Em comemoração à sua décima edição, o Open House abrirá as portas de mais de 160 espaços e edifícios de grande valor arquitetônico, cultural e patrimonial da Cidade Autônoma de Buenos Aires nos dias 1 e 2 de outubro de 2022. Como ocorre todos os anos, este festival de arquitetura e urbanismo proporcionará ao público a oportunidade de redescobrir a arquitetura e o urbanismo da cidade, bem como as suas pessoas, histórias e curiosidades por meio de atividades, visitas, encontros e roteiros de livre acesso.
Edificio damero / Francisco Cadau Oficina de Arquitectura. Image Cortesía de Francisco Cadau Oficina de Arquitectura
Durante o quarto dia da 18° Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, ocorreu o anúncio dos Prêmios Bienal, destacando projetos e obras de arquitetura desenvolvidos durante os últimos quatro anos nos âmbitos nacional e internacional. Concedidas pelo Comitê de Direção da Bienal, as categorias estabelecidas abrangeram desde habitação unifamiliar, habitação multifamiliar e design de interiores até paisagismo, espaço urbano, equipamentos públicos e privados.
De 7 de julho a 2 de setembro de 2023, a exposição “Nicolás Campodonico: Muros” fica em cartaz na Galería y Residencia de Arquitectura de Bisman Ediciones, localizada na esquina portenha que abriga a “Casa de Estudios para Artistas”, uma obra-prima da habitação do século XX na Argentina projetada por Antonio Bonet, Abel López Chas e Horacio Vera Barros.
Construir castelos de areia na praia: uma prática existente desde tempos remotos que nos permite mergulhar nas profundezas da nossa imaginação, ideias e sonhos. Possivelmente, para muitas pessoas, o primeiro contato com a construção. A água e a areia se fundem, transformando-se em espaço — algo mais do que a soma das partes. As fortalezas, pontes e fossos ficaram para trás para algumas pessoas, mas surgiu outra tipologia para construir: a casa.
Compartilhamos a seguinte seleção de casas argentinas construídas sobre médãos e dunas, projetadas por arquitetos e arquitetas que transformaram castelos em casas, areia em concreto e sonhos em realidade.
Ao oferecer um alto grau de liberdade formal e graças às suas atraentes propriedades plásticas, o concreto se posiciona como um dos materiais mais escolhidos em todo o mundo no campo da arquitetura. Particularmente na Argentina, sua durabilidade, maleabilidade e resistência às intempéries têm fomentado uma ampla aceitação de seu uso, definindo-o como um dos recursos construtivos mais recorrentes na hora de projetar e materializar uma obra — de museus, hotéis, hospitais e outros edifícios de grande escala a pequenas casas e pavilhões.
Implantar um edifício na cidade não é uma tarefa simples. A busca por isolamento e privacidade diante de um espaço urbano complexo, heterogêneo e em constante mudança gera uma condição dual no momento de projetar. Como proporcionar, em uma obra inserida no contexto urbano, privacidade e abertura ao mesmo tempo? Surge, assim, a necessidade de diversos meios de controle que funcionen como mediação entre os espaços externo e interno, permitiendo atenuar os sons, filtrar as visuais, controlar a intimidade e garantir o anonimato, sem que essas soluções impliquem a perda do vínculo com a cidade.
Os lagos ornamentais e espelhos d'água são utilizados com muita frequência em projetos de arquitetura. Eles contribuem significativamente para melhorar os parâmetros de conforto térmico dos edifícios, funcionando como reguladores ambientais. Além de seus benefícios técnicos, também se apresentam como elementos de interesse estético, criando situações espaciais com atmosferas mutáveis, influenciadas pelos efeitos da luz que incide sobre a superfície da água em movimento.
Campo Baeza afirmava que “A luz é o material mais bonito, o mais rico e o mais luxuoso utilizado por arquitetos/as. O único problema é que ela nos é dada gratuitamente, está ao alcance de todos e não é valorizada suficientemente” [1]. Inúmeros arquitetos e arquitetas concordam hoje sobre a importância das questões lumínicas na hora de criar espaços arquitetônicos, refletindo sobre sua qualidade, quantidade, matiz e direcionalidade. Apesar disso, no momento de determinar as características de seus fechamentos, muitos optam por trabalhar com materiais que garantam altos graus de privacidade, seja por meio da incorporação de elementos opacos ou envoltórias que filtrem as visuais e diluam o contato com os exteriores públicos.
Em determinados casos nos quais a insolação permite, o desenvolvimento tecnológico atual possibilita a incorporação de sistemas de fechamento translúcidos que garantam a entrada de uma grande quantidade de luz natural controlada durante o dia, sem que isso implique em perda de privacidade. Trata-se de sistemas de painéis autoportantes de vidro tratado, que oferecem a possibilidade de gerar superfícies completamente envidraçadas, contínuas, homogêneas, sem obstruções e translúcidas, que ao mesmo tempo filtram as visuais para o interior dos espaços. A seguir, apresentamos 6 obras localizadas na Argentina que exemplificam diversas formas de trabalhar com esses sistemas.
Nos últimos tempos, o Airbnb tem se aproximado do campo da arquitetura, seja oferecendo experiências únicas em obras mundialmente reconhecidas ou criando o Archibnb, uma plataforma que oferece a seus anfitriões a possibilidade de criar plantas arquitetônicas.
O tijolo se posiciona como um dos materiais mais próprios e identitários da cultura arquitetônica argentina e latino-americana. A diversidade e a versatilidade do bloco em nossa região deram origem a uma grande heterogeneidade em seus usos e aplicações: paredes estruturais, divisórias, fechamentos, elementos vazados, envoltórias, peles, coberturas, abóbadas, cúpulas e pisos revelam a grande adaptabilidade deste material para se adequar às exigências particulares de cada obra.