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Clima e uso coletivo: permeabilidade arquitetônica na América Latina

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A arquitetura é frequentemente compreendida como uma questão de fechamento. Paredes definem o espaço, separando o interior do exterior e estabelecendo limites claros. No entanto, em muitos projetos na América Latina, essa distinção se torna menos precisa. Em vez de operarem como objetos fechados, os edifícios muitas vezes permanecem abertos, permitindo a passagem do ar, da luz e do movimento.

Essa condição vai além da forma. Em toda a região, a arquitetura responde há muito tempo a climas caracterizados pelo calor, pela umidade, pela forte exposição solar e pelas chuvas sazonais, bem como a culturas construtivas moldadas pela adaptação, pelo trabalho coletivo e pelo engajamento direto com o meio ambiente. Nesses contextos, interiores totalmente vedados nem sempre são a resposta mais eficaz. O espaço é frequentemente organizado por meio da sombra, da ventilação e de zonas intermediárias que regulam, em vez de isolar.

Clima e uso coletivo: permeabilidade arquitetônica na América Latina - Mais Imagens+ 8

Além da Terra Firme: Projetos de Arquitetura Flutuante Redefinindo o Ambiente Construído

Construir sobre a água significa abrir mão de uma parte da construção que é, literalmente, a base da maior parte do nosso ambiente construído: a própria fundação. Em um ambiente cercado por água, as correntes e a oscilação do nível da superfície são variáveis que simplesmente não podem ser ignoradas, e justamente por isso a característica mais emblemática comum a esses projetos é a sua adaptabilidade.

Em vez de bases robustas e profundas — como estacas ou tubulões — , responsáveis por fincar a arquitetura no chão, arquiteturas flutuantes frequentemente utilizam soluções como pontões de concreto e tonéis plásticos para impedir que o edifício afunde, usualmente somados a elementos de ancoragem para "fixá-las", mesmo que temporariamente, a determinado local.

Além da Terra Firme: Projetos de Arquitetura Flutuante Redefinindo o Ambiente Construído - Mais Imagens+ 23

Refúgio Pamba Bike / URLO Studio

Refúgio Pamba Bike / URLO Studio - Mais Imagens+ 15

  • Arquitetos: URLO Studio
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  899 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Hormipisos

Complexo Esportivo Mocolí / URLO Studio

Complexo Esportivo Mocolí / URLO Studio - Mais Imagens+ 12

  • Arquitetos: URLO Studio
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  8772 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2022

Obra do Ano 2026: Começa a premiação da melhor arquitetura do mundo hispânico

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A arquitetura da América Latina e da Espanha é testemunho da riqueza e diversidade de culturas, tradições, necessidades e soluções que definem esses territórios. Com mais de 700 projetos construídos em países de língua espanhola publicados no ArchDaily em Español, chegou o momento de explorar, debater e escolher os favoritos para o prêmio Obra do Ano 2026.

Em sua décima sétima edição, o Obra do Ano reafirma seu lugar como o maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade. A partir de hoje, 24 de março, as leitoras e os leitores assumem a responsabilidade de escolher as melhores obras arquitetônicas de 2025.

Durante as próximas três semanas, a inteligência coletiva de nossa comunidade percorrerá centenas de projetos construídos em países de língua espanhola: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Laboratório Witoca / Al Borde

Laboratório Witoca / Al Borde - Mais Imagens+ 56

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San Vicente de Huaticocha, Equador
  • Arquitetos: Al Borde
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  46 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025

Awawa Museu Interativo de Ciência / Morphism

Awawa Museu Interativo de Ciência / Morphism - Mais Imagens+ 24

  • Arquitetos: Morphism
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1500 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025

Como projetar com a chuva: estratégias arquitetônicas para captação de água da chuva em diferentes climas

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À medida que a variabilidade climática se intensifica, tempestades extremas estão se tornando mais frequentes em algumas regiões, enquanto a escassez de água se agrava em outras. Arquitetos e arquitetas são cada vez mais instados a reconsiderar como as edificações lidam com a chuva, encarando-a como uma força ambiental e um recurso de projeto. Como a arquitetura pode ir além de simplesmente escoar o excesso de água para coletá-la, armazená-la e reutilizá-la ativamente? O que significaria tratar a água da chuva como um material que molda espaços resilientes e significativos?

Como projetar com a chuva: estratégias arquitetônicas para captação de água da chuva em diferentes climas - Imagem 1 de 4Como projetar com a chuva: estratégias arquitetônicas para captação de água da chuva em diferentes climas - Imagem 2 de 4Como projetar com a chuva: estratégias arquitetônicas para captação de água da chuva em diferentes climas - Imagem 3 de 4Como projetar com a chuva: estratégias arquitetônicas para captação de água da chuva em diferentes climas - Imagem 4 de 4Como projetar com a chuva: estratégias arquitetônicas para captação de água da chuva em diferentes climas - Mais Imagens+ 64

Refúgio Fogueira de Madeira / Mestizo Estudio Arquitectura

Refúgio Fogueira de Madeira / Mestizo Estudio Arquitectura - Mais Imagens+ 29

Refúgio no Bosque Tropical - Centro de Treinamento de Guias Turísticos / Héctor Ayarza + Estudio Garúa

