Desde que se mudou para Nova Iorque em 2010, o fundador do BIG, Bjarke Ingels, construiu um portfólio impressionante, de projetos construídos como VIA 57 West e The Eleventh a propostas como West 29th Street e The Spiral.
Em uma recente entrevista com o Louisiana Channel, Ingels evita falar de projetos individuais e, em vez disso, reflete sobre sua visão de Nova Iorque, do multiculturalismo e desigualdade à regeneração e arranha-céus.
Este artigo foi originalmente publicado por Jude Fulton no Medium sob o título "Why Architects are Super Well-Suited for Startups". Você pode ver a postagem original aqui.
Recorrentemente, vemos que arquitetos optam por fachadas translúcidas para resolver as envoltórias de seus edifícios, promovendo a entrada de uma grande quantidade de luz natural controlada durante o dia. Ao mesmo tempo, quando acendem as luzes durante a noite, muitos desses projetos são notados no meio da escuridão, aparecendo como lanternas ou faróis para seus bairros e comunidades. Estando expostos a mudanças de condições - dia ou noite - é necessário estudar detalhadamente a orientação e a localização do edifício, as pré-existências do contexto e a configuração dos espaços interiores, o que nos leva a escolher necessariamente o material adequado.
Apresentamos um sistema autoportante de painéis de vidro que permite construir este tipo de fachadas sem interrupções - do chão ao teto -, com quadros mínimos e cores, texturas e performances térmicas e acústicas diferentes.
A partir da engenhosidade dos projetistas, o tijolo historicamente tem proporcionado uma diversidade de espaços habitáveis, de opacos a tramas variáveis que permitem a entrada da luz solar. Devido a fatores econômicos e por sua estética decorativa - tanto em cor quanto textura -, às vezes encontramos suas faces aparentes, evidenciando uma temática comum em muitas cidades.
Essa expressão material sincera em nossos projetos, no entanto, pode perder algumas de suas características por conta da passagem do tempo. A presença de umidade, o efeito da incidência solar e do vento podem provocar eflorescências e fungos nestes materiais porosos, que afetam a cor e desgastam suas superfícies, deteriorando suas propriedades e atrativos.
Por este motivo, indicamos abaixo uma série de dicas de manutenção e tratamentos para que você possa limpar e reparar tijolos à vista.
Na medida em que cresce a influência de políticas baseadas em identidade, faz cada vez mais sentido examinar o efeito que ela têm na maneira como pensamos e projetamos nossas cidades. Em uma recente entrevista ao Washington Post, Rem Koolhaas discute essas mudanças - e como elas marcam uma evolução do conceito de cidade genérica introduzido por ele no livroS, M, L, XL.
https://www.archdaily.com.br/pt/898076/rem-koolhaas-sobre-identidade-conformismo-e-cidades-digitaisKatherine Allen
Buscando apoiar os arquitetos a se tornarem agentes ativos na reciclagem sustentável, esta semana apresentamos uma seleção de fachadas que trabalham com diferentes materiais reciclados. Além dos usos típicos de plástico e vidro, reunimos exemplos de materiais inovadores como colchões de molas, recipientes de sorvete, cadeiras de plástico e descartes de produtos agrícolas e industriais.
Para lhe inspirar a projetar e construir uma fachada atraente usando materiais reciclados, compilamos a seguir 16 exemplos notáveis.
Quando pensamos em projetos de habitação social nos Estados Unidos, muitas vezes pensamos em caixas: grandes edifícios de tijolos, sem muito caráter estético. Mas as implicações dos arranha-céus padronizados e reluzentes podem ser muito mais do que estéticos para as pessoas que vivem lá. O geógrafo Rashad Shabazz, por exemplo, lembra em seu livroSpatializing Blackness, como o projeto habitacional em Chicago, onde cresceu - repleto de grades, vigilância por vídeo e detectores de metal - parecia mais uma prisão do que uma casa. Relatos de isolamento, confinamento e manutenção inadequada são ecoados por residentes de habitações públicas em todo o país.
