A arquitetura residencial é uma das categorias mais consultadas por nosso público leitor. Durante o ano de 2021, publicamos mais de 1.300 casas, apresentando projetos de diferentes regiões do mundo e oferecendo uma variedade de soluções, materiais, contextos, ambientes, escalas e tipologias. Trata-se de uma ampla fonte de conhecimento para quem busca soluções tanto para sua própria casa quanto para projetos profissionais.
Encravada entre a França e a Espanha, Andorra é a sexta menor nação da Europa. Com uma área de menos de 500 quilômetros quadrados, o microestado sem saída para o mar está localizado no leste dos Pirineus, na Península Ibérica. Hoje, uma nova arquitetura surge entre as montanhas escarpadas de Andorra e os três vales estreitos que se unem para formar o rio Gran Valira.
O Carles Enrich Studio foi anunciado como o vencedor do AR Emerging Architecture Awards 2020. Selecionado a partir de uma lista de 16 finalistas, o júri reconheceu o trabalho do escritório sediado em Barcelona como uma prática que "reconecta a história com o futuro e entende o patrimônio como infraestrutura: algo dinâmico e apropriado, em vez de museificado". O escritório Khadka + Eriksson Furunes também foi premiado com o Prêmio Peter Davey, e o Taller Capital recebeu uma menção honrosa.
Josep Ferrando é arquiteto radicado em Barcelona. É reitor da Escola Técnica Superior de Arquitetura La Salle (ETSALS) e diretor do Centro Obert d´Arquitectura de Barcelona e do Departamento de Cultura do Colégio de Arquitetos da Catalunha (COAC). Integrando sua trajetória acadêmica e suas frequentes palestras, seu escritório desenvolve projetos que exploram diferentes escalas e materiais, experimentando sistemas construtivos e soluções inovadoras. Conversamos com ele sobre a importância dos materiais na arquitetura e sobre as sinergias que ele encontra entre a prática e a docência.
Com o tema “Conectar mentes, construir o futuro”, a Expo Dubai 2020 —realizada de 1º de outubro de 2021 a 31 de março de 2022— é a primeira exposição universal sediada em um país árabe e na região do Oriente Médio. O Pavilhão da Espanha, sob o lema “Inteligência para a vida”, sintetiza a ideia de preservar uma boa qualidade de vida no planeta, para nós e para as próximas gerações.
O edifício, cujo projeto foi desenvolvido pelo escritório amann cánovas maruri, está localizado no Distrito da Sustentabilidade da exposição e chama a atenção por sua série de proeminentes cones truncados que se elevam acima da paisagem, evocando a sensação de uma praça tradicional. Em seu interior, o pavilhão abriga duas áreas expositivas temáticas complementares projetadas pelo consórcio formado por External Reference e Onionlab. Nelas, as empresas barcelonesas aplicaram uma surpreendente mistura de design, arte e tecnologia, criando uma experiência imersiva única.
A facilidade de acesso, a alta disponibilidade no mercado, a resistência e durabilidade assim como o valor relativamente baixo fazem do tijolo um dos materiais mais utilizados na industria da construção civil, servindo muitas vezes, como símbolo de identidade da arquitetura de uma determinada região. No caso da Espanha, país profundamente influenciado pela cultura e arte mudéjar, o tijolo, que tem sido amplamente utilizado na arquitetura espanhola desde tempos imemoriais, ocupa ainda hoje uma posição privilegiada no cenário da arquitetura contemporânea. Recorrentemente utilizados para a construção de planos, arcos e abobadas, tijolos também aparecem na forma de estruturas vazadas como cobogós e muxarabis, permitindo a iluminação e ventilação natural de espaços interiores, especialmente em se tratando de um território cálido como o sul da Europa.
Pensando nisso, apresentamos à seguir uma série de projetos de arquitetura contemporânea que fazem uso deste material, acompanhados de um breve memorial descritivo fornecido pelos arquitetos responsáveis.