Refúgio no Bosque Tropical - Centro de Treinamento de Guias Turísticos / Héctor Ayarza + Estudio Garúa - Mais Imagens+ 21

Casa no Bosque / Gabriel Rivera Arquitectos

Casa no Bosque / Gabriel Rivera Arquitectos - Mais Imagens+ 24

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Quito, Equador

Casa Arupo / Cordada Arquitectura

Casa Arupo / Cordada Arquitectura - Mais Imagens+ 26

•
Quito, Equador
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  230 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025

Conforto ambiental como condição de interior na arquitetura sul-americana

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Em toda a América do Sul, o conforto ambiental é compreendido não como uma condição interna estática, mas como algo moldado através do espaço. Em regiões marcadas pelo calor, umidade, luz solar intensa e variações sazonais, a arquitetura há muito tempo se apoia em decisões espaciais para amenizar o clima e acolher a vida cotidiana. O conforto surge da maneira como os interiores são abertos, sombreados, ventilados e habitados ao longo do tempo.

Em vez de isolar os espaços internos de seu entorno, muitos projetos contemporâneos na região cultivam o conforto por meio da profundidade, da porosidade e de zonas intermediárias. A luz é filtrada, e não maximizada; o ar é direcionado por aberturas alinhadas e vazios; e os limiares se transformam em espaços ativos de uso, em vez de bordas residuais. Tais estratégias não buscam um controle ambiental uniforme, mas produzem interiores que permanecem amenos, adaptáveis e intimamente sintonizados com as mudanças nas condições climáticas. Nesse contexto, o conforto ambiental torna-se indissociável da experiência espacial.

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Arquitetura que molda a saúde: lições de design e bem-estar em 2025

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A saúde tornou-se uma preocupação central na arquitetura, no planejamento urbano e no design, impulsionada por uma crescente consciência sobre como o ambiente construído influencia o bem-estar físico, mental, social e ambiental. Em 2025, essa percepção foi além de tipologias de edifícios especializados ou de métricas de desempenho, passando a ocupar o centro das decisões arquitetônicas e moldando a forma como os espaços são concebidos, construídos e habitados em diversos contextos. Arquitetos e arquitetas já não tratam a saúde como um requisito externo, mas sim como uma condição fundamental da vida cotidiana.

Arquitetura que molda a saúde: lições de design e bem-estar em 2025 - Mais Imagens+ 14

Espaço Multiuso à Beira-Rio / Mestizo Estudio Arquitectura

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Arquitetura no Equador: 16 projetos enraizados no território, no ofício e na prática coletiva

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Entre os Andes, a costa e a Amazônia, a arquitetura do Equador evoluiu como um reflexo de sua geografia em camadas, um lugar onde clima, topografia e cultura se encontram. Ao longo do território, a arquitetura tem sido um ato de adaptação: das tradições vernáculas enraizadas no trabalho coletivo e nos materiais locais às influências coloniais e modernistas que redesenharam suas cidades. Essa diversidade gerou sistemas construtivos distintos, de estruturas de bambu e cana na costa a construções de terra e pedra nos Andes, formando um acervo de design adaptativo que continua a influenciar a prática contemporânea.

Contudo, na última década, a arquitetura equatoriana passou por uma transformação silenciosa, mas profunda. Novos programas acadêmicos e referências internacionais estimularam uma conscientização crescente sobre o clima e a justiça social. Profissionais emergentes da arquitetura estão redefinindo a prática por meio de oficinas, estúdios coletivos e experimentação in loco que atenuam a fronteira entre projeto e ativismo. Longe de focar na arquitetura como um mero objeto, essa nova geração aborda o projeto como um processo — focado na colaboração, na sustentabilidade e na identidade cultural. Seus questionamentos mudaram a linguagem projetual: a pergunta já não é mais o que construir, mas com quem.

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O Bairro Flutuante das Balsas / Natura Futura

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Babahoyo, Equador

Arquitetura Centrada na Comunidade: Redefinindo o Papel dos/as Arquitetos/as na América do Sul

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Por toda a América do Sul, a arquitetura é cada vez mais compreendida como um ato coletivo. Em vez de impor visões externas, muitos escritórios e designers constroem com e para as comunidades, aprendendo com suas práticas locais, materiais e modos de habitar. Esses projetos reposicionam o papel do/a arquiteto/a, que deixa de ser um/a autor/a para se tornar um/a facilitador/a, transformando o projeto em um processo participativo centrado na colaboração, no cuidado e no respeito mútuo.

O que une esses esforços não é o estilo ou a escala, mas uma convicção compartilhada: a arquitetura surge do diálogo coletivo, não da imposição. Do Equador rural às periferias urbanas do Brasil, da Colômbia e do Paraguai, esses projetos revelam como o engajamento social e o fazer local produzem espaços sustentáveis não apenas do ponto de vista ambiental, mas também social. Eles respondem à desigualdade não através de soluções verticais, mas por meio da coautoria, oferecendo espaços que refletem as necessidades, os saberes e a agência das pessoas que os utilizam.

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