
-
Arquitetos: Paz Arquitectura
- Área: 10702 m²
- Ano: 2021
-
Fabricantes: Hunter Douglas, Aluver, Coverlam, Neocrete, Tecto


Ao final de mais um ano, a equipe do ArchDaily reúne os destaques da arquitetura em uma série de obras que buscam relembrar o conteúdo apresentado ao longo de 2022. Como parte desta iniciativa, nossa equipe de projetos apresenta uma das categorias mais populares entre o público leitor: a arquitetura residencial, com o objetivo de reunir os projetos que representam o melhor de uma vasta produção arquitetônica sob a ótica do nosso público.
Em um período marcado pela expectativa em relação ao futuro da arquitetura, mas também pela reflexão sobre o que foi produzido durante o ano que se encerra, apresentamos as 50 casas mais vistas no ArchDaily em espanhol durante o ano de 2022, mantendo o compromisso constante de oferecer ferramentas, inspiração e conhecimento para todas as pessoas que trabalham por um ambiente construído melhor.


Frequentemente caminhamos pela cidade sem conhecer o valor dos edifícios ao nosso redor. No Chile, existe uma multiculturalidade arquitetônica que moldou as cidades com edifícios que, hoje, detêm um título patrimonial, mas não são reconhecidos como tal por habitantes e visitantes.




Este ano, a honraria máxima da arquitetura, o Prêmio Pritzker, foi concedida ao Grafton Architects, escritório com sede em Dublin liderado principalmente pelas sócias Yvonne Farrell e Shelley McNamara. Pela primeira vez em seus 42 anos de história, devido às restrições impostas pela pandemia global da Covid-19, a organização do Prêmio Pritzker decidiu transmitir ao vivo a cerimônia de premiação. Com o fim de 2020 se aproximando, o ArchDaily reuniu as principais realizações de laureados e laureadas do Prêmio Pritzker, atuais e anteriores, ao longo deste ano turbulento.

Antes de mencionar como e quem destaca internacionalmente este projeto, é importante reconhecer sua relevância no território nacional. Este edifício de salas de aula construído para a Universidade de Piura é um sólido projeto educacional localizado no meio do deserto do norte do país. Diante do ocorrido em 2017 em diferentes partes do Peru em decorrência do devastador fenômeno El Niño – em que o norte foi uma das regiões mais afetadas, com a perda de diversos edifícios mal implantados ou construídos com materiais inadequados –, este edifício permanece de pé, exemplificando como intervir com delicadeza, coerência e respeito neste clima e paisagem, servindo de modelo para a reconstrução nacional. Além disso, representa uma grande contribuição para melhorar a qualidade – e o investimento – nos espaços educativos fora da capital, em prol da descentralização e oferecendo melhor educação e oportunidades para os/as estudantes.
Feito esse panorama interno, podemos passar aos reconhecimentos externos:

Nesta oportunidade, o Coletivo ARKRIT nos apresenta três hipóteses que poderiam dar estabilidade e sustentar a possível lógica liberal em que se inscreve o projeto Quinta Monroy, do escritório ELEMENTAL, diante da realidade atual vivida pelo conjunto de habitações de interesse social 15 anos após sua construção — o que abre a pergunta: teria este projeto de fato solucionado a desigualdade no Chile?

O livro de Justin McGuirk Radical Cities: Across Latin America in Search of a New Architecture está rapidamente se tornando uma importante leitura para mundo da arquitetura. Desde sua grandiosa participação na Bienal de Veneza 2012, em que ganhou o prêmio Golden-Lion pelo projeto desenvolvido com o Urban Think Tank e Iwan Baan, o trabalho de McGuirk tem se tornado de fundamental interesse a disciplina da arquitetura, principalmente no que diz respeito a soluções de habitação de baixo custo na América Latina. Esta análise do livro Radical Cities, por Joshua K Leon, foi originalmente publicada pela Metropolis Magazine como "Finding Radical Alternatives in Slums, Exurbs, and Enclaves."
O livro Radical Cities: Across Latin America in Search of a New Architecture, de Justin McGuirk, deveria ser leitura obrigatória para qualquer um à procura de uma saída para a desigualdade social na qual estamos presos. Em 2012, existiam 40 milhões de moradores de favelas em todo o mundo a mais do em 2010, segundo a ONU. Os mercados privados claramente não podem fornecer moradia universal de forma eficiente e os governos são muitas vezes hostis em relação aos pobres. A única alternativa é a ação coletiva a nível popular, e eu nunca havia lido um relato mais vívido sobre tal assunto.


O Leão de Prata concedido ao Pavilhão do Chile na Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano, o Prêmio MCHAP Emerging Architecture para a Casa Poli do escritório Pezo von Ellrichshausen e a recente inauguração do pavilhão de Smiljan Radic para o Serpentine Gallery não são casos isolados, mas um reflexo de uma arquitetura chilena - já madura - que consegue afastar o país da imagem de uma nação rural no fim do mundo ocupada por residências unifamiliares salpicadas sobre uma geografia acidentada; uma arquitetura que se reconcilia com seus centros urbanos, projetando-os na cena mundial.
Neste contexto, o jornal britânico Financial Times dedicou um artigo a este boom de arquitetos já consolidados, como Smiljan Radic, Mathias Klotz, Pezo von Ellrichshausen e Elemental. O que ocasionou esse impulso da arquitetura chilena?
