo com três grandes vencedores que representam o melhor da arquitetura lusófona.

Ao longo das últimas duas semanas, a comunidade do ArchDaily Brasil nomeou mais de 14 mil projetos, resultando em 15 finalistas que representam algumas das obras arquitetônicas mais emblemáticas publicadas no último ano. Em sua 10ª edição, o Prêmio Obra do Ano existe para reconhecer o melhor da arquitetura nos países de língua portuguesa, a partir da escolha dos próprios leitores. Os finalistas compõem um retrato do estado atual da arquitetura, seja em projetos residenciais, urbanos, culturais e outros programas.
Representando Brasil e Portugal, os 15 projetos refletem as necessidades de seus contextos específicos por meio de soluções criativas propostas por arquitetos locais. De reformas de interiores a intervenções urbanas de grande escala, passando por residências unifamiliares e projetos comunitários, a seleção é heterogênea, mas unida por um traço comum: o reconhecimento do público, que busca ver suas próprias aspirações representadas.

