A cidade de Buenos Aires possui uma extensão territorial vasta e uma malha urbana heterogênea e de escalas variáveis. Grande parte dos bairros residenciais é constituída por um tecido de uso misto, onde as construções predominantes de décadas atrás são a chamada "casa chorizo" e as habitações em propriedade horizontal, comumente denominadas PH. É interessante observar como, ao longo dos anos, essas edificações foram modificadas devido às mudanças nos códigos de obras, que permitiram a criação de novas tipologias para responder, principalmente, a novas formas de habitar a cidade. A renovação dessas construções, muitas delas destinadas ao uso residencial, também tem sido uma resposta consciente para evitar a sobreedificação em uma cidade já densamente povoada. Embora esse tipo de projeto seja uma prática recorrente em Buenos Aires há vários anos, muitos/as jovens arquitetos/as das novas gerações assumem esses desafios, gerando uma tendência que parece não ter fim e na qual encontramos novas soluções a cada reforma.
O processo de materialização de ideias arquitetônicas envolve levar em conta vários fatores construtivos, econômicos e outros que, de uma forma ou de outra, acabarão tendo um impacto na qualidade de vida de seus futuros habitantes ou usuários. Alcançar o maior conforto térmico em espaços internos com o menor impacto ambiental possível é apenas um dos objetivos que os profissionais da arquitetura enfrentam ao projetar e definir os materiais que irão acompanhar seus projetos.
Embora o uso da cor possa ser utilizado para esconder ou disfarçar uma característica específica, também pode servir para destacá-las. Dentro do território latino-americano, podemos descobrir que em estruturas e fechamentos têm predominado tonalidades de vermelho, verde e azul no contexto de uma arquitetura residencial que pretende integrar uma linguagem adequada ao ambiente em que se insere.
Que estratégias de projeto ou novas tecnologias podem ser integradas ao projeto arquitetônico sem colocar em risco o meio ambiente? Nos últimos anos, as energias renováveis têm se tornado cada vez mais populares no mundo inteiro, e a energia solar fotovoltaica é uma das muitas que estão crescendo exponencialmente.
A Bienal Latinoamericana de ArquiteturaBAL representa, sem dúvidas, uma perspectiva singular sobre o cenário arquitetônico local — uma ponte entre a América Latina e a Espanha. Organizado pela associação AREA com a colaboração da Prefeitura de Pamplona, do Colégio de Arquitetos Vasco-Navarro, do Governo de Navarra e do Ministério de Fomento, o evento se concentra na cidade de Pamplona, com algumas atividades planejadas em Madri, Barcelona e uma exposição itinerante pela Espanha.
A busca por projetar espaços ao ar livre dentro das habitações urbanas densas se tornou para alguns uma necessidade e para outros um requisito a ser cumprido. Em resumo, é uma das demandas mais procuradas que os arquitetos em todo o mundo recebem diariamente. Embora este fenômeno tenha sido acentuado durante a pandemia de Covid-19, desde suas origens, estes espaços de expansão foram concebidos não apenas para aumentar o uso da luz natural e da ventilação, mas também para promover a relação interno e externo, dando a possibilidade de acomodar diferentes usos e funções mesmo quando os metros quadrados são escassos ou quando a conexão com a natureza pode ser vislumbrada muito além do horizonte.
Edificio damero / Francisco Cadau Oficina de Arquitectura. Image Cortesía de Francisco Cadau Oficina de Arquitectura
Durante o quarto dia da 18° Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, ocorreu o anúncio dos Prêmios Bienal, destacando projetos e obras de arquitetura desenvolvidos durante os últimos quatro anos nos âmbitos nacional e internacional. Concedidas pelo Comitê de Direção da Bienal, as categorias estabelecidas abrangeram desde habitação unifamiliar, habitação multifamiliar e design de interiores até paisagismo, espaço urbano, equipamentos públicos e privados.
Em comemoração à sua décima edição, o Open House abrirá as portas de mais de 160 espaços e edifícios de grande valor arquitetônico, cultural e patrimonial da Cidade Autônoma de Buenos Aires nos dias 1 e 2 de outubro de 2022. Como ocorre todos os anos, este festival de arquitetura e urbanismo proporcionará ao público a oportunidade de redescobrir a arquitetura e o urbanismo da cidade, bem como as suas pessoas, histórias e curiosidades por meio de atividades, visitas, encontros e roteiros de livre acesso.