O Serpentine Gallery Pavilion 2018, projetado por Frida Escobedo, foi inaugurado no Hyde Park, em Londres. O projeto de Frida Escobedo, que combina elementos típicos da arquitetura mexicana com referências locais de Londres, conta com um pátio definido por dois volumes retangulares construídos com telhas de cimento. Essas telhas são empilhadas para formar uma celosia, uma espécie de parede permeável típica da arquitetura mexicana, que permite a circulação do ar e visibilidade.
A unidade Analytics e Insight da Zaha Hadid Architects (ZHA) desenvolveu modelos de planejamento de espaço orientados por dados para locais de trabalho que podem ser alterados ou adaptados em tempo real. A equipe, liderada pelo arquiteto Uli Blum e Arjun Kaicker, aplica suas pesquisas diretamente aos projetos da ZHA, incluindo o Sberbank Technopark no Skolkovo Innovation Center, Moscou, Rússia (visto aqui), e o Galaxy SOHO Beijing, construído em 2012. Imagem Cortesia de Zaha Hadid Architects
A busca por um espaço de trabalho que melhore a produtividade e a eficiência dos funcionários tem sido uma questão para gerentes corporativos há décadas. Mas mesmo antes de o escritório como o conhecemos hoje ter nascido, projetistas e pensadores já estavam estudando locais de trabalho, como as fábricas, para elaborar estratégias de melhorar o desempenho dos trabalhadores. Na década de 1960, Robert Propst, o inventor por trás da linha de mobiliário de escritório da Actionman, da Herman Miller, estava conduzindo uma pesquisa no espaço de trabalho que acabaria levando à criação do moderno cubículo.
Esses desenvolvimentos se basearam, em grande parte, na observação e na intuição para organizar os trabalhadores de escritórios de maneiras supostamente eficientes. Agora, os avanços na tecnologia permitem que os projetistas adotem uma abordagem mais sofisticada, utilizando sensores, mobiliários e acessórios conectados à Internet e análise de dados para estudar os escritórios em tempo real. "Você pode levar em conta todos os funcionários, e todas as pessoas são muito diferentes", diz o arquiteto londrino Uli Blum. "Trata-se de resolver os problemas fundamentais de levar as pessoas ao ambiente de que necessitam. E a maneira mais fácil é perguntar a eles”, acrescenta. Mas descobrir as necessidades de centenas, às vezes milhares, de trabalhadores pode rapidamente se tornar um exercício de futilidade.
O Council on Tall Building and Urban Habitat anunciou os vencedores da 16ª edição do CTBUH Tall Building Awards. Dos mais de 48 finalistas em 28 países, os melhores edifícios de quatro regiões - Américas, Ásia e Australia, Europa, e Oriente Médio e África - foram selecionados, juntamente com os ganhadores do Prêmio Urban Habitat, Innovation Award (Prêmio Inovação), Construction Award (Prêmio Construção) e o Prêmio de 10 anos. Destes finalistas, o CTBUH também premiou o Melhor Edifício em Altura de todo o Mundo ao Oasia Hotel Downtown por WOHA.
As torres foram escolhidas por um time de arquitetos de escritórios de renome mundial e foram julgadas em todos os aspectos da performance, procurando especialmente aquelas que "tiveram extraordinárias contribuições ao avanço de edifícios em altura e o ambiente urbano, e que alcançam a sustentabilidade no mais alto e amplo nível."
Torre David / Gran Horizonte. Imagem via EneasMx [Wikipedia] CC BY-SA 4.0
Escrevendo para o Blog da Fundación Arquia, o arquiteto Adrià Guardiet nos presenteia com uma bela reflexão que apresenta três diferentes perspectivas sobre as arquiteturas inacabadas, aquelas nas quais o tempo e seus habitantes desempenham um papel primordial.
Certos tipos de arquitetura incorporam o tempo como uma importante ferramenta de projeto. Estruturas abertas, dinâmicas, crescentes. Outras buscam inspiração nas pré-existência e acabam por (re)construir a memória do lugar. Para citar apenas alguns exemplos.
