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Arquitetos: Machado Silvetti
- Área: 56000 m²
- Ano: 2019
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Fabricantes: Indusparquet, Neolith, Aluman, CG, Destefano, +3



O tijolo se posiciona como um dos materiais mais próprios e identitários da cultura arquitetônica argentina e latino-americana. A diversidade e a versatilidade do bloco em nossa região deram origem a uma grande heterogeneidade em seus usos e aplicações: paredes estruturais, divisórias, fechamentos, elementos vazados, envoltórias, peles, coberturas, abóbadas, cúpulas e pisos revelam a grande adaptabilidade deste material para se adequar às exigências particulares de cada obra.

Ao oferecer um alto grau de liberdade formal e graças às suas atraentes propriedades plásticas, o concreto se posiciona como um dos materiais mais escolhidos em todo o mundo no campo da arquitetura. Particularmente na Argentina, sua durabilidade, maleabilidade e resistência às intempéries têm fomentado uma ampla aceitação de seu uso, definindo-o como um dos recursos construtivos mais recorrentes na hora de projetar e materializar uma obra — de museus, hotéis, hospitais e outros edifícios de grande escala a pequenas casas e pavilhões.

Os lagos ornamentais e espelhos d'água são utilizados com muita frequência em projetos de arquitetura. Eles contribuem significativamente para melhorar os parâmetros de conforto térmico dos edifícios, funcionando como reguladores ambientais. Além de seus benefícios técnicos, também se apresentam como elementos de interesse estético, criando situações espaciais com atmosferas mutáveis, influenciadas pelos efeitos da luz que incide sobre a superfície da água em movimento.
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Campo Baeza afirmava que “A luz é o material mais bonito, o mais rico e o mais luxuoso utilizado por arquitetos/as. O único problema é que ela nos é dada gratuitamente, está ao alcance de todos e não é valorizada suficientemente” [1]. Inúmeros arquitetos e arquitetas concordam hoje sobre a importância das questões lumínicas na hora de criar espaços arquitetônicos, refletindo sobre sua qualidade, quantidade, matiz e direcionalidade. Apesar disso, no momento de determinar as características de seus fechamentos, muitos optam por trabalhar com materiais que garantam altos graus de privacidade, seja por meio da incorporação de elementos opacos ou envoltórias que filtrem as visuais e diluam o contato com os exteriores públicos.
Em determinados casos nos quais a insolação permite, o desenvolvimento tecnológico atual possibilita a incorporação de sistemas de fechamento translúcidos que garantam a entrada de uma grande quantidade de luz natural controlada durante o dia, sem que isso implique em perda de privacidade. Trata-se de sistemas de painéis autoportantes de vidro tratado, que oferecem a possibilidade de gerar superfícies completamente envidraçadas, contínuas, homogêneas, sem obstruções e translúcidas, que ao mesmo tempo filtram as visuais para o interior dos espaços. A seguir, apresentamos 6 obras localizadas na Argentina que exemplificam diversas formas de trabalhar com esses sistemas.

Nos últimos tempos, o Airbnb tem se aproximado do campo da arquitetura, seja oferecendo experiências únicas em obras mundialmente reconhecidas ou criando o Archibnb, uma plataforma que oferece a seus anfitriões a possibilidade de criar plantas arquitetônicas.
Dessa forma, pessoas de diversas partes do mundo já tiveram o privilégio de passar uma noite em locais como a Grande Muralha da China, o Museu do Louvre ou a Casa LEGO.
Mas se o seu destino é a América Latina, especificamente a Argentina, agora é possível se hospedar em obras exemplares projetadas por nomes como Norman Foster, Clorindo Testa, Jorge Ferrari Hardoy e Juan Kurchan, Fermín Bereterbide e Luciano Kruk. Confira a seguir a lista de obras disponíveis para reserva no país.

Implantar um edifício na cidade não é uma tarefa simples. A busca por isolamento e privacidade diante de um espaço urbano complexo, heterogêneo e em constante mudança gera uma condição dual no momento de projetar. Como proporcionar, em uma obra inserida no contexto urbano, privacidade e abertura ao mesmo tempo? Surge, assim, a necessidade de diversos meios de controle que funcionen como mediação entre os espaços externo e interno, permitiendo atenuar os sons, filtrar as visuais, controlar a intimidade e garantir o anonimato, sem que essas soluções impliquem a perda do vínculo com a cidade.

Construir castelos de areia na praia: uma prática existente desde tempos remotos que nos permite mergulhar nas profundezas da nossa imaginação, ideias e sonhos. Possivelmente, para muitas pessoas, o primeiro contato com a construção. A água e a areia se fundem, transformando-se em espaço — algo mais do que a soma das partes. As fortalezas, pontes e fossos ficaram para trás para algumas pessoas, mas surgiu outra tipologia para construir: a casa.
Compartilhamos a seguinte seleção de casas argentinas construídas sobre médãos e dunas, projetadas por arquitetos e arquitetas que transformaram castelos em casas, areia em concreto e sonhos em realidade.


É inegável que arquitetos amam tijolos; não apenas pela atmosfera aconchegante que ajudam a criar, mas também pela diversidade de expressões que podem ser alcançadas quando são empregados de forma criativa. Dependendo da disposição dos blocos ou fiadas, é possível chegar a resultados originais e atraentes. Esta expressividade é o que fotógrafos como Hiroyuki Oki, Gustavo Sosa Pinilla e François Brix têm tentado registrar em suas imagens. Nelas, a luz é o elemento essencial da composição, permitindo controlar a intensidade de cor, contrastar os cheios e vazios e potencializar as impressionantes texturas dos tijolos.