A escolha de Lacaton & Vassal para receber o Prêmio Pritzker de 2021 foi, acima de tudo, emblemática. Sob o mantra “nunca demolir, nunca remover ou substituir, sempre adicionar, transformar e reutilizar”, a dupla francesa construiu uma carreira focada em reformar edificações, dotando-as de qualidade espacial, eficiência e novos programas. Sua abordagem contrasta com grande parte das arquiteturas que estamos acostumados a prestigiar: obras icônicas, imponentes e grandiosas. Também, com a noção da tabula rasa, de construir e reconstruir do zero, tão bem representada na Ville Radieuse de Le Corbusier, e que tem fascinado arquitetos e urbanistas desde então.
Seja por conta das demandas de sustentabilidade em voga atualmente, ou simplesmente por já existirem construções o suficiente em muitas partes do mundo, o ofício de reabilitar espaços e edificações tem sido visto como importante motor de mudanças. O foco é, geralmente, centrar os esforços nos espaços interiores, dando especial atenção à qualidade ambiental e ao conforto dos habitantes, além de adequar os usos às demandas contemporâneas. A principal questão gira em torno de que forma atualizar (e até automatizar) os edifícios do passado para se adaptarem às novas necessidades de eficiência, sustentabilidade e bem-estar.
Após vencer o concurso para o Museu Munch em 2009, o escritório de arquitetura espanhol Estudio Herreros finalmente concluiu a construção do edifício, que abrirá suas portas em 22 de outubro de 2021. O tão aguardado museu abrigará uma rica coleção do patrimônio e da cultura norueguesa, além de milhares de obras do artista Edvard Munch. O projeto também apresenta um conceito de museu contemporâneo que destaca o papel urbano e a responsabilidade histórica da arquitetura em relação a Oslo e a todo o país.
Já falamos aqui sobre os materiais km zero: todos aqueles que podem ser adquiridos diretamente no local sem ter passado por diferentes etapas de processamento ou tratamento com produtos tóxicos, e mais do que isso, que no final de sua vida útil possam ser devolvidos ao meio ambiente sem causar grandes danos ou impactos negativos na paisagem natural.
Por exemplo, a madeira que cresce no local, a poucos quilômetros da obra, é um material extremamente sustentável, muito porque, dispensa a necessidade de transporte, reduzindo custos globais e emissões de gases do efeito estufa além de valorizar os recursos e a mão de obra local, permitindo estabelecer processos mais simples, eficientes e sustentáveis—vinculados às pessoas e ao território na qual a obra se insere.
Praças são espaços livres em meio ao tecido urbano, delimitados por construções ou vias, onde se possibilitam uma série de encontros, atividades sociais e culturais. Sejam espaços planejados, ou resquícios do tecido urbano, as praças são fundamentais para a vida e a cultura da sociedade na qual estão inseridas, e se provaram ainda mais importantes após a pandemia de Covid-19. Reunimos aqui nove praças de pequena escala que atestam a diversidade de usos e funções que esses espaços podem assumir nas cidades contemporâneas.
Un chico, su bulldog, un huerto y la casa que comparten / HUSOS. Image
É muito provável que você esteja lendo esse texto em um espaço fechado e com as luzes ligadas. Com o nosso atual estilo de vida, é comum passarmos a maior parte dos dias em salas fechadas realizando nossas tarefas diárias banhados pela soma de luzes artificiais e naturais. Ao mesmo tempo que as luzes artificiais trouxeram infinitas e incalculáveis possibilidades à humanidade, elas também causaram uma certa confusão ao nosso corpo, que se adaptou por milhares de anos a responder aos estímulos da luz do sol e à escuridão da noite. Trata-se do Ritmo ou Ciclo circadiano, que designa o período de aproximadamente 24 horas que se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos, influenciado sobretudo pela luz recebida, mas também pela temperatura e outros estímulos.
É inquestionável que os ambientes influenciam diretamente no comportamento e nas emoções de seus usuários. Estima-se que os seres humanos passem cerca de 90% de seu tempo de vida em espaços internos, por isso é tão importante que eles favoreçam positivamente nossa capacidade cerebral. Um termo específico para relacionar os estímulos que o cérebro recebe dependendo do ambiente em que está é neuroarquitetura. Diversos estudos têm sido publicados sobre esse tema, a maioria sobre o impacto em ambientes de trabalho. Este artigo pretende abordar sobre esse conceito, enfatizando sua importância no projeto de espaços destinados a crianças na primeira infância.