Embora o tempo seja um fator onipresente, seu passo indelével nem sempre se faz visível nas estruturas que construímos. Entretanto, neste tipo de arquitetura, o tempo costuma ser muito mais evidente e explícito, principalmente naquelas estruturas incompletas ou inacabadas, seja por razões econômicas, políticas, naturais ou sociais. São aquelas que decidimos chamar de arquiteturas do entremeio. Obras que através de contextos instáveis, encontram um terreno fértil para florescer.
Em nosso mundo em constante mudança, onde ideologias e formas de vida estão ameaçadas, a história está sendo desconsiderada. A Trienal de Bruges deste ano coloca a questão: “Quão flexível, líquida e resistente uma cidade histórica como Bruges pode ser em uma época em que nada mais parece certo?” Em paralelo, a inspiração por trás dessa ideia está na geografia da cidade em si. Bruges é uma cidade envolvida e permeada por água e tem sido uma metáfora para a cidade líquida há muito tempo. Till-Holger Borchert e Michel Dewilde, curadores da Trienal de Bruges de 2018, pediram a artistas e arquitetos que traduzissem a fluidez e o legado artístico da cidade em instalações pitorescas, permitindo que os visitantes se tornassem parte do processo criativo.
Exposições Mundiais têm sido importantes no avanço da inovação e do discurso arquitetônico. Muitos dos nossos monumentos mais amados foram projetados e construídos especificamente para as feiras mundiais, apenas para permanecerem como objetos icônicos nas cidades que os hospedam. Mas como as Expos já criaram marcos arquitetônicos tão duradouros, e esse ainda é o caso hoje? Ao longo da história, cada nova Expo ofereceu aos arquitetos uma oportunidade de apresentar ideias radicais e usar esses eventos como um laboratório criativo para testar inovações ousadas em tecnologia de projeto e construção. As feiras mundiais inevitavelmente encorajam a concorrência, com todos os países se esforçando para dar o melhor de si a qualquer custo. Essa carta branca permite que os arquitetos evitem muitas das restrições programáticas das comissões diárias e se concentrem em expressar ideias em sua forma mais pura. Muitas obras-primas como o Pavilhão Alemão de Mies van der Rohe (mais conhecido como o Pavilhão de Barcelona), para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929 são tão dedicadas à sua abordagem conceitual que só poderiam ser possíveis no contexto de um pavilhão de exposições.
Reunimos algumas das mais importantes Exposições Mundiais da história para observar mais de perto o impacto delas no desenvolvimento arquitetônico.
Dando sequência à série de vídeos Time-Space-Existence que antecedem a Bienal de Veneza deste ano, o PLANE-SITE publicou uma nova conversa com a arquiteta e ex-diretora de arquitetura da Harvard GSD, Toshiko Mori. Cada vídeo destaca as ideias que impulsionam o trabalho desses conhecidos designers e arquitetos, com esse episódio focando na filosofia de comunicação visual de Mori, seu diálogo com a história e as considerações do futuro em seu trabalho.
Smiljan Radic recebeu o prêmio principal da Academia Americana de Artes e Letras após o anúncio dos cinco vencedores de seus prêmios de arquitetura em 2018.
O programa anual de premiação de arquitetura da academia começou em 1955 com a inauguração do Prêmio Memorial Arnold W. Brunner - dirigido a um arquiteto de qualquer nacionalidade que tenha feito uma contribuição significativa à arquitetura como arte - desde então expandiu-se para incluir quatro prêmios de Artes e Letras para arquitetos americanos que exploram ideias em arquitetura através de qualquer meio de expressão.
Novas imagens do Museu Nacional do Qatar, projetado por Jean Nouvel, foram divulgadas, mostrando o andamento das obras e os preparativos para a inauguração do edifício em dezembro deste ano. O projeto tem inspiração na rosa do deserto, uma formação mineral cristalizada, e busca criar um diálogo entre a forma fluida do museu e os objetos históricos que ele exibirá. De acordo com um recente comunicado de imprensa, o projeto “dará voz ao patrimônio do Qatar ao passo que celebra seu futuro."
https://www.archdaily.com.br/pt/893436/em-construcao-museu-nacional-do-qatar-projetado-por-jean-nouvelNiall Patrick Walsh