Incorporar a figura humana na fotografia de arquitetura é uma das formas mais eficazes de ajudar o espectador a decifrar a escala de uma obra. Com ela, não apenas é possível transmitir noções das medidas dos elementos fotografados, mas também criar interessantes relações que podem favorecer a composição de uma imagem. Com isso em mente, compilamos a seguir uma seleção de nossas fotografias favoritas que têm na escala humana seu principal elemento compositivo.
Um dos fatores mais importantes a se levar em consideração quando se projeta um edifício é o clima específico do lugar. O clima pode ser um verdadeiro obstáculo e até um grande desafio, principalmente quando se trata de projetar em situações extremas. Nestes casos, se faz necessário utilizar materiais isolantes e desenvolver soluções práticas que possam favorecer as condições de conforto no interior do edifício. Entretanto, a maioria dos países latino-americanos como o México, possui um clima pra lá de privilegiado, algo que se transforma em um ponto à favor dos arquitetos, os quais podem então explorar relações mais diretas entre a arquitetura e a paisagem.
Ganhador do Prêmio Pritzker de 1995, Tadao Ando (nascido em 13 de setembro de 1941) é amplamente reconhecido por seu trabalho incomparável com concreto, tratamento sensível da luz natural e forte compromisso com a natureza. Estabelecido em Osaka, Japão, sua versão ascética do modernismo ressoa a arquitetura tradicional japonesa, aspecto que faz com que alguns críticos incluam sua obra em uma espécie de regionalismo crítico.
O arquiteto ítalo-britânico Richard Rogers anunciou sua aposentadoria, 43 anos após fundar o escritório Rogers Stirk Harbour + Partners. Como um dos maiores arquitetos vivos da atualidade, é conhecido por suas obras high tech, das quais se destacam o edifício Lloyd's em Londres e o Centro Pompidou em Paris. Laureado com o Prêmio Pritzker, tornou-se um dos arquitetos mais reconhecidos do mundo, desenvolvendo projetos visualmente marcantes e programaticamente adaptáveis em diversos países.
Em Yucatan, arquitetos estão revivendo uma antiga técnica de estuque maia para edifícios contemporâneos, combinando arquitetura moderna com história e cultura regional. A técnica é chamada de “chukum”, um termo derivado do nome popular da árvore Havardia albicans nativa do México. Feito com a casca dessa árvore de chukum, o material tem várias qualidades definidoras que o separam do estuque tradicional, incluindo propriedades impermeáveis e uma cor natural terrosa. Embora o chukum inicialmente tenha caído em desuso após a conquista espanhola da civilização maia, foi redescoberto e reempregado por Salvador Reyes Rios do escritório de arquitetura Reyes Rios + Larrain Arquitectos no final dos anos 1990, iniciando um ressurgimento do uso na área.
https://www.archdaily.com.br/pt/946352/a-beleza-rustica-do-chukum-na-arquitetura-mexicana-modernaLilly Cao
O Valle de Bravo é uma região do Estado de México localizada poucos quilômetros à sudoeste da capital do país. Caracterizada pela presença de um grande lago artificial criado em 1947 com a construção da barragem Miguel Alemán, o Valle de Bravo é hoje responsável pelo abastecimento de água para boa parte da população da Cidade do México e Toluca. Por sua proximidade à capital, a represa é um importante destino de viagens de final de semana, o que acabou despertando o interesse de muitos arquitetos e arquitetas, responsáveis por projetos de arquitetura que encontram ressonância na paisagem oferecendo uma experiência única junto à natureza exuberante de um dos principais vales da planície central mexicana.
O estado de Oaxaca, no México, é um dos estados mais visitados anualmente por turistas de todo o mundo devido à sua extensa oferta gastronômica, cultural e arquitetônica, que o consolidaram como um dos destinos mais populares. Localizado na região sudeste do país, possui uma área de 93.757 km² e é dividido em 570 municípios, o que o torna o quinto maior estado do país.
Durante a pandemia do novo coronavírus, a escassez de exposições e de projetos comissionados colocou artistas de todo o mundo em uma situação difícil. Em resposta a essa crise global, o programa de apoio Artist Support Pledge, lançado em março de 2020, visa oferecer suporte financeiro a profissionais da economia criativa, incluindo fotógrafos e fotógrafas de arquitetura. Fundado pelo artista Matthew Burrows, este movimento global conecta diferentes comunidades para garantir “um apoio financeiro justo e sustentável para artistas e criadores de todos os países, mídias e etnias”.
Como um dos principais expoentes do movimento high-tech britânico, Richard Rogers, se destaca como um dos arquitetos mais inovadores e distintos de sua geração. Rogers fez seu nome nas décadas de 1970 e 1980, com edifícios como o Centro Georges Pompidou em Paris e a sede do Lloyd's Bank em Londres. Até hoje, seu trabalho lida com motivos semelhantes, utilizando cores vibrantes e elementos estruturais aparentes para criar um estilo reconhecível, mas altamente adaptável.
Durante a pandemia da COVID-19, diante da falta de exposições e encomendas, artistas de todo o mundo começaram a enfrentar dificuldades. O Artist Support Pledge, uma iniciativa criada em março de 2020 em resposta a essa crise global, busca apoiar pessoas criativas, incluindo profissionais da fotografia de arquitetura. Fundado pelo artista Matthew Burrows, o movimento global conecta comunidades com o objetivo de garantir “uma economia justa e sustentável para artistas e criadores/as de todos os países, mídias e etnias”.