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Arquitetos: 6717 Studio
- Área: 150 m²
- Ano: 2023
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Fabricantes: Dong Tam, Galaxy lighting, Jotun, Xinfa





O movimento *farm-to-table* (da fazenda à mesa) representa uma mudança profunda na forma como os alimentos são cultivados, distribuídos e consumidos. Baseado na sustentabilidade e no apoio às economias locais, o movimento prioriza ingredientes frescos de origem local e promove relações diretas entre produtores e consumidores. Embora o conceito se concentre na comida, os espaços onde essas conexões ocorrem são igualmente importantes na construção da experiência, destacando o papel fundamental da arquitetura.


A sociedade contemporânea vem testemunhando um crescimento expressivo na construção de arranha-céus em centros urbanos de todo o mundo por diversos motivos — incluindo avanços na engenharia, o aumento da densidade urbana, restrições de espaço e, indiscutivelmente, uma disputa competitiva para construir as estruturas mais altas do mundo. A atração pelas fachadas totalmente envidraçadas e a busca por peles de vidro com painéis cada vez maiores de vidro contínuo muitas vezes ocorreram em detrimento da funcionalidade.
Nessas torres, as janelas operáveis são sacrificadas em prol da estética e das vistas panorâmicas, com uma disposição de núcleo central que maximiza as visuais em 360 graus, mas acaba gerando "monstros arquitetônicos de ganho de calor solar". Sem ventilação natural ou cruzada, esses arranha-céus de vidro retêm uma quantidade significativa de calor da radiação solar nos espaços habitáveis, dependendo quase que exclusivamente de sistemas mecânicos de HVAC para resfriá-los. Isso levanta a questão: a estratégia de ventilação passiva está se tornando obsoleta no projeto de edifícios altos, ou os sistemas operáveis podem ser integrados de forma eficaz em nossas torres de alta tecnologia?

Telhados inclinados e lotes em patamares ou encostas estão entre as soluções mais antigas — e ainda assim altamente funcionais — para a dispersão, o redirecionamento de águas pluviais e o controle da erosão. Embora a maioria das construções atuais ainda opte por coberturas tradicionais, planas ou inclinadas, os avanços nos materiais e técnicas construtivas vêm permitindo uma maior exploração projetual e variações de layout. Com isso, observa-se o aumento de telhados verdes, soluções de isolamento passivo e usos mais inovadores das coberturas. Um exemplo notável é a recorrência de coberturas escalonadas ou em terraço, que costumam estabelecer uma continuidade suave com o terreno, além de oferecer espaços funcionais adicionais ao projeto.


Quando o briefing para o projeto de um novo escritório pede algo novo, dinâmico e moderno — um espaço onde as pessoas gostem de estar e, crucialmente, de trabalhar, que as ajude a se concentrar em tarefas individuais, mas também a relaxar, colaborar e criar —, há poucos pontos de partida melhores do que o círculo cromático. À medida que o mundo do trabalho e os diversos ambientes onde ele se desenvolve se tornam menos formais e restritos em termos de design, arquitetos/as, designers e, acima de tudo, seus/suas clientes estão assinando a demissão do escritório monótono e sem graça, buscando alternativas mais expressivas em opções coloridas fora do convencional.
Embora a capacidade do azul de melhorar a concentração, estimular o pensamento e proporcionar clareza mental ajude a aumentar a produtividade, o corpo humano também precisa de períodos regulares de descanso e relaxamento. Nesse sentido, cores quentes como o amarelo proporcionam bem-estar por meio do acolhimento e do conforto — sendo ideais para áreas de descompressão. Por outro lado, tons de vermelho e laranja estimulam a criatividade e a expressão, o que significa que podem ser muito úteis em áreas destinadas à integração social, enquanto o verde favorece uma abordagem mais calma e equilibrada, adequada para reuniões de outra natureza